Aplicativos, carreira, concursos, downloads, enfermagem, farmácia hospitalar, farmácia pública, história, humor, legislação, logística, medicina, novos medicamentos, novas tecnologias na área da saúde e muito mais!



segunda-feira, 6 de julho de 2015

Abbott constrói centro para desenvolver fármacos no Brasil

A Abbott, empresa global de cuidados para a saúde, investirá R$ 20 milhões para a construção de um Centro de Desenvolvimento Farmacêutico no Brasil. O objetivo do novo Centro é desenvolver produtos farmacêuticos adaptados às necessidades crescentes da população brasileira
 
A nova instalação, que consistirá em um laboratório de desenvolvimento e uma planta-piloto, surge no momento em que o acesso a medicamentos tem sido cada vez mais importante para o Brasil, visto que a população está envelhecendo, e há uma maior incidência no diagnóstico de doenças crônicas (as estimativas de crescimento giram em torno de 7,8% em 2015, e apresentam uma projeção de mercado para atingir os R$ 90 bilhões nos próximos cinco anos1).
 
“A construção do Centro de Desenvolvimento facilitará o acesso da população a importantes medicamentos e reforça nosso compromisso com o país”, afirma Juan Carlos Gaona, Gerente Geral da companhia no Brasil. “Estamos há 78 anos no Brasil. Somos uma das primeiras multinacionais do setor de saúde a ter instalações aqui, e acreditamos que temos profundo conhecimento das necessidades de saúde da população. Com o novo Centro de Desenvolvimento, estaremos aptos a responder mais rapidamente às necessidades dos consumidores, que hoje representam mais de 50% do público final de nossas vendas no Brasil. Nosso objetivo é ampliar o fornecimento de produtos farmacêuticos de alta qualidade para que a população brasileira possa viver cada vez mais e melhor”, destaca o executivo.
 
De acordo com dados do IMS², o Brasil ocupou a sexta posição no ranking farmacêutico mundial em 2014, e a previsão é que ganhe uma posição até 20192, o que faz dele o motor de crescimento entre os países da América Latina1.
 
O novo Centro terá foco em fórmulas sólidas (comprimidos e cápsulas) e será construído com todos os processos e tecnologias necessárias ao desenvolvimento de produtos farmacêuticos. A nova instalação será construída junto à fábrica da Abbott em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, com início previsto para o mês de agosto deste ano. Os produtos desenvolvidos na planta-piloto poderaõ ser transferidos para uma produção em larga escala na atual fábrica da Abbott, dependendo da demanda local.
 
“É bastante positivo o fato de termos área útil, infraestrutura e recursos humanos disponíveis para a construção do novo empreendimento”, afirma Ana Paula Antunes, Diretora de Operações da unidade fabril da empresa no Brasil. “Também estamos comprometidos em contribuir com a formação de profissionais altamente especializados, como por exemplo, pesquisadores-talento para trabalhar no desenvolvimento desses produtos”, conclui Antunes.
 
A expectativa é que a primeira molécula seja desenvolvida nesta instalação em 2016 para ser submetida à aprovação de seu registro pelo órgão regulador.
 
Sobre a Abbott
Na Abbott, estamos comprometidos a ajudar você a viver da melhor maneira possível por meio do poder transformador da saúde. Por mais de 125 anos, apresentamos novos produtos e tecnologias para o mundo – em nutrição, diagnósticos, dispositivos médicos e medicamentos de marca –, criando mais possibilidades, para mais pessoas, em todas as fases da vida. Hoje, nossos 73 mil colaboradores trabalham para ajudar as pessoas a viver não apenas mais, mas melhor, nos mais de 150 países que atuamos.
 
Presente no Brasil há 78 anos, a Abbott trabalha para proporcionar às pessoas um melhor acesso a soluções médicas e de saúde inovadoras, contribuindo para o desenvolvimento dos cuidados para a saúde em todo o país. No Brasil, a empresa emprega aproximadamente 1.400 colaboradores em áreas como produção, pesquisa e desenvolvimento, logística, vendas e marketing. As principais unidades da Abbott no país ficam em São Paulo e Rio de Janeiro, cidade onde está o parque fabril da empresa.
 
Acesse www.abbottbrasil.com.br e fique em contato conosco pelo Facebook/Abbott Brasil.
 
Referências Bibliográficas
1. IMS World Review 2015_Latam e Brasil_Sydney Clark. May, 2015.
2. IMS World Review 2015. Global Pharmaceutical Market Dynamics and Perspectives. Murray Aitken. May, 2015.
 
Contato:
Mariana Aidar, (+55 11) 5536-7411
mariana.aidar@abbott.com
Textual Comunicação
Lígia Leme, (+ 55 11) 5180-6932
ligialeme@textual.com.br
Vanessa Costa, (+ 55 11) 5180-6925
vanessacosta@textual.com.br
 
Saúde Business

4 exemplos em que a judicialização é questionável

Por um lado,  algumas operadoras negam procedimentos adequadamente indicados e cobertos no  rol de procedimento com o objetivo de reduzir os custos, atitude condenada e proibida pela Agência Nacional de Saúde Suplementar ( ANS), que inclusive  tem aumentado a vigilância e as punições na área. Do outro, o beneficiário, que  muitas vezes processa a operadora em  busca de uma cobertura que ele não tem direito
 
Por Priscila Cruzatti
 
Vale lembrar que o sistema privado não tem cobertura universal e a atenção na saúde suplementar é limitada – inclusive por lei e rol de procedimentos, que desobriga as operadoras de prestarem o que não estiver listado em seus contratos com o beneficiário. Para a diretora de Fiscalização da ANS, Simone Sanches Freire*, o beneficiário precisa entender que ele não comprou um “SUS privado”, o que ele tem é um contrato com a cobertura de alguns procedimentos, aquilo que não é coberto no rol, ele deve pagar.
 
Segundo o superintendente jurídico da Unimed Brasil,  José Claudio Oliveira*,  alguns casos reivindicados pelos beneficiários são questionáveis sob o ponto de vista jurídico e algumas demandas, às vezes, não fazem sentido.
 
Veja quatro  exemplos em que a judicialização é questionável:
 
Risco de morte: o paciente processa a operadora para ter acesso a um tratamento que, caso não inicie imediatamente, poderá morrer. Além de não começar o tratamento por conta própria (já que o tratamento é vital, por que esperar a conclusão do processo judicial?), muitas vezes esse suposto tratamento ainda  é experimental, sem evidências científicas e/ou ainda não regulamentado no Brasil.

Procedimento solicitado pelo médico da operadora: Se o paciente  é  atendido por um médico da rede credenciada de sua  operadora e  prescreveram algo que o  plano não cobre, então  a operadora tem que arcar com o tratamento? Essa também não é uma justificativa válida. Se o tratamento/procedimento não está coberto, não faz nenhuma diferença se o médico é ou não da rede credenciada, nem mesmo se for um cooperado. Cabe ao médico prescrever o que for mais adequado para o paciente, quem pagará pelo procedimento não tem relação  com o vínculo do médico com a operadora.
 
Jurisprudência sobre a matéria: outro problema comum é o judiciário dar uma resposta favorável à demanda do beneficiário baseada em jurisprudência (decisões similares tomadas por outros juizes em situações similares no passado). Isso pode fazer muito sentido em outras áreas do Direito, mas não muito para na Saúde. O mais indicado é ter um consultor apoiando o juíz na análise do caso, levantando informações clínicas e evidências científicas, trabalhando caso a caso.
 
Lei de direito do consumidor: a Lei 8.078/90 é “importantíssima”, segundo Oliveira,  mas não é conflitante com a Lei 9.565/98 que estabelece o rol de procedimentos para operadoras de saúde no Brasil. Se a operadora oferece tudo o que está no rol, cumpre com os prazos e não dificulta o acesso do beneficiário aos serviços contratados, dificilmente estará infringindo o Código de Defesa do Consumidor. A confusão é: ao não oferecer algo que está fora do rol e que, portanto, não é um direito do beneficiário, a operadora está infringindo algum direito do consumidor? A resposta é: não.
 
*Simone Sanches Freire e José Claudio Oliveira participaram do Congresso de Judicialização da Saúde no Brasil, realizado pela Abramge, no mês maio.
 

Metade dos homens esconde da parceira uso de medicamento para disfunção erétil

Pesquisa com 800 homens brasileiros, com idades entre 22 e 65 anos, mostra o perfil do comportamento sexual do brasileiro
 
Um levantamento inédito com 800 homens brasileiros que utilizam medicamento para disfunção erétil, entre 22 e 65 anos, mostrou o perfil desse público quando o assunto é desempenho sexual. A principal constatação é que metade do universo masculino não diz à parceira que faz uso de um medicamento para ter um desempenho sexual satisfatório. A pesquisa da Medley Genéricos com o Instituto Gfk revelou ainda que, entre os que têm relacionamento estável e os solteiros, 66% usam o medicamento em mais da metade das vezes que têm uma relação sexual.

Outro dado interessante também identificou o comportamento masculino, entre 22 e 40 anos, sobre a disfunção erétil. Segundo o estudo, um em cada três indivíduos com essa faixa etária afirma ter dificuldade em conseguir e manter a ereção. Ainda entre esses adultos jovens, 40% optam por esse tipo de medicamento com o objetivo de manter diversas ereções num curto espaço de tempo para prolongar o prazer sexual e satisfazer a parceira.

De acordo com a pesquisa, os homens de meia idade (41 a 50 anos) são os que têm a maior frequência de relações sexuais no mês, ou seja, de cada dez respondentes, quatro afirmaram ter mantido nove relações sexuais no mês. O levantamento também mostrou que os homens (casados ou em relacionamento estável) e divorciados ou fora de um relacionamento sério, independentemente da idade, são igualmente insatisfeitos com a frequência de relações sexuais mensais.

Perfil da amostra
A Pesquisa Medley Saúde Sexual Masculina ouviu homens de três faixas etárias: 22 a 40 anos; 41 a 50 anos e homens com mais de 50 anos. Em relação ao estado civil, 64% dos entrevistados afirmaram estar em um relacionamento estável (casado ou namorando) e outros 36% disseram estar fora de uma relação estável. Foram entrevistados indivíduos das classes A, B e C, de acordo com os parâmetros específicos da população masculina brasileira.

Principais constatações
 
Faixa etária: 22 a 65 anos
* Metade dos homens não diz à parceira que faz uso de medicamento para disfunção erétil;
* 2/3 dos homens que usam medicamentos fazem isso mais da metade das vezes em que têm a relação.

Faixa etária: 22 a 40 anos
* Um em cada cinco homens faz uso do medicamento em todas as relações;
* 40% dos homens usam o medicamento para prolongar o prazer;
* 34% usam o medicamento pelo fato de agir mais rapidamente;
* 38% costumam comprar o medicamento sempre ou mantêm em estoque;
* 43% compram o medicamento quando acham que vão precisar.

Zero Hora

Anvisa determina suspensão do Flexabre Colágeno Tipo II

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a suspensão da fabricação, distribuição, divulgação e comercialização do produto Flexabre Colágeno Tipo II Não Desnaturado, fabricado pela empresa Idealfarma Indústria e Comércio de Produtos Farmacêuticos Ltda.
 
O produto não possui registro na Agência.

Foi determinado também que a empresa promova o recolhimento do estoque existente no mercado.
 
A medida está na Resolução 1.888/2015 publicada na última quinta-feira (02/07) no Diário Oficial da União (DOU).
 
ANVISA

Anvisa aprova novo medicamento para imunodeficiência primária

Pacientes que nasceram ou perderam a capacidade do sistema imunológico de combater doenças infecciosas melhorarão sua qualidade de vida. Agência Nacional de Vigilância Sanitária aprovou a venda da imunoglobulina subcutânea, proteína que exerce a função de anticorpos
 
O único tratamento existente era com injeção intravenosa. Agora pode ser subcutânea, aplicada por meio de uma infusão sob a pele. A nova técnica dispensa horas de aplicação e a necessidade de o paciente ir ao hospital mensalmente para reposição de anticorpos. A substância pode ser aplicada em casa uma vez por semana.
 
A opção representa mais qualidade de vida para a pequena Bárbara Marques da Costa, 6 anos, que sofre com a síndrome de DiGeorge. A mãe de Bárbara, Kátia Marques, explicou que algumas vezes a filha não conseguiu receber a medicação pela dificuldade de mantê-la imóvel por muito tempo e de encontrar a veia.
 
“A aplicação subcutânea é muito mais confortável, menos estressante porque são crianças que têm uma série de questões com que lidar e, pela baixa imunidade, devem evitar sair muito, permanecer em aglomeração que existe no hospital”, comentou ela, que aplica a infusão na própria filha.
 
Bárbara faz uso do medicamento obtido por meio de uma ação judicial que obrigou o estado a pagar a importação do produto. Segundo Kátia, cada frasco custa em média R$2 mil e a maioria usa meia dúzia por mês.
 
Estima-se que haja mais de 19 mil pessoas com imunodeficiência primária, segundo levantamento do Grupo Brasileiro de Imunodeficiências Primárias. São mais de 150 doenças crônicas que atacam o sistema imunológico.
 
Em geral, pacientes adultos levam em média 4 a 5 horas para aplicar o medicamento na veia. Para as crianças, o tempo pode chegar até 40 minutos. A versão subcutânea feita em casa pode ser ministrada enquanto o paciente está concentrado em outra atividade.
 
A pesquisadora e médica responsável pelo Setor de Imunologia Clínica do Departamento de Pediatria da Unifesp-EPM, Beatriz Tavares Costa Carvalho atende a mais de 100 pacientes que fazem uso da imunoglobulina intravenosa.
 
Ela destacou que o medicamento aplicado na pele também oferece menos eventos adversos. “O medicamento via intravenosa causa náusea, dor de cabeça, calafrio. Raramente esses eventos ocorrem com a aplicação subcutânea”, explicou.
 
“Além disso, pela via intravenosa é preciso dar uma quantidade muito grande e a proteína vai se sendo degradada aos poucos. Quando você divide essa quantidade em quatro vezes, o nível de imunoglobulina é muito mais constante e muito mais fisiológico”, ressaltou a mética.
 
Beatriz salientou que a comunidade médica e entidades de pacientes esperavam há mais de nove anos pela versão subcutânea, que é utilizada em mais de 51 países e, em alguns, há mais de 25 anos.
 
Segundo ela, a próxima luta dos movimentos e entidades é incorporar o novo tratamento ao Sistema Único de Saúde (SUS). “Agora, com a aprovação da Anvisa, é muito provável que o tratamento seja ofertado pelo SUS, pois a nova tecnologia não é mais cara que a imunoglobulina via intravenosa”.
 
Agência Brasil