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quinta-feira, 25 de junho de 2015

Diretoria da Anvisa aprova regulamento sobre rotulagem de alergênicos

A Diretoria Colegiada da Anvisa aprovou, nesta quarta-feira (24/6), a Resolução que trata dos requisitos para rotulagem obrigatória dos principais alimentos que causam alergias alimentares. A norma deverá ser publicada no Diário Oficial da União nos próximos dias
 
Segundo o regulamento – que abrange alimentos e bebidas – os rótulos deverão informar a existência de 17 (dezessete)alimentos:trigo (centeio, cevada, aveia e suas estirpes hibridizadas); crustáceos; ovos; peixes; amendoim; soja; leite de todos os mamíferos; amêndoa; avelã; castanha de caju; castanha do Pará; macadâmia; nozes; pecã; pistaches; pinoli; castanhas, além de látex natural.
 
Com isso, os derivados desses produtos devem trazer a informação: “Alérgicos: Contém (nomes comuns dos alimentos que causam alergias alimentares)”, “Alérgicos: Contém derivados de (nomes comuns dos alimentos que causam alergias alimentares)” ou “Alérgicos: Contém (nomes comuns dos alimentos que causam alergias alimentares) e derivados”.
 
Já nos casos em que não for possível garantir a ausência de contaminação cruzada dos alimentos (que é a presença de qualquer alérgeno alimentar não adicionado intencionalmente, como no caso de produção ou manipulação), o rótulo deve constara declaração “Alérgicos: Pode conter (nomes comuns dos alimentos que causam alergias alimentares)”.
 
Essas advertências, segundo a norma, devem estar agrupadas imediatamente após ou logo abaixo da lista de ingredientes e com caracteres legíveis, em caixa alta, negrito e cor contrastante com o fundo do rótulo.
 
Os fabricantes terão 12 (doze) meses para adequar as embalagens. Os produtos fabricados até o final do prazo de adequação poderão ser comercializados até o fim de seu prazo de validade.
 
Confira o áudio com esclarecimentos do Diretor-Relator da matéria, Renato Porto, sobre o tema.
 
ANVISA

Hospital cobra 2.400% a mais por material em SP

 Foto: Gustavo José Moretti / vc repórter
Foto: Gustavo José Moretti
Leitor comprou os equipamentos em uma loja por R$ 4,60
Filho de paciente atendida em São Carlos afirma que pagou R$ 109 por dois materiais que custariam R$ 4,60 em lojas
 
O filho de uma paciente atendida na Casa de Saúde Hospital e Maternidade São Carlos, no interior de São Paulo, acusou o local de cobrar preços abusivos por equipamentos utilizados no pronto-socorro da unidade. O leitor Gustavo José Moretti afirmou que pagou R$ 109 por dois materiais que custariam R$ 4,60 em lojas, no total.
 
Gustavo levou a mãe ao hospital na última quinta-feira (11). Após o atendimento, ele recebeu um relatório detalhado de todas as despesas médicas e se surpreendeu ao encontrar na lista os itens “equipo macrogotas slip” e “Abocath” por R$ 50 e R$ 59, respectivamente. “O equipo nada mais é do que uma mangueira de borracha que conecta o frasco de soro até o abocath, o cateter utilizado para puncionar a veia. Como é possível cobrar R$ 109 por estes dois itens, que são descartáveis e utilizados no dia-a-dia do hospital?”, questionou.
 
Sem receber “nenhuma resposta satisfatória” da unidade, Gustavo disse ter feito uma pesquisa na internet, onde constatou que os materiais custavam R$ 1,60 e R$ 3. Inconformado, o leitor foi a uma loja especializada e comprou os dois itens por R$ 4,60.
 
“É uma diferença de, aproximadamente, 2.400%. A Casa de Saúde de São Carlos cobrou 2.400% acima do preço de mercado! A diferença de preço é absurda, é um abuso feito por este hospital.
 
Aproveitam-se de uma situação de fragilidade dos pacientes e seus parentes para cobrarem o preço que quiserem”, criticou Gustavo, que prometeu acionar judicialmente a unidade, para solicitar a devolução dos valores pagos.
 
Procurada pelo Terra , a Casa de Saúde Hospital e Maternidade São Carlos confirmou que os valores relatados por Gustavo estão corretos. A unidade explicou que utiliza a tabela Simpro, de referência nacional, para definir o valor de materiais durante o processo de cobrança dos serviços prestados em âmbito hospitalar e reforçou que o uso dela é informado aos pacientes por meio de cartazes fixados nas recepções.
 
De acordo com o hospital, “a precificação da tabela corresponde ao preço médio de aquisição, multiplicado por um fator que corresponde à remuneração pelos serviços de seleção, programação, armazenamento, distribuição, manipulação, dispensação, controle e aquisição” dos equipamentos. A Casa de Saúde explicou que a tabela “simplifica as rotinas de precificação dos hospitais e elimina eventuais erros de cálculo”.
 
A unidade se colocou à disposição de Gustavo para explicar as tabelas utilizadas para precificar o atendimento e mostrar como funciona o processo.
 
Terra

Álcool e volante: saiba que funções do corpo são afetadas

 Foto: BBC Mundo / Getty Images
Foto BBC Mundo/Getty Images
O álcool pode afetar a capacidade de direção
No Brasil, uma lei que vigora desde janeiro de 2013 acabou com a tolerância de álcool permitida a motoristas
 
Estrela da seleção chilena de futebol, Arturo Vidal foi preso na noite da última terça-feira (16) depois de bater sua Ferrari perto da capital Santiago. Segundo as autoridades, o jogador de 28 anos estava dirigindo seu carro com um nível de álcool no sangue superior ao permitido.
 
No Brasil, uma lei que vigora desde janeiro de 2013 acabou com a tolerância de álcool permitida a motoristas. Além disso, se o condutor fizer o teste do bafômetro e a concentração de álcool em seu sangue for maior do que 0,34 mg/L, pode ser preso por seis meses a três anos, além de pagar multa, e ter o direito de dirigir suspenso.
 
O álcool pode afetar a capacidade de direção e a Administração Nacional de Segurança no Tráfego Rodoviário (NHTSA) dos EUA informa como diferentes quantidades no sangue interferem neste sentido.

Confira:
 
Porcentagem de concentração de álcool no sangue
0,02%
Funções visuais diminuem
Diminuição da capacidade de fazer duas coisas ao mesmo tempo
 
0,05%
Funções visuais diminuem
Diminuição da capacidade de fazer duas coisas ao mesmo tempo
 
0,08%
Diminuição da concentração
Perda de memória de curto prazo
Perda do controle da velocidade
Redução da capacidade de processar informações (capacidade de ver placas ou sinalizações)
Diminuição da percepção
 
0,10%
Redução da capacidade de ficar na mesma pista da estrada e parar corretamente
 
0,15%
Incapacidade substancial para controlar o veículo, prestar atenção às funções de direção e processar informação visual e auditiva
 
BBC Brasil / Tearra

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Adolescentes criam camisinha que muda de cor ao detectar DSTs

Reprodução/Teen Tech Awards
"S.T.EYE" permite a identificação de contaminação pela
mudança de cor no presevertivo
Indicador no preservativo permite a identificação de micro-organismos causadores de doenças

Um grupo de adolescentes britânicos inventou uma camisinha que muda de cor quando detecta a presença de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), como sífilis e clamídia. Com um indicador que mostra diferentes cores de acordo com o tipo de bactéria ou infecção encontrada, a invenção recebeu o nome de “S.T.EYE” (uma brincadeira com sigla em inglês STI, Sexually Transmited Infections).
 
Os estudantes da escola britânica Isaac Newton Academy Daanyaal Ali, 14, Muaz Nawaz, 13, e Chirag Shah, 14, ganharam o prêmio da área de saúde no Teen Tech Awards em Londres pela invenção. “Nós a criamos para ajudar o futuro de uma nova geração.
 
Nós queríamos algo que detectasse essas doenças prejudiciais da maneira mais segura possível para que as pessoas pudessem tomar ação imediata na privacidade de suas casas, sem a necessidade de procedimentos médicos invasivos” afirma Daanyaal Ali sobre o objetivo da criação.
 
Como recompensa pelo prêmio, a escola concedeu o valor de 1.000 libras esterlinas (aproximadamente R$ 4,847) a cada estudante. Fora isso, receberam convites para uma recepção especial no Palácio Buckingham.
 
Outras invenções de destaque no Teen Tech incluíam um par de sapatos que cria, ao andar, energia suficiente para carregar dispositivos eletrônicos e uma ferramenta capaz de administrar o uso da água que poderia ser usado pelas comunidades rurais africanas para administrar o sistema de água.
 
iG

Operadoras conscientizam o paciente de sua responsabilidade

wearable-aplicativos-vestíveisComo discutir a saúde do futuro diante dos problemas do sistema de saúde do presente?
 
Por Maria Carolina Buriti
 
Sem dúvida, um desafio com três importantes fatores em seu caminho: o envelhecimento da população; a mudança do perfil epidemiológico; e o bônus demográfico, momento único para os países no qual a maioria da população está em idade ativa para trabalhar. Este último, ilustra um cenário preocupante: se no futuro, a maioria da população terá mais de 60 anos, não se terá um grande contingente para financiar os sistemas de saúde e previdência, ao contrário de outras nações que já passaram pelo fenômeno. “Os países europeus enriqueceram para envelhecer e nós estamos envelhecendo sem enriquecer”, analisou a consultora Denise Eloi, que integrou junto com a Diretora Técnica Médica e Rede Credenciada da Sul América, Tereza Veloso, e o presidente da Central Nacional Unimed, Mohamad Akl, o painel “Saúde do Amanhã”, durante o Saúde Business Forum.
 
Parte da solução deste dilema pode estar na mudança de atuação do próprio indivíduo com a sua saúde, na qual ele assume um papel de protagonista. Os dados corroboram este urgente envolvimento, pois o estilo de vida corresponde a 50% dos determinantes de saúde. O restante é dividido em: 10% cuidado e acesso à saúde, 20% fatores genéticos e 20% exposição ao ambiente. “A grande missão é trabalhar o empoderamento e a inclusão do beneficiário como um ator e não só como consumidor”, analisa Denise, acrescentando que isso ocorrerá com educação, informação e orientação ao usuário.
 
Atenta a este cenário, a SulAmérica usa tecnologia e comunicação para engajar os usuários. Há 13 anos, a empresa implantou o Saúde Ativa, programa que iniciou apenas com cuidado a pacientes crônicos e hoje atende a outros três grupos divididos em: pessoas identificadas com risco de desenvolver alguma patologia; doentes de alta complexidade; e os indivíduos saudáveis. “Acima de tudo, o programa atua para impulsionar mudanças sustentáveis e contribuir para a melhora e manutenção da saúde da população”, explica Tereza.
 
Sem custo para as empresas participantes, o Saúde Ativa monitora e analisa informações de saúde, os hábitos dos beneficiários e, o melhor de tudo, disponibiliza conteúdo de saúde para os participantes do programa e aos interessados no geral. Alguns projetos do Saúde Ativa, como o de doentes crônicos, obteve redução de sinistro de 24% em 2013. (veja box abaixo).
 
A Central Nacional Unimed também vê na tecnologia e na informação ao beneficiário o caminho certo para o engajamento. Por esta razão, a empresa está desenvolvendo um aplicativo com funcionalidades como conversa entre médico e paciente via whatsapp; agendamento de consultas e exames; jogos de saúde e monitoramento dos sinais vitais dos beneficiários. “O aplicativo vai aumentar o envolvimento do paciente com o autocuidado e a eficiência [do controle] das doenças crônicas”, conta Akl, citando o dado que no Brasil há 1,3 celulares por habitante. Além disso, acrescenta o executivo, o aplicativo será mais um canal de relacionamento e ajudará a cooperativa a ter mais controle sobre a duplicidade de exames, por exemplo.
 
Enquanto o aplicativo não vem, a cooperativa difunde alguns jogos para tablets e celulares, nos quais as pessoas aprendem com dicas de saúde; instala tótens para os beneficiários responderem a questionários sobre a saúde, que são posteriormente disponibilizados para a empresa com o perfil global dos funcionários; e envia boletins com dicas de qualidade de vida e saúde aos departamentos de recursos humanos dos clientes.
 
Por meio de uma análise, que envolveu informações de diferentes fontes como médico do trabalho, relatórios do uso do plano; entre outras, que a CNU conseguiu identificar 21 mil beneficiários que estavam em “desequilíbrio de saúde”. Destes, 4 mil com o quadro considerado grave aderiram ao Programa de Atenção Primária, cujos resultados incluem a redução do custo mensal per capita da saúde. (box abaixo).
 
Mesmo com as iniciativas das operadoras, Denise ressalta que é importante tratar a questão de forma sistêmica. “Precisamos fazer uma grande transformação, uma revolução sobre qual o modelo assistencial que a sociedade deseja. É preciso enxergar o sistema integrado e com o beneficiário no centro”, pondera Denise.
 
Sul América
Saúde Ativa é uma plataforma online de bem-estar e saúde composto de um programa no qual as empresas participantes podem ajudar seus colaboradores a controlar e identificar doenças e ter hábitos de vida mais saudáveis.

 A plataforma tem uma parte aberta aos interessados no geral, com conteúdo e testes sobre saúde e qualidade de vida. O programa não é de exclusividade dos associados da seguradora, podendo ser adquirido por autogestões e outras empresas interessadas.
 
O programa de Gestão de Crônicos em 2013, com 30 mil pessoas, reduziu 24% o sinistro da população. Subtraindo o custo do programa, a média é de 18 a 19% da redução do sinistro.

 O programa Idade Ativa, que propõe o envelhecimento saudável, tem 6 mil participantes e atingiu 6% de sinistralidade.
 
Central Nacional Unimed
Mapeamento dos beneficiários em sete linhas de cuidado: neoplasia; doença do cérebro e cardiovascular; mente saudável; obesidade; doença respiratória; doença renal e diabetes.
 
21.204 beneficiários foram eleitos com “desequilíbrio de saúde” em uma das sete linhas de cuidado.
 
4.937 considerados com “desequilíbrio grave de saúde” entraram no programa de atenção primária. Iniciaram o programa ao custo de R$ 350 no mês per capita e tiveram redução no custo mês a mês, chegando a R$ 150 reais no mês per capita.
 
Saúde Web