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quinta-feira, 4 de junho de 2015

Esposas estressadas podem aumentar pressão arterial dos maridos

Um novo estudo americano descobriu que, quando homens mais velhos possuem esposas estressadas, sua pressão arterial pode subir
 
Resultados
Os pesquisadores revisaram os dados de uma amostra nacional de 22.000 pessoas nascidas em 1953 ou mais cedo, com foco em um subconjunto de casais de sexo oposto cujos membros participaram de entrevistas presenciais sobre seus relacionamentos.
 
No geral, foram avaliados cerca de 1.350 casais, uma vez em 2006 e novamente em 2010, para ver como a pressão arterial de cada um mudou de acordo com seus níveis de satisfação ou de estresse no relacionamento.
 
“Descobrimos que os maridos tinham pressão arterial mais elevada quando as esposas relataram maior estresse. Esta ligação foi ainda maior quando os maridos estavam mais descontentes sobre o relacionamento”, disse a principal autora do estudo, Kira Birditt, cientista do Instituto de Pesquisa Social da Universidade de Michigan em Ann Arbor (EUA).
 
A qualidade conjugal negativa experimentada por apenas um membro do casal não foi associada com a pressão arterial, mas quando ambos os membros estavam infelizes, ambos também tinham pressão arterial mais elevada.
 
A felicidade delas é a chave
Em comparação com o grupo maior, o subconjunto neste estudo era mais saudável, mais jovem, mais propenso a ser branco e a relatar menos estresse crônico. A maioria dos casais eram casados, mas 3% apenas coabitavam.
 
Em 2006, cerca de um terço dos maridos tinham pressão arterial elevada, assim como 26% das mulheres. Em 2010, 37% dos homens e 30% das mulheres tinham pressão arterial elevada.
 
Maridos estressados tinham menor pressão arterial quando suas mulheres relatavam menos estresse.
 
Mulheres estressadas, no entanto, tiveram menor pressão arterial mesmo quando seus maridos estavam também estressados.
 
A conclusão é que o estresse das esposas é mais propenso a ser ligado a pressão arterial elevada em seus cônjuges. “Maridos mais velhos tendem a ser dependentes de suas esposas para cuidados, preparação de refeições, responsabilidade familiar”, disse Kristen Peek, professora de medicina preventiva e saúde comunitária na Universidade do Texas (EUA), que não esteve envolvida no estudo. “Para os casais mais velhos cujos casamentos seguem papéis de gênero mais tradicionais, faz sentido que maridos tenham saúde mental e física mais pobre em resposta ao declínio das esposas”.
 
Reuters / Hypescience

Infecções podem afetar a inteligência, diz estudo

Estudo foi feito a partir do registo nacional de rastreamento de 190 mil dinamarqueses nascidos entre 1974 e 1994 e que tiveram o QI avaliado entre 2006 e 2012
Estudo foi feito a partir do registo nacional de rastreamento
de 190 mil dinamarqueses nascidos entre 1974 e 1994 e que
 tiveram o QI avaliado entre 2006 e 2012
Infecções severas podem diminuir a capacidade cognitiva mesmo depois de muitos anos que o problema foi tratado e resolvido, aponta pesquisa dinamarquesa
 
Novo estudo dinamarquês mostra que infecções podem diminuir a capacidade cognitiva medida por meio do QI. O estudo é o maior já feito do gênero, e mostra uma correlação clara entre níveis de infecção e dificuldade de cognição.
 
Qualquer um pode sofrer uma infeção, como, por exemplo, no estômago, no trato urinário ou na pele. Esse estudo mostra, no entanto, que o sofrimento de um paciente não necessariamente acaba ao final do tratamento do problema. Na verdade, as infecções subsequentes podem afetar a inteligência do paciente, mensurada por um teste de QI.
 
"Nossa pesquisa mostra uma correlação entre a internação por infecção e a cognição prejudicada, que corresponde a um QI 1,76 menor do que a média. Pessoas com cinco ou mais internações em hospitais por infecção tiveram um QI 9,44 menor do que a média. O estudo mostra, assim, uma relação evidente entre o número de infecções e o efeito sobre a capacidade cognitiva, que é afetada de acordo com a proximidade temporal da última infecção e também com a gravidade do episódio”, disse, em nota, Michael Eriksen Benró, do Centro Nacional de Registros e Pesquisas ligado à Universidade de Copenhage.
 
“As infecções no cérebro afetam a habilidade cognitiva, mas muitos outros tipos de infecções severas, aquelas que demandam hospitalização, também podem diminuir a habilidade cognitiva do paciente. Além disso, parece que o próprio sistema imune pode afetar o sério de tal forma que o QI continuará deficiente, mesmo muitos anos depois que a infecção foi curada”, explicou ele.
 
Michael conduziu o estudo com a colaboração de pesquisadores da Universidade de Copenhage e da Universidade Aarhus.
 
QI após a infecção
O estudo foi feito a partir do registo nacional de rastreamento de 190 mil dinamarqueses nascidos entre 1974 e 1994 e que tiveram o QI avaliado entre 2006 e 2012. Desses indivíduos, 35% tiveram infecções antes que o teste fosse conduzido.
 
De acordo com Benrós, "infecções podem afetar o cérebro diretamente, mas também por meio de inflamação periférica, que afeta o órgão e nossa capacidade mental. As infecções têm sido previamente associadas com depressão e esquizofrenia, e também foi provado que podem afetar a capacidade cognitiva de pacientes que sofrem de demência. Este é o maior estudo para sugerir que infecções podem também afetar o cérebro de pessoas saudáveis”, disse ele.
 
Segundo o especialista, é possível ver que o cérebro é afetado por todos os tipos de infecções. “Portanto, é importante que mais pesquisas sejam conduzidas sobre esses mecanismos que ligam o sistema imune com a saúde mental”.
 
Ele espera que aprender mais sobre essa conexão ajudará a prevenir o comprometimento mental das pessoas e aumentar as chances de um tratamento no futuro.
 
Experimentos em animais mostraram, anteriormente, que o sistema imunológico pode afetar a inteligência, e estudos menores – mas mais recentes - em humanos também têm apontado nessa direção. Normalmente, o cérebro é protegido do sistema imunológico, mas, com infecções e inflamações, pode ser afetado.
 
A pesquisa de Benrós sugere que o sistema imune seja o causador dessa queda na inteligência, e não somente a infecção, porque muitos tipos diferentes de infecções foram associados com a diminuição do QI.
 
Os pesquisadores também esperam que os resultados possam estimular a investigação de possíveis envolvimentos do sistema imune com o desenvolvimento de problemas psiquiátricos.
 
iG

Falta de vitamina D em idosos pode estar relacionada a distúrbios de sono

Idosos têm mais dificuldade em absorver vitamina D vinda da luz do sol porque a pele fica mais fina na terceira idade
Idosos têm mais dificuldade em absorver vitamina D vinda da
 luz do sol porque a pele fica mais fina na terceira idade
Carência de vitamina D e distúrbios de sono andam de braços dados, diz estudo; falta de sono também implica na produção deficiente de alguns hormônios essenciais
 
Em um bom aporte de vitamina D para idosos é que talvez se esconda o segredo para dormir bem. É o que sugere um estudo que verificou a carência de vitamina D relacionada a distúrbios do sono.
 
Segundo o trabalho conduzido com quase 1700 idosos por Ju Wan Kang, da Universidade de Yonsei, em Seul, Coreia do Sul, a carência de vitamina D e os distúrbios de sono andam de braços dados e podem criar um círculo vicioso: um determina o outro em uma sequência que faz mal à saúde - e aos idosos. A pesquisa foi publicada no Journal of the American Geriatrics Society.
 
"Na nossa amostra ao menos a metade dos idosos apresentavam concentrações de vitamina D no sangue mais baixas do que os valores considerados normais", disse Wan Kang à Ansa.
 
Os especialistas viram que quem tinha carência de vitamina D tinha uma probabilidade maior de ser acometido por distúrbios de sono ou de dormir pouco.
 
"Em geral, os idosos tendem fisiologicamente a dormir menos, mas quando tanto a duração ou a qualidade do sono são comprometidas, quase sempre estamos em frente a uma doença; quanto maior é a gravidade dela, maior é o sono comprometido", explica Giuseppe Paolisso, presidente da Sociedade Italiana de Gerontologia e Geriatria (Sigg).
 
Não ao acaso, continua ele, quando se vai a um geriatra, uma das primeiras perguntas que se fazem ao médico é exatamente "como dormir".
 
É difícil dizer qual é a causa e efeito, explica Wan Kang, se é a carência de vitamina D a causar os distúrbios do sono ou vice-versa: uma coisa pode facilitar a outra. De fato, a carência de vitamina D pode ser um obstáculo para um sono de qualidade e domrir pouco e mal pode induzir o idoso a sair menos.
 
Porque estar ao sol e à luz é essencial para que o corpo produza vitamina D, se pode criar um círculo vicioso sem saída. Por outro lado, hormônios produzidos pelo organismo, sobretudo à noite durante o sono, são importantes para a pigmentação da pele e então, por sua vez, para a produção de vitamina D. 
 
A vitamina D, continua Paolisso, é importante para os ossos, músculos e fígado, então é claro que pode, de qualquer modo, ter um impacto indireto na qualidade do sono, mas serão necessários mais estudos para entender os eventuais mecanismos em jogo.
 
"Precisaria, além de tentar um estudo de intervenção, istoé, administrar vitamina D a um grupo de idosos e ver se isso alivia eventuais distúrbios do sono", conclui Paolisso. 

iG

Plano de saúde individual vai aumentar em até 13,55%

ANS autoriza o maior teto de reajuste dos últimos 15 anos para convênios
 
Os planos de saúde individuais e familiares vão subir até 13,55% este ano. O percentual foi divulgado ontem pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e é retroativo a maio, valendo para contratos com aniversário até abril de 2016. É a maior variação autorizada desde que a ANS foi criada, há 15 anos. O percentual é 40,4% mais alto que o limite definido no ano passado, de 9,65%.
 
Para calcular o aumento, a ANS leva em conta a média dos reajustes de planos coletivos com mais de 30 beneficiários, que não possuem regulação de preço. Segundo a agência, um dos fatores que pressionou o índice neste ano foi a inclusão de novos serviços no rol de procedimentos obrigatórios. “Na última atualização foram incluídos 37 medicamentos orais para o tratamento domiciliar de diferentes tipos de câncer e 50 novos exames, consultas e cirurgias”. Ainda segundo a ANS, a variação é composta pela variação da frequência de utilização de serviços, da incorporação de novas tecnologias e pela variação dos custos de saúde.

Tabela mostra como será a cobrança do reajuste

A Federação Nacional de Saúde Suplementar , que representa as operadoras de saúde, critica a incorporação de novos procedimentos de forma “acrítica”. Segundo a entidade, os procedimentos são caros e nem sempre “produzem resultados para a coletividade”. A entidade ressalta que o valor das internações disparou nos últimos anos. “Os números falam por si: entre 2007 e 2013, o gasto médio por consulta disparou em 12%, em termos reais. Já o gasto médio por internação aumentou em 52%, no mesmo período”.
 
O percentual incide em planos contratados após 1999 ou os que são adaptados à Lei 9.656, de 1998. Convênios adquiridos antes de 1999 seguem as regras definidas em contrato. O aumento será aplicado em 8,6 milhões de convênios no país, o que representa 17% do total de 50,8 milhões de clientes da saúde suplementar. A operadora só pode aplicar o reajuste no aniversário do contrato, com valores retroativos a maio. No caso de dúvidas, clientes podem ligar para o número 0800 701 9656, entrar no site www.ans.gov.br ou ir a um núcleo de atendimento.

O Dia

Pelo de rato leva Anvisa a proibir venda de lote do extrato de tomate Bonare


Lote do extrato de tomate Bonare tem venda proibida pela agência de vigilância sanitária
Reprodução: Lote do extrato de tomate Bonare tem venda
proibida pela agência de vigilância sanitária
Comercialização havia sido interditada provisoriamente em dezembro pela agência reguladora, que vê risco à saúde
 
Resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proíbe a distribuição e a comercialização do lote 29 H1 (Val.: 05/2016) do produto extrato de tomate da marca Bonare, fabricado por Goiás Verde Alimentos. A venda desse lote já havia sido interditada provisoriamente pela Anvisa em dezembro de 2014.
 
Laudo da Fundação Ezequiel Dias apresentou resultado insatisfatório na análise de matéria estranha no produto devido à presença de fragmentos de pelo de roedor, matéria estranha, indicativa de risco à saúde.
 
A Agência Brasil entrou em contato com a Goiás Verde Alimentos Ltda. e aguarda um posicionamento da empresa. Quando o lote foi interditado provisoriamente, a a Goiás Verde Alimentos informou que vai se posicionar perante a Vigilância Sanitária e que nenhuma informação seria repassada à imprensa naquele momento.
 
Agência Brasil / iG