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terça-feira, 14 de julho de 2015

Especialistas alertam sobre o uso inadequado de antibióticos

especialistas antibiotico 13077Cuidar do sistema imunológico antes de a doença aparecer é a melhor solução

Nos hospitais, a Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) deve receber todos os pedidos de antibióticos, para que haja controle e discussão sobre uso e preços do medicamento. “E pensar em cada paciente. Tem de ver se o fígado e o rim estão aptos, se aquele tipo de medicamento tem facilidade de se inserir onde há a infecção”, lembra o médico intensivista Weiber Xavier.

São necessários também cuidados com antibióticos profiláticos, antes de cirurgias.

Para a farmacêutica Lara Soares, cuidar do sistema imunológico antes de a doença aparecer é a melhor solução. Consciente sobre prescrições médicas desnecessárias e uso indiscriminado, ela se diz crítica e resistente ao uso deste tipo de medicação. “Costumo cuidar da minha saúde e da minha família de maneira mais holística, buscando alternativas mais saudáveis e naturais. Sim, tomo antibióticos, quando são necessários”, considera.

O Povo / Guia da Pharmacia

Anvisa aprova registro de medicamento radiofármaco novo pronto para uso

A Anvisa concedeu o registro para o medicamento Xofigo® [cloreto de rádio (223 Ra)], classificado como um radiofármaco novo pronto para o uso, de acordo com a RDC 64/2009
 
A publicação desse registro representa mais um passo no compromisso da Agência para adequação dos radiofármacos às normativas sanitárias vigentes.
 
Xofigo® é um medicamento terapêutico emissor de partículas alfa com efeito antitumoral direcionado à metástase óssea. As partículas alfa são um tipo de radiação ionizante para terapia com Radiofármacos.
 
A parte ativa do produto é o isótopo de rádio-223, que mimetiza o cálcio e se direciona seletivamente aos ossos, especificamente às áreas de metástase óssea. A alta energia linear transferida dos emissores alfa provoca quebras da fita dupla de DNA em células adjacentes, resultando no seu efeito antitumoral.
 
O medicamento Xofigo®possui indicação terapêutica para o tratamento de pacientes com câncer de próstata resistente à castração (CPRC) com metástases ósseas sintomáticas e sem metástases viscerais conhecidas.
 
ANVISA

Milhões têm doença celíaca, mas o diagnóstico é difícil

Muitas pessoas passam mal sem saber que precisam retirar o glúten da dieta
 
Cerca de dois milhões de brasileiros têm a doença celíaca, causada por intolerância ao glúten, mas muitos não sabem. Esta situação acontece porque o diagnóstico do problema é difícil: pode ser confundido com doenças do intestino ou relacionadas à carência de nutrientes. Os sintomas mais frequentes são diarreia, excesso de gases e desconforto abdominal, além de fadiga e dor de cabeça. Nas mulheres, pode haver irregularidades menstruais.
 
“Muitas vezes, os sintomas não são específicos e as queixas digestivas não são muito exuberantes”, avalia o gastroenterologista Luiz João Abrahão Jr. A enfermidade é autoimune, ou seja, causada pelas próprias células de defesa do organismo, que agridem outras e provocam inflamação. O glúten — proteína presente no trigo, no centeio e na cevada, entre outros alimentos — é responsável por este processo. Também existe uma pré-disposição genética.
 
A nutricionista Noádia Lobão explica que o glúten atrapalha a capacidade do intestino em absorver nutrientes, o que acaba gerando outras deficiências.
 
A doença celíaca costuma surgir na infância, mas também pode aparecer na idade adulta. O diagnóstico é feito através de um exame de sangue. “O tratamento principal é a extinção total do glúten”, explica Noádia. Alguns dos alimentos que geralmente contêm glúten são pão, bolo, biscoito e macarrão.
 
Mas os pacientes não devem fazer a dieta por conta própria, sem orientação profissional. “O maior desafio em fazer o diagnóstico ocorre quando os próprios pacientes, na suspeita da doença, retiram o glúten da dieta”, critica o médico. Essa decisão pode atrapalhar o resultado dos exames e, por isso só deve ser tomada com a orientação de especialista.
 
Segundo Noádia, o grande problema enfrentado pelos portadores da doença celíaca são os resíduos do glúten que podem passar de um alimento para outros, por meio de instrumentos de cozinha, por exemplo. É a chamada ‘contaminação cruzada’. “O ideal é fazer as refeições em casa”, recomenda.
 
A nutricionista ressalta que pessoas sem a doença não devem eliminar o glúten só para emagrecer. Ela também diferencia a doença celíaca da sensibilidade ao glúten. Nesta, que afeta 14 milhões de brasileiros, os efeitos são mais brandos.
 
Sofrimento antes do alívio
Para a assistente administrativa Simone Prates, os sinais apareceram na infância, mas cresceram na fase adulta. “Eu tive os sintomas clássicos. Diarreia, aftas, imunidade baixa, transtorno de menstruação. Mas ninguém prestou atenção nisso”, relata. A situação piorou quando ela teve uma diarreia mais forte que o normal, que durou três meses. Simone procurou ajuda, mas recebeu série de diagnósticos errados.
 
“Falaram em Aids, dengue, estresse... Por fim, me internaram achando que era câncer de pâncreas”, conta. Logo antes de começar o tratamento, no entanto, novos exames indicaram a doença celíaca. A adaptação à nova dieta passou por várias fases. “No começo foi fácil porque eu queria melhorar logo. Mas depois vem a fase da rebeldia”. Ela percebeu o perigo, no entanto, e voltou a seguir as orientações. “Agora sou fiel. Estou consciente dos malefícios”, garante.
 
Hoje Simone participa da Associação do Celíacos do Brasil, onde é segunda secretária da seção do Rio. A entidade faz campanhas para conscientizar sobre a enfermidade e a necessidade de disponibilizar produtos e cardápios exclusivos para quem precisar.
 
O Dia

Brasileiro poderá importar canabidiol e outros remédios sem imposto

Canabidiol, usado no controle da epilepsia, é um dos
remédios beneficiados pela isenção
Receita isenta de tributos federais encomendas de medicamentos transportados por empresas de entrega
 
Medicamentos destinados a pessoas físicas poderão ser importados, por meio de encomenda aérea transportada por empresas de entregas, com isenção de tributos federais. A Receita Federal publicou nesta segunda-feira (13), no Diário Oficial da União, alteração da Portaria MF nº 156, de 1999, que trata das condições para a aplicação do Regime de Tributação Simplificada, incidente sobre a importação de bens integrantes de remessa postal ou encomenda aérea internacional.
 
“A medida estende às encomendas aéreas internacionais o mesmo tratamento tributário então outorgado somente às remessas postais. Na prática, a medida permitirá que o medicamento seja entregue no domicílio do importador pela empresa de courier, isenta do recolhimento dos tributos federais”, informa a Receita Federal.
 
A Receita informa ainda que a medida atende “o anseio de inúmeras pessoas e famílias que necessitam de medicamentos encontrados apenas no exterior, de forma urgente ou continuada, a exemplo do canabidiol, usado no tratamento de epilepsia de difícil controle”.
 
“A nova disposição legal permite aos cidadãos brasileiros mais um canal de acesso a estes medicamentos, de forma célere, previsível, desburocratizada e sem custo em relação aos impostos federais, desde que cumpridas as regras da Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária]”, acrescenta a Receita.
 
Agência Brasil

Anvisa aprova vacina sarampo, caxumba, rubéola e varicela (atenuada)

A Anvisa aprovou o registro da vacina sarampo, caxumba, rubéola e varicela (atenuada) em nome da Fundação Oswaldo Cruz (Bio-Manguinhos)
 
A vacina é fruto de uma Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) firmada entre a Fundação e o parceiro privado GlaxoSmithKline Brasil Ltda.
 
A vacina sarampo, caxumba, rubéola e varicela (atenuada) é indicada para a imunização ativa de crianças com idade de 12 meses a 12 anos, contra sarampo, caxumba, rubéola e varicela.
 
A utilização da vacina sarampo, caxumba, rubéola e varicela (atenuada) deve ser baseada nas recomendações oficiais do Ministério da Saúde.
 
ANVISA