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segunda-feira, 6 de julho de 2015

Estudo mostra que remédio para Parkinson pode mudar índole do paciente

Segundo pesquisa da Universidade de Oxford, medicamento para essa doença altera o julgamento moral de quem o toma

Medicamentos usados para tratar a doença de Parkinson e a depressão são capazes de alterar os julgamentos morais de quem os toma, de acordo com um novo estudo.

A psicóloga da Universidade de Oxford Molly Crockett, e que liderou a pesquisa, afirmou ao jornal britâncio “The Guardian” que, embora as drogas não transformem “uma pessoa saudável em um criminoso”, elas poderiam ter uma mudança comportamental a longo prazo.
 
O estudo constatou que pessoas saudáveis que receberam uma dose da droga indicada para depressão, que reforça a serotonina, tornaram-se mais relutantes em dar choques elétricos em outras pessoas.
 
Normalmente as pessoas preferem receber um choque elétrico do que dar em outra pessoa. Mas esta tendência desapareceu entre os que tomavam levodopa, um medicamento que aumenta a dopamina, indicado para o Parkinson.
 
— No tratamento do Parkinson, alguns pacientes podem desenvolver comportamentos compulsivos para o jogo e para o sexo. As drogas têm consequências além do mundo do paciente — disse o Dr. Crockett. — A mensagem central é que precisamos ter mais pesquisas sobre como essas drogas afetam o comportamento, tanto em pessoas saudáveis, quanto para pessoas que fazem uso contínuo delas. Não estamos transformando uma pessoa saudável em um criminoso ou coisa do tipo. Mas, num geral, tomamos decisões várias vezes ao dia e elas podem moldar nossas vidas.
 
Um artigo sobre a pesquisa na revista “Current Biology” explicou que 175 pessoas receberam medicações (levodopa ou serotonina) ou placebos. Elas foram, então, divididas em pares. E uma delas tinha a chance de ganhar dinheiro dando um choque elétrico na outra.
 
Mas, o dinheiro também poderia ser ganho evitando o choque. Aqueles que receberam o placebo ofereceram pagar uma média de R$ 171 para parar de receber choque e R$ 215 para evitar o choque no outro.
 
Aqueles que tomaram o reforço da serotonina ofereceram pagar R$ 293 para parar de receber o choque e R$ R$ 356,5 para não iniciar o choque no outro. Mas, aqueles que receberam a dose de levodopa (que se transforma em dopamina), base da medicação para o Parkinson, ofereceram uma média de R$ 171 para parar os choques em si ou no outro.
 
— A dopamina fez as pessoas mais egoístas — disse Crockett. — A maioria das pessoas mostrou esse padrão de que é pior prejudicar os outros pessoas do que a sim mesmo. E isso foi abolido pela droga.
 
O Globo

Internet vicia! Excesso pode causar doenças e depressão

Abstinência da rede provoca efeitos similares aos encontrados em dependentes químicos
 
Você não larga o celular, tecla enquanto dirige ou caminha, fica ansioso quando não pode acessar a rede social e bota a mão no bolso achando que o aparelho vibrou, quando na verdade nada aconteceu? Cuidado, você pode estar viciado em internet. Parece brincadeira, mas o uso excessivo da web pode resultar em doenças graves como depressão, cada vez mais comum.
 
O chamado estresse digital indica falta de habilidade em lidar com as pressões do cotidiano atual, como a “obrigatoriedade” em estar sempre conectado e de saber logo sobre tudo que se passa no mundo. “Somos bombardeados de novidades e de pressões para usar a internet o tempo todo. Já chegamos em um nível em que um mundo sem internet parece impossível. Mas o problema é quando a falta da web passa a gerar sofrimento intenso”, afirma o médico Hewdy Lobo, psiquiatra do Hospital Lacan.
 
A cirurgiã-dentista Vanessa Fazzi, 38 anos, admite ficar angustiada quando não pode acessar a internet. “Parece que algo está faltando”. Segundo Vanessa, as redes sociais são irresistíveis. “Vejo o Facebook e o Instagram constantemente, fora o Whatsapp, que não desgrudo. Além disso, tem o Waze, que utilizo para me orientar no carro, sites odontológicos e livros virtuais. Fico conectada pelo celular 24 horas por dia”, admite Vanessa.
 
Sentar à frente de uma tela de computador por cinco horas diárias pode aumentar drasticamente o risco de depressão e insônia, segundo uma nova pesquisa realizada na Chiba Univertsity, no Japão. Estudos anteriores davam conta que o uso excessivo da rede causava sintomas como dor de cabeça, olhos embaralhados e dor nas costas. Mas o novo estudo mostra que há efeitos complicadores para a saúde mental também.
 
Segundo a mostra, que durou três anos com 25 mil trabalhadores, a maioria reclamou de se sentir depressivo, ansioso e relutante em acordar e ir trabalhar de manhã. Eles ainda reclamaram de sono quebrado, pos acordam muitas vezes durante a noite, “O resultado demonstra que é preciso ficar menos tempo conectado à internet”, disse a médica e responsável pela pesquisa, Tetsuya Nakazawa, ao jornal Daily Mail.
 
O psquiatra Lobo alerta que a falta da internet pode causar reações e efeitos parecidos com aqueles que são encontrados em dependentes químicos.
 
O efeito em crianças e adultos
Crianças e adolescentes que já nasceram num mundo com internet são um dos mais atingidos por essas enfermidades. “Nessa idade as funções executivas não estão completamente formadas, como tomada de decisões, planejamento e controle dos impulsos. Com isso, os jovens apresentam sintomas de depressão precocemente e se tornam vítimas fáceis”, explica o psiquiatra Lobo.
 
Pressionados a estarem sempre disponíveis e conectados, os adultos que dependem de redes sociais e até de aplicativos de paquera também podem estar vulneráveis. “O mundo real está cada vez mais solitário e árduo. Adultos e idosos buscam na internet uma forma de suprir suas emoções. Isso pode se tornar grave”, diz Lobo.
 
O especialista explica que para caracterizar depressão é preciso apresentar sintomas como humor abalado por semanas. “A pessoa sofre e fica exausta”, explica. Outros sintomas apontados pelo médico são: irritação, ansiedade , desânimo, apatia, falta de energia e vontade de fazer atividades apreciadas, sentimentos de desamparo, de vazio, pessimismo, culpa, inutilidade, fracasso, vontade de sumir, de morrer, entre outros.
 
Ajuda
Todas as doenças ou sintomas provocados pelo uso excessivo da internet estão relacionadas a doenças que já existiam, segundo Lobo. “A dependência da web tem as mesmas características diagnósticadas naqueles que usam substâncias psicoativas, que agem no sistema nervoso central e causa mudança de comportamento”, afirma.
 
Uma vez que se estabelece uma doença relacionada com o uso da internet, é necessário que se busque ajuda com profissional especializado, que poderá fazer o diagnóstico adequado e planejar a melhor intervenção para o caso.
 
“Está na hora de aprendermos os limites do uso destas tecnologias para o nosso bem-estar. No caso das crianças e adolescentes, devemos ensinar estes limites”, afirma o psiquiatra Lobo.
 
Veja abaixo algumas doenças associadas ao uso excessivo da internet:
 
1) Dependência da internet
É a vontade intensa de estar sempre conectado. O internauta fica cada vez mais tempo na internet e, quando fica sem, aparecem sintomas como ansiedade, irritação, impaciência e depressão. A pessoa deixa de fazer outras atividades de lazer e responsabilidades para estar presente no mundo virtual. Essa atitude persiste apesar de prejuízos evidentes como queda da produtividade no trabalho, piora nas relações interpessoais e má alimentação. Muitas vezes a pessoa já tentou ficar menos tempo na internet, mas não consegue. Ocorrem alterações neurais no cérebro que são semelhantes às que ocorrem com dependentes químicos.
 
2) Dependência de Jogo Online
Apresenta os mesmos sintomas da Dependência de Internet, mas em relação ao jogo online. Esta dependência já causou inclusive mortes ao redor do mundo em pessoas que ficaram muitas horas sentadas, quase não indo ao banheiro , sem se alimentar e se hidratar.
 
3) Nomofobia
É uma designação recente que denomina o desconforto ou a angústia causada pela impossibilidade de comunicação através de aparelhos celulares ou computadores. É uma fobia que surge quando alguém se sente impossibilitado de se expressar virtualmente ou quando o indivíduo se vê incomunicável por estar sem seu aparelho de celular. Surge um medo irracional persistente e excessivo de ficar sem o aparelho a ponto de gerar uma resposta imediata de ansiedade.
 
4) Síndrome do Toque Fantasma
É a percepção de que o celular tocou, sem de fato ter tocado, ou seja, uma percepção sem estímulo. Há outros sintomas como achar que o celular tocou a partir de outros estímulos, como uma coceira ou formigamento, sendo uma má interpretação destes sinais. Esta síndrome ocorre principalmente com pessoas que utilizam muito o celular.
 
5) Hipocondríaco digital
A pessoa pode temer ter uma doença que viu na internet ou alimentar suas atitudes hipocondríacas procurando sobre a doença na internet, chegando a conclusões errôneas, mas que de qualquer forma geram muita ansiedade.
 
6) Náusea digital (Cybersickness)
É a náusea causada a partir de funcionalidades dos aparelhos digitais. por exemplo a aproximação ou afastamento de imagens ao clicar em aplicativos. A pessoa pode sentir que irá vomitar, apresentando um mal estar.
 
Terra

domingo, 5 de julho de 2015

Turma da Pós-Graduação da Racine em SP

 
Encerramento do módulo de Logística Hospitalar da Pós-Graduação
 em Logística de Produtos Sujeitos a Vigilância Sanitária -
  Medicamentos e Produtos para a Saúde  na Racine
Junho 2015
 

Guia aborda ingestão de remédios e dá dicas de como orientar crianças a se envolver com o tratamento

Hábito de triturar o remédio e dissolvê-lo na mamadeira pode comprometer o efeito de componentes, como o ferro, no organismo do paciente. Veja outras dicas
 
As letrinhas miúdas cobrem o papelzinho dobrado até o limite, e mesmo o olhar mais atento se perde entre as palavras incompreensíveis.

Decifrar a bula pode ser um desafio para aqueles que não estão familiarizados com a linguagem médica, que esconde, por trás do vocabulário rebuscado, uma série de informações essenciais aos pacientes.

O exercício frustrante de tradução é ainda mais complicado no caso dos pais, que se responsabilizam pela saúde dos filhos e nem sempre encontram respostas nas instruções farmacêuticas. Será que pode misturar o remédio no suco? O enjoo sentido depois de tomar o remédio é normal? E, para recém-nascidos, há cuidados especiais?
 
A fim de ajudá-los nessa tarefa, uma equipe de médicos e farmacêuticos do Hospital Universitário de Brasília (HUB) e da Universidade de Brasília (UnB) desenvolveu um guia que traduz as principais orientações médicas de doenças comuns na infância para uma linguagem simples e didática. A publicação tem o objetivo de informar os adultos sobre as condições médicas dos filhos e incentivar a adesão ao tratamento necessário, além de alertar sobre os principais cuidados que devem ser tomados em relação a medicamentos receitados contra doenças como deficiência do hormônio do crescimento, anurese noturna, déficit de atenção e hiperatividade.
 
O livro digital Uso racional de medicamentos na pediatria: doenças da infância levou mais de um ano para ser produzido e está disponível gratuitamente na internet. A professora Patrícia Medeiros de Souza, coordenadora do curso de especialização em farmacologia clínica da UnB e uma dos responsáveis pelo projeto, que envolveu dezenas de professores, profissionais e estudantes, conta que as instruções simplificadas são resultado de conversas com pacientes reais. “Validamos toda a linguagem à beira do leito para chegar a uma linguagem que a mãe e a criança entendessem”, ressalta.

Embora o consumo de muitos remédios citados no guia seja comum, a profissional revela que são poucos os pais que têm a noção correta a respeito da farmacologia do tratamento. Mais do que a dosagem e o número de vezes que a substância deve ser ingerida, os responsáveis pelos pequenos pacientes devem estar conscientes de que fatores como hábitos alimentares, condições crônicas e ingestão de outros medicamentos podem interferir no sucesso da terapia. Muitas dessas informações estão na bula, mas nem sempre é possível traduzir as instruções técnicas para o cotidiano da criança.

O hábito de triturar o remédio e dissolvê-lo na mamadeira, por exemplo, pode até facilitar a ingestão do medicamento, mas há o risco de o truque também comprometer o efeito de componentes, como o ferro, no organismo do paciente. Já o leite de soja afeta a ação do remédio usado contra o hipotireoidismo. Até mesmo o uso ocasional de medicamentos que não exigem receita exerce efeitos graves para a saúde da criança que segue outro tratamento. “Se ela estiver usando a ritalina, não pode usar remédio para desentupir o nariz, relaxante muscular nem outro antidepressivo”, exemplifica a especialista.

O livro é ilustrado com imagens que representam as reações causadas pelos medicamentos e podem ser apresentadas ao público infantil por meio de jogos interativos feitos no consultório médico — a ideia é ajudar não somente os pais a compreender as condições que acometem os filhos, mas também orientar profissionais da saúde a usar uma linguagem apropriada para explicar detalhes importantes a adultos e crianças.

As próprias crianças, quando orientadas sobre o uso correto dos medicamentos, adquirem uma noção de responsabilidade sobre as suas condições. “Muitas mães dão remédios para os filhos e dizem que é uma bala, um docinho. Isso explica por que há tantos casos de intoxicação medicamentosa. A criança vê o remédio da pressão da vovó e come todas as ‘balinhas’. Então, é importante que os pais avisem que é um remédio para tratar a doença”, alerta Tadeu Fernandes, presidente do Departamento de Pediatria Ambulatorial da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). “O manual é muito bom justamente para isso, para informar”, avalia.
 
Alertas
A publicação também usa um sistema inspirado no semáforo de trânsito para alertar pais e mães sobre o uso dos remédios durante a infância dos filhos, na gravidez e na amamentação. Os sinais verde, amarelo e vermelho mostram quando o uso da substância está liberado, quando demanda cuidados especiais receitados pelo médico e se a ingestão representa perigo para a criança.

O livro faz parte de um projeto institucional do HUB, que há mais de cinco anos produz materiais instrutivos para pacientes. Foram feitas, inclusive, traduções de bulas de remédios muito receitados. “Um profissional de saúde de nível superior tem um vocabulário muito extenso, também técnico. Isso contribui para a dificuldade de entendimento dos pacientes. Daí a nossa necessidade de construir material instrutivo, usando mídias visuais. Quando a gente puder passar a mesma informação de maneiras diferentes, a gente vai tentar atingir o objetivo de melhorar a comunicação do profissional de saúde com o paciente”, ressalta o superintendente do HUB, Hervaldo Sampaio Carvalho.

De acordo com o médico, apenas quatro em cada 10 recomendações em saúde são seguidas. A baixa taxa de adesão é resultado de fatores como falta de estrutura da rede de atendimento, resistência em mudar comportamentos, alto custo dos tratamentos e baixa instrução a respeito das doenças. O último problema, ressalta Carvalho, pode ser resolvido por meio de comunicação clara. “Precisamos criar um ambiente mais propício para que a pessoa possa dizer: ‘Doutor, eu não entendo o que o senhor está falando’”, defende Hervaldo Sampaio Carvalho.

A equipe espera lançar este ano um guia semelhante voltado para o tratamento de doenças cardiorrespiratórias. Deve produzir outro livro focado no tratamento do câncer e um sobre condições dermatológicas. Também está nos planos do HUB divulgar materiais sobre os principais exames realizados e vídeos de esclarecimento sobre procedimentos clínicos e cirúrgicos.
 
Duas perguntas para...
Karina Saviatto de Carvalho Martins, professora do curso de farmácia da Unisul e especialista em uso racional de medicamentos

A bula é suficiente para orientar mães e crianças a respeito do uso de um medicamento?
Ela pode ser importante para esclarecer dúvidas usuais, como o modo de preparo ou mesmo de administração de um medicamento; ou ainda para confirmar a existência de alguma substância na composição do medicamento. Mas deve-se evitar esse material como guia para a autosseleção de um remédio ou ainda como única fonte de informação.
 
Outro ponto importante é compreender que um tratamento pode ir além da utilização de um medicamento. Assim, é necessário compreender os cuidados gerais com a saúde da criança. Pode-se solicitar orientações sobre a prevenção de doenças, hábitos saudáveis para a faixa etária em questão, suporte familiar e afetivo para cada fase do desenvolvimento infantil.

Que tipo de informações devem ser passadas à criança que toma um medicamento a longo prazo?
Inicialmente, deve-se considerar a idade dela e, tão logo se faça possível, a criança deve, sim, ser orientada sobre o tratamento medicamentoso. A administração do remédio deve sempre ser realizada por um responsável. Porém, ela poderá ser informada dos benefícios que o tratamento lhe propiciará.
 
Compreender a necessidade do uso do medicamento ameniza o impacto negativo que um tratamento a longo prazo pode desencadear. A criança deverá ser orientada ainda sobre os cuidados para a sua saúde. Assim, caso seja necessária alguma restrição na rotina, ela provavelmente a realizará de modo mais otimista. Promover a autonomia do cuidado torna a criança uma parceira dos pais na manutenção e na recuperação da saúde dela.
 
Correio Braziliense

Anvisa concede registro para Smart Reader

Aplicativo diagnostica doenças como a dengue em menos de dez minutos

A OrangeLife, fabricante brasileira de testes para diagnóstico, recebeu o aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), para fabricação e exportação do Smart Reader. Trata-se de um aplicativo para smartphone que permite, em tempo real, detectar importantes doenças em qualquer lugar do mundo, por meio de uma gota de sangue e a transmissão dos dados pelo aparelho.

O aplicativo possui também uma lista com os principais sintomas de cada doença para ajudar o especialista a fechar o diagnóstico. Essas informações podem ser transferidas e monitoradas por banco de dados de determinadas regiões, detectando a ocorrência de epidemias.

“Os dados coletados pelo aparelho são enviados para a central de informações OrangeCloud e são transformados em arquivos. Em seguida, são enviados para o DataBank, espaço no computador selecionado para o armazenamento de dados. Isso garante que as informações sejam acessadas de qualquer lugar, a qualquer hora”, explica o presidente da OrangeLife, Marco Collovati.

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