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quarta-feira, 8 de julho de 2015

Regras que agilizam importação do canabidiol começam a valer

As regras e procedimentos específicos para importação de produtos à base de canabidiol (CBD) começaram a valer nesta terça-feira (7/7)
 
A norma descrita na RDC 17/2015 foi aprovada pela Diretoria Colegiada da Agência no dia 22 de abril e publicada no Diário Oficial da União do dia 8 de maio. O regulamento complementa as ações já tomadas pela Agência para que os pacientes tenham acesso ao produto.
 
Segundo a RDC, cada paciente deverá ser cadastrado junto à Anvisa, por meio da apresentação de documentos semelhantes aos exigidos atualmente. O cadastro deverá ser renovado anualmente, apenas com a apresentação de uma nova prescrição e laudo médico indicando a evolução do paciente, caso não haja alteração dos dados informados anteriormente.
 
A norma traz em anexo cinco produtos à base de Canabidiol que atendem aos requisitos definidos pela Resolução e que já são adquiridos por pacientes no Brasil. Esses cinco produtos englobam cerca de 95% das importações realizadas até o momento.
 
A resolução aprovada também permite que associações de pacientes façam a intermediação das importações, o que possibilitará aos pacientes reduzir os custos envolvidos no processo de aquisição e transporte. Além disso, a quantidade total de canabidiol prevista na prescrição poderá ser importada em etapas de acordo com a conveniência dos responsáveis pela importação.
 
Essas medidas fazem parte de um conjunto de iniciativas adotadas nos últimos 12 meses para permitir que pacientes brasileiros tenham acesso a produtos à base de CBD, mesmo não havendo registro desses produtos como medicamento no Brasil e nos países de origem.
 
 
 
ANVISA

Oito perguntas frequentes na área de medicina preventiva são abordadas em e-book da HBSIS

Imagem/Divulgação: Novo e-book gratuito aponta principais
 dúvidas sobre programas de medicina preventiva
Material gratuito pode ser acessado através do blog.hbprever.com.br e traz questões que vão desde o planejamento de um programa até a mensuração e avaliação de resultados

Muito além de companhias ligadas ao setor de saúde, ações de medicina preventiva podem fazer parte da realidade de qualquer empresa. Desde a distribuição de frutas entre os colaboradores até o acompanhamento de índices de risco através de médico e ambulatório próprio, estas iniciativas englobam uma área relativamente nova no país: a medicina preventiva. E é com o intuito de responder as principais perguntas que envolvem a aplicação destas ações que a HBSIS desenvolveu um novo e-book gratuito.

Atuando com soluções de gestão para o segmento desde 2008, a empresa disponibiliza conteúdos voltados para profissionais ligados ao setor através do blog.hbprever.com.br. É neste endereço eletrônico que o material, intitulado “8 Perguntas Frequentes sobre Programas de Medicina Preventiva”, pode ser baixado.

Gilberto Moura, gestor da vertical Saúde da HBSIS, explica que a ideia é propagar as novas ações ligadas à área e incentivar as boas práticas das empresas, oferecendo suporte para a criação de atividades de medicina preventiva. “Este tipo de ação é ainda muito recente no país e as dúvidas dos gestores e profissionais são frequentes. A mensuração dos resultados, por exemplo, levanta uma série de dúvidas, bem como a classificação do perfil epidemiológico”, diz.

Questões relacionadas à previsão do orçamento, contratação de equipe e criação de ações por empresas sem ligação direta com o setor de saúde também são abordadas. “Os programas de medicina preventiva no ambiente corporativo trazem diversos benefícios, tanto para a empresa quanto para o funcionário. No caso do empregador, prevenir doenças significa menos atestados médicos, menos faltas ao trabalho por motivos de saúde e, consequentemente, maior produtividade. Para o colaborador, o resultado é a melhoria da qualidade de vida, além da prevenção de doenças ocupacionais’, conclui Gilberto.

Sobre a HBSIS
Para a HBSIS, a tecnologia é uma ferramenta transformadora capaz de facilitar e agilizar a vida das empresas e das pessoas. Desde 1990 no mercado, a empresa blumenauense com filial na capital paulista, consolida-se no mercado desenvolvendo soluções em sistemas de venda, logística e outsourcing de TI. Atuando em todo o Brasil, seus 280 profissionais trabalham próximos do cliente em um processo colaborativo, sempre focados na resolução de problemas e na busca de resultados que irão acelerar negócios.

Sabrina Hoffmann | Melz Assessoria de Imprensa
Jornalista (0004959/SC)
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terça-feira, 7 de julho de 2015

Pela primeira vez, planos de saúde registram perdas de usuários

Enquanto a rede de atendimento dos planos de saúde cresce, o número de beneficiários apresenta queda de 10,6 mil nos três primeiros meses do ano. Ou seja, houve um aumento da oferta de rede acima do volume de ingresso de novos vínculos, segundo análise do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS).
 
Os planos individuais e coletivos por adesão (contração feita por entidades de classe) foram os responsáveis pelas baixas. É a primeira vez que o setor registra uma variação negativa num primeiro trimestre. Entre janeiro e março, a variação foi de 0,02%, enquanto no trimestre anterior (2014), o crescimento foi de 0,7%.
 
O resultado deste trimestre parece esboçar a tendência de que, com o aumento da taxa de desemprego, diminuição do poder aquisitivo da população e aumento da inflação, haja desistência nas contratações de planos.

 Atualmente o segmento de planos empresariais representa 66% do total do mercado de saúde suplementar, ou seja, o risco do desemprego assombra a estabilidade dos planos. Para se ter ideia, em maio, 115 mil postos de trabalho foram fechados.
 
Aumento de estabelecimentos
O IESS constatou que, no País, o total de estabelecimentos de atendimento ambulatoriais subiu de 166,1 por 100 mil beneficiários de planos de saúde, em 2009, para 222,5 por 100 mil beneficiários em 2014. Um avanço de 34% em cinco anos. Nesse mesmo período o número de beneficiários de planos de saúde médico-hospitalares cresceu 19,4%.
 
Para o superintendente executivo do IESS, Luiz Augusto Carneiro, uma hipótese que pode justificar a expansão da rede de atendimento da saúde suplementar em um patamar superior estaria na competição existente nesse setor. “Uma hipótese é que, para ser mais competitiva, cada operadora busca ofertar uma rede maior e melhor do que sua concorrente. Essa demanda, portanto, seria uma forma de estimular mais investimentos por parte dos prestadores contratados pelas operadoras”, sugere.
 
Nos estabelecimentos de internação, o total usado pela saúde suplementar saltou de 3,8 para 4,6 por 100 mil beneficiários, um crescimento de 21%. Já nos estabelecimentos de emergência, a saúde suplementar contava, em 2009, com a proporção de 3,1 unidades por 100 mil beneficiários. Em 2014, esse número subiu para 4,1 por 100 mil, o que representa um crescimento de 32,2%.
 
No caso de estabelecimentos de diagnose e terapia, em 2009, na saúde suplementar, havia 27,7 estabelecimentos de diagnose e terapia por 100 mil beneficiários. Em 2014, esse número chegou a 35,7 por 100 mil beneficiários, um crescimento de 28,8%.
 
Saúde Business

Anvisa suspende lote de antibiótico com desvio de qualidade

A resolução da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) publicada nesta segunda-feira (6) no Diário Oficial da União suspende a distribuição, a comercialização e o uso do lote AX4144A2D (validade até setembro de 2016) do medicamento Amoxicilina 500 mg cápsulas, fabricado pela empresa Aurobindo Pharma Indústria Farmacêutica Ltda.
 
De acordo com o texto, o próprio fabricante encaminhou à agência comunicado de recolhimento voluntário do produto em razão de desvio de qualidade por presença de corpo estranho em um blister (embalagem) lacrado do lote.
 
A Aurobindo Pharma Indústria Farmacêutica Ltda. informou que já encaminhou uma carta a todos os clientes e estabelecimentos que receberam o lote, orientando sobre a devolução do medicamento.
 
ANVISA

Intoxicação alimentar por peixe é mais comum que se acredita, diz estudo

Michael Melford/National Geographic Creative
Intoxicações provocadas por uma toxina encontrada na barracuda e outras espécies da pesca esportiva foram gravemente subestimadas na Flórida, Estados Unidos, segundo novo estudo – e o problema é muito mais comum em comunidades pesqueiras ao redor do globo do que se pensava, disse a autora principal da pesquisa

Na Flórida, a intoxicação com a toxina ciguatera é mais elevada entre os latinos, supostamente porque eles gostam mais de comer barracuda, segundo o estudo, publicado há poucos dias em "The American Journal of Tropical Medicine and Hygiene".

A ciguatera é produzida por algas que crescem em águas quentes, e existe o risco de ela se espalhar na direção norte à medida que os oceanos se esquentam, declarou Elizabeth G. Radke, epidemiologista do Instituto de Patógenos Emergentes da Universidade da Flórida e principal autora do estudo.

A toxina é ingerida por peixes de corais que comem a vegetação e se concentra nos predadores maiores que os devoram. Os níveis mais elevados são encontrados na barracuda, mas ela também é encontrada na garoupa, olho-de-boi, bodião-de-pluma, luciano, cavala e dourado-do-mar. Congelar ou cozinhar não afeta a toxina.

"Nós recomendamos que não se coma barracuda", disse Radke. No caso das outras espécies, comuns em peixarias, "é uma boa ideia estar ciente de que se está correndo um risco. Se você passar mal, procure um médico, conte que comeu peixe e, caso tenha sobrado peixe, congele para que ele possa ser examinado".

De acordo com a pesquisadora, peixes pescados nas águas mais frias do Hemisfério Norte apresentam menor probabilidade de ter a toxina, mas o risco não é zero porque os peixes migram.

Vômito severo num período de três horas após a ingestão do peixe é o sintoma mais comum, mas algumas pessoas sentem dor e formigamento na boca, mãos, pés e, às vezes, fraqueza nas pernas. A maioria se recupera, mas, em alguns casos, os sintomas neurológicos, como sentir quente uma superfície fria e vice-versa, se prolongam durante meses.

Não existe tratamento específico, embora o manitol, tipo de açúcar com muitas aplicações médicas, pareça ajudar, explicou Radke.

O estudo de Radke foi acrescido da análise de relatos de intoxicação e de uma pesquisa via e-mail com mais de cinco mil pescadores esportivos. A intoxicação por ciguatera deve ser informada às autoridades da Flórida ao ser diagnosticada pelos médicos; a estimativa oficial é de um caso a cada 500 mil moradores por ano.

O estudo de Radke estimou que o problema fosse 28 vezes mais comum. A intoxicação por ciguatera ocorre com mais frequência em pessoas que pescam ao redor de Miami, do arquipélago Flórida Keys e nas Bahamas, mas é rara no norte da Flórida. A intoxicação é três vezes mais comum entre pessoas de origem latina do que as de outros grupos étnicos.

Esse tipo de intoxicação alimentar é bem conhecido em áreas ao redor de águas quentes no Caribe, Pacífico Sul e no Oceano Índico, disse a cientista. Pesquisa realizada por ela em São Tomás, Ilhas Virgens Americanas, constatou que 25 por cento dos moradores já tiveram o problema e, metade deles, apresentaram sintomas que duraram mais de três meses.

UOL