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segunda-feira, 22 de junho de 2015

Molécula presente na urina detecta câncer de próstata

pca3Uma molécula que pode ser usada para diagnosticar o câncer de próstata pela urina tem uma relação íntima com a origem da doença, sugere um novo estudo
 
Os exames de urina usados para detectar a molécula PCA3 podem, inclusive, inspirar novas estratégias de ataque ao tumor de próstata.
 
O PCA3 desliga um mecanismo antitumor do organismo – o que pode levar à multiplicação desenfreada das células da próstata e, portanto, ao câncer. Bloquear a ação da molécula impediu a proliferação das células cancerosas em roedores.
 
“Em muitos casos, os tumores praticamente desapareciam”, diz o biólogo Emmanuel Dias-Neto, do A.C. Camargo Cancer Center. Dias-Neto é coautor do estudo publicado na revista científica “PNAS”, que também é assinado por Wadih Arap e Renata Pasqualini, brasileiros que trabalham na Universidade do Texas.
 
Segundo o biólogo, um dos próximos passos é bolar estratégias para o “delivery” das moléculas que bloqueiam o PCA3, ou seja, criar modos de levá-las até a próstata dos pacientes com precisão. Se funcionar, “teremos uma ferramenta potente”, afirma ele.
 
Do contra
O PCA3 é uma molécula literalmente do contra. Trata-se de uma forma de RNA, a molécula “prima” do DNA cuja função mais conhecida é a transmissão de instruções do material genético para as fábricas de moléculas nas células. Diferentemente dessa forma “normal” do RNA, porém, o PCA3 é originada a partir da fita de DNA que não costuma ser lida pelo organismo, conhecida como antissenso.
 
Os especialistas sabiam que o PCA3 aparece na urina após a massagem da próstata (feita pelo médico em pacientes com suspeita de alterações na glândula), e também que a molécula é 70 vezes mais comum em tumores do que na próstata saudável. Mas ninguém tinha ideia da função da molécula –ela podia ser apenas um subproduto das alterações genéticas do câncer, por exemplo.
 
Dias-Neto e seus colegas resolveram olhar os “vizinhos” do PCA3, ou seja, os trechos de DNA que ficam na outra fita da molécula, a fita “certa” que normalmente é lida pela célula. Acabaram descobrindo que as letras químicas do PCA3 se encaixam com precisão em parte de um gene até então desconhecido.
 
Para ser mais exato: as duas fitas de DNA são transcritas, ou seja, recriadas numa versão de RNA. Em situações normais, no caso do gene, isso seria um passo intermediário para que o RNA servisse de “receita” para uma proteína, a qual, por sua vez, desempenharia seu papel na célula. Só que o PCA3, ao se encaixar no RNA desse gene, acaba evitando esse funcionamento normal, porque surge aí uma forma anômala de RNA que a célula “rejeita” e se põe a desativar.
 
On/Off
Desligar o gene é uma péssima ideia, pois os pesquisadores mostraram que ele é um gene supressor de tumores. Sua atividade normal impede, em outras palavras, que as células da próstata passem a se multiplicar além da conta e da forma errada. Esse processo foi verificado pelos pesquisadores tanto em células de câncer de próstata cultivadas em laboratório quanto em tumores enxertados em camundongos. E, nesses dois contextos, impedir a ação do PCA3 fez o tumor perder força.
 
pca3 a
 
Os achados devem dar mais peso à prática de fazer o exame de PCA3, que ainda é pouco comum. O exame laboratorial mais usado no caso dos tumores de próstata é o do PSA, que tem a vantagem de poder ser detectado no sangue, mas é pouco específico –o aumento nos níveis pode estar ligado a alterações benignas na próstata, que não têm a ver com o câncer.
 
No entanto, o exame depende de equipamentos modernos, ainda pouco disponíveis, e seus custos não são cobertos por convênios.
 
Além disso, as descobertas devem dar novo impulso ao estudo desses RNAs “do contra”, que ainda são pouco conhecidos, mas têm mostrado elos importantes com doenças, afirma Dias-Neto.
 
Folha de São Paulo

Anvisa suspende lote de Cloridrato de Ciprofloxacino, da empresa Prati-Donaduzzi

A Anvisa determinou a suspensão, comercialização e uso do lote 15A70W do medicamento CLORIDRATO DE CIPROFLOXACINO, 500 mg
 
O antibiótico tem data de validade até 01/2017 e é indicado para o tratamento de infecções. O produto é fabricado pela empresa Prati-Donaduzzi.
 
A determinação ocorreu após a fabricante comunicar à Agência o recolhimento do produto em razão de presença de corpo estranho observado no medicamento.
 
A Anvisa determinou que a empresa promova o recolhimento do lote existente no mercado .
 
A medida está na Resolução nº 1718/2015 publicada desta sexta-feira (19/6) no Diário Oficial da União (DOU).
 
ANVISA 

Falta de penicilina benzatina, que trata sífilis, preocupa médicos no Brasil

Ampolas de penicilina benzatina (Foto: Reprodução/TV Morena)
Foto: Reprodução/TV Morena Ampolas de penicilina benzatina
Crise de abastecimento foi provocada por escassez de matéria-prima. Fornecedor mundial de insumo fechou fábrica e teve que ser substituído
 
A penicilina benzatina, muito conhecida pelo nome comercial Benzetacil, um antibiótico usado para tratar sífilis e outras infecções, está em falta no Brasil tanto no setor público quanto no privado. A crise de abastecimento, que segundo o Ministério da Saúde é provocada por escassez de matéria-prima, tem preocupado os médicos.
 
A Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) já manifestou sua preocupação em ofício enviado para o Ministério da Saúde recentemente. “O fornecimento da penicilina benzatina está intermitente e isso é um problema muito sério”, diz o médico Luís Fernando Aranha Camargo, da SBI.
 
Ele diz que a falha no fornecimento atinge os setores público e privado. “Sendo a penicilina um tratamento extremamente simples contra a sífilis – de uma a quatro injeções já resolvem – a falta é um grande problema.”
 
Segundo o médico sanitarista Artur Kalichman, do Programa Estadual DST/Aids do Estado de São Paulo, a dificuldade de disponibilidade da penicilina não é aguda no momento, mas pode piorar. “Existe pouca oferta de penicilina e isso tem que aumentar. Ela é importante no tratamento da sífilis. Tem drogas que podem ser usadas em substituição, mas a primeira opção é a penicilina”, afirma Kalichman.
 
Caso não seja tratada, a sífilis pode comprometer o sistema nervoso central e o sistema cardiovascular. A sífilis congênita, transmitida da mãe para o bebê, pode causar mal-formação do feto.
 
Falta de matéria-prima
Em nota, o Ministério da Saúde afirma que vem monitorando e acompanhando a produção nacional do medicamento ao lado dos laboratórios produtores, que alegam dificuldades na produção devido à “escassez mundial no suprimento de matéria-prima”.
 
Atualmente, segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), existem no Brasil quatro empresas com registro válido para produzir a penicilina benzatina, também conhecida como benzilpenicilina benzatina ou penicilina G benzatina. A Eurofarma, que produz o remédio com nome comercial Benzetacil, a Fundação para o Remédio Popular (Furp), o Laboratório Teuto Brasileiro S/A e a Novafarma Indústria Farmacêutica LTDA.
 
Segundo a Eurofarma, detentora da principal marca do produto no Brasil, há cerca de dois anos, a empresa “se deparou com a escassez de matéria-prima para a produção da penicilina benzatina no mercado mundial”.
 
O laboratório esclarece que, no Brasil, existe uma dependência de fornecedores de insumo internacionais, já que o país não é um polo de química fina. O antigo fornecedor da matéria-prima para a Eurofarma fechou sua fábrica e o laboratório buscou um novo fornecedor, já homologado pela Anvisa. A empresa não informou o nome do fornecedor de matéria-prima. Segundo a Anvisa, essa informação “é confidencial da empresa detentora do registro do medicamento”.
 
“Com importação a partir de plantas na Áustria e China, o fornecimento de matéria-prima para a produção de Benzetacil passa neste momento por um processo de regularização de fornecimento, ainda com impacto no abastecimento”, afirmou a Eurofarma, em nota. A empresa ressaltou que a substituição de fornecedores no setor farmacêutico não é um processo simples, já que deve seguir critérios sanitários rigorosos.
 
Já o laboratório Teuto, que produz a penicilina benzatina de nome comercial Bepeben, afirmou, em nota, que a produção e distribuição da droga para o segmento hospitalar está "dentro da normalidade".
 
Segundo o Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos no Estado de São Paulo (Sindusfarma), que representa boa parte das indústrias farmacêuticas do Brasil, o desabastecimento de penicilina é um problema mundial e a interrupção do fornecimento dos insumos para a produção foi repentina, o que originou o problema.
 
Ministério espera normalização este mês
O Ministério da Saúde afirmou, em nota, que espera que a situação se normalize ainda este mês. “Foram realizadas reuniões, entre janeiro e abril deste ano, com o Ministério da Saúde, para buscar uma solução ao problema. As empresas se comprometeram a adotar todas as providências para normalizar o fornecimento do medicamento ainda neste mês de junho”, afirmou a pasta, em nota.
 
Problema de longa data
Além de ser a primeira linha de tratamento contra sífilis, o remédio, é ainda usado para tratar outras infecções, como a febre reumática aguda, doença bacteriana que afeta coração, cérebro e articulações.
 
Em um documento da Organização Mundial da Saúde (OMS) de 2005 sobre o controle de infecções como a febre reumática aguda, o problema do abastecimento de penicilina benzatina já foi citado.
 
"Nos últimos tempos, tem havido problemas tanto em relação à disponibilidade quanto em relação à qualidade da penicilina benzatina ao redor do mundo. Em muitos países, essa medicação é escassa, e frequentemente está indisponível por períodos prolongados. Ainda mais preocupante, a qualidade da medicação é altamente variável."
 
Uma carta publicada em 2013 pela Federação Mundial do Coração na revista "Nature Reviews Cardiology" também chama a atenção para o problema.
 
“A penicilina benzatina está na lista de medicamentos essenciais da Organização Mundial da Saúde, mas o fornecimento global dessa droga tem sido inconsistente. O processo de fabricação da forma em pó da penicilina benzatina, dose efetiva, e o parâmetro de qualidade são, em grande parte, mal documentados, e a droga é produzida por um número desconhecido de fabricantes genéricos."
 
G1

Pesquisa afirma que mulheres sentem mais desconfortos digestivos do que homens

O estresse foi apontado como principal causa do problema

Segundo pesquisa realizada pela marca Eparema, em parceria com a Associação Paulista de Fitoterapia, as mulheres têm mais problemas de digestão do que os homens. O dobro das entrevistadas em relação aos homens que participaram do estudo reclama diariamente dos sintomas. Isso tem uma explicação e está diretamente relacionada ao dia a dia desse público.

De acordo com a pesquisa, 65% das entrevistadas acreditam que o estresse é um dos principais motivos para problemas como a má digestão, seguido da pouca mastigação e da falta de fibras e de exercício.
 
“O estresse é realmente um fator que pode causar azia, má digestão, gases, barriga estufada, prisão de ventre e empachamento. Essa situação é muito comum nas mulheres, pois hoje têm uma rotina agitada e, muitas vezes, o corpo responde negativamente ao fato de correrem para executar tantas atividades num curto período de tempo”, explica a nutricionista e especialista em fitoterapia e vice-presidente da Associação Paulista de Fitoterapia, Vanderlí Marchiori.

Além do estresse, a alimentação inadequada, os exageros na comida ou na bebida e a pouca mastigação também foram citados pelos entrevistados como motivos que levam a problemas digestivos.
 
Na pesquisa, 90% de todos os participantes disseram que podem ter uma alimentação mais saudável, equilibrando todos os nutrientes necessários e respeitando as quantidades permitidas. Entre o público feminino, 78% acreditam que é preciso optar por cardápios saudáveis para evitar esse tipo de problema. Por outro lado, 69% sentem culpa quando exageram no cardápio.
 
Rede Press / Guia da Pharmacia

Segurança do Paciente é o tema do IV Seminário de Qualidade em Hospitais Públicos

Estão abertas as inscrições para o IV Seminário de Qualidade em Hospitais Públicos do Paraná, que acontece no dia 2 de julho, no auditório da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), em Curitiba
 
Com o tema “Segurança do Paciente: Rumos e Desafios na Gestão da Saúde”, o objetivo do encontro é reunir profissionais que atuam nos 19 hospitais públicos estaduais para discutir sua atuação e oferecer subsídios a fim de melhorar a qualidade dos serviços prestados.
 
Na programação estão temas como: O Trinômio Custos x Qualidade x Eficiência; Viabilizando a Desospitalização: Benefício para os serviços de saúde e pacientes; Gerenciamento da Cadeia de Materiais e Medicamentos com impacto na Segurança; Humanização como Instrumento na Gestão do Cuidado; Gerenciamento de riscos: estratégias e monitoramento;
 
As inscrições estão abertas até o dia 30 de junho e podem ser feitas na página dos Hospitais do Paraná, no link Seminário da Qualidade 2015.
 
SESA - PR