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quinta-feira, 2 de julho de 2015

Associação americana aprova uso de stent no cérebro para tratar AVC

Foto mostra stent removível da Medtronic usado para retirar coágulos que provocam AVC (Foto: Stan Sholik/Covidien, Medtronic, via AP)
Foto: Stan Sholik/Covidien, Medtronic, via AP
Foto mostra stent removível da Medtronic usado
para retirar coágulos que provocam AVC
Primeira opção de tratamento é uso de droga que dissolve coágulo. Stent 'aprisiona' coágulo e depois é removido
 
Pacientes com AVC podem ter uma nova opção de tratamento, se buscarem ajuda médica rápido o suficiente. Novas diretrizes endossam o uso de um stent removível para abrir artérias entupidas que tenham levado ao AVC.
 
As diretrizes foram divulgadas pela Associação Americana do Coração na última segunda-feira (29). É a primeira vez que a entidade recomenda um dispositivo para tratar AVC. A associação não recomendava um novo tratamento para AVC há 20 anos.
 
"É muito animador", e muitos pacientes vão se beneficiar se eles buscarem ajuda assim que os sintomas aparecere, diz o chefe do painel que elaborou as diretrizes, o médico William J. Powers, neurologista-cefe da Universidade da Carolina do Norte em Chapel Hill.
 
A maior parte dos 800 mil AVCs nos Estados Unidos a cada ano são causados por um coágulo de sangue alojado no cérebro. O tratamento usual é o uso de um medicamento capaz de dissolver esse coágulo. Ele continua sendo a primeira opção de terapia.
 
Mas a droga deve ser dada em 4h30 depois do início dos sitnoams e a maioria das pessoas não busca ajuda a tempo. A droga também falha em um a cada quatro casos, segundo Powers.
 
O dispositivo é levado em um tubo por dentro de um vaso sanguíneo e guiado até o coágulo, como os stents usados para tratar artérias coronárias entupidas. Mas, ao contrário dos stents de coração, que são deixados no lugar para manter a artéria aberta, os stents de cérebro aprisionam o coágulo e são removidos junto com ele.
 
O paciente pode ser tratado por esse tipo de stent até seis horas depois do início dos sintomas se tiverem um AVC causado por um coágulo numa artéria grande.
 
G1

Quedas são o motivo 65% das internações em instituição de traumatologia ortopédica

Foto/Reprodução
Quedas são sempre preocupantes, pois o risco de lesões é alto. Para os idosos a situação é ainda mais grave
 
Maria Silva*, 85 anos, caiu em um desnível da calçada, perto da sua residência em Brasília, e passou quatro meses acamada. “Devido a um buraco na calçada cai e quebrei o fêmur e a bacia. Não pude ser operada e passei meses em uma cama de ferro até melhorar”, conta.
 
Para ajudar a prevenir estes acidentes, o Into lançou a campanha ‘Quedas: Todo o Cuidado é Pouco’. Uma pesquisa realizada pelo Instituto Nacional de Traumatologia (Into) revelou que, entre as pessoas ali internadas por fraturas, 65% tinham seus problemas traumato-ortopédicos provenientes de quedas. Entre janeiro e setembro de 2013, do total de 1.034 pacientes pesquisados, 672 chegaram ao instituto porque haviam caído. Destes, 55,5% tinham sofrido queda em casa. Entre todos os que caíram em casa, 53,5% tinham 60 anos ou mais e 63,5% eram mulheres.
 
Algumas incapacidades podem aumentar o risco de queda. Pessoas que possuem doenças que afetam a visão ou que e dificultam o caminhar precisam redobrar a atenção. Por isso, é necessário ficar atento com ambientes com pouca iluminação, pisos escorregadios, escadas, assentos muito baixos e sem apoio para sentar e levantar, além de banheiros sem barras de apoio. Obstáculos no caminho, como móveis baixos e fios, presença de animais domésticos também podem causar acidentes. Bengalas ou andadores com ponteiras danificadas também precisam ser consertados, pois podem colaborar para a perda do equilíbrio.
 
Quem tem um idoso ou pessoa com dificuldade para locomoção em casa, deve fazer um check list nos ambientes de casa para saber estão seguros.
 
Na sala
Prefira tapetes emborrachados e que não escorreguem.

Deixe espaço livre para caminhar.

Tenha um cuidado especial os animais domésticos, para evitar tropeços.

Retire do caminho fios ou extensões elétricas e objetos espalhados no chão.

Procure fornecer assentos com sofás e cadeiras altas e firmes, e em poltronas com braço.

Evite escadas sem corrimão ou com degraus estreitos.

Utilize fitas antiderrapantes nos degraus para não escorregar.
 
No quarto
Ajuste a altura da cama e, se preciso , troque o colchão por um mais firme para que se evite dificuldade ao levantar ou deitar.

Mantenha o quarto iluminado, principalmente à noite, quando houver circulação pela casa.

Evite armários muito altos que necessitem de bancos ou escadas para alcançar objetos.
 
No banheiro
Instale barras de segurança nos banheiros e utilizar tapetes emborrachados e que não escorreguem.

Para evitar quedas, tenha uma cadeira de plástico firme e resistente para tomar banho.
 
*O nome foi alterado, a pedido do entrevistado, para preservar a privacidade.
 
Fonte: Gabriela Rocha/ Blog da Saúde

Fungos aumentam no frio e podem causar doenças respiratórias

Nos dias frios muitas pessoas fecham a casa para manter o ambiente aconchegante e quente. Mas isso pode oferecer riscos à saúde porque microrganismos, conhecidos como mofo, gostam de locais úmidos e escuros
 
O banheiro é o local mais propenso a dar mofo por causa do vapor dos banhos quentes. Pessoas que têm asma, bronquite ou rinite alérgica são as mais sensíveis à presença dos fungos em casa, podendo ter crises sérias dessas doenças.
 
O alergista do Hospital Federal da Lagoa, vinculado ao Ministério da Saúde, Simonides Carriço, alerta que a presença do mofo em casa pode, nos casos mais extremos, causar complicações mais sérias.
 
“O mofo pode causar principalmente as alergias respiratórias, rinites, asma, sinusites, e também pode provocar doenças mais graves, como sinusites fungicas, que é provocada pelo próprio mofo. Pode levar a pneumonias fungicas que é um quadro bem mais grave, ela é de difícil diagnóstico e o tratamento é meio complicado. Todas as doenças respiratórias são aumentadas quando você tem uma proliferação maior do mofo.”
 
O alergista Simonides Carriço diz quais cuidados devemos ter para evitar a proliferação dos microrganismos. “Você deve deixar entrar sol, se possível na casa, primeira coisa. Se possível também colocar um desumidifcador, isso tem que ser de acordo com a metragem da residência. Então todas as pessoas têm que limpar, colocar aqueles anti-mofos em armários. Todas as roupas têm que ser tiradas antes. Tem que tirar de preferência um ou dois dias antes, bater, deixar no sol, lavar antes para tentar controlar essa umidade.”
O especialista ressalta ainda que, para evitar o mofo, é preciso manter a casa sempre arejada, com janelas abertas para o vento circular e diminuir o excesso de umidade em armários.
 
 

Período de seca pede cuidados especiais

Em algumas regiões do país, o inverno coincide com o período mais seco do ano. A baixa umidade aumenta a incidência de doenças respiratórias, como rinite alérgica e asma, além de problemas na pele, nos olhos e sangramento nasal
 
As doenças respiratórias são as mais preocupantes, principalmente entre crianças e idosos. Pela fragilidade do organismo, existe uma chance maior de complicação. Por isso, o cuidado precisa ser redobrado e, ao sinal de mal-estar, deve-se buscar acompanhamento médico.
 
Nosso organismo é composto por, aproximadamente, 70% de água e, principalmente nesta época, é fundamental ter cuidado com a hidratação. A água é o componente fundamental de todas as células do organismo. Ela ajuda a regular a temperatura corporal e o funcionamento dos órgãos, elimina toxinas, ajuda na lubrificação de mucosas e age como um veículo de transporte de nutrientes. Por isso, a pessoa deve se hidratar bem, preferencialmente com água, sucos naturais e água de coco. Nesta época do ano, é importante levar consigo sempre uma garrafinha contendo água fresca, assim a hidratação é mantida o dia todo.

As vias aéreas e os olhos também podem incomodar pela falta de umidade. Eventualmente, é possível aliviar os sintomas usando soro fisiológico para gotejamento no nariz e nos olhos.

A jornalista Lívia Faria, 29 anos, mora em Brasília e todos os anos toma medidas preventivas para passar pelo período de seca com mais tranquilidade. ”Sou muito alérgica, por isso preciso ficar atenta. Uso umidificador ou coloco um balde de água no quarto. Meus lábios também ressecam bastante, então reforço o consumo de água e aplico um hidratante labial mais potente”, conta.
 
O sangramento nasal também é comum durante a seca. Em caso de sangramento, a primeira medida a ser tomada é sempre conter, pressionando a narina do lado que está sangrando por alguns minutos, esperando que pare espontaneamente. Se o sangramento for mais agudo, o conselho é usar um tampão nasal, que pode ser feito com um algodão, papel higiênico macio ou lenço de papel. Caso o sangramento não pare, é necessário recorrer ao serviço de saúde. Alguns medicamentos e condições, com a hipertensão, podem piorar os quadros de sangramento.
 
Em algumas situações muito críticas, a umidade pode ser tão baixa que pode ser necessária a suspensão de atividades que exijam maior esforço físico. A Organização Mundial de Saúde (OMS) considera como situação de alerta quando a umidade relativa do ar cai para menos de 30%. Por isso, deve-se evitar atividades físicas externas no período de maior exposição ao sol. De acordo com o Ministério da Saúde, durante a seca, a população deve evitar exercícios físicos ao ar livre entre 10 horas da manhã e quatro da tarde.
 
Confira algumas dicas para passar pelo período de seca sem complicações:
  • Aumente a hidratação, ingerindo mais água, suco natural e água de coco.
  • Faça refeições leves com muitas frutas e legumes
  • Evite atividades físicas nas horas mais quentes do dia
  • A pele e os lábios também podem sofrer com a baixa umidade. Use hidratantes para ajudar
  • Soro fisiológico ajuda na hidratação das vias áreas. Pingue algumas gotas nos olhos e no nariz caso sinta necessidade

Uso repetido de antibióticos prejudica o desenvolvimento das crianças, mostra estudo

Foto/Reprodução
Pesquisadores da Universidade de Nova York alertam para o 'custo biológico' desses medicamentos, que ainda criam tendência à obesidade
 
Nova York - O uso repetido de antibióticos afeta o desenvolvimento das crianças, evidencia um novo estudo em animais feito por pesquisadores do Centro Médico Langone, na Universidade de Nova York, nos Estados Unidos. Na pesquisa, camundongos tratados com remédios tradicionalmente utilizados por crianças ganharam mais peso e desenvolveram ossos mais largos do que aqueles animais que não receberam as drogas.
 
Em geral, os ratinhos tomaram três ciclos curtos de amoxicilina (um antibiótico de largo espectro), tilosina (que não é utilizada em crianças, mas representa uma outra classe de antibióticos chamado de macrólidos, que é cada vez mais popular em pediatria), ou uma mistura das duas drogas.
 
Os pesquisadores deram aos animais a mesma série de receitas e a mesma dose terapêutica que a criança média americana recebe nos dois primeiros anos de vida. Segundo o professor Martin Blaser, um dos autores do estudo, o padrão nos Estados Unidos é que os pequenos recebam dez ciclos de antibióticos até os 10 anos de idade.
 
Blaser pondera que o estudo foi limitado a camundongos. Mesmo assim, ele afirma que os resultados estão de acordo com vários outros estudos apontando para efeitos significativos sobre crianças expostas a antibióticos desde cedo. O pesquisador observa que os dados cumulativos poderiam orientar as novas prescrições pediátricas.
 
— Nós temos usado antibióticos como se não houvesse nenhum custo biológico — alerta o médico.
 
A pesquisa corrobora um antigo estudo de Blaser, segundo o qual a grande exposição a antibióticos durante a infância atrapalha o funcionamento do intestino e reprograma permanentemente o metabolismo, criando uma predisposição à obesidade.
 
O novo estudo mostra que pequenas — porém altas — doses de tilosina provocam ganho de peso, enquanto a amoxilina causam crescimento mais acelerado dos ossos. E mais: as drogas alteraram não apenas as espécies de bactérias no organismo, como também o número relativo de genes de micróbios ligados a funções metabólicas específicas.
 
Remédio também atrapalham readaptação
Segundo a médica Laura Cox, co-autora da pesquisa, os dados também mostraram que seres expostos durante muito tempo a antibióticos tendem a se adaptar com menos facilidade a mudanças no ambiente.
 
Quando, por exemplo, os pesquisadores ministraram uma dieta altamente gordurosa nos camundongos que não recebiam as drogas, no 41º dia de pesquisa, os animais levaram apenas um dia para se adaptar. Já os ratinhos que usavam a amoxilina demoraram até duas semanas para terminar o processo de adaptação. Com o antibiótico tilosina, o resultado foi ainda pior:
 
— Alguns dos camundongos que receberam a tilosina só se adaptaram depois de meses — afirma Laura.
 
O Globo