Aplicativos, carreira, concursos, downloads, enfermagem, farmácia hospitalar, farmácia pública, história, humor, legislação, logística, medicina, novos medicamentos, novas tecnologias na área da saúde e muito mais!



terça-feira, 2 de junho de 2015

Parto Adequado: Taxa de cesáreas de 100% cai pela metade com mudança de modelo

O Hospital Santa Isabel, em Jaboticabal, investiu na motivação da equipe e informação para gestantes. O reflexo ocorreu na queda de internações em CTI neonatal
 
O modelo de atendimento proposto pelo Hospital Santa Isabel, em Jaboticabal, não preocupou a assistente administrativa Gisele Delphino, 25 anos. O que mais a assustava era a possibilidade de fazer uma cesárea. “Sempre tive aflição ao pensar no médico cortando oito camadas (acho que é isso) de pele, fora que a recuperação do parto normal é bem rápida, é bom pra mãe e para o bebê”, diz.
 
Pelo modelo do hospital, a partir da 36ª semana de gestação, além das consultas de pré-natal com seu obstetra, a futura mãe realiza consultas com os profissionais da equipe que é mantida de plantão. Gisele conta que depois de ser encaminhada por seu médico, a cada consulta de pré-natal conhecia um profissional diferente. “O ginecologista nos encaminha para as consultas finais no hospital, para conhecermos o possível médico que fará o parto”, conta.
 
Quando chegou a hora de Lorenzo nascer o parto foi tranquilo e como ela queria. “Foi uma enfermeira obstetra que fez o meu parto em um banquinho. Ela me passou toda a segurança e apoio. Meu marido participou o tempo todo ao meu lado, inclusive a hora que o bebê nasceu. Estávamos embaixo do chuveiro, a enfermeira Uyara colocou meu filho sobre meu corpo, lavou ele e o pai cortou o cordão umbilical. Foi emocionante e inesquecível”, descreve o parto realizado há um ano.
 
O modelo proposto pelo Santa Isabel confirma que o hospital está no caminho certo. Há dois anos a taxa de cesáreas chegava a quase 100%. “Havia a necessidade de interferir no processo, melhorando a segurança das mães e seus bebês e tornar o parto uma experiência única”, relembra Jeyner Valério Júnior, coordenador administrativo do Hospital e Maternidade Santa Isabel e do Projeto Melhor Parto. Atualmente, a taxa de parto normal chega a 50%.
 
O hospital evita parto com hora marcada e assim bebês prematuros. Ao entrar em trabalho de parto, o médico avalia a melhor forma de nascimento e deixa a cesariana somente quando há riscos para mãe ou para o bebê.O cartão do pré-natal da gestante foi padronizado e grávidas e familiares fazem cursos de gestantes.
 
Segundo o coordenador, chegar a este percentual não foi fácil. Foram necessárias algumas mudanças e houve resistências. “Antes, o médico chegava ao hospital, realizava o procedimento cirúrgico e ia para o seu consultório. No parto normal, não há como acompanhar o trabalho de parto que pode durar 12 ou mais horas, atendendo o consultório. Você muda a rotina do médico, por isso a resistência foi grande”, explica.
 
Para motivá-los, houve melhoria na remuneração dos profissionais ao aderirem ao sistema de plantão, garantindo a presença de obstetra 24 horas. Outra mudança foi a unificação da equipe médica e de enfermagem do Hospital e da Unimed, os profissionais também passaram por capacitação. O hospital também investiu na aquisição de bolas, banquetas e o sonar (espécie de monitor fetal à prova d´água) para permitir o parto dentro da água. Tudo para dar mais acolhimento, segurança e conforto.
 
Como reflexo, o Santa Isabel conseguiu uma redução de custos de 26% e de internações em CTI neonatal de 61%, a infecção hospitalar está quase zero e a morte materna chegou a zero. “O desafio agora tem sido manter a equipe motivada e conseguir enfermeiras obstetrizes, uma profissional ainda escassa no mercado.”
 

Farmácia Popular pode fechar na Bahia

Segundo o Conselho Curador da Bahiafarma, o programa tem dado prejuízos

A decisão, acordada pelo Conselho Curador da Bahiafarma, inclui, por enquanto, 27 unidades administrada pela Secretaria Estadual da Saúde (Sesab), das quais oito lojas estão localizadas em Salvador. Na avaliação dos conselheiros, encaminhada ao governador Rui Costa, consta que o programa tem dado prejuízos e por isso se torna inviável, consumindo do erário público recursos da ordem de R$ 7,6 milhões, enquanto as receitas totalizam aproximadamente R$ 1,1 milhão.
 
“O que o governo do estado não está levando em conta é que a saúde da população, principalmente a mais carente, está acima dos interesses financeiros”, afirma um membro do Conselho Estadual da Saúde, Eliane Simões, que pretende acionar o Ministério Público estadual para reverter a situação.
 
Em nota, a Secretaria Estadual da Saúde disse que a recomendação do Conselho Curador da Bahiafarma, feita por unanimidade, de transferir as atividades da rede baiana de Farmácia Popular do Brasil para a rede de farmácias privadas conveniadas com o Ministério da Saúde “é uma recomendação que será avaliada pelo governador e ainda não há data definida para o início do processo”.
 
Tribuna da Bahia / Guia da Pharmacia

Asma: esclareça dúvidas sobre medicamentos que tratam a doença

vários remédios - Foto: Getty ImagesBroncodilatadores não evitam as crises e são apenas uma parte do tratamento
 
Segundo o Ministério da Saúde, a doença mata cerca de 2,5 mil pessoas por ano. De acordo com as Diretrizes da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia para o Manejo da Asma, estima-se que existam mais de 22 milhões de asmáticos no Brasil. Anualmente, ocorrem cerca de 160 mil internações pela doença no país, sendo a quarta causa de hospitalizações no Brasil. Esse número pode diminuir se a asma for controlada corretamente, não só melhorando o ambiente em que o paciente vive, como ministrando os medicamentos adequados - em sua maioria oferecida gratuitamente pela rede pública de saúde.
 
Para entender como funcionam os remédios para asma, é preciso ter em mente que o pulmão do asmático é diferente de um pulmão saudável. "É como se os brônquios do paciente fossem mais sensíveis, mais inflamados, e reagissem ao menor sinal de irritação", explica o pneumologista Roberto Rodrigues Junior, do Laboratório Exame, em Brasília. Se pensarmos em uma pessoa sem a doença, ela sofrerá uma falta de ar quanto estiver exposta a grandes irritações, como a fumaça de um incêndio.
 
"Diante desse quadro, o organismo da pessoa identifica os agentes irritantes e faz com que a musculatura que existe em volta do brônquio se contraia, fechando o órgão e impedindo que o ar contaminado entre nos pulmões", diz o pneumologista Roberto. O mesmo processo acontece com um paciente que tem asma, só que os gatilhos para causar uma irritação nos brônquios são bem menos graves, como a poeira. Por isso é importante que ele faça um tratamento adequado e medicamentoso, tanto para controlar uma crise quanto para evitar que elas aconteçam.
 
Quer entender melhor? Veja abaixo o que dizem os nossos especialistas.   
 
Os broncodilatadores ajudam a tratar a asma?
Não, os broncodilatadores servem para aliviar uma crise de asma, mas não a previne. Durante uma crise de asma, você tem o fechamento dos brônquios, impedindo a entrada de ar nos pulmões. Os broncodilatadores servem justamente para relaxar essa musculatura dos brônquios, permitindo que o ar entre nos pulmões novamente. "Essas medicações tem início de ação rápido, gerando um alívio imediato do paciente", explica o pneumologista Roberto Rodrigues Junior, do Laboratório Exame, em Brasília.
 
Há broncodilatadores de curta duração (entre quatro a seis horas de ação) e de longa duração (de 12 a 24 horas de ação), mas nenhum desses é um tratamento preventivo. "É necessário um medicamento que diminua a inflamação dos brônquios, fazendo com ele não se irrite tão facilmente", diz Roberto. "São esses medicamentos que evitam as crises, em vez de aliviá-las quando já aconteceram, que ajudam a tratar efetivamente a asma."
 
Como funcionam os medicamentos de uso contínuo para tratar a asma?
As medicações de uso contínuo servem para minimizar a sensibilidade e a inflamação as quais os brônquios da pessoa asmática estão sujeitos, fazendo com que os pulmões reajam com menos intensidade aos agentes irritantes, como poeira e ácaros.
 
"Diferente dos broncodilatadores, que apenas revertem o quadro de contração do brônquio, os medicamentos contínuos funcionam para evitar que essas reações aconteçam."
 
Existe mais de um tipo de medicação?
Sim, existem diferentes remédios para tratar a asma, que podem ser ministrados por diversas vias. Os mais utilizados são os corticoides, que podem ser aplicados por inalação ou via oral. "No entanto, os medicamentos orais são evitados no caso da asma, pois qualquer remédio quando ingerido vai para a nossa corrente sanguínea, chegando a todas as partes do corpo em vez de apenas nos pulmões, aumentando o risco de efeitos colaterais", lembra o pneumologista Roberto. Por via inalatória, os corticoides são absorvidos somente pelos pulmões, tratando o problema de forma localizada. As inalações são feitas com inaladores portáteis, por meio de sprays ou em forma de pó, que é inalado por meio de um instrumento próprio. O tempo de ação pode ser de quatro, doze ou 24 horas, e o espaço entre as inalações varia conforme esse intervalo. De acordo com o especialista, 95% dos casos de asma podem ser controlados com o uso de corticoides.
 
O montelucaste e a teofilina são medicamentos ministrados apenas por via oral, e podem ser encontrados em forma de comprimidos, xaropes ou sachês. "O montelucaste irá reduzir o processo inflamatório dos pulmões e raramente é usado de forma isolada, sendo associado ao uso de corticoides", explica o pneumologista Roberto. As doses e intervalos de utilização do montelucaste variam conforme o caso e a associação de medicamentos que está sendo feita. Já a teofilina funciona principalmente como broncodilatador, mas possui efeito anti-inflamatório, sendo também associada aos corticoides. O medicamento deve ser ministrado a cada 12h, e as doses também variam conforme o paciente. "Lembrando que para qualquer medicamento ministrado por via oral, o melhor é que sejam doses pequenas." Há também o omalizumabe, que é um medicamento injetável. De acordo com o pneumologista Roberto, essa droga diminui a resposta das células inflamatórias do pulmão, fazendo com ele fique menos "estressado".

O omalizumabe é aplicado em média a cada 15 ou 20 dias, e pode ser muito eficaz para os casos em que as medicações não estão surtindo efeitos significativos. Ele também pode ser associado aos corticoides inalatórios, mas não é uma regra.
 
A escolha do medicamento varia conforme o grau da doença?
Sim. Os medicamentos orais e o omalizumabe são indicados apenas para casos mais graves da asma, que não foram estabilizados apenas com o uso de broncodilatadores ou corticoides por meio inalatório.
 
"Por isso é importante não ignorar os sintomas se eles persistirem e conversar com seu médico, a fim de encontrar um tratamento mais efetivo", alerta o alergista Clóvis Eduardo Santos Galvão, presidente da Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia da regional São Paulo. 
 
Existe algum risco em associar essas medicações contínuas com os broncodilatadores?
Nenhum, e inclusive é uma prática que deve ser adotada. Os medicamentos contínuos servem para deixar o quadro mais estabilizado possível, diminuindo ao máximo o número de crises e, por consequência, a necessidade dos broncodilatadores.
 
"No entanto, se mesmo com o uso da medicação a pessoa ainda sofre crises ocasionais, é importante estar com o broncodilatador em mãos", ressalta o alergista Clóvis.
 
Os remédios podem ser usados por pacientes de qualquer idade?
Sim, com exceção do injetável omalizumabe, cuja idade mínima é de seis anos. Segundo os especialistas, para todos os outros casos são ministradas doses ou associações diferentes conforme a idade, inclusive bebês.
 
"A maioria dos novos medicamentos, quando chegam ao mercado são indicados somente para maiores de 18 anos, e após estudos de segurança eles podem ser liberados para pacientes maiores de 12 anos, e então para as faixas etárias menores", afirma o alergista Clóvis. 
 
Como eu sei que estou precisando de um medicamento contínuo?
Se você usa o broncodilatador várias vezes ao dia, é um sinal de que a sua asma está descontrolada e precisa de outras medicações.
 
"O maior risco de uma pessoa que tem várias crises e usa apenas o broncodilatador corre é o de mascarar uma crise mais grave", alerta o pneumologista Roberto. Isso pode fazer com que você subestime a intensidade do quadro, ignorando sua gravidade e vindo a sofrer consequências alarmantes, como uma asfixia, pois o broncodilatador somente pode não dar conta da crise.
 
"Pessoas que usam ou usaram o broncodilatador mais do que três ou quatro vezes em um único dia devem procurar um pronto socorro ou ligar para seu médico, a fim de buscar formas de tratamento da doença como um todo, não apenas da crise."
 
Uma vez que o quadro está controlado, o paciente pode suspender a medicação?
Sim, mas tudo vai depender do paciente e da opinião do médico. Se ele perceber que o asmático está apresentando melhoras, a tendência é diminuir a dose da medicação, até que, em alguns casos, passe a ser necessário apenas o broncodilatador para as crises ocasionais.
 
"No entanto, é de extrema importância que esse acompanhamento seja feito pelo médico, e o paciente nunca deve deixar de tomar a medicação por conta própria", ressalta o pneumologista Roberto.  
 
Minha Vida

Tabagismo aumenta risco de refluxo gastroesofágico e doença de Crohn

Um único cigarro já pode causar alterações no trato digestivo

Dr. Leonardo Peixoto Gastroenterologista - CRM 780553/RJ

O cigarro mata cerca de metade dos seus usuários, ceifando aproximadamente seis milhões de vida, no mundo, anualmente. Além disso, o tabagismo afeta o sistema digestivo de várias maneiras.
 
Foram identificados mais de 60 agentes carcinogênicos na fumaça do cigarro, como hidrocarbonetos policíclicos aromáticos, N-nitrosaminas, metais e aldeídos, capazes de causar danos diretamente ao DNA das células. Outro mecanismo através do qual o tabagismo afeta o DNA é pela hipermetilação do material genético. O dano direto causado ao material genético e sua hipermetilação leva à ativação ou inibição da função de alguns genes e, como resultado final, temos um risco aumentado de tumores. Fumar aumenta o risco de câncer de boca, esôfago, estômago, pâncreas, fígado e intestino.
 
Além desse aumento no risco de neoplasias, esse hábito leva a uma redução no tônus do esfíncter esofagiano inferior, exatamente o esfíncter que se encontra no limite entre o esôfago e estômago, e consequentemente predispõe à doença do refluxo gastroesofágico (DRGE). Foi mostrado também que quem continua fumando apresenta um risco maior de desenvolver as complicações da DRGE, como câncer e estenose de esôfago.
 
O tabagismo reduz o fluxo sanguíneo para a mucosa do trato digestivo e diminui a produção de muco no estômago, aumentando a chance de uma pessoa portadora de gastrite por H. pylori desenvolver uma úlcera péptica.
 
Quando o assunto é intestino, sabe-se que fumar aumenta o risco de doença de Crohn, uma doença inflamatória que afeta todo trato gastrointestinal. Pelos mecanismos de alterações genéticas discutidos acima, também há aumento na chance de desenvolver pólipos intestinais.
 
Alguns estudos mostram que o tabagismo aumenta o risco de cálculos de vesícula biliar, cirrose, complicações da esteatose hepática e pancreatite.
 
Parar de fumar ajuda a reverter grande parte desses riscos citados acima e, em algumas horas, já é possível notar alterações positivas, como uma melhora na circulação do trato gastrointestinal. Entre as doenças que tem seu prognóstico melhorado ao cessar o tabagismo podemos citar a DREG, úlcera péptica e doença de Crohn.
 
Um único cigarro já pode causar alterações no trato digestivo e, mais importante, não se pode esquecer que é a partir do primeiro cigarro que começa o risco da dependência. 
 
Todo fumante deve procurar se informar sobre os efeitos nocivos do tabagismo e, ao decidir combater o vício, procurar ajuda médica para ajudar nesse processo.
 
Minha Vida

Interessados podem fazer exame gratuito de HIV no vão livre do Masp (SP)

Cesar Brustolin/ SMCS: Profissionais estaduais vão orientar
 e realizar testes rápidos de HIV na semana da parada LGBT
 em São Paulo
Ação acontece nos dias 2 e 3 de junho, e antecede Parada LGBT
 
O Governo do Estado de São Paulo vai oferecer testes de saliva (fluido oral) gratuitamente para diagnosticar o vírus do HIV, nesta  terça (2) e quarta-feira (3). A ação será realizada no vão livre do Masp, das 9h às 20h, na semana que antecede a 19º Parada do Orgulho LGBT.
 
Além do exame, 50 profissionais vão distribuir 16 mil preservativos e 6.000 unidades de gel/sache no local. O teste de saliva é indolor e realizado com privacidade e sigilo.
 
A coordenadora do Programa Estadual DST/AIDS-SP, Maria Clara Gianna, explica que o exame detecta anticorpos no fluido oral e pode ser feito em qualquer lugar.
 
— Se o resultado for positivo, é realizado um teste confirmatório de sangue por meio de um pequeno furo no dedo.
 
Na última década, foi registrado aumento significativo de casos de HIV entre homens que têm relações sexuais com outros homens. No estado de São Paulo, foram notificados 137.705 casos de Aids em homens com 13 anos ou mais. Destes, cerca de 40 mil eram de homens que se relacionaram com outros homens. Em 2007, esta população correspondia a 29,8% dos casos. Em 2012, pulou para 43%.
 
Outros eventos
Na próxima quinta-feira (4), um estande será montado na tradicional Feira de Adversidade, no Vale do Anhangabaú. A equipe do CRT DST/Aids-SP fará demonstrações de como funcionam os testes de saliva, das 10h às 18h. Serão distribuídos 15 mil preservativos masculinos, 4.000 unidades de gel/saches e folders sobre sífilis e testes anti-HIV.
 
No domingo (7), dia da 19º Parada do Orgulho LGBT, funcionários das secretarias da saúde, cultura, justiça e cidadania estarão presentes na Avenida Paulista para orientar os participantes sobre prevenção de doenças sexualmente transmissíveis, preconceito e defesa e direitos civis da população LGTB.
 
O teste para detectar o vírus HIV é realizado o ano todo em unidades de saúde espalhadas pelo estado. O telefone para informações sobre onde é realizado o exame é o Disque DST/ Aids: 0800 16 25 50.
 
R7