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sexta-feira, 10 de julho de 2015

Governo regulamenta condições de segurança e saúde para descanso de motoristas

Valter Campanato/Arquivo/Agência Brasil
A portaria estabelece melhores condições de conforto para
motoristas de transporte de cargas e passageiros
O Ministério do Trabalho e Emprego publicou ontem (9), no Diário Oficial da União, portaria regulamentando condições de conforto, segurança, sanitárias e de repouso em locais de espera para motoristas profissionais do transporte rodoviário de cargas e passageiros. Entre as determinações, a exigência de que os gabinetes sanitários sejam privativos e tenham porta de acesso
 
A portaria estabelece ainda que haja um gabinete sanitário, um lavatório e um chuveiro, por sexo, a cada 20 vagas destinadas aos veículos conduzidos pelos motoristas profissionais. Também fica proibido o uso de banheiros químicos. Segundo o Ministério do Trabalho, as instalações sanitárias devem ter chuveiros com água fria e quente e condições de higiene e conservação adequadas.
 
O ministério determina prazo de um ano para que os locais de descanso já existentes se adequem às distâncias exigidas para instalações sanitárias. Também é de um ano o prazo para cumprir a necessidade de pavimentação ou calçamento da área de circulação de veículos.
 
De acordo com a portaria, o ambiente de refeições pode ser de uso exclusivo dos motoristas ou compartilhado com o público, mas deve sempre permitir acesso fácil às instalações sanitárias e ao sistema de água potável.
 
Uma portaria tratando do mesmo tema já havia sido publicada em abril. Segundo o Ministério do Trabalho, o texto de hoje substitui o anterior, que fica revogado. Ainda segundo a pasta, a nova portaria “complementa e retifica” as regras publicadas em abril.
 
Agência Brasil

Combinação de diabetes, derrame e cardiopatia pode reduzir 20 anos de vida

A combinação de doença cardíaca, diabetes e derrame cerebral pode reduzir em mais de 20 anos a expectativa de vida
 
E nos casos de diabetes e ataque cardíaco a redução da vida útil pode chegar a uma década. Essas são as conclusões de um estudo da Universidade de Cambridge, publicado no periódico Jama, da Associação Médica Americana, nesta semana.
 
O risco é cada vez maior se os três problemas surgirem juntos até os 40 anos de idade. Em casos como este, a expectativa de vida tem redução de até 23 anos, apontam os cientistas.
 
No entanto, estima-se que a maioria dessas doenças pode ser prevenida pela prática regular de exercícios físicos e por uma dieta saudável que evite o sobrepeso, além de evitar fumar e beber demais.
 
Segundo os cientistas, que analisaram 1,2 milhão de pessoas e 135 mil mortes ligadas a essas doenças, e calcularam as possibilidades, homens com até 40 anos que tinham diabetes e que já tinham sofrido um ataque cardíaco e um derrame poderiam esperar para ter a sua vida abreviada em 23 anos, enquanto mulheres na mesma situação teriam uma redução de 20 anos.
 
“Nós mostramos que ter uma combinação de diabetes e doença cardíaca está associada com uma esperança de vida substancialmente mais baixa”, disse Emanuele Di Angelantonio, da Universidade de Cambridge, principal autora do estudo. A pesquisadora descobriu, por sua vez, que a perda de vida útil tendia a ser maior quanto mais jovem fosse o doente.
 
“Um indivíduo nos seus 60 anos, que apresenta as mesmas condições de saúde [as três doenças apontadas] tem uma redução média da expectativa de 15 anos de vida”, afirma Di Angelantonio. A redução é um pouco menor se o idoso apresentar dois dos problemas: 12 anos.
 
Já entre as mulheres com até 60 anos de idade, as estimativas correspondentes foram de 13 anos de expectativa de vida reduzida nas que apresentavam dois dos problemas de saúde apontados e 16 anos nas que tinham sofrido de diabetes, derrame e um ataque cardíaco.
 
UOL

Pesquisadores testam vírus e esperam poder reverter formas de surdez genética

Nova terapia pode tratar de surdez na infância
Nova terapia pode tratar de surdez na infância
Cientistas dos Estados Unidos e da Suíça afirmam que conseguiram reverter alguns tipos de surdez em cobaias com o uso de um vírus
 
Problemas no DNA são responsáveis por cerca de metade dos casos de perda de audição na infância.
 
O estudo com camundongos foi publicado na revista especializada Science Translational Medicine e mostrou que um vírus pode corrigir o problema genético e restaurar parte da audição.
 
Segundo os especialistas, os resultados poderão levar à disponibilização de um tratamento dentro de dez anos. A pesquisa se concentrou em analisar os pelos minúsculos dentro do ouvido, que convertem os sons em sinais elétricos que podem ser interpretados pelo cérebro.
 
Mas mutações no DNA podem fazer com que estes pelos não consigam criar o sinal elétrico, o que leva à surdez. A equipe de pesquisadores desenvolveu um vírus geneticamente modificado que pode infectar as células dos pelos do ouvido e corrigir este erro.
 
Injeções
A nova terapia foi testada em camundongos que sofriam de "surdez profunda", que não escutariam nada nem mesmo estando em meio a um barulhento show de rock, com níveis de som chegando aos 115 decibéis.
 
Injeções do vírus modificado nos ouvidos levaram a uma "melhora considerável" na audição, apesar de não ter restaurado aos níveis normais. Depois do tratamento, os animais conseguiam ouvir o equivalente de ruído dentro de um carro em movimento, ou cerca de 85 decibéis.
 
Eles também apresentaram alteração no comportamento em resposta a sons durante o período de 60 dias do estudo.
 
"Estamos muito animados, mas também estamos com um otimismo cauteloso, pois não queremos dar esperanças falsas. Seria prematuro dizer que encontramos uma cura", disse à BBC Jeffrey Holt, um dos pesquisadores participantes do estudo e que trabalha no Hospital Infantil de Boston, nos Estados Unidos.
 
"Mas em um futuro não tão distante poderia se transformar em um tratamento para a surdez genética. Então, esta é uma descoberta importante", acrescentou. A equipe afirmou que a pesquisa ainda não está pronta para o início de testes clínicos em humanos.
 
Eles querem provar que o efeito é duradouro. Por enquanto, sabem que a terapia funciona por alguns meses, mas o objetivo é que o tratamento funcione para a vida toda do paciente.
 
Genes diferentes
O estudo conseguiu corrigir uma mutação em um gene chamado TMC 1, que é o responsável por cerca de 6% dos casos de surdez hereditários. No entanto, existem mais de cem genes separados que já foram ligados à surdez.
 
"Posso prever pacientes com surdez tendo seus genomas sequenciados e um medicamento personalizado e preciso injetado em seus ouvidos para restaurar a audição", disse Holt.
 
O tratamento visa apenas ajudar as pessoas com surdez causada por problemas nos genes e não os adultos que sofrem de surdez decorrente de ouvir música alta. Para Tobias Moser, do Centro Médico da Universidade de Gottingen, na Alemanha, os resultados da pesquisa são "promissores".
 
Moser afirma que o estudo dá "esperança de que a restauração da audição será disponível para algumas formas de surdez na próxima década".
 
"Acho que esta pesquisa representa um avanço muito animador em nossa compreensão do que pode ser alcançado usando a abordagem de transferência de genes no ouvido interno para reduzir o impacto de mutações danosas", afimou Karen Steel, cientista britânica do King's College de Londres.
 
"No momento, a função (audição) é resgatada apenas em parte, mas é um começo e provavelmente a metodologia poderia ser desenvolvida para melhorar o resultado", acrescentou.
 
BBC Brasil / iG

O médico que mentiu e levou à quimioterapia centenas que não tinham câncer

Quimioterapia pode salvar vidas, mas pode gerar danos graves se aplicada a pessoas saudáveis
Quimioterapia pode salvar vidas, mas pode gerar danos graves
 se aplicada a pessoas saudáveis
Pacientes tiveram sequelas depois de serem submetidos a tratamento desnecessário
 
Nesta semana, dezenas de pessoas compareceram a um tribunal em Detroit, nos Estados Unidos, para testemunhar contra o médico Farid Fata, chamado por alguns de "Doutor Morte".
 
Elas chegaram ao local fragilizadas, apoiadas por bengalas, alguns com suas articulações enfaixadas e quase todas exaustas pelo desgaste físico e psicológico causado por anos de quimioterapia. Ali, revelaram um fato aterrorizante: seu oncologista havia mentido para elas, que nunca haviam tido câncer.
 
Ao menos 553 pessoas se submeteram a este duplo sofrimento (dos efeitos colaterais do tratamento e o fato de acharem que tinham uma das doenças mais fatais do mundo) sem padecer deste mal, segundo a queixa criminal aberta pela polícia federal americana, o FBI, contra Fata.
 
Durante os testemunhos das vítimas, realizados nesta semana, Fata ficou sentado a três metros delas. Imóvel, escutava enquanto elas contavam sobre o que passaram.
 
'Você é um monstro'
"Mesmo que não esteja morta, sou uma sombra do que era", disse Maggie Dorsey, uma das pacientes.
 
"Há dias em que não consigo nem ficar de pé". Monica Flagg disse à emissora CBS estar furiosa: "Não posso crer que um médico tenha traído tanta gente desta forma".
 
O FBI afirma que Fata não apenas diagnosticou e tratou casos falsos de câncer como também prescrevia tratamentos caros e agressivos a pacientes que estavam em fase terminal e não teriam chances de sobreviver.
 
"Eu te odeio, Farid Fata", disse Laura Stedfeld ao médico em tom de voz elevado. "Você é repugnante. Você é um monstro. Evidentemente, é um covarde já que não consegue nem me olhar. Você me envenenou, me torturou e matou meu pai."
 
Alguns especialistas que testemunharam diante do juiz Paul D. Borman, na cidade de Detroit, disseram que o médico administrou uma substância chamada rituximab. Ela deve ser aplicada no máximo oito vezes em linfomas agressivos, mas Fata chegou a aplicá-la 94 vezes em um paciente.
 
As motivações do médico eram claramente econômicas, segundo a denúncia da acusação. Entre 2007 e 2013, Fata apresentou faturas num total de US$ 225 milhões (R$ 725 milhões) ao Medicare, o sistema de seguro de saúde estatal dos Estados Unidos.
 
Esta fraude era feita por meio da sociedade Michigan Hematology Oncology, que dispunha de sete clínicas no Estado de Michigan.
 
Danos a pessoas saudáveis
A quimioterapia é um tratamento que permite destruir as células cancerosas que provocam metástase ou que tenham se espalhado pelo corpo. É administrada em ciclos que variam entre dias e meses. Mas, como se trata de uma medicação agressiva, ela não afeta apenas as células doentes, mas também aquelas saudáveis. Por isso, pode causar problemas de saúde e deixar doentes pessoas que não tenham câncer, como foi o caso das vítimas de Fata.
 
Estes efeitos colaterais afetam de forma distinta a cada pessoa, de acordo com sua sensibilidade e estado de saúde. Segundo a Sociedade Americana Contra o Câncer, as células sãs com probabilidades de serem prejudicadas pela quimioterapia são aquelas que produzem sangue na medula óssea, assim como as da boca, do trato digestivo, do sistema reprodutor e capilares.
 
Alguns medicamentos quimioterápicos podem gerar danos a células do coração, rins, bexiga, pulmões e sistema nervoso. Outros tipos de quimioterapia causam efeitos colaterais a longo prazo, como infecções no coração ou danos aos nervos, assim como problemas de fertilidade.
 
A organização americana esclarece que a maioria dos efeitos desaparece lentamente após o fim do tratamento, mas adverte que "em certos, casos eles podem durar por toda a vida".
 
No julgamento, Fata declarou-se culpado de 16 acusações, entre elas conspiração, fraude e lavagem de dinheiro - e agora está sendo forçado a ouvir os testemunhos das pessoas cujas vidas arruinou antes de o juiz decretar sua sentença.
 
A promotoria demanda uma pena de prisão de 175 anos para o médico, enquanto seus advogados pedem que este tempo seja reduzido para 25 anos.
 
BBC Brasil / iG

Hormônio da pílula anticoncepcional diminui chance de câncer de mama, dizem cientistas

Progesterona pode ajudar no tratamento da doença, segundo pesquisa
 
Pacientes que sofrem com câncer de mama podem se beneficiar de hormônio que está na fórmula da pílula anticoncepcional, a progesterona. De acordo com estudo publicado na revista Nature, o hormônio pode conter o crescimento de tumores. As informações são do site DailyMail.
 
Há muito tempo, os pesquisadores estudam os efeitos da progesterona nos tumores, já que parte das pacientes, cujos tumores continham receptores do hormônio, tiveram melhores resultados no combate à doença.
 
O estudo mostrou como o receptor da progesterona “conversa” com outros receptores sensíveis ao estrogênio, que “abastecem” o câncer de mama. Isso funciona como um freio na habilidade do estrogênio de estimular o crescimento de tumores, explica Jason Carroll, pesquisador do Instituto de Pesquisas do Câncer da Universidade de Cambridge, na Inglaterra.
 
— Estamos usando a tecnologia para ver o efeito de “corte” que o efeito da progesterona tem no organismo. A pesquisa mostra que é possível adicionar o hormônio aos medicamentos contra o câncer de mama.
 
Emma Smith, executiva do Instituto de Pesquisa de Câncer no Reino Unido, afirma que o resultado precisa de comprovação, mas que pode ser uma ótima alternativa para o tratamento do câncer de mama.
 
— Essa descoberta pode ser muito barata para o desenvolvimento de medicamentos contra o câncer. O hormônio é extremamente acessível a todas as mulheres.
 
R7