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sexta-feira, 3 de julho de 2015

Dois lotes do produto loção cremosa jovem com aloe vera são suspensos pela Anvisa

Foto/Reprodução
A Anvisa determinou a suspensão da distribuição, comercialização e uso dos lotes 0001/15 (Val.: 13/01/2018) e 0002/15 (Val.: 18/01/2018) do produto LOÇÃO CREMOSA JOVEM COM ALOE VERA
 
A loção, que é fabricada por Divon do Brasil Indústria de Cosméticos LTDA., apresentou resultados insatisfatórios nos ensaios de Teor de Chumbo. A informação consta do Laudo de Análise Fiscal emitido pelo Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS).
 
A Agência decidiu ainda que a empresa deve promover o recolhimento do estoque do produto existente no mercado.
 
A medida está na Resolução n°1.891/2015 publicada nesta quinta-feira (02/07) no Diário Oficial da União (DOU).
 
ANVISA

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Comissão de Finanças e Tributação da Câmara aprova por unanimidade presença de farmacêutico no SUS

O PLS 4135/2012 de autoria da senadora Vanessa Graziottin foi aprovado, nesta quarta-feira (01/07) com o apoio unânime dos deputados membros da CFT. O projeto segue agora para a Comissão de Constituição e Justiça
 
“Todos os deputados se colocaram favoráveis ao farmacêutico”, disse o diretor da Fenafar, Fábio Basílio que acompanhou a votação em Brasília, ao lado de outras lideranças farmacêutica como o vice-presidente da Fenafar, Rilke Novato, o presidente do Conselho Federal de Farmácia, Walter Jorge João. A deputada Alice Portugal, farmacêutica e presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Assistência Farmacêutica também acompanhou todo o processo de tramitação e votação.
 
Fábio considera que essa vitória “mostra uma força gigante dos farmacêuticos no Congresso Nacional. Quem estava se contrapondo à categoria era a Federação dos municípios, e a maioria dos parlamentares é municipalista. Mesmo assim vencemos mais esta etapa. Todos os deputados da Comissão fizeram questão se posicionar em apoio à categoria”, reiterou.
 
O vice-presidente da Fenafar, Rilke Novato, fez questão de lembrar que “nunca antes tivemos um projeto que trata da causa dos farmacêuticos aprovado por unanimidade dos parlamentares membros de uma comissão”.
 
Rilke destacou a manifestação do deputado , Edmilson Rodrigues (PSOL/PA) que “fez uma defesa muito enfática da categoria, argumentando o quanto o farmacêutico pode trazer de benefício para a população, mas também para o munícipio com redução de despesa para a saúde local”.
 
Num cenário de adversidade para pautas sociais e trabalhistas na Câmara dos Deputados, a categoria tem conquistado muitas vitórias. Na avaliação de Rilke Novato isso se deve às políticas de Assistência Farmacêutica no setor público e privado, que estão mostrando como a presença do farmacêutico é essencial à gestão da saúde e à promoção e atendimento de qualidade para a população.
 
“A vitória dos farmacêuticos se deu num momento de sensibilização dos deputados para a importância da assistência farmacêutica pública com a presença do farmacêutica. Isso porque temos tido uma compreensão objetiva e prática, em função dos dados de avanço efetivo da assistência farmacêutica pública praticada pelo Ministério da Saúde em muitas cidade. Então, isso tem mudado a consciência das pessoas e das autoridades, porque está mostrado que na prática a assistência farmacêtuica pública tem trazido benefícios para a população e para as contas dos municípios. Também temos a questão da crescente judicialização em razão da falta de medicamentos. Muitos juízes tem dito, em suas sentenças, da desorganização do setor de medicamentos na saúde pública, em função da falta de medicamento, que se dá pela ausência de planejamento e de uma dispensação adequada. E onde há um farmacêutico presente estes casos se reduzem muito. Então, é uma realidade hoje que o papel do farmacêutico traz um ganho incontestável para a saúde pública e para o município”.
 
Sobre o papel da Fenafar neste processo, Fábio Basílio ressaltou que a Federação “é vanguarda na luta pela presença do farmacêutico no SUS e todos reconhecem nosso papel. No caso deste projeto, e também de tantos outros, participamos do processo deste a sua origem. Estivemos ao lado da Senadora Vanessa Graziottin no processo da elaboração da proposta. Essa é uma vitória de toda a categoria, mas também é da Fenafar”.
 
Federação Nacional dos Farmacêuticos – Fenafar

Uso de estatina pode aumentar agressividade em mulheres

Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade da Califórnia mostrou que o medicamento contra o colesterol afeta o comportamento dos pacientes, mas os efeitos são diferentes em homens e mulheres
 
O uso de estatinas para reduzir o colesterol está relacionado ao aumento da agressividade em mulheres. Curiosamente, o medicamento tem efeito contrário nos homens, reduzindo as reações agressivas. É o que sugere um estudo publicado nesta quarta-feira na revista científica PLOS ONE.
 
Pesquisas anteriores já tinham levantado questões sobre diversas mudanças comportamentais relacionadas ao uso de estatinas, como irritabilidade ou violência, mas, até agora, os resultados eram inconsistentes. Diante disso, os pesquisadores realizaram o primeiro estudo randomizado com o objetivo de analisar os efeitos das estatinas sobre o comportamento de homens e mulheres.
 
Participaram do levantamento mais de 1 000 homens e mulheres. Os voluntários foram distribuídos aleatoriamente em grupos que receberam, durante seis meses, os medicamentos sinvastatina, pravastatina ou um placebo.
 
Para medir a agressividade, os pesquisadores contabilizaram atos agressivos contra outras pessoas, autoagressão e danos a objetos. Além disso, considerou-se também os níveis de testosterona dos participantes e também relatos de problemas para dormir – ambos associados ao aumento ou redução da agressividade. “É importante ressaltar que a sinvastatina é conhecida por alterar as quantidades de testosterona no sangue e por causar problemas no sono dos pacientes”, explicou Beatrice Golomb, principal autora do estudo e professora de medicina da Universidade da Califórnia.
 
Segundo os resultados, as estatinas estavam relacionadas ao aumento da agressividade nas mulheres. Já nos homens, o uso do medicamento parece ter tido um efeito calmante, com um declínio significativo no comportamento agressivo, especialmente entre os homens mais jovens.
 
Apesar dos resultados, as razões biológicas que relacionam as estatinas ao comportamento continuam sendo pesquisadas. “Os dados reprisam a constatação de que as estatinas não afetam todas as pessoas igualmente – os efeitos diferem em gênero e faixa etária”, disse Beatrice.
 
Veja

Adolescente sofre parada cardíaca e morre após oito semanas com prisão de ventre

A britânica Emily Titterington, de 16 anos, tinha fobia de usar o vaso sanitário, o que levou a complicações em seu corpo
 
Rio - Uma adolescente que ficou oito semanas com prisão de ventre teve um ataque cardíaco e morreu, segundo um inquérito em Cornwall, no Reino Unido. A britânica Emily Titterington, de 16 anos, tinha fobia de usar a privada e, por conta disso, desenvolveu o hábito desaconselhável por médicos de reter suas fezes por semanas.
 
Essa condição, mais observada em crianças se adaptando ao desfralde, provou-se devastadora em Emily. Eventualmente, seu intestino grosso cresceu tanto que comprimiu a cavidade do peito, deslocando outros órgãos de seu corpo. O inquérito apurou que sua vida poderia ter sido salva com tratamento apropriado, mas a menina recusou ser examinada por um médico.
 
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A autopsia no corpo assustou a equipe médica. "Nunca tinha visto algo assim antes, estava dramático", disse um médico, segundo o site da emissora BBC.

De acordo com o inquérito, a adolescente, que tinha um grau leve de distúrbio do espectro autista, sofreu de problemas no intestino por muito tempo em sua vida, mas os médicos jamais conseguiram explicar as causas disso. Recentemente, a família vinha insistindo para ela se submeter a um exame, mas Emily se recusava.
 
Na noite de 8 de fevereiro, paramédicos foram chamados à casa dela pela família. A equipe tentou levá-la ao hospital após perceber seu rosto pálido, mas ela não quis. Horas depois, Emily teve uma parada cardíaca. Os paramédicos voltaram, tentaram reanimá-la, mas foi em vão.
 
O Globo

Pesquisa da Unicamp cria forma mais simples de diagnosticar a hanseníase

Marcelo Sayão/ 30-01-2001
Sombra de menino com hanseníase, em Labrea, no Amazonas
Mais conhecida como lepra, doença atinge milhares de brasileiros, e país ainda não conseguiu erradicá-la
 
Rio - Pesquisa realizada pela Unicamp (SP) em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), de Manguinhos (RJ), criou uma nova forma de diagnóstico para a hanseníase, historicamente conhecida como lepra e cujos registros datam de cerca de três mil anos. No lugar da tradicional biópsia, procedimento invasivo e desconfortável para o paciente, a biomédica Estela de Oliveira Lima criou um teste sem cortes, rápido e barato.
 
Uma plaqueta de sílica de um centímetro quadrado é sobreposta à pele e levemente pressionada por um minuto.Tempo suficiente para que o material absorva as substâncias presentes na superfície e que depois são analisadas por um espectrômetro de massas de alta resolução (converte em sub-produtos, como fragmentos moleculares). O trabalho foi publicado na edição de março da revista científica "Analytical Chemistry".
 
A descoberta aconteceu “sem querer”. Estela contou que o grupo fazia análises da composição de cosméticos fotoprotetores aplicados na pele, usando o mesmo equipamento. E observou que a sílica absorvia tanto moléculas do protetor quanto da própria pele. Assim surgiu a ideia de testar a placa na absorção de moléculas em doenças de pele.
 
Brasil não erradicou a doença
Atrás da Índia, o Brasil é o segundo país no mundo com o maior número de pessoas doentes. Com alta taxa de incidência, não conseguiu atingir a meta da Organização Mundial de Saúde que preconiza um caso a cada dez mil habitantes. Nem deverá erradicá-la em 2015, conforme havia sido divulgado em 2012.
 
Segundo balanço do Ministério da Saúde, a taxa de prevalência da doença no Brasil subiu de 1,42 casos para cada 10 mil habitantes (em 2013) para 1,56 casos para cada 10 mil habitantes (em 2014).
 
No ano passado, o Brasil registrou 24.612 casos novos de hanseníase. Ao todo, em 2014, havia 31.568 pessoas com hanseníase em tratamento no Sistema Único de Saúde (com taxa de cura de cerca de 85%).
 
Ao analisar os últimos dez anos, a taxa de incidência, porém, caiu 68%: passou de 4,52 (em 2003) para 1,42 por 10 mil habitantes (em 2013).
 
A hanseníase, que atinge principalmente as classes econômicas menos favorecidas, nas regiões Norte e Nordeste, é uma doença infectocontagiosa de evolução crônica, que se manifesta principalmente por lesões cutâneas, com a diminuição da sensibilidade térmica, dolorosa e tátil.
 
Essas manifestações acontecem por causa da bactéria Mycobacterium leprae, principalmente nas células cutâneas e nervos periféricos (preferencialmente sobre a pele e regiões mais frias do corpo como dedos, orelhas e nariz)
 
No início, leva ao surgimento de manchas brancas, que podem ou não apresentar perda de sensibilidade e evoluem para a formação de lesões. Nos casos mais graves (com maior carga bacteriana), a própria reação inflamatória que combate a bactéria leva à destruição dos tecidos e à atrofia das extremidades.
 
— Como existem outras doenças de pele que também se manifestam como uma mancha esbranquiçada, o seu diagnóstico inicial pode ser complicado — pondera Estela, que afirma ainda que a biópsia não é eficiente nos casos de doença mais branda ou em seu estágio inicial — Também existe o diagnóstico clínico, que em grande parte dos casos consegue fazer a identificação. Mas para os casos mais leves, em que o indivíduo apresenta baixa carga bacteriana e os sinais se apresentam como despigmentação da pele, a doença pode ser confundida com outras doenças de pele. Além dessas formas de diagnóstico, outras estão em estudo também, mas ainda não estão disponibilizadas para uso na saúde pública, principalmente devido ao alto custo.
 
Além disso, Estela explicou que o custo da placa de sílica gira em torno de US$ 1,00.
 
— O método em si que nós desenvolvemos é de baixíssimo custo, mas o espectrômetro de massas é um equipamento de alto custo. Ainda não é comum em todos os laboratórios, mas sugerimos que inicialmente as análises possam ser centralizadas em um laboratório que tenha o equipamento.
 
Pesquisa
Após aplicar a plaqueta de sílica na pele do paciente, ela foi depositada em um tubo com metanol (álcool de estrutura mais simples), que dissolve as substâncias adsorvidas da pele. Com uma seringa, o líquido foi transferido para um espectrômetro de massas de alta resolução, onde são caracterizadas as moléculas presentes.
 
Este procedimento permitiu, em cerca de cinco minutos, identificar marcadores lipídicos em pacientes da hanseníase a partir de “imprint” de pele.
 
Foram selecionados dois grupos: um de indivíduos saudáveis e outro com portadores de hanseníase na sua forma mais avançada, com múltiplas lesões. Nestes pacientes, foram coletadas amostras com a plaqueta de sílica diretamente aplicada sobre lesões e também sobre a pele que não apresentava ferimentos.
 
A análise dos espectros permitiu estabelecer a comparação entre as moléculas presentes no grupo sadio e no doente e, ainda, entre a pele lesionada e a não lesionada dos pacientes doentes.
 
Nos casos dos doentes, independentemente da amostra colhida (área lesada e área não lesada), foram identificados o mesmo padrão de moléculas que indicam resposta inflamatória, morte celular e também duas moléculas especificas do Mycobacterium.
 
Estes resultados mostram que o método permite identificar esses dois marcadores lipídicos presentes nos tecidos do indivíduo com hanseníase, mesmo na pele não lesionada, nos casos mais graves da doença.
 
O método proposto pelos pesquisadores tem potencial para permitir identificar a presença de moléculas da bactéria na superfície cutânea mesmo quando ainda não tenham se estabelecido lesões. E isso é fundamental já que a doença é transmitida pelas secreções de vias aéreas mas também pelo contato com as lesões.
 
Doença tem cura
Quanto mais cedo se descobre a doença, mais cedo se inicia o tratamento, evitando as lesões. A doença tem cura e o tratamento é feito com antibióticos.
 
Além disso, o diagnóstico precoce pode ser a chave para erradicar a doença no país e também evitar lesões graves, que causam mutilações.
 
— Quando o indivíduo está infectado mas não sabe, ele se torna um foco de transmissão da bactéria, podendo contaminar aqueles que convivem com ele. Por se tratar de uma doença que demora a se manifestar (de seis meses a seis anos), esses indivíduos, se infectados, também se tornam focos de transmissão e não sabem. Isso cria uma cadeia de transmissão da doença que pode ser quebrada, se a hanseníase for identificada e tratada precocemente.
 
O próximo passo do estudo, que os pesquisadores já iniciaram, é a validação do método para todas as manifestações da hanseníase, particularmente para 30% dos casos em que o paciente não apresenta manifestações típicas.
 
— Podemos considerar que o método funciona para casos de grande carga bacteriana e que se mostra aparentemente de grande potencial de eficiência para outras situações, embora não tenha sido testado ainda quando a carga bacteriana é mais baixa — ponderou Estela.
 
O orientador do grupo, o professor Rodrigo Ramos Catharino, esclareceu que, mesmo nos casos mais graves, essa metodologia não tinha ainda sido aplicada, pois a biópsia sempre se restringiu à parte lesionada com vistas ao diagnóstico, pois os ferimentos poderiam estar associados a outras doenças.
 
— Mostramos que a hanseníase pode ser identificada na pele mesmo em regiões não lesionadas — comemorou Catharino, para quem “a metodologia é revolucionária por ser simples” e pode ser usada para outros diagnóstico, como o de cânceres de pele”.
 
O Globo