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segunda-feira, 15 de junho de 2015

Traje robótico ajuda cuidadores a carregarem pacientes no Japão

Membro de Apoio Híbrido ajuda os usuários a levantar peso. Casas de repouso da província de Kanagawa receberam tecnologia
 
Traje robótico ajuda cuidadores a levantar pacientes em casas de repouso no Japão (Foto: AFP Photo/Yoshikazu Tsuno)
Foto: AFP Photo/Yoshikazu Tsuno -Traje robótico ajuda cuidadores a levantar pacientes em casas de repouso no Japão
 
Os funcionários das casas de repouso para idosos da província de Kanagawa, no Japão, receberam trajes robóticos.
 
Na província de Kanagawa, no Japão, o atendimento aos idosos ganhou um recurso de alta tecnologia. Todas as 30 casas de repouso da província receberam trajes robóticos para ajudar os cuidadores a levantar e transportar os pacientes com mais facilidade.
 
Cuidadores na casa de repouso para idosos Fuyoen experimentam traje robótico Membro de Apoio Híbrido - Hybrid Assistive Limb (HAL) - da Cyberdyne  (Foto: AFP Photo/Yoshikazu Tsuno)
Foto: AFP Photo/Yoshikazu Tsuno - Cuidadores na casa de repouso para idosos Fuyoen experimentam traje robótico Membro de Apoio Híbrido - Hybrid Assistive Limb (HAL) - da Cyberdyne
 
Chamado Membro de Apoio Híbrido, ou Hybrid Assistive Limb (HAL), o equipamento foi criado pelo professor Yoshiyuki Sankai, da Universidade de Tsukuba, e fabricado pela empresa Cyberdyne.
 
Tecnologia foi desenvolvida por pesquisador da Universidade de Tsukuba (Foto: AFP Photo/Yoshikazu Tsuno)
Foto: AFP Photo/Yoshikazu Tsuno - Tecnologia foi desenvolvida por pesquisador da Universidade de Tsukuba
 
O traje robótico foi desenvolvido para aprender como o usuário se move e ajudá-lo a executar os movimentos mais difíceis, como levantar pesos.
 
G1

Cavalo faz raio-X em aparelho de hospital e fotos circulam na internet

Radiografia em cavalo foi feita com equipamento de hospital, diz promotoria (Foto: Divulgação)
Foto: Divulgação - Radiografia em cavalo foi feita com
equipamento de hospital, diz promotoria
Flagrante foi feito em frente de unidade hospitalar, em Colorado, RO. Ministério Público instaurou inquérito civil para investigar atendimento
 
As imagens de um cavalo passando por uma radiografia na carroceria de um carro, em frente a uma unidade de saúde, estão repercutindo nas redes sociais de Rondônia. De acordo com denúncias feitas ao Ministério Público de Rondônia (MP-RO), o equipamento de raio-X que aparece nas fotos pertence ao Hospital Municipal Pedro Granjeiro Xavier e foi usado ilegalmente em Colorado do Oeste (RO), município distante 800 quilômetros de Porto Velho.
 
A repercussão do caso começou quando o locutor Roni Freitas recebeu fotos de um funcionário esta semana. Após postar as imagens da radiografia na internet, Freitas marcou três vereadores do município e pediu que a situação fosse apurada. "O que mais me indignou foi a inversão de valores.
 
Muitas pessoas não conseguem fazer um raio-X no hospital e sempre são encaminhadas para Vilhena ou Cerejeiras. Para o cavalo, o equipamento foi arrumado na hora", desabafa.
 
Ao serem marcados na publicação online, os vereadores Jedeon de Souza Lima (PMDB), Almiro Dias da Silva (Solidariedade) e Mariley Novaki (PT) registraram uma denúncia na promotoria sobre o uso indevido do equipamento médico. "Temos várias reclamações que o aparelho de raio-X estava quebrado. A revolta da população é essa, pois as pessoas não conseguem ser atendidas, enquanto o cavalo foi atendido na hora", enfatiza Mariley.
 
O promotor de justiça na cidade de Colorado do Oeste, Marcos Giovane Ártico, explica que um inquérito civil público foi instaurado e que os envolvidos no caso serão processados por improbidade administrativa. Ártico não descarta a possibilidade de eles serem responsabilizados na esfera criminal, por crime contra a administração pública.
 
Preocupação com o animal
Procurado, o enfermeiro que ajudou a fazer o raio-X no cavalo, Caio Mendes da Silva, assumiu a realização do exame e disse não se arrepender da atitude. "Fiz isso para ajudar, por causa da dor do animal. Não me arrependo. Caso eu perca meu emprego, estou dormindo tranquilo. Fiz esse procedimento para que ele não fosse sacrificado. E independente da raça ou do preço do animal, eu iria ajudar", conclui.
 
Mendes, que foi afastado da função após a denúncia na promotoria, relembra que o atendimento ao animal ocorreu após um veterinário chegar à unidade de saúde pedindo uma caixa de gesso. Ao questionar sobre o uso do material, o solicitante explicou que um cavalo teria sofrido uma fratura.
 
"Foi eu mesmo que sugeri fazer o raio-X para saber se o procedimento correto era engessar, mas orientei que ele pedisse autorização para os gestores. Ele voltou e disse ter conseguido a autorização", esclarece.
 
O enfermeiro afirma que em nenhum momento o animal foi colocado dentro do hospital. Ele também revela que, após fazer raio-X, foi até o parque de exposição para ajudar a engessar a pata do cavalo, realizado com o material da unidade.
 
Atendimento não autorizado
O prefeito de Colorado do Oeste, Josemar Beatto (PSDC), garante que o procedimento não foi autorizado e que o caso está sendo averiguado através de uma sindicância. Um servidor efetivo estadual, cedido para a unidade e uma prestadora de serviços foram afastados do hospital. "Jamais autorizaria um ato desses, por mais que seja um ser vivo. Não sei se a pessoa agiu por sentimento, razão ou por juramento à profissão. Mas nenhum funcionário estava autorizado para usar equipamentos ou materiais do hospital dessa forma", enfatiza.
 
Segundo Beatto, há dois aparelhos de raio-X no hospital e um deles apresentava falhas. No entanto, o prefeito não soube precisar qual equipamento foi utilizado na radiografia do cavalo.
 
Caso o Ministério Público comprove a improbidade administrativa em Colorado do Oeste, os envolvidos na radiografia podem perder o cargo público, sofrer multa, ter a suspensão dos direitos políticos e ser proibido de contratar com o poder público. "Vamos apurar e ouvir cada um, e no final do procedimento vamos valorar em qual conduta criminal eles incorreram com essa conduta ilícita. O ilícito civil é certo, agora vamos apurar o ilícito criminal. Seriam duas responsabilidades em esferas distintas", salienta o promotor de justiça Marcos Ártico.
 
G1

As diferenças entre o líder e o chefe

chefevslide

Asma: saiba como diagnosticar e tratar esta doença


Foto/Reprodução
No Dia Nacional de Controle da Asma, celebrado no dia 21 de junho, médico explica a doença
 
A asma é uma das doenças crônicas mais comuns em todo o mundo e sua prevalência está aumentando tanto nos países desenvolvidos como naqueles em desenvolvimento, afetando pessoas de todas as idades, nos países de baixa renda, calcula-se que comprometa 300 milhões de pessoas, provocando de 40 a 50 mil mortes anuais e gastos na ordem de 10 a 20 bilhões de dólares a cada ano. No Brasil, a asma tem sido uma relevante causa de hospitalizações, representando um dos maiores gastos do SUS com hospitalizações.
 
A asma é o resultado da integração entre alterações genéticas e fatores ambientais e biológicos. A base genética da asma fica evidente quando é focado o traço familiar. “Quando se faz o diagnóstico de asma, frequentemente se encontra outros asmáticos entre os pais, avós, tios e irmãos. Estudos demonstram que diversos genes estão envolvidos na patogenia da asma”, explica Hisbello Campos, pneumologista do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz).
 
O traço genético da asma é o responsável pela impossibilidade de "cura", exatamente como na hipertensão arterial, diabetes e outras doenças geneticamente determinadas. No entanto, frequentemente, quando a asma é leve na infância, em 50% dos casos, ela desaparece na puberdade. “Isso independe de ter ou não tratado adequadamente e, provavelmente, está relacionado às alterações hormonais que acontecem nessa idade. Em parte dessas pessoas nas quais os sintomas da asma desapareceram, eles ressurgem na idade adulta”, esclarece Hisbello Campos.
 
Nesta época do ano há um aumento nos índices de crises de asma devido ao frio, poeira, mofo, fumo e por conta das pessoas permanecerem mais tempo em ambientes fechados, aumentando a exposição aos fatores desencadeantes. “Os principais sintomas da asma são falta de ar (dispneia), tosse (predominantemente seca e noturna), chiado no peito e sensação de opressão torácica. Na asma alérgica, os sintomas agudos estão, mais frequentemente, associados a exposições a ácaros, odores, fumaça, mofo, epitélio animal, e outros. Nas formas não atópicas da asma, os sintomas podem estar relacionados ao exercício vigoroso, às mudanças climáticas, ao emprego de determinados medicamentos, à ingestão de determinados alimentos, a poluentes atmosféricos, emoções fortes, e outros”, disse o especialista.
 
O pneumologista lembra que uma pessoa com sintomas respiratórios como tosse, cansaço ou falta de ar deve procurar um médico. O tratamento da asma visa diminuir a inflamação, para isso, utiliza os corticosteroides por serem os mais potentes e fisiológicos dos anti-inflamatórios, o que os torna os melhores remédios para o tratamento da doença. “A falta de ar é o sintoma que mais incomoda o asmático, por isso, na maior parte das vezes, o esquema terapêutico associa o corticosteroide ao broncodilatador. Deve-se ter claro que o tratamento correto da asma inclui mais do que medicamentos, requer mudanças comportamentais para evitar os fatores desencadeantes de sintomas. Para isso, o processo de esclarecimento ao paciente acerca da doença e de sua participação no tratamento é fundamental para promover e manter as alterações comportamentais necessárias”, finalizou Hisbello Campos.
 
Juliana Xavier
Assessoria de Imprensa IFF/Fiocruz
(21) 99627-3790 (21) 2552-8829

domingo, 14 de junho de 2015

Casos de doenças cardíacas e mortalidade cardiovascular aumentam no inverno

Foto/Reprodução
Estudos mostram que a cada queda de dez graus de temperatura, há aumento da incidência de complicações cardíacas em torno de 30% a 40%
 
O inverno está associado ao aumento dos casos de doenças cardíacas e da mortalidade cardiovascular, alerta o diretor da Sociedade de Cardiologia do Estado do Rio de Janeiro (Socerj), Claudio Tinoco: estudos mostram que a cada queda de dez graus de temperatura, há aumento da incidência de complicações cardíacas em torno de 30% a 40%.
 
Alguns motivos contribuem para isso. O primeiro é o aumento das infecções respiratórias que ocorrem na época do inverno. Gripes e resfriados provocam uma sobrecarga no sistema circulatório.
 
“O coração tem que trabalhar mais, bombear mais sangue para atender às necessidades. Além disso, a infecção agride os vasos na sua superfície de recobrimento mais interno, chamado endotélio, e este fica mais vulnerável a processos de trombose, seja o acidente vascular cerebral (AVC), popularmente conhecido como derrame, seja o infarto do miocárdio ou ataque cardíaco”, diz o médico.
 
Tinoco adverte que as pessoas com problemas cardíacos, como a dilatação das câmaras do coração, que leva a uma diminuição do funcionamento do órgão, também têm maior taxa de internações no inverno, devido a essas infecções respiratórias e, em consequência, maior mortalidade.
 
O frio leva ainda a um fenômeno chamado vasoconstrição. “Os vasos ficam contraídos para impedir a perda do calor. Por isso, é comum as mãos e a ponta do nariz das pessoas ficarem geladas no período do inverno, porque os vasos contraem, para manter o sangue circulando na parte central do corpo e que não haja perda de calor”. Essa vasoconstrição leva também a uma sobrecarga do coração, que passa a trabalhar com mais força, para atender às necessidades cardíacas.
 
Outro problema observado no inverno é que as pessoas tendem fazer uma alimentação mais pesada, com excedente de álcool. O diretor da Socerj assegurou que a soma de todos esses fatores acaba aumentando o risco das arritmias, do infarto e outras complicações cardíacas. Para evitar esses problemas, disse que uma das coisas mais importantes é que as pessoas sigam as orientações do seu médico clínico ou cardiologista e façam os exames preventivos.
 
O controle rigoroso da pressão arterial, evitar o tabagismo, fazer atividades físicas, controlar a glicose, o peso e o colesterol são a base de uma saúde adequada. Esses cuidados se somam a outros na época do inverno. “Como o frio aumenta as complicações cardíacas, a gente recomenda que as pessoas evitem se expor desnecessariamente a temperaturas muito baixas, sem proteção, em atividades ao ar livre, especialmente se forem pessoas que têm problemas cardíacos.
 
Outra recomendação direcionada à população mais idosa, acima de 70 anos, é a vacinação contra a gripe no período que antecede o inverno. Tinoco alertou que a campanha de vacinação do governo teve uma adesão baixa da população, mas protege não só das infecções respiratórias, como das complicações, das quais a mais temida é a pneumonia. “Também diminuem as complicações cardiovasculares quando as pessoas fazem vacinações”.
 
O presidente da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV), Pedro Pablo Komlós, alertou que também o sistema vascular pode ser afetado na época do inverno. No tocante às veias ou varizes, que têm a característica de se dilatarem no verão, gerando inchaço das pernas, sensação de peso e cansaço, os sintomas tendem a melhorar no inverno. Já no que diz respeito às artérias, que levam o sangue limpo, cheio de oxigênio, do coração para as extremidades do corpo, o frio pode causar um estreitamento dos vasos, principalmente quando há deficiências. “Quando o sistema é normal, as extremidades não sentem tanto”.
 
Pedro Komlós disse que há algumas doenças funcionais que dependem de maior dilatação ou constrição dos vasos. Entre elas, destacou a Doença de Raynaud, que se caracteriza por palidez cadavérica de extremidades, que ocorre em especial em pessoas com grande sensibilidade ao frio.
 
Essa palidez é passageira e se manifesta mais no Rio Grande do Sul do que em estados de temperatura temperada, como o Rio de Janeiro. “Os problemas arteriais é que têm os sintomas agravados com o frio”. Não há, porém, risco direto de morte para esses pacientes, descartou.
 
A recomendação da SBACV é que os pacientes portadores de doenças arteriais, principalmente no início do inverno, mantenham as extremidades aquecidas, evitem contraste brusco de temperaturas e traumatismos maiores nas extremidades porque, com a diminuição do fluxo arterial, isso pode ter uma evolução mais agressiva. “Mas, fundamentalmente, que se mantenham em controle com um especialista”, concluiu. (Alana Gandra)
 
Agência Brasil