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domingo, 5 de julho de 2015

Comprimido promete reduzir a fome, veja opinião de especialistas

Nutricionista e nutróloga tiram as dúvidas sobre o uso do picolinato de cromo

Com a promessa de reduzir a fome, inibir o desejo de doce e eliminar a gordura abdominal, as pílulas de picolinato de cromo vêm sendo vendidas livremente em farmácias, lojas de suplementos, sites e até em academias. Mas será que a propaganda corresponde à realidade? “O cromo é um mineral que aumenta a saciedade e ajuda a controlar a ingestão de comida”, afirma a nutricionista Mariana Catta-Preta.

A redução do apetite ocorre porque o cromo equilibra o nível da insulina e proporciona um maior aproveitamento da energia dos carboidratos. Ele está presente em alimentos variados, como peixes, aveia, gérmen de trigo, castanhas, ovos, beterraba, batatas e aves e não é produzido pelo organismo. Considerada um suplemento vitamínico e mineral pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), sua versão em comprimidos pode ser comercializada sem receita médica desde que os teores de cromo atendam a portaria sobre o tema.

No entanto, é necessário recomendar aos consumidores que consultem um nutricionista ou nutrólogo para avaliar a necessidade de tomar o suplemento e ter orientações sobre a dosagem.
 
O Estado de São Paulo / Guia da Pharmacia

Medicamento usado para o diabetes ajuda na luta contra a obesidade

Pessoas que utilizaram o remédio perderam, em média, 8,4 quilos, frente aos 2,8 quilos que emagreceram os que tomaram o placebo
 
Um remédio autorizado para tratar o diabetes tipo 2 demonstrou ter “um potencial benéfico” para reduzir o apetite e favorecer a perda de peso, revelou um estudo publicado nesta quinta-feira pelo “The New England Journal of Medicine”.
 
A liraglutida, fármaco injetável com autorização na Europa e Estados Unidos, foi estudada por um grupo de trabalho da Universidade de Columbia. Os especialistas realizaram testes para avaliar seu resultado no emagrecimento de adultos com sobrepeso ou obesos e que não sofriam diabetes no início do estudo.
 
As avaliações foram realizadas há dois anos, em 27 países. Ao todo, participaram 3.731 pessoas, em média com 100 quilos, divididas em dois grupos. O primeiro, com 2.487 indivíduos, recebeu uma injeção diária do remédio. O segundo, com 944, recebeu um placebo. Durante os testes, que duraram 56 semanas, os participantes mantiveram um regime saudável.
 
Os resultados mostraram que as pessoas que utilizaram o remédio perderam, em média, 8,4 quilos, frente aos 2,8 quilos que emagreceram os que tomaram o placebo. Além disso, 33% dos pacientes tratados com o fármaco perderam mais de 10% de seu peso corporal inicial.
 
A maior parte dos efeitos secundários adversos foi relacionada ao sistema gastrointestinal e teve intensidade moderada.
 
EFE Saúde

Médico alerta para importância de exames antes de atividades físicas

Depois de duas mortes registradas, apenas no mês de junho, durante a prática de esportes em academias da capital paulista, médicos voltam a alertar sobre a necessidade de fazer exames médicos, principalmente, o eletrocardiograma, para avaliar as condições físicas e a possibilidade de existência de algum problema cardiológico
 
Uma lei municipal de 2013 desobriga as pessoas de apresentar atestados de saúde para matrículas em academias.
 
Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 140 mil pessoas morrem de doenças do coração no Brasil a cada ano. De acordo com especialistas, cerca de 90% dessas mortes, inclusive as decorrentes de mal súbito, poderiam ser evitadas com o diagnóstico básico de um simples eletrocardiograma, seguido de tratamento e acompanhamento médicos adequados.
 
O cardiologista do Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e presidente da Sociedade Internacional de Eletrocardiologia, Carlos Alberto Pastore, alerta para a necessidade de se fazer o eletrocardiograma em crianças e adolescentes que vão iniciar a prática esportiva ou que têm histórico de doença cardiovascular na família.
 
“Existem doenças elétricas do coração que só são desencadeadas quando é feito um esforço forte ou exercício intenso. Por isso a importância do eletro ficou grande para prevenir doenças do coração. O eletro dá dicas de que essas doenças podem existir. Como os adolescentes estão iniciando mais cedo os esportes, o eletro é importante para obter uma identidade do coração.”
 
Entretanto, o médico destacou que é importante que seja feita uma boa interpretação do exame, o que já é possível devido às evoluções registradas nos últimos 20 anos. “Nós conseguimos várias informações que nos deram subsídios para interpretar vários eletros que no passado não conseguíamos. Esse exame existe há mais de 100 anos e é tecnicamente fácil e o mais barato, mas a boa interpretação é fundamental.”
 
Segundo o médico, mesmo que não haja mais a exigência de apresentar atestado médico, é preciso que as pessoas se conscientizem e façam o eletrocardiograma. “É um erro as academias e clubes não exigirem avaliação cardiológica para início de atividade física. Mesmo que isso não seja solicitado, os pediatras devem ficar atentos, orientando os pais a levarem os filhos para consulta com o cardiologista, principalmente antes do início da prática física”, afirmou Pastore.
 
O eletrocardiograma é eficaz também para acompanhar pacientes sob uso de medicamentos (antibióticos, antialérgicos, antidepressivos e até antiarrítmicos) que, em alguns casos, agem negativamente sobre o coração, principalmente quando o órgão é acometido de uma doença silenciosa, ainda não diagnosticada. “Muitas vezes, a doença é congênita e não apresenta qualquer sintoma, mas, ao interagir com medicação inadequada, pode ser fatal.”

Agência Brasil

Pesquisa estabelece relação entre demência e doença renal crônica

Experimentos feitos pelo Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo estabeleceram relação entre doença renal crônica e a demência
 
O estudo feito em ratos indicou que as complicações nos rins tendem a causar inflamações neurais que afetam o funcionamento do cérebro.
 
“Nos animais, a gente detectou que a neuroinflamação em dado momento leva a esse desajuste da proteína klotho, que tem uma relação no sistema nervoso”, explicou o coordenador da pesquisa, Cristóforo Scavone.
 
A proteína klotho regula o fosfato e a vitamina D no organismo. A redução dessa substância, causada pela inflamação crônica, é apontada no estudo como responsável pelos problemas cognitivos.
 
Os testes foram conduzidos em 40 ratos que tinham a insuficiência renal induzida pela retirada de um dos órgãos. Em seguida, a capacidade cognitiva dos animais era medida por testes comportamentais. De acordo com Scavone, após um determinado período, todos os ratos passaram a apresentar algum grau de deficiência cognitiva.
 
“No paciente, a história é mais ou menos parecida”, disse o professor. Ele pondera, no entanto, que existem algumas diferenças. A falta da proteína klotho tende a desregular a quantidade de fosfato, elemento que já é associado, em outros estudos, ao envelhecimento. “Na verdade, o que ela indica é que esse modelo de envelhecimento pela klotho está muito associada à concentração de fosfato”, enfatiza.
 
A pesquisa foi motivada pela observação do elevado percentual de casos de demência em pacientes renais. O professor defende que durante o acompanhamento dessas pessoas seja dada atenção aos níveis de fosfato e klotho. Para Scavone, uma das formas de reduzir a ocorrência desses problemas mentais é a prática de exercícios. “O exercício físico desafia [e torna possível a reação do] organismo”, ressalta.
 
Agência Brasil

Planta mediterrânea mata células cancerígenas de tumor cerebral, aponta estudo

Substâncias naturais representam uma importante fonte de novas moléculas com atividades terapêuticas em muitas doenças
Substâncias naturais representam uma importante fonte de
novas moléculas com atividades terapêuticas em muitas doenças
Pesquisa mostrou que planta da família das frutas cítricas é capaz de matar células cancerosas preservando as saudáveis
 
Um estudo de pesquisadores da Seconda Università degli Studi di Napoli, na Itália, demonstrou que o estrato aquoso da planta Ruta graveolens é capaz de matar células de glioblastoma, sem afetar as células saudáveis.
 
"O glioblastoma multiforme é um tumor cerebral altamente agressivo, cujo prognóstico é ainda sombrio. Embora existam a cirurgia, a quimioterapia e a radioterapia, somente 5% dos pacientes com glioblastoma sobrevivem. Para os outros, a morte acontece em média após 15 meses do diagnóstico. Há um grande esforço da pesquisa biomédica para encontrar novos remédios ou curas contra esse tumor", explica Luca Colucci-D'Amato, professor de Patologia geral do Departamento de Ciências e Tecnologias ambientais, biológicas e farmacêuticas da Seconda Università di Napoli (SUN).
 
O estudo pré-clínico, publicado no periódico científico PLOS One, mostrou como o extrato aquoso, obtido da planta Ruta graveolens L. é capaz de induzir a morte das células do glioblastoma cultivadas in vitro. A pesquisa, conduzida por Luca Colucci-D'Amato, foi financiada por vários programas de fomento à pesquisa na Itália.
 
As substâncias naturais representam uma importante fonte de novas moléculas com atividades terapêuticas em muitas doenças, incluindo o câncer. Particularmente, Ruta graveolens L. é uma planta herbácea da família das Rutáceas, muito difundida na Itália. Pertencem a essa família também os cítricos.
 
iG