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segunda-feira, 8 de junho de 2015

Os riscos do anticoncepcional: quem deve se preocupar

Um novo estudo realizado por pesquisadores da Inglaterra reacendeu o debate sobre os perigos do uso de contraceptivos hormonais. Especialistas consultados pelo site de Veja bexplicam em quais casos eles podem ser contraindicados
 
A pílula anticoncepcional chegou ao mercado no início da década de 60 e foi uma das principais responsáveis pela emancipação feminina. Ao longo dos anos, a ciência aprimorou o método contraceptivo oral, com redução drástica de efeitos colaterais e até resultados estéticos extremamente positivos para as mulheres - como diminuição de inchaço, menor impacto na libido e na oleosidade da pele, problemas causados pelas pílulas antigas.
 
O avanço científico, contudo, veio acompanhado de algumas preocupações. Um recente estudo britânico, realizado por pesquisadores da Universidade de Nottingham, na Inglaterra, mostrou que o uso da pílula moderna está associado a um risco até quatro vezes maior de formação de coágulo sanguíneo grave, a trombose.
 
"Todo método hormonal tem impacto na coagulação sanguínea, aumentando o risco de trombose. A comunidade científica sempre soube disso. O que mudou agora é que sabemos que a nova geração de pílulas aumenta ainda mais esse risco em função do tipo de hormônio utilizado", explica Eduardo Zlotinik, ginecologista do hospital Albert Einstein, em São Paulo.
 
Surgidas nos anos 90, os anticoncepcionais mais recentes diferem dos antigos no tipo e na quantidade de hormônios utilizados. Em sua formulação, há a combinação de dois compostos: o estrogênio e a progesterona. Com isso, reduziu-se a dose hormonal e também o número de efeitos adversos. O que se revelou, no entanto, foi que os hormônios utilizados podem causar riscos em algumas mulheres. Segundo o levantamento britânico, o perigo é maior nas pílulas que tenham composição com drospirenona, o desogestrel, o gestodeno e a ciproterona.
 
A pesquisa atual traçou uma relação entre o uso de contraceptivos orais e os casos de trombose observados em mulheres com idades entre 15 e 49 anos. De acordo com os resultados, aquelas que tomaram as pílulas mais modernas - da terceira e quarta geração - corriam um risco duplicado em relação às mulheres que utilizavam as pílulas mais antigas. A comparação com quem nunca tomou a pílula mostrou uma probabilidade quatro vezes maior.
 
Sabe-se que o hormônio da pílula interfere no sistema circulatório da mulher de diversas formas. O composto aumenta a dilatação dos vasos, a viscosidade do sangue e, consequentemente, a coagulação. Com essas alterações, é possível que sejam formados coágulos nas veias profundas, localizadas no interior dos músculos. Em geral, os coágulos se formam nas pernas, mas podem se alojar nos pulmões, formando um bloqueio potencialmente fatal, ou ainda se mover para o cérebro, provocando um acidente vascular cerebral (AVC).
 
Apesar do novo estudo, os especialistas consultados pelo site de VEJA alertam: nem todas as pacientes estão em risco. Diz Julio Cesar de Oliveira, cirurgião vascular e presidente da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular do Rio de Janeiro: "Assim como qualquer medicamento, seu uso é seguro desde que ela seja bem indicada. Antes de prescrever o remédio, o ginecologista precisa analisar o histórico do paciente para ver se não existe alguma e contraindicação".
 
Mulheres que sofrem de enxaqueca, fumam e têm histórico de trombose na família, possuem um risco 20 vezes maior de ter um acidente vascular cerebral. Ou seja, no caso delas, nada de pílula moderna. Outros fatores também devem ser considerados: histórico de câncer de mama ou no fígado, presença de mutações genéticas que aumentam o risco de trombose, hipertensão e diabetes.
 
A anticoncepção tem a finalidade de impedir uma gravidez indesejada durante uma relação sexual. Por isso, a escolha do método contraceptivo deve ser individualizada e decidida pela paciente em conjunto com um ginecologista.
 
Os métodos contraceptivos hormonais ainda são os mais utilizados no Brasil e podem ser encontrados em diferentes apresentações: oral, injetável, adesivo e implante - que agem impedindo a ovulação - ou o dispositivo intrauterino (DIU), com ação hormonal local.
 
"Como a dosagem hormonal é baixa, este DIU pode ser utilizado por pacientes com alguma contraindicação para uso hormonal e até mesmo com trombofilia. Além disso, ao contrário da pílula e de outros métodos hormonais, o DIU de progesterona não é um método antiovulatório e, por isso não interfere, na libido", explica Rita Dardes, ginecologista e professora da Universidade de São Paulo.
 
Estima-se que 25% das brasileiras utilizem anticoncepcionais por via oral, enquanto 30% das mulheres em idade reprodutiva optam pela laqueadura.
 
Veja

Sete dicas para utilizar os antibióticos corretamente

A resistência de bactérias a antibióticos é uma ameaça global à saúde pública
 
De acordo com estudo divulgado recentemente pelo governo britânico, 10 milhões de pessoas morrerão por ano a partir de 2050 por conta das chamadas superbactérias, mais do que o número atual de mortes provocadas por câncer.
 
Países emergentes, como o Brasil, poderão ser os mais atingidos pelos aumentos no número de casos1. Por isso, é muito importante que a população esteja consciente dos malefícios que o uso abusivo e inadequado dos antibióticos pode causar.
 
Dicas sobre o uso correto dos antibióticos:
 
• Utilizar antibióticos apenas quando prescrito por um médico ou cirurgião dentista.
 
• Tomar o número correto de doses por dia e em intervalos regulares.
 
• Completar todo o ciclo de antibióticos, conforme prescrito, mesmo que o consumidor esteja se sentindo melhor, para garantir que todas as bactérias sejam eliminadas.
 
• Não compartilhar antibióticos com outras pessoas.
 
• Não pular doses, nem tomar duas doses de uma vez para compensar uma dose esquecida.
 
• Armazenar os antibióticos conforme as orientações da bula.
 
• Não guardar antibióticos para utilização futuras.
 
SEGS.com.br / Guia da Pharmacia

Resfriado é principal motivo para faltas no trabalho, aponta IBGE

Dor nas costas é 2º lugar, segundo a Pesquisa Nacional de Saúde
 
O mal-estar provocado por gripes e resfriados é o principal motivo que os brasileiros alegam para se ausentar do trabalho, apontou a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), divulgada na ultima terça-feira (02/06) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
 
O levantamento mostrou que 17,8% dos brasileiros que faltaram ao trabalho ou deixaram de estudar pelo menos um dia alegaram ter tido gripe ou resfriado. Ainda que virais a gripe e o resfriado têm diferenças.
 
Segundo o médico Drauzio Varela, o resfriado é menos intenso e caracteriza-se por coriza, cabeça pesada e irritação na garganta. Mais brando, pode provocar febre isoladas, que não ultrapassam 38,5 graus.
 
A gripe pode derrubar a pessoa por alguns dias. Deve recomendar, acordo com artigo publicado na página do médico, repouso e boa hidratação e, com a orientação profissional, uso de analgésicos e antitérmicos.

 Folha de S. Paulo

Mulheres vão mais ao médico que homens, segundo IBGE

Entre as mulheres, o índice foi de 78%, contra 63,9% dos homens

As mulheres brasileiras vão mais ao médico do que os homens, diz a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) 2013, divulgada na última terça-feira (02/06), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A publicação, que reúne dados levantados no último trimestre de 2013, revela que 71,2% dos entrevistados haviam se consultado pelo menos uma vez nos 12 meses anteriores à entrevista. Entre as mulheres, o índice foi de 78%, contra 63,9% dos homens.
 
Elas também são mais aplicadas nos cuidados com os dentes: 47,3% das brasileiras disseram terem ido ao dentista uma vez nos 12 meses anteriores, ante 41,3% dos homens. A diferença também aparece na questão da higiene bucal: 91,5% do público feminino pesquisado respondeu que escova os dentes duas vezes ao dia, ao passo que a taxa foi de 86,5% no masculino.
 
O Estado de S.Paulo / Guia da Pharmacia

sábado, 6 de junho de 2015

Governo do DF prepara plano para enfrentar bactérias multirresistentes

“É uma endemia preocupante, porque vem aumentando progressivamente", disse subsecretário de Atenção à Saude
 
A Secretaria de Saúde do Distrito Federal informou que lançará, na próxima semana, um plano de enfrentamento à resistência bacteriana para diminuir as contaminações por bacilos multirresistentes, chamados “superbactérias”, nas unidades de saúde. O anúncio foi feito após gestores da secretaria se reunirem com representantes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), na tarde de ontem (5).
 
Em entrevista coletiva, após a reunião, gestores da secretaria não quiseram informar o número de pacientes infectados por bactérias multirresistentes. Apenas reafirmaram que não há surto. “É uma endemia preocupante, porque vem aumentando progressivamente. Nossa política, no Distrito Federal (DF), estava um pouco tímida. A partir dessa reunião com a Anvisa e das modificaçãoes na nossa estrutura de prevenção, a gente vai ter medida mais firmes”, disse o subsecretário de Atenção à Saude, José Tadeu Palmieri.
 
O plano da secretaria terá duas frentes de ação. A primeira será focada no uso racional de antibióticos e na garantia de estoque para os medicamentos. A segunda, tentará diminuir a transmissão no reforço aos protocolos de atenção aos pacientes, na aquisição de produtos de limpeza mais eficiente, bem como na capacitação dos trabalhadores em saúde e formaçaõ de multiplicadores.
 
Segundo a diretora de Infectologia do DF, Maria de Lourdes Lopes, o plano foi elaborado com base nas ações antissurto aplicadas no Rio Grande do Sul, em 2013, e no Rio de Janeiro, em 2014. “Estamos montando uma frente, uma força tarefa, que vai ser anunciada como política a ser instalada no DF, com capilarização em todos os hospitais”, afirmou a médica.
 
Os casos de contaminação por superbactérias ganharam repercusão depois que três pacientes infectadas morreram, domingo (31) e segunda-feira (1º). Porém, a Secretaria de Saúde informou que ainda não é possível relacionar as mortes com a presença das bactérias, uma vez que as pacientes apresentavam outras enfermidades graves.
 
Na última quarta-feira (3), a secretaria anunciou que 16 pacientes foram isolados no Hospital Regional de Santa Maria, a 30 quilômetros de Brasília, após exames detectarem a bactéria multirresistente Acinetobacter baumannii. O último boletim médico da secretaria informa que seis pacientes continuam isolados em mais três unidades de saúde do DF.
 
As superbactérias são organismos resistentes à maioria dos antibióticos disponíveis no mercado. O corpo humano tem várias bactérias, mas com a ingestão de antibióticos, algumas se tornam resistentes, emergem de onde estão e se multiplicam, provocando infecção. Dessa forma, o uso indiscriminado de antibióticos é uma das causas do surgimento das superbactérias.
 
Agência Brasil