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sexta-feira, 10 de julho de 2015

Pesquisadores testam vírus e esperam poder reverter formas de surdez genética

Nova terapia pode tratar de surdez na infância
Nova terapia pode tratar de surdez na infância
Cientistas dos Estados Unidos e da Suíça afirmam que conseguiram reverter alguns tipos de surdez em cobaias com o uso de um vírus
 
Problemas no DNA são responsáveis por cerca de metade dos casos de perda de audição na infância.
 
O estudo com camundongos foi publicado na revista especializada Science Translational Medicine e mostrou que um vírus pode corrigir o problema genético e restaurar parte da audição.
 
Segundo os especialistas, os resultados poderão levar à disponibilização de um tratamento dentro de dez anos. A pesquisa se concentrou em analisar os pelos minúsculos dentro do ouvido, que convertem os sons em sinais elétricos que podem ser interpretados pelo cérebro.
 
Mas mutações no DNA podem fazer com que estes pelos não consigam criar o sinal elétrico, o que leva à surdez. A equipe de pesquisadores desenvolveu um vírus geneticamente modificado que pode infectar as células dos pelos do ouvido e corrigir este erro.
 
Injeções
A nova terapia foi testada em camundongos que sofriam de "surdez profunda", que não escutariam nada nem mesmo estando em meio a um barulhento show de rock, com níveis de som chegando aos 115 decibéis.
 
Injeções do vírus modificado nos ouvidos levaram a uma "melhora considerável" na audição, apesar de não ter restaurado aos níveis normais. Depois do tratamento, os animais conseguiam ouvir o equivalente de ruído dentro de um carro em movimento, ou cerca de 85 decibéis.
 
Eles também apresentaram alteração no comportamento em resposta a sons durante o período de 60 dias do estudo.
 
"Estamos muito animados, mas também estamos com um otimismo cauteloso, pois não queremos dar esperanças falsas. Seria prematuro dizer que encontramos uma cura", disse à BBC Jeffrey Holt, um dos pesquisadores participantes do estudo e que trabalha no Hospital Infantil de Boston, nos Estados Unidos.
 
"Mas em um futuro não tão distante poderia se transformar em um tratamento para a surdez genética. Então, esta é uma descoberta importante", acrescentou. A equipe afirmou que a pesquisa ainda não está pronta para o início de testes clínicos em humanos.
 
Eles querem provar que o efeito é duradouro. Por enquanto, sabem que a terapia funciona por alguns meses, mas o objetivo é que o tratamento funcione para a vida toda do paciente.
 
Genes diferentes
O estudo conseguiu corrigir uma mutação em um gene chamado TMC 1, que é o responsável por cerca de 6% dos casos de surdez hereditários. No entanto, existem mais de cem genes separados que já foram ligados à surdez.
 
"Posso prever pacientes com surdez tendo seus genomas sequenciados e um medicamento personalizado e preciso injetado em seus ouvidos para restaurar a audição", disse Holt.
 
O tratamento visa apenas ajudar as pessoas com surdez causada por problemas nos genes e não os adultos que sofrem de surdez decorrente de ouvir música alta. Para Tobias Moser, do Centro Médico da Universidade de Gottingen, na Alemanha, os resultados da pesquisa são "promissores".
 
Moser afirma que o estudo dá "esperança de que a restauração da audição será disponível para algumas formas de surdez na próxima década".
 
"Acho que esta pesquisa representa um avanço muito animador em nossa compreensão do que pode ser alcançado usando a abordagem de transferência de genes no ouvido interno para reduzir o impacto de mutações danosas", afimou Karen Steel, cientista britânica do King's College de Londres.
 
"No momento, a função (audição) é resgatada apenas em parte, mas é um começo e provavelmente a metodologia poderia ser desenvolvida para melhorar o resultado", acrescentou.
 
BBC Brasil / iG

O médico que mentiu e levou à quimioterapia centenas que não tinham câncer

Quimioterapia pode salvar vidas, mas pode gerar danos graves se aplicada a pessoas saudáveis
Quimioterapia pode salvar vidas, mas pode gerar danos graves
 se aplicada a pessoas saudáveis
Pacientes tiveram sequelas depois de serem submetidos a tratamento desnecessário
 
Nesta semana, dezenas de pessoas compareceram a um tribunal em Detroit, nos Estados Unidos, para testemunhar contra o médico Farid Fata, chamado por alguns de "Doutor Morte".
 
Elas chegaram ao local fragilizadas, apoiadas por bengalas, alguns com suas articulações enfaixadas e quase todas exaustas pelo desgaste físico e psicológico causado por anos de quimioterapia. Ali, revelaram um fato aterrorizante: seu oncologista havia mentido para elas, que nunca haviam tido câncer.
 
Ao menos 553 pessoas se submeteram a este duplo sofrimento (dos efeitos colaterais do tratamento e o fato de acharem que tinham uma das doenças mais fatais do mundo) sem padecer deste mal, segundo a queixa criminal aberta pela polícia federal americana, o FBI, contra Fata.
 
Durante os testemunhos das vítimas, realizados nesta semana, Fata ficou sentado a três metros delas. Imóvel, escutava enquanto elas contavam sobre o que passaram.
 
'Você é um monstro'
"Mesmo que não esteja morta, sou uma sombra do que era", disse Maggie Dorsey, uma das pacientes.
 
"Há dias em que não consigo nem ficar de pé". Monica Flagg disse à emissora CBS estar furiosa: "Não posso crer que um médico tenha traído tanta gente desta forma".
 
O FBI afirma que Fata não apenas diagnosticou e tratou casos falsos de câncer como também prescrevia tratamentos caros e agressivos a pacientes que estavam em fase terminal e não teriam chances de sobreviver.
 
"Eu te odeio, Farid Fata", disse Laura Stedfeld ao médico em tom de voz elevado. "Você é repugnante. Você é um monstro. Evidentemente, é um covarde já que não consegue nem me olhar. Você me envenenou, me torturou e matou meu pai."
 
Alguns especialistas que testemunharam diante do juiz Paul D. Borman, na cidade de Detroit, disseram que o médico administrou uma substância chamada rituximab. Ela deve ser aplicada no máximo oito vezes em linfomas agressivos, mas Fata chegou a aplicá-la 94 vezes em um paciente.
 
As motivações do médico eram claramente econômicas, segundo a denúncia da acusação. Entre 2007 e 2013, Fata apresentou faturas num total de US$ 225 milhões (R$ 725 milhões) ao Medicare, o sistema de seguro de saúde estatal dos Estados Unidos.
 
Esta fraude era feita por meio da sociedade Michigan Hematology Oncology, que dispunha de sete clínicas no Estado de Michigan.
 
Danos a pessoas saudáveis
A quimioterapia é um tratamento que permite destruir as células cancerosas que provocam metástase ou que tenham se espalhado pelo corpo. É administrada em ciclos que variam entre dias e meses. Mas, como se trata de uma medicação agressiva, ela não afeta apenas as células doentes, mas também aquelas saudáveis. Por isso, pode causar problemas de saúde e deixar doentes pessoas que não tenham câncer, como foi o caso das vítimas de Fata.
 
Estes efeitos colaterais afetam de forma distinta a cada pessoa, de acordo com sua sensibilidade e estado de saúde. Segundo a Sociedade Americana Contra o Câncer, as células sãs com probabilidades de serem prejudicadas pela quimioterapia são aquelas que produzem sangue na medula óssea, assim como as da boca, do trato digestivo, do sistema reprodutor e capilares.
 
Alguns medicamentos quimioterápicos podem gerar danos a células do coração, rins, bexiga, pulmões e sistema nervoso. Outros tipos de quimioterapia causam efeitos colaterais a longo prazo, como infecções no coração ou danos aos nervos, assim como problemas de fertilidade.
 
A organização americana esclarece que a maioria dos efeitos desaparece lentamente após o fim do tratamento, mas adverte que "em certos, casos eles podem durar por toda a vida".
 
No julgamento, Fata declarou-se culpado de 16 acusações, entre elas conspiração, fraude e lavagem de dinheiro - e agora está sendo forçado a ouvir os testemunhos das pessoas cujas vidas arruinou antes de o juiz decretar sua sentença.
 
A promotoria demanda uma pena de prisão de 175 anos para o médico, enquanto seus advogados pedem que este tempo seja reduzido para 25 anos.
 
BBC Brasil / iG

Hormônio da pílula anticoncepcional diminui chance de câncer de mama, dizem cientistas

Progesterona pode ajudar no tratamento da doença, segundo pesquisa
 
Pacientes que sofrem com câncer de mama podem se beneficiar de hormônio que está na fórmula da pílula anticoncepcional, a progesterona. De acordo com estudo publicado na revista Nature, o hormônio pode conter o crescimento de tumores. As informações são do site DailyMail.
 
Há muito tempo, os pesquisadores estudam os efeitos da progesterona nos tumores, já que parte das pacientes, cujos tumores continham receptores do hormônio, tiveram melhores resultados no combate à doença.
 
O estudo mostrou como o receptor da progesterona “conversa” com outros receptores sensíveis ao estrogênio, que “abastecem” o câncer de mama. Isso funciona como um freio na habilidade do estrogênio de estimular o crescimento de tumores, explica Jason Carroll, pesquisador do Instituto de Pesquisas do Câncer da Universidade de Cambridge, na Inglaterra.
 
— Estamos usando a tecnologia para ver o efeito de “corte” que o efeito da progesterona tem no organismo. A pesquisa mostra que é possível adicionar o hormônio aos medicamentos contra o câncer de mama.
 
Emma Smith, executiva do Instituto de Pesquisa de Câncer no Reino Unido, afirma que o resultado precisa de comprovação, mas que pode ser uma ótima alternativa para o tratamento do câncer de mama.
 
— Essa descoberta pode ser muito barata para o desenvolvimento de medicamentos contra o câncer. O hormônio é extremamente acessível a todas as mulheres.
 
R7

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Células do próprio corpo podem transportar remédios contra o câncer

Resultados de pesquisa representam uma esperança a mais para o combate ao linfoma, um câncer que costuma ser mais sensível aos medicamentos
 
Em guerra com os troianos, os gregos talharam um enorme cavalo que foi tomado pelos adversários como um troféu. Nada por acaso. Na realidade, um grupo de soldados estava escondido dentro do monumento de madeira e, na calada da noite, dominou a fortificada Troia. Embora exista uma grande chance de essa história, ou pelo menos parte dela, não ter passado de lenda, a lição ficou e é hoje motivo de inspiração para cientistas que desejam combater um dos maiores inimigos contemporâneos: o câncer.
 
Pesquisa desenvolvida no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) indica que um grupo de células do próprio corpo pode guardar e transportar remédios quimioterápicos essenciais para o tratamento de diversos tumores — entre eles o linfoma, considerado um dos mais sorrateiros.
 
Os resultados, publicados pela revista Science Translational Medicine, representam uma esperança a mais para o combate ao linfoma, um câncer que costuma ser mais sensível aos medicamentos, mas tem fama de traiçoeiro, com taxas variáveis de sobrevivência. Começa nas células de defesa que normalmente circulam entre múltiplos órgãos linfoides — integrantes do sistema imunitário — e tem rota imprevisível. Os sintomas podem ser confusos e, quando diagnosticada a doença, geralmente não pode mais ser freada com cirurgia.
 
Nesse cenário, a quimioterapia é uma alternativa que oferece boas respostas, mas nem sempre eficientes, pois os tumores se escondem em linfonodos — tecidos humanos considerados santuários das células doentes, pois o alcance dos medicamentos nessas regiões é bastante baixo. Liderados pela pesquisadora Bonnie Huang, os cientistas dizem ter conseguido resolver essa questão utilizando células T (linfócitos) carregadas com nanopartículas de medicamentos. Nesse formato, assim como fez o cavalo de Troia, entram no reduto do inimigo para atacá-lo.

Uma vez que a função normal dos linfócitos é migrar pelos tecidos linfoides em busca de moléculas estranhas, Huang conta que ela e a equipe imaginaram que essas células — que possuem receptores específicos que as dirigem aos tecidos linfoides, mas não às moléculas estranhas, no caso, as doentes — poderiam servir como soldados em busca dos tumores. “Ao se alojar nesses ‘santuários’ e se deslocar entre tecidos, cada célula equipada com as nanopartículas funcionaria como um microdepósito de medicamentos ao redor das células tumorosas”, explica a autora.

No experimento, a equipe desenvolveu ratos geneticamente programados para terem linfoma de Burkitt, um tipo altamente agressivo de câncer que ataca as células B, outra estrutura do sistema imune. É mais comum em crianças de 5 a 10 anos e pode duplicar de tamanho em apenas um dia. Dado que o destino das células T é o mesmo das células doentes — atingem a medula óssea e o baço, mas, especialmente, os nódulos linfáticos — , a estratégia parecia ideal.

Foram, então, inseridas dentro das células T nanopartículas carregadas de SN38, substância ativa de um medicamento para o câncer que é potente, mas tem acesso limitado aos gânglios linfáticos. Mesmo encapsulada em nanopartículas, a droga apresenta desempenho ruim nesses santuários. Porém, quando acoplado nas células T, o SN38 surte efeito notavelmente superior: em 24 horas, alcançou os pontos inacessíveis do câncer, reduziu a carga tumoral e melhorou a sobrevivência dos animais. Segundo os autores, a potência que as células T conferem ao medicamento é mais de 40 vezes superior ao efeito dele sozinho.

Outras aplicações
Jeffrey Hubbell, pesquisador do Instituto de Engenharia Molecular da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, explica que o trabalho de Huang vem no rastro de uma tendência forte da ciência: explorar a capacidade inata das células T de encontrar tecidos onde os tumores se escondem. E, para que façam isso, explica o especialista, as opções são várias: é possível “treinar” células T especificamente para chegar a determinadas regiões do corpo e se infiltrar nos tumores, e até mesmo “adestrar” células que nascem dentro dos próprios cânceres para se voltarem contra seus progenitores.

O princípio pode contar ainda com um recurso inesperado, os vírus. “As partículas virais aderem às superfícies de células T que reconhecem tumores e os atacam, e são transportadas por elas. Quando chegam às estruturas doentes, podem as infectar com um gene antitumoral e as destruir. A abordagem é utilizada no tratamento de melanomas em ratos”, exemplifica Hubbell, que não participou do estudo. As células T, acrescenta o especialista, também podem ser “equipadas” com partículas de ouro que, ao serem aquecidas por raios infravermelhos, aniquilam as células tumorais.

Não existem ensaios com humanos para validar as inovações. Ainda assim, Hubbell visualiza um grande potencial não somente para o tratamento de cânceres, mas também de doenças infecciosas. “O desafio é combinar as terapias que usam nanopartículas com as terapias celulares. Talvez, seja mais fácil utilizar mecanismos moleculares de entrega de medicamentos nos primeiros ensaios clínicos em vez de células. Mesmo assim, o potencial dessa abordagem é poderoso e alto”, acredita o especialista norte-americano.
 
Palavra de especialista
Stephen Doral Stefani, oncologista e pesquisador do Instituto do Câncer Mãe de Deus, em Porto Alegre

Estratégia sofisticada
“Fazer com que quimioterápicos cheguem a determinados tecidos do corpo, especialmente quando existe doença disseminada e em locais considerados ‘santuários’, tem sido um desafio para a ciência. Os autores do estudo em questão desenvolveram uma estratégia inteligente e sofisticada. A retirada da célula linfática (células T) e o implante de nanopartículas que, ao serem reinfundidas, carregam o medicamento até o tumor, têm um apelo muito interessante como conceito. O estudo em animais ainda é muito precoce para extrapolação para humanos e faltam várias etapas de investigação antes que se possa ser considerada uma revolução médica, mas é muito estimulante por ter mostrado não só a redução de carga tumoral, mas um aumento de sobrevida dos camundongos submetidos ao procedimento em comparação aos que usaram a mesma quimioterapia somente por método convencional, ou seja, por infusão venosa. A técnica, extremamente elegante, abre espaço para a investigação em vários tumores, especialmente os tipos cujo acesso dos medicamentos seja um ponto de dificuldade.”
 
Correio Braziliense

4 pacientes de comas que acordaram com novas (e surpreendentes) habilidades

Acordar de um coma depois de um longo período de tempo já é considerado muito milagroso, mas alguns ultrapassam até mesmo essa marca e acordam com novas habilidades, inesperadas, que nem sonhavam em ter antes. Confira:
 
Falar Mandarin
Em 2014, o australiano Ben McMahon acordou de um coma após um grave acidente de carro capaz de escrever e falar em mandarim.

McMahon tinha feito algumas aulas da língua na escola, mas não continuou estudando o idioma e não era capaz de falar nada em mandarim. Após o acidente, no entanto, ficou tão fluente que falantes nativos têm apontado que ele é o melhor orador não nativo que já ouviram.
 
Depois que suas habilidades de falar Inglês retornaram, sua fluência em mandarim permaneceu, então ele resolveu fazer bom uso dessa benção e passou a estudar em Xangai. Ben chegou a apresentar um programa de televisão em língua chinesa, além de oferecer passeios guiados em mandarim de Melbourne.
 
E como é que um cara que mal entendia mandarim na escola se tornou fluente enquanto estava totalmente inconsciente? Seu médico sugeriu que seus “circuitos de inglês” foram “cortados” no acidente, assim os de mandarim assumiram seu cérebro. Será? Não parece uma explicação muito científica.
 
Falar francês – e pensar que é Matthew McConaughey
Rory Curtis sofreu um acidente de carro terrível em 2012, quando sua van capotou e cinco carros se chocaram contra ela. O trauma resultante o deixou em coma por seis dias, após o qual ele acordou completamente fluente em francês, uma língua que ele não falava há anos e da qual só tinha feito algumas aulas na escola porque foi forçado.
 
(Tô sentindo um padrão até aqui, por isso acho digno avisar os leitores de que sofrer um acidente de carro grave de propósito para ver se aquele inglês ou espanhol muito mal passado do ensino médio de repente se torna fluente no seu cérebro não é uma boa ideia. Essas histórias de sucesso são meio que raras.)
 
Bom, Rory, legal para você, mas com certeza isso é menos impressionante do que o feito de nosso amigo Ben, pois, sem ofensa ao francês, mas ele não é nenhum mandarim. Um pouco mais impressionante, porém, é que Curtis também acordou pensando que era a estrela boêmia de Hollywood, Matthew McConaughey. Sim, Curtis estava convencido de que precisava sair do hospital logo para voltar a sua programação de fazer filmes. E já que isso aconteceu em 2012, há uma chance de que ele tenha começado a tirar roupa, inspirado por seu papel em Magic Mike.
 
De Volta para o Passado
O mais próximo que qualquer um da vida real chegou de viagem no tempo até agora foi quando Candace Emptage sofreu um acidente de carro brutal em 2010 que a colocou em coma por seis semanas. Quando ela finalmente acordou, não tinha memória de muitos anos de sua vida. Com quase 40, Candance tinha certeza de que ainda estava com 22. Ela não se lembrava de sua própria filha de 15 anos de idade, mas ficou desapontada ao descobrir que as Spice Girls se separaram.
 
Candace basicamente acordou de seu coma vivendo no início de 1990. Ela não se lembrava do namorado de seis anos com quem havia acabado de terminar ou qualquer evento antes do acidente. Para complicar ainda mais as coisas, ela mal tem sido capaz de recuperar lembranças de todos esses anos perdidos.
 
Desde o acidente, Candance passou por terapia, tirou uma nova carteira de motorista e voltou a viver com a filha. Felizmente para o relacionamento de ambas, ela foi capaz de recuperar algumas memórias da menina quando ela ainda era bebê, mas nada de seu crescimento além disso.
 
Basicamente, ambas tiveram que aprender tudo uma da outra como se fossem pessoas que acabaram de se conhecer, o que deve ter sido terrível. Que pessoa de 22 anos de idade está preparada para ter uma filha de 15? E que filha de 15 quer que sua mãe aja como se estivesse de férias da faculdade?
 
Ninfomania
A cereja no topo das lesões traumáticas cerebrais parece ser um desejo insaciável de montar todos os membros do sexo oposto que você pode encontrar.
 
Foi o que aconteceu com Heather Howland, que sofreu uma hemorragia cerebral e acabou em coma. Os médicos tinham tão pouca esperança de sua recuperação que disseram a seu marido, com quem ela era casada há 15 anos, para se preparar para o pior. Ele chegou a assinar um termo de consentimento para desligar as máquinas que a manteriam viva, mas em estado vegetativo.
 
E então, porque o universo gosta de sacanear com as pessoas, Heather milagrosamente acordou de seu coma, só que agora ela era uma ninfomaníaca.
Antes do incidente, Heather nunca tinha estado com outro homem além de seu marido. Depois, ela tornou-se o tipo de mulher que tenta arrastar entregadores para banheiros públicos.
 
O dia em que ela acordou do coma, pediu ao marido para ajudá-la a usar o banheiro do hospital. Ele logo descobriu que tudo o que ela precisava era de uma rapidinha e, sendo seu marido, ele não se queixou – pensou que era uma daquelas transas comemorativas “Acabei de sair de um coma”. Por três meses, ele continuou satisfazendo todas as suas necessidades, até chegar o dia em que Heather finalmente se sentiu bem o suficiente para sair de casa pela primeira vez.
 
Seu marido a observou enquanto ela foi até uma casa em construção do outro lado da rua e começou a beijar um dos trabalhadores. Sua reação? Socou o cara e levou sua esposa para casa.
 
O problema não foi embora, no entanto. Até agora, estima-se que ela tenha traído seu marido mais de 50 vezes. Então, Heather passou a ser medicada para controlar sua libido, e o tratamento parece estar funcionando. Seu marido ficou grato por isso, afinal, não é tão legal ter uma esposa super ativa se ela tenta fazer sexo com todos os seus amigos e pode voltar para casa com uma doença ou grávida, uma vez que é tão tarada que não está preocupada com sua segurança.