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sábado, 6 de junho de 2015

Governo paulista reforça Disque-Denúncia para combate à violência no futebol

Completou no último dia 5 uma semana de funcionamento do novo serviço do governo paulista de combate a agressões entre torcedores rivais de futebol e outros crimes como furtos de caixas eletrônicos com uso de explosivos e incêndios a ônibus. Trata-se de uma reformulação no atendimento do Disque-Denúncia 181, criado no ano de 2000
 
Por meio desse serviço, implantado em parceria com o Instituto São Paulo Contra a Violência e a Secretaria da Segurança Pública, um grupo de atendentes recebeu treinamento específico para lidar com essas questões e indagar, de forma apropriada, o cidadão que liga para fazer alguma denúncia.
 
Em nota, o secretário de Segurança Pública do estado, Alexandre de Moraes, assinalou que esse novo tipo de atendimento “vai canalizar as informações, ampliando muito a eficácia das investigações, já que os fatos serão passados mais rapidamente ao Ministério Público, polícias e demais órgãos envolvidos”.
 
A medida surgiu após uma reunião entre a secretaria de Segurança, o Tribunal de Justiça (TJ), o Ministério Público (MP) e a Federação Paulista de Futebol (FPF), no último dia 18 de maio, que definiu ações contra a criminalidade nessa área. Além do Disque-Denúncia, outras medidas para coibir a violência foram adotadas.
 
Na sexta-feira (26) da semana passada, por exemplo, começou a funcionar o Anexo de Defesa do Torcedor, no Fórum Criminal da Barra Funda, zona oeste da capital paulista. Nessa unidade, foi criada uma vara para atender ocorrências ligadas à violência em estádios ou envolvendo o futebol. O juizado conta com apoio de uma estrutura policial que inclui delegacia móvel nos dias dos eventos esportivos de grande porte.
 
No último domingo (31) a delegacia móvel funcionou durante o jogo entre Corinthians e Palmeiras, na Arena Corinthians, em Itaquera, na zona leste da cidade de São Paulo. No local foi estacionado um ônibus com delegacia móvel do Departamento de Capturas e Delegacias Especializadas (Decade). Ao longo do clássico, nove pessoas foram detidas, das quais cinco eram cambistas e um torcedor. Lá mesmo, os detidos foram julgados e condenados a cumprir três meses de trabalho no Instituto Médico Legal (IML) e no Corpo de Bombeiros.
 
Entre as atribuições do tribunal está a fiscalização do cumprimento das penas alternativas aos torcedores que estão impedidos de irem aos estádios. Algumas pessoas identificadas participando de brigas de torcidas têm de se apresentar à delegacia duas horas antes dos jogos e permanecer ali até duas horas depois da partida. Agora, essas pessoas terão de prestar serviços comunitários por seis horas, também durante os jogos, em locais estabelecidos pela Justiça.
 
A Secretaria de Segurança Pública ainda não divulgou um balanço dos atendimentos feitos pelo Disque-Denúncia, após a adoção da nova estratégia. O serviço foi criado em 2000 e já recebeu cerca de 1,7 milhão de ligações sobre tráfico de drogas, homicídios, latrocínios, sequestros, roubos e furtos em geral. O serviço funciona 24 horas, todos os dias.
 
Agência Brasil

UBS é primeira referência em saúde do brasileiro, diz pesquisa do IBGE

Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) visitou 81.767 casas de todo o país. Segundo estudo, quase um terço da população tem algum plano de saúde
 
A Unidade Básica de Saúde (UBS) é a primeira referência para quase metade da população brasileira: 47,9% das pessoas costumam recorrer a esse serviço quando têm algum problema de saúde, ante 21,4% que escolhem ir a emergências de hospitais públicos, pronto-atendimentos públicos e ambulatórios. A UBS é definida pelo Ministério da Saúde como o local prioritário de atenção básica à saúde na estrutura do SUS.
 
Uma parcela de 20,6% procura consultório particular ou clínica privada e outros 4,9% buscam estabelecimentos de pronto-atendimento privados. O restante da população se divide entre farmácias, centros de especialidades e outras unidades do SUS.
 
Os dados são da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Durante a divulgação dos resultados, nesta terça-feira (2), o ministro da Saúde, Arthur Chioro, disse que a “imagem negativa” do atendimento no SUS não é verdadeira. “Quem usa o SUS avalia de maneira positiva. Quem não usa fica com a percepção que não tem qualidade e nega atendimento.” Embora o panorama não avalie a qualidade do atendimento, ele afirmou que “todas pesquisas dos usuários mostram alto grau de satisfação”.
 
Trata-se da primeira edição da pesquisa e também o primeiro levantamento de saúde em âmbito nacional a coletar amostras de sangue e de urina da população entrevistada, o que confere mais precisão aos resultados. Pesquisas nacionais feitas anteriormente dependiam exclusivamente do relato do entrevistado sobre seus problemas de saúde.
 
G1

'Viagra feminino' recebe sinal verde de especialistas

Foto: Allen G. Breed/AP
Flibanserin, a primeira droga para estimular a libido feminina
Agência reguladora dos EUA já havia rejeitado o medicamento 2 vezes. Recomendação acontece após meses de pressão do fabricante
 
Um painel de especialistas recomendou aos reguladores americanos a aprovação do flibanserin, a primeira droga para estimular a libido feminina, desde que medidas adicionais sejam tomadas para garantir a segurança da medicação.
 
A FDA (em inglês), agência que regula o setor de remédios e alimentos nos Estados Unidos, já havia rejeitado esse medicamento duas vezes, alegando que sua eficácia foi muito modesta em comparação ao placebo. Embora a agência não seja obrigada a seguir os conselhos do painel, costuma fazê-lo com frequência.
 
Agora, a comissão de especialistas votou, por 18 a 6, a favor da entrada do "viagra feminino", do laboratório americano Sprout Pharmaceuticals, no mercado.
 
Entre as preocupações dos que votaram contra, estão as interações negativas com o álcool, os riscos de desmaio, sonolência, pressão baixa, enjoos e a ausência de dados sobre os efeitos do uso do medicamento em longo prazo.
 
A maioria afirmou, porém, que a aprovação do flibanserin dará pela primeira vez uma alternativa às mulheres com baixo interesse sexual. Eles ressaltam que, além de se especificar as contraindicações na bula, é necessário orientar os médicos e continuar os estudos, mesmo após a comercialização.
 
A recomendação favorável ao flibanserin acontece após meses de pressão do fabricante desse tratamento, destinado a mulheres que não chegaram à menopausa, mas apresentam baixo desejo sexual.
 
O caso provocou polêmica, e grupos feministas lançaram abaixo-assinados pela aprovação do medicamento. Em um deles, o grupo Even The Score acusou a FDA de sexismo por ter rejeitado o flibanserin duas vezes, enquanto o Viagra já era vendido desde 1998 para tratar a disfunção sexual masculina.
 
A agência negou categoricamente essa acusação.
 
Em 2010, a FDA rejeitou uma primeira solicitação. Logo depois, o flibanserin foi vendido por seu desenvolvedor inicial, o laboratório alemão Boehringer Ingelheim, para o Sprout Pharmaceuticals.
 
Após levar em consideração várias deficiências apontadas pela FDA, o Sprout apresentou uma nova fórmula em 2013, novamente rejeitada. Na época, a agência americana alegou que a reduzida diferença de eficácia do flibanserin com o placebo não justificava os riscos implícitos no consumo do medicamento.
 
Nessa terceira tentativa, o Sprout Pharmaceuticals apresentou novos dados, incluindo um estudo que mostra que esse remédio não afeta a capacidade das mulheres para dirigir um automóvel, por exemplo.
 
Grande risco de decepçãoSegundo documentos disponíveis na página da FDA na Internet sobre um teste clínico, as mulheres que tomaram flibanserin relataram ter tido, em média, 4,4 experiências sexuais satisfatórias em um mês, contra 3,7 no grupo que consumiu o placebo. Antes do início do estudo, essa média era de 2,7.
 
Segundo vários estudos médicos, pelo menos 40% das mulheres apresentariam diferentes graus de hipoatividade sexual.
 
As propriedades afrodisíacas da molécula de flibanserin foram descobertas acidentalmente ao ser testada como antidepressivo. O mesmo aconteceu com o Viagra (masculino), que estava destinado a ser um medicamento para combater a hipertensão.
 
A psicóloga Leonore Tiefer, da Universidade de Nova York e membro do Comitê de Consultas da FDA em 2010, explicou, naquele momento, que uma pílula desse tipo corria o risco de decepcionar um grande número de mulheres.
 
Para ela, a complexidade emocional da sexualidade feminina e os problemas derivados dessa condição não têm, com frequência, causas médicas.
 
Vários grandes laboratórios então interessados em desenvolver o "viagra feminino" abandonaram suas pesquisas, como o americano Pfizer, que desistiu dos testes clínicos em 2004.
 
Nesse ano, um comitê de consulta da FDA recomendou a rejeição de um adesivo de pele com testosterona para mulheres, da Procter and Gamble. Em 2011, um gel de testosterona para mulheres de BioSante também fracassou nos testes.

G1

sexta-feira, 5 de junho de 2015

ANVISA: Aprovada norma sobre recall de alimentos

A Anvisa aprovou nesta terça-feira (2/6) a norma que trata sobre o recolhimento de alimentos em situações que possam envolver riscos para a saúde da população, também conhecido como recall. A nova resolução define a forma com que as empresas responsavéis pelos produtos deverão fazer a comunicação ao consumidor e à Anvisa
 
Uma das inovações da norma é que todas as empresas deverão ter um Plano de Recolhimento de produtos disponível aos seus funcionários e à autoridade sanitária. A norma também determina que as empresas tenham a rastreabilidade dos seus produtos de forma a garantir o recolhimento de um alimento quando necessário.
 
Para isso, as empresas da cadeia produtiva de alimentos deverão manter registros que identifiquem as origens dos produtos recebidos e o destino dos produtos distribuídos. Uma distribuidora de alimentos, por exemplo, terá que manter registros das empresas fornecedoras e também das empresas para as quais vendeu.
 
A norma também prevê que a empresa comunique imediatamente a Anvisa e os consumidores após a identificação de qualquer problema que represente risco ou agravo à saúde do consumidor e a necessidade de realização de recall. A Agência também poderá determinar o recolhimento caso não seja realizado voluntariamente pela empresa interessada.
 
De acordo com dados do Boletim Saúde e Segurança do Consumidor 2015, do Ministério da Saúde, no último ano houve 120 campanhas de recolhimento de produtos no Brasil, sendo seis referentes a alimentos. No mesmo período, os EUA registraram 396 processo de recolhimento, sendo 278 somente de alimentos.
 
A norma entrará em vigor em 180 dias a partir de sua publicação no Diário Oficial da União, ocorrerá nos próximos dias.
 
 
ANVISA

Cirurgias ortopédicas crescem 72% no primeiro quadrimestre do ano

Dados divulgados nesta terça-feira (2) pelo Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad (Into) apresentou números que revelam aumento de 72% nos procedimentos cirúrgicos feitos no primeiro quadrimestre deste ano, em comparação ao mesmo período do ano passado
 
Foram feitas 3.289 cirurgias de janeiro a abril de 2015, enquanto nos quatro primeiros meses de 2014 o número chegou a 1.908. Do total de operações feitas este ano, 36% são consideradas de alta complexidade.
 
O percentual mostra evolução ao longo dos anos. O Into é considerado referência ortopédica do Sistema Único de Saúde (SUS). O volume de atendimentos ambulatoriais cresceu 22% no quadrimestre, somando 70.304. No mesmo período do ano passado, foram feitos 57.738 atendimentos.
 
O coordenador Assistencial do Into e vice-diretor geral da instituição, vinculada ao Ministério da Saúde, Naasson Trindade Cavanellas, disse que a expansão das cirurgias ortopédicas é resultado de uma conjugação de fatores, como o aumento da produção cirúrgica e os mutirões. O processo foi iniciado, há dois anos, com o recadastramento de 8.251 pacientes que estavam na lista de espera, visando a agilizar o atendimento.
 
Com isso, a fila de espera por cirurgias no Into caiu de 17.854 pessoas, em 30 de abril de 2014, para 16.820, um ano depois. Cerca de 2 mil pessoas não foram encontradas pelo instituto nos endereços fornecidos, mas, apesar disso, não podem ser retiradas da fila porque não se sabe se fizeram a cirurgia em outro hospital, se mudaram de residência, ou mesmo se morreram, informou a assessoria de imprensa do Into.
 
Cavanellas destacou que, por mais que o Into faça cirurgias, a demanda continua aumentando. “Mas a gente tem conseguido equalizar entre a demanda e o que faz no Into.” A meta para 2015 é alcançar 10,6 mil cirurgias ortopédicas, número pactuado com a Defensoria Pública para acelerar o atendimento. O coordenador acredita que a meta poderá ser atingida. “Se faltar alguma coisa para a meta, nós conseguimos com alguns mutirões internos. A gente consegue chegar lá.”
 
No próximo dia 15, o Into dará seguimento ao Projeto Suporte, com um novo mutirão de cirurgias em Rondônia. O projeto foi iniciado há 11 anos e já promoveu 105 ações em 25 estados, totalizando 4.352 consultas, 2.338 cirurgias e 54 jornadas científicas e intercâmbios de ortopedia com médicos locais. “O objetivo do projeto é atender pessoas de lugares que não têm acesso à medicina ou à ortopedia de alta complexidade, principalmente no Norte do País. Amazonas, Rondônia, Acre, Roraima são estados que não têm especialistas nem condições materiais de fazer determinadas cirurgias. Então, nós vamos a esses locais e fazemos um número bem expressivo de cirurgias de porte grande.”
 
Este ano, a equipe do Into já foi duas vezes ao Acre, onde fez 60 procedimentos cirúrgicos em abril e maio. Em Rondônia, estão previstas 30 cirurgias de joelho no Hospital de Base Doutor Ary Pinheiro, em Porto Velho, em uma primeira etapa, e a partir de 7 de julho, devem ocorrer mais 30 cirurgias de quadril, no mesmo hospital. Cavanellas informou que as cirurgias de joelho, quadril e coluna são as mais procuradas, inclusive no Into, no Rio de Janeiro.
 
O Projeto Suporte é uma parceria do instituto com as secretarias estadual e municipais de Saúde, que costumam disponibilizar as salas cirúrgicas, material hospitalar e, eventualmente, pessoal para que as cirurgias possam ser feitas. O Into fornece todo o material de instrumentação para as cirurgias, como implantes e próteses, além dos profissionais especializados. A equipe do projeto é composta, em média, de 16 profissionais, entre médicos, enfermeiros e técnicos. Cada ação dura uma semana, em média. “Normalmente, são duas ou três salas cirúrgicas simultâneas, fazendo três ou quatro cirurgias por dia. Depende do estado”, contou Cavanellas.
 
Fonte: Agência Brasil / Blog da Saúde