Aplicativos, carreira, concursos, downloads, enfermagem, farmácia hospitalar, farmácia pública, história, humor, legislação, logística, medicina, novos medicamentos, novas tecnologias na área da saúde e muito mais!



quarta-feira, 24 de junho de 2015

Gaeco desvenda esquema de corrupção em secretaria de saúde no oeste do Paraná

Um esquema de corrupção colocou em risco a saúde dos moradores de Ibema, no oeste do Paraná
 

 
Distribuidoras de medicamentos faziam contratos fraudulentos com a prefeitura, assim, os pacientes recebiam medicamentos vencidos.
 
Entre os detidos desta sexta-feira (19), está a secretária de saúde do município, que foi flagrada com mil reais em propina.
 

Cientistas desenvolvem adesivo de insulina que pode substituir injeções

O pequeno adesivo de insulina foi desenvolvido por cientistas de universidade dos Estados Unidos (Foto: Divulgação/PNAS)
Foto: Divulgação/PNAS
O pequeno adesivo de insulina foi desenvolvido por cientistas
 de universidade dos Estados Unidos
Adesivo detecta alta do nível de açúcar e libera dose de insulina no corpo. Testes feitos em roedores ocorreram com sucesso
 
Um pequeno adesivo de insulina, quadrado e não maior que uma moeda de um real, poderia substituir as injeções para diabéticos, segundo um estudo publicado na edição desta semana da revista científica da Academia Americana de Ciências, a "PNAS".
 
O adesivo pode detectar os aumentos nos níveis de açúcar no sangue e liberar dose de insulina na corrente sanguínea quando for necessário. Até agora o adesivo só foi testado em roedores com diabetes de tipo 1, mas, segundo seus criadores, os resultados deste estudo são "promissores" em relação a seu sucesso em humanos.
 
De fato, os cientistas sustentam que os efeitos estabilizadores do adesivo poderiam ser inclusive mais duráveis em humanos, dado que têm mais sensibilidade à insulina que os animais usados no experimento.
 
"Criamos um adesivo para diabetes que funciona rápido, é fácil de usar e é feito de material não tóxico e biocompatível", explicou Zhen Gu, um dos autores do estudo, elaborado por cientistas da Universidade da Carolina do Norte e a Universidade do Estado da Carolina do Norte, nos Estados Unidos.
 
"O sistema pode ser personalizado em função do peso da pessoa diabética e sua sensibilidade à insulina, razão pela qual podemos tornar ainda mais inteligente este adesivo inteligente", acrescentou o pesquisador.
 
Os autores do estudo destacaram que as injeções de insulina atuais representam um processo para o paciente que é "doloroso e impreciso".
 
"Injetar-se uma quantidade incorreta de medicação pode derivar em complicações significantes como cegueira e amputações de extremidades, ou consequências mais desastrosas como o coma diabético ou a morte", destacou John Buse, outro dos autores da pesquisa.
 
Segundo o estudo, o diabetes afeta mais de 387 milhões de pessoas no mundo todo, e espera-se que o número aumente até 592 milhões para o ano 2035.

Diabetes - infográfico (Foto: G1)
 
G1

Os problemas de saúde causados pelo uso de smartphone e como evitá-los

Foto/Reprodução
Tensão muscular causada por postura indevida em uso prolongado de celulares ou tablets causa 'pescoço de texto' e até inflamação nos nervos
 
O celular é quase um companheiro inseparável, visto por muitos como um bem essencial no dia a dia - mas o que muitas pessoas não sabem é que o uso excessivo deles pode causar danos ao corpo humano.
 
Se você sente constantes dores de cabeça, um couro cabeludo extremamente sensível ou um incômodo atrás de um olho, a culpa pode estar no uso indevido do smartphone.

Especialistas dizem que são cada vez mais comuns os casos de "text neck" - "pescoço de texto" em tradução livre -, dores na cabeça ligadas a tensões na nuca e no pescoço causadas pelo tempo inclinado em uma posição indevida para visualizar a tela do celular.
 
Segundo a fisioterapeuta Priya Dasoju, a "pescoço de texto" também pode levar a dores no braço e no ombro.
 
"O que estamos vendo são cefaleias cervicogênicas", afirmou. Ela diz que o problema vem de tanto inclinar a cabeça para frente da tela do celular, e isso cria uma pressão intensa nas partes frontais e traseiras do pescoço.
 
Esse problema pode se agravar e, em alguns casos, pode levar a uma condição conhecida como nevralgia occipital.
 
É uma condição neurológica em que os nervos occipitais – que vão do topo da medula espinhal até o couro cabeludo – ficam inflamados ou lesionados. Ela pode ser confundida com dores de cabeça ou enxaqueca.
 
"Cerca de 30% dos nossos pacientes que vemos têm nevralgia occipital", disse a osteopata Lola Phillips.
 
"Você tende a ter esse problema quando usa muito tablets, laptops ou smartphones. Você começa a sentir uma tensão na parte da frente do pescoço e uma fraqueza na parte de trás dele."
 
A dor pode ser intensa, como se o pescoço estivesse "queimando", e começa na base da cabeça, se estendendo por toda a parte superior, no couro cabeludo.
 
Geralmente, as dores começam na parte de trás da cabeça, no nervo occipital, mas às vezes elas ficam localizadas mais na parte da frente, acima dos olhos.
 
Pacientes com problemas de nevralgia occipital relatam dores fortes de cabeça (Foto: BBC)
Foto BBC: Pacientes com problemas de nevralgia occipital
relatam dores fortes de cabeça
'Raios de dores'
Adam Clark Estes começou a sentir dores de cabeça alguns meses atrás. Segundo ele, a dor é intensa. "É como se fosse a dor de uma ressaca forte. Você sente a cabeça latejando."
 
"Como se alguém tivesse me golpeado na cabeça com um cano de aço quente enviando raios de dores lancinantes no crânio", conta.
 
Você pode sentir a dor em um dos lados da cabeça ou nos dois, e até atrás dos olhos quando movimenta o pescoço. O conselho para curar o problema é mudar de postura na hora de mexer no celular – e evitar o uso excessivo dele.
 
"Quem sofre disso deveria pensar em adotar posturas diferentes quando estiver usando o celular. Sentar na vertical, por exemplo, e levantar o celular ou usar um suporte para ele ficar em uma altura mais adequada", explica a osteopata Lola Phillips.
 
"É preciso ter mais disciplina com o uso do telefone também", reitera.
 
O tratamento inclui correção de postura, massagem e remédios anti-inflamatórios, mas em alguns casos é preciso tomar medidas mais drásticas.
 
Adam Clark Estes teve que injetar um coquetel de esteroides e outros relaxantes nos nervos ao redor do seu pescoço.
 
"Dói bastante. Acho que o médico me deu quase 20 injeções separadas e depois delas eu fiquei tão mole que achei que iria desmaiar."
 
"Depois de me recuperar, o médico me disse que me sentiria melhor em um dia – e melhorou mesmo", conta.
 
Médicos também podem receitar relaxantes musculares, antidepressivos.
 
Especialistas dizem que a prevenção é a melhor opção. Diminuir o uso de smartphones ou então posicioná-los mais próximo da altura dos olhos são boas estratégias para evitar o problema.
 
"Tente não manter a mesma postura por muito tempo", disse a fisioterapeuta Priya Dasoju.
 
"Coloque um lembrete no celular ou no computador para se certificar de que você não está na mesma posição por muitos minutos consecutivos."
 
Os médicos garantem que as condições causadas por uso excessivo de smartphones são apenas dolorosas, não fatais.

G1

Greve no Hospital São Paulo suspende consultas em ambulatórios

Hospital São Paulo em greve (Foto: Edison Temoteo/Futura Press/Estadão Conteúdo)
Foto: Edison Temoteo/Futura Press/Estadão Conteúdo
Hospital São Paulo em greve
Hospital sofre crise financeira e interrompeu internações na última semana. Para sindicato, R$ 3 milhões oferecidos pelo governo estadual não bastam
 
A greve que os médicos residentes que começou nesta terça-feira (23) suspendeu o atendimento nos ambulatórios do Hospital da Universidade Federal de São Paulo. Desde a semana passada, as cirurgias e as internações que não são de emergência já estavam comprometidas por causa de uma grave crise financeira.

Sem saber da greve, cerca de 20 pessoas chegaram ao hospital antes do dia clarear, como mostrou o Bom Dia São Paulo.
 
A Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), responsável pelo hospital, informou que as internações foram retomadas na sexta-feira (19), priorizando os pacientes oncológicos. A assessoria da universidade afirma ainda que, "com a progressiva normalização de insumos e demais condições, mais pacientes de outras especialidades serão chamados".
 
De acordo com o Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simep), a falta de recursos ainda prejudica a condição de atendimento dos pacientes. A Secretaria Estadual de Saúde anunciou, na quinta-feira (18), que repassaria R$ 3 milhões ao hospital, com a condição de que os atendimentos fossem retomados.
 
Segundo o Simep, os residentes do hospital consideram que a verba oferecida pela secretaria só vai durar cerca de um mês, não sendo suficiente para resolver os problemas de atendimento.
A Unifesp afirma que a Reitoria da universidade não foi informada oficialmente da greve dos residentes, mas esclarece que considera as reivindicações do sindicato legítimas e trabalha para que sejam atendidas.
 
Hospital referência
Referência em atendimento de alta complexidade, o hospital está superlotado. Dezenas de pacientes foram acomodados em cadeiras e macas nos corredores. A realização de cirurgias de baixa e média complexidade que não são de urgência também estão suspensas. Quem procurou marcar uma intervenção cirúrgica nesta quinta também não conseguiu.
 
O centro médico tem capacidade para 300 pacientes, mas atende, em média, 900 pessoas por dia. De acordo com o Hospital São Paulo, a grave situação orçamentária e a greve dos servidores federais ocasionou a redução do quadro de pessoal, diminuindo a capacidade da unidade de internação.
 
Em outubro de 2014, a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), que é responsável pela unidade, requisitou R$ 2,5 milhões a mais por mês para conseguir manter o hospital. Parte do dinheiro foi enviada pela Secretaria Estadual da Saúde e pelo Ministério da Saúde, mas não foi o suficiente para sanar os problemas.
 
Segundo informou o hospital, há negociações em andamento com o Ministério da Educação/Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH) e os gestores locais para equacionar essa condição.
 
G1

Adultos superam crianças em consumo de medicamentos para a concentração

O TDAH, Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade, deixou de ser coisa de criança

Nos EUA, os adultos ultrapassaram as crianças no consumo de medicamentos para essa condição e responderam por 53 por cento das 63 milhões de prescrições de todo o setor para medicamentos contra o TDAH no ano passado, segundo dados compilados pela Shire Plc, que produz o medicamento mais vendido, o Vyvanse. Os dados contrastam com os 39 por cento de 2007, disse a fabricante de medicamentos com sede em Dublin.

A mudança no mercado, que refuta a noção comum de que o TDAH é uma condição pediátrica, ocorreu em parte porque o transtorno persiste na vida adulta, segundo os estudos. Mais pais de crianças com TDAH – que provoca agitação, falta de concentração e comportamento impulsivo – também estão sendo diagnosticados em meio a uma percepção crescente de que o transtorno pode ser herdado.

“Nós adotamos mais esforços no mercado de TDAH adulto, que agora representa mais da metade do mercado geral e tem o crescimento mais elevado”, disse o CEO da Shire, Flemming Ornskov, em uma teleconferência recente com analistas. “Isso está crescendo rapidamente, quase duas vezes tão rapidamente quanto o mercado como um todo”.

O Vyvanse, da Shire, que está aprovado para o tratamento tanto de crianças com idade entre 6 e 17 anos quanto de adultos, dominou metade do mercado de marcas para medicamentos contra o TDAH em todo o mundo no ano passado. Os esforços da empresa para atender esse mercado crescente estão concentrados em fazer os representantes de vendas ensinarem os médicos a respeito dos resultados obtidos em testes clínicos envolvendo adultos.

As vendas do medicamento subiram 18 por cento no ano passado, para US$ 1,4 bilhão, reforçando sua posição de droga mais vendida da Shire. Ultrapassou de longe a renda obtida por seu concorrente de marca mais próximo, o Concerta, da Johnson Johnson, que vendeu US$ 599 milhões, e o Ritalina, da Novartis AG. Ambos os medicamentos perderam a proteção de patente.

Usos mais amplos
O foco nos adultos se soma aos esforços da Shire por extrair mais vendas de sua carteira de TDAH. A empresa reformulou sua droga Adderall, que tem concorrentes genéricos, transformando-a em um tratamento de liberação prolongada que dura 16 horas e planeja buscar aprovação dos reguladores dos EUA até o segundo trimestre de 2017. A Shire também conseguiu autorização para implementar um tratamento de transtorno de compulsão alimentar como um novo uso para o Vyvanse em janeiro.

Na Europa, as crianças ainda são de longe o maior segmento, respondendo por 74 por cento dos pacientes de TDAH em 2014. “É importante notar que o nível de aceitação e diagnóstico e os medicamentos disponíveis para TDAH são mais limitados na Europa do que nos EUA”, disse a Shire, em um comunicado enviado por e-mail.

Isso está começando a mudar, especialmente na Escandinávia e em países como Alemanha e Espanha, segundo Ornskov. “A Suécia é um dos nossos mercados com crescimento mais acelerado, superando até mesmo as referências para os EUA”, disse ele.

UOL