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quarta-feira, 10 de junho de 2015

Nova prótese 'sensível' dá esperanças a pessoas amputadas

 O professor Hubert Egger, da Universidade Linz, faz testes com a primeira prótese de perna "sensível", que foi recebida pelo paciente Wolfgang Rangger,  (Foto: AFP Photo/Samuel Kubani)
Foto: AFP Photo/Samuel Kubani - O professor Hubert Egger,
 da Universidade Linz, faz testes com a primeira prótese de perna
 "sensível", que foi recebida pelo paciente Wolfgang Rangger
Prótese recria sensibilidade do membro perdido e elimina dores fantasma. Sensores conectados à prótese enviam sinais às terminações nervosas
 
Um austríaco que não tem uma perna se tornou o primeiro amputado a utilizar uma prótese que recria a sensibilidade do membro perdido e dá esperanças contra as dores fantasma.
 
"Tenho a impressão de ter um pé novamente", afirmou à AFP Wolfgang Rangger, um professor de 54 anos, amputado na altura do joelho em 2007 após complicações de um acidente vascular cerebral.
 
"Já não escorrego no gelo, sinto a diferença quando caminho sobre cascalho, concreto, grama ou areia. Sinto inclusive as pedrinhas", afirma o primeiro paciente operado pelo professor Hubert Egger, da Universidade de Linz.
 
Seis meses depois do implante, Wolfgang Rangger corre, anda de bicicleta e inclusive faz escalada. Quando caminha, seu coxear é quase imperceptível.
 
Este resultado espetacular é fruto de uma técnica que associa o deslocamento dos feixes de nervos com a aplicação de sensores conectados em uma prótese de um novo tipo.
 
No caso do paciente de Linz, os médicos pegaram, no centro do coto, as terminações nervosas que conduziam inicialmente ao pé amputado. Depois as desviaram à superfície da coxa, onde as conectaram com a parte alta da prótese.
 
Nova prótese acabou com os episódios de "dores fantasmas" (Foto: AFP Photo/Samuel Kubani)
Foto: AFP Photo/Samuel Kubani
Nova prótese acabou com os episódios de "dores fantasmas"
Sinal enviado ao cérebro
Por sua vez, a perna artificial inclui sensores sob a planta do pé unidos a outras células, chamadas simuladores, que estão em contato com o coto. A informação transferida entre os sensores e os simuladores permite imitar, e finalmente reproduzir, a sensação do membro perdido.
 
Com cada passo, cada vez que exerce pressão sobre o solo, o pé artificial de Wolfgang Rangger envia um sinal preciso ao cérebro.
 
"Em um pé com boa saúde, são os receptores da pele os que cumprem esta função. Um amputado não tem estes receptores, é claro. Mas os transmissores de informação, que são os nervos, seguem existindo. É preciso apenas estimulá-los", resume o professor Egger.
 
O médico austríaco já havia inovado em 2010 ao apresentar uma prótese de braço controlada pela mente, graças a uma conexão entre os nervos motores e a prótese.
 
Desta vez o princípio é o mesmo, mas o percurso é realizado ao contrário: a informação parte da prótese para chegar ao cérebro.
 
O fim das dores fantasma
Além disso, a prótese testada em Linz oferece ao seu portador uma segunda vantagem que, ao menos para ele, é igualmente importante: o novo sistema colocou fim, em apenas alguns dias, às dores fantasmas que precisou suportar durante anos depois de perder sua perna.
 
"Com minha prótese convencional", lembra Wolfgang Rangger, "podia apenas caminhar. Não conseguia dormir mais que duas horas por noite e precisava de morfina para aguentar durante o dia".
 
Esta sensação de sofrimento no membro que já não possui, muito comum, ocorre devido a uma hipersensibilidade que se desenvolve progressivamente no cérebro, que, de certa forma, busca o membro amputado, explica o professor Egger.
 
A dor fantasma, prossegue, é agravada pela lembrança traumática do acidente ou da doença que levou à amputação.
 
A prótese "sensível" o remedia, ao enviar novamente informações ao cérebro, interrompendo sua busca vã e infinita.
 
O custo do protótipo está calculado entre 10.000 e 30.000 euros. Sua industrialização já poderia começar, mas a equipe de Linz quer estudar um pouco mais os resultados obtidos com o primeiro paciente.
 
G1

PF indicia 27 médicos de Hospital Universitário e cumpre 52 mandados

Foto/Reprodução
Buscas e apreensões ocorrem em quatro cidades de SC nesta terça (9). Operação investiga funcionários que não cumprem carga horária
 
A Polícia Federal (PF) de Santa Catarina cumpre na manhã desta terça-feira (9) 52 mandados de busca e apreensão em hospitais públicos e privados, além de consultórios médicos, em ao menos quatro cidades. Os oficiais realizam a Operação Onipresença, que investiga médicos que não cumprem a carga horária de trabalho.
 
Conforme a PF, 27 médicos foram indiciados nesta operação. Eles tem como local de atuação o Hospital Universitário Polydoro Ernani de São Thiago, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em Florianópolis.
 
De acordo com o delegado Ildo Rosa, alguns deles sequer frequentam o estabelecimento. Outros, cumprem porcentagens da carga contratada, como 40h de 60h recebidas na folha de pagamento. Eles são suspeitos de atender paralelamente em consultórios privados.
 
Os médicos indiciados vão responder por abandono de função publica, falsidade ideológica, estelionato contra união e devem ressarcir o erário, ou seja, devolver aos cofres públicos.
 
Além de Florianópolis, os mandados são cumpridos nas cidades de Itajaí, no Vale, além de Criciúma e Tubarão, no Sul catarinense.
 
G1

Homem vai ao hospital e descobre ter 420 pedras no rim

Tomografia revelou que o rim esquerdo do paciente chinês estava repleto de pedras
Reprodução/Youtube - Tomografia revelou que o rim esquerdo
 do paciente chinês estava repleto de pedras
Médicos passaram duas horas realizando a cirurgia para a retirada total dos cálculos; problema teria sido causado pelo excesso de tofu que o paciente chinês consumia
 
Médicos chineses passaram horas realizando uma cirurgia para a retirada de 420 pedras no rim de um paciente na China. O problema teria sido causado pelo excesso de tofu que o homem consumia.

De acordo com o site "The Telegraph", identificado apenas como He, o paciente foi levado ao hospital após reclamar de fortes dores no abdômen. Uma tomografia revelou que seu rim esquerdo estava repleto de pedras, a maioria delas bem pequenas.
 
Os médicos então precisaram operar He na última sexta-feira (5) e demoraram cerca de duas horas para completar a cirurgia.
 
"Eu trabalho como médico há 30 anos e nunca vi tantas pedras", disse o cirurgião Zhou Changchun.
 
O número elevado de cálculos nos rins de He se deve ao consumo excessivo de tofu. O alimento contém sulfato de cálcio, que não pode ser expelido do corpo sem uma ingestão suficiente de água.
 
Para o cirurgião-chefe Wei Yubin, o rim do paciente teria parado de funcionar e precisaria ser removido se ele tivesse demorado um pouco mais para ir ao hospital.
 
"Nós passamos 45 minutos apenas retirando as pedras minúsculas", afirmou o médico. "Depois da cirurgia, minhas mãos e pernas estavam dormentes."
 
Após a operação, o homem disse que já tinha um histórico de pedras nos rins. Há 20 anos, ele precisou passar por um procedimento chamado litotripsia, técnica que reduz o tamanho dos cálculos por meio de esmagamento ou trituração e faz com que elas sejam eliminadas pela urina.
 
Pedras nos rins são bastante comuns e geralmente afeta pessoas com idades entre 30 e 60 anos.
 
Segundo o Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido, estima-se que a cólica renal afeta cerca de 10 a 20% dos homens e três a cinco por cento de mulheres.
 
iG

Útero de mulheres obesas pode programar prole a acumular gordura


Obesidade é passada desde o útero, através de gerações
Foto: Marcia Foletto / Marcia Foletto
Marcia Foleto/Obesidade é passada desde o útero, através de gerações
Células-tronco do cordão umbilical dão pistas de como obesidade e diabetes passam através das gerações
 
Boston - Um estudo apresentado na 75ª Sessão Científica da Associação Americana de Diabetes sugere que o ambiente intra-uterino de mulheres obesas pode programar as células da prole a acumular gordura extra ou desenvolver diferenças no metabolismo que poderiam levar à resistência a insulina. Até agora os cientistas já sabiam da relação entre pais obesos e o risco aumentado para diabetes tipo 2 nos filhos, mas não sabiam como e por que isso acontecia.
 
Boyle e sua equipe pegaram células-tronco de cordões umbilicais doados dos bebês de peso normal e mães obesas e as cultivaram em células musculares e adiposas no laboratório. Os pesquisadores encontraram um teor de gordura 30% maior em ambos os tipos de células na prole de mães obesas na sua primeira consulta pré-natal, em comparação com as células da prole de mães com peso normal.
 
— Como o estudo é bastante preliminar, ainda não sabemos se essas diferenças em células cultivadas em laboratório correspondem à fisiologia destas crianças após o nascimento — diz Kristen Boyle, professora assistente na Escola de Medicina da Universidade do Colorado. — Mas é claro que há uma propensão inerente em relação ao excesso de gordura nas células de fetos de mães obesas.  Sabemos também que o acúmulo de gordura nestas células corresponderam à massa gorda do bebê no nascimento. O próximo passo é seguir estes bebês para constatar se há uma mudança duradoura na vida adulta.
 
Os pesquisadores esperam ter em breve informações adicionais sobre como usar as células de gordura para a produção de energia e se isso contribui para o acúmulo maior de gordura nas células da prole de mães obesas. Haverá ainda uma avaliação completa, do metabolismo das células, para determinar se as células na prole de mães obesas exibem inflamação, resistência à insulina ou outras diferenças metabólicas.
 
O Globo

Regulador de glicose altera a forma como o cérebro responde aos alimentos

Reproduçã/Pixabay
Cérebro de pessoas obesas tem uma maior resposta para
fotografias de comida do que as de pessoas magras
Hormônio GLP-1 reduz os desejos e aumenta a saciedade após as refeições
 
Rio - Um estudo recente lança luz sobre como os agonistas do receptor GLP-1 alteram a resposta do cérebro à comida, possivelmente reduzindo os desejos e aumentando a satisfação quando se come. A pesquisa, apresentada nesta terça-feira na 75ª Sessão Científica da Associação Americana de Diabetes, mostra que medicamentos à base de hormônios usados para tratar o diabetes - como agonistas do receptor de GLP-1, um regulador da glicose - mostraram-se eficientes para reduzir o peso corporal. Os investigadores têm trabalhado para entender como.
 
Estudos anteriores mostraram que o cérebro de pessoas obesas tem uma maior resposta para fotografias de comida do que o de pessoas magras, e uma resposta do sistema de recompensa reduzida durante o consumo de alimentos, o que pode levar a excessos. Pesquisadores em Amsterdã testaram a hipótese de que o receptor agonista GLP-1 exenatida - a medicação que imita os efeitos do GLP-1 natural ao se ligar ao receptor de GLP-1 - estava ajudando os pacientes com diabetes tipo 2 a perder peso, alterando a resposta do cérebro ao consumo de alimentos e diminuindo o apetite.
 
“Quando você come, há vários hormônios que são liberados. GLP-1 é um deles”, explicou Liselotte van Bloemendaal, uma doutoranda no Centro de Diabetes da Universidade VU Medical Center, em Amsterdã. “Esses hormônios retransmitem as informações para o sistema nervoso central sobre o status nutricional para regular o apetite. Usando imagens de ressonância magnética funcional (que medem a atividade do cérebro através da detecção de alterações no fluxo sanguíneo), nós olhamos os centros de recompensa no cérebro de indivíduos obesos com e sem diabetes tipo 2 e medimos a resposta à antecipação de consumir achocolatado, enquanto recebiam um agonista do receptor de GLP-1 por via intravenosa versus o placebo. Descobrimos que a ativação do receptor GLP-1 diminuía a recompensa alimentar antecipada, o que pode reduzir a ansiedade e a sensação dos alimentos, assim evitando excessos”.
 
A estudiosa acrescentou, ainda, que, em um contexo de aumento global dramático na prevalência da obesidade, novos insights sobre os mecanismos pelos quais esses centros de recompensa são ativados são necessários. Além disso, uma investigação mais aprofundada também deve ocorrer para estudar se adicionar um segundo hormônio, como o glucagon, ao tratamento com agonista do receptor GLP-1 poderia acentuar ainda mais a perda de peso.
 
Bloemendaal está interessada em determinar se os agonistas do receptor de GLP-1 podem alterar a vontade de drogas, álcool e nicotina em humanos, oferecendo um possível alvo terapêutico para desordens de abuso de substâncias. O Food and Drug Administration (FDA), nos Estados Unidos, aprovou recentemente o primeiro agonista de GLP-1 para o tratamento de obesidade nos Estados Unidos.
 
O Globo