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sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Ebserh tem três concursos com inscrições abertas

A Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), estatal vinculada ao Ministério da Educação (MEC), está com inscrições abertas para três concursos públicos. No total, são 711 vagas nas áreas médica, assistencial e administrativa
 
Para o Hospital de Doenças Tropicais da Universidade Federal do Tocantins (HDT-UFT), em Araguaína, são oferecidas 275 vagas, distribuídas nas área médica (63), assistencial (184) e administrativa (28) e as inscrições vão até 23h59 do dia 24 de agosto.
 
O Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Goiás (HC-UFG), em Goiânia, oferece 435 vagas, sendo 156 para a área médica, 194 para a área assistencial e 85 vagas para a área administrativa.
 
Outra oportunidade é para médico, com atuação na sede da Ebserh, em Brasília. Em ambos os casos, as inscrições encerram às 23h59 de 17 de agosto.
 
 
 
 

Plano de Saúde instala máquinas de camisinhas nos Correios

Informação como forma de prevenção. É com essa ideia que a Postal Saúde, Caixa de Assistência e Saúde dos Empregados dos Correios, vai instalar máquinas de distribuição gratuita de preservativos em São Paulo e no Distrito Federal

A ação, em parceria com o Ministério da Saúde, tem o objetivo de mostrar aos funcionários que a forma mais eficaz de prevenir doenças sexualmente transmissíveis (DST) é com o uso da camisinha em todas as relações sexuais. No total são dez máquinas, sendo oito no Distrito Federal e duas em São Paulo. O Ministério da Saúde vai fornecer cerca de 20 mil camisinhas para a distribuição.

Sérgio Francisco da Silva, presidente da Postal Saúde, conta que a iniciativa faz parte uma série de ações de prevenção à saúde. “Temos uma grande preocupação com a saúde do nosso beneficiário. Fazemos várias ações para acompanhamento de doenças crônicas, tabagismo, alcoolismo e de doenças sexualmente transmissíveis. E surgiu a oportunidade de fazer a parceria com o Ministério da Saúde, com a distribuição de preservativos nos lugares de maior concentração de funcionários dos Correios”, conta. As máquinas serão inauguradas no dia 13 de agosto em São Paulo e 25 de agosto em Brasília.

Além da distribuição de preservativos, haverá palestras educativas com o tema “Entre beijos e carícias fica difícil interromper”, ministrado pela sexóloga Maria Helena Quintella Brandão Vilela.

DST
As doenças sexualmente transmissíveis (DST) são consideradas um dos problemas de saúde pública mais comuns em todo o mundo. Em ambos os sexos, tornam o organismo mais vulnerável a outras doenças, inclusive à aids, além de terem relação com a mortalidade materna e infantil. Segundo as estimativas da Organização Mundial de Saúde sobre as infecções de transmissão sexual na população sexualmente ativa, a cada ano, mais de 900 mil pessoas são contaminadas pela sífilis e aproximadamente 700 mil por herpes genital no Brasil.

O Ministério da Saúde estima que atualmente 530 mil pessoas vivam com HIV/Aids no país. Dessas, 135 mil não sabem ou nunca fizeram o teste. O teste rápido é a principal estratégia para o acesso ao diagnóstico. Em um ano, foi registrado aumento de 30% no número de pessoas que iniciaram o tratamento com antirretrovirais. Neste período, o número de novos pacientes passou de 57 mil para 74 mil. Atualmente, cerca de 404 mil pessoas usam estes medicamentos, ofertados gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Serviço:
Inaugurações das máquinas de distribuição gratuita de camisinhas
Dia 13 de agosto – São Paulo
Horário: 15h
Local: Rua Mergenthaler, 598, Vila Leopoldina
Dia 25 de agosto – Brasília
Horário: 15h
Local: Administração Central dos Correios
SBN Quadra 1 Bloco A, Asa Norte
 

UNA-SUS/UFMA lança curso de aperfeiçoamento em Atenção Domiciliar

A Universidade Federal do Maranhão (UNA-SUS/UFMA) lança o curso de Aperfeiçoamento em Atenção Domiciliar nesta quinta-feira (5). As inscrições estão abertas para todas as categorias de profissionais de saúde até 9 de maio de 2016
 
Para se matricular, clique aqui.

Com carga horária de 180 horas, o curso tem como objetivo subsidiar as ações de implantação e gestão dos Serviços de Atenção Domiciliar (SAD).

O aperfeiçoamento é fruto de parceria entre cinco instituições que integram a Rede UNA-SUS (UFC, UFMG, UFSC, UERJ e UFCSPA) e que produziram cursos que integram o Programa Multicêntrico de Qualificação Profissional em Atenção Domiciliar a Distância (PMQPADD).

De acordo com o consultor da UNA-SUS e editor do Programa Multicêntrico, Leonardo Savassi, esses conteúdos serão disponibilizados para o aperfeiçoamento na área de atenção domiciliar, com diferenças na abordagem e atividades. Dessa forma, os módulos do aperfeiçoamento seguem uma lógica sequencial, de modo que o aluno só poderá iniciar um se tiver finalizado o anterior.
 
Ao final de cada módulo serão realizados seminários online com especialistas que irão ministrar palestras sobre o tema estudado. Os webnários permitirão que os alunos tirem suas dúvidas sobre os conteúdos, além de possibilitar a interação real entre os palestrantes e discentes.
 
Os conteúdos promovem a análise do Sistema Único de Saúde (SUS), estruturas organizativas e atribuições no contexto do direito à saúde; o processo de implantação e gerenciamento do SAD integrado à rede de atenção à saúde; análise do impacto da violência na saúde e no ambiente familiar, focando em segmentos populacionais e no cotidiano do profissional da AD dentro das comunidades e áreas de maior risco. Também serão discutidos os limites e possibilidades do cuidador, à luz da legislação relacionada. “Os temas são totalmente multiprofissionais e contemplam as necessidades de aprendizagem de qualquer categoria de trabalhadores atuantes nos serviços de AD, incluindo gestores”, afirma.
 
Savassi explica que o aperfeiçoamento e a Especialização em Atenção Domiciliar, ofertada até 2014, fazem parte da estratégia de capacitação dos profissionais que atuam na área. “Sabemos que existe ampla necessidade de capacitação da força de trabalho para atuar na Atenção Domiciliar, especialmente com a expansão do melhor em casa. O curso é uma resposta à demanda que esses profissionais tinham de capacitação mais ampla”, explica o consultor, que ressalta que o aperfeiçoamento é aberto a todas as categorias de profissionais da saúde. “A oferta contempla a totalidade das ocupações que atuam em AD, incluindo trabalhadoras das Equipe Multiprofissional de Atenção Domiciliar (EMAD) e Equipe Multiprofissional de Apoio (EMAP).
 
Para Savassi, o curso visa cumprir o objetivo de ofertar soluções para as reais necessidades do SUS.
 
Fonte: SE/UNA-SUS, por Claudia Bittencourt
 
Blog da Saúde

Como tratar giárdia com medicamentos caseiros

A giardíase é transmitida pelo contato com fezes
contaminadas de cães e gatos
A giardíase é uma infecção intestinal causada por um protozoário flagelado e parasita denominado giardia lamblia

Esta doença pode ser contraída por meio do consumo de água imprópria, ingestão de alimentos contaminados, contato com fezes contaminadas, com indivíduo que esteja infectado, banhos com água contaminada e por não lavar adequadamente as mãos, legumes, frutas e alimentos em geral antes de comer.

Sintomas e diagnóstico da giárdia
Após a contaminação, os sinais e sintomas de giardíase podem demorar de uma a três semanas para aparecer. Os sintomas podem incluir uma sensação de inchaço abdominal repentino, cólicas, flatulência, diarreia. Outros sintomas, como febre, fadiga, dores de cabeça e perda de peso também pode surgir, mas são mais raros.

Nos casos mais graves em crianças, esta infecção pode causar má absorção de alimentos, desnutrição e atraso de crescimento. O diagnóstico da infecção pode se feito por exames, análises de sangue e amostra das fezes.

Remédios caseiros para giárdia
O tratamento convencional para giardíase é feito com medicamentos prescritos pelo médico, como o metronidazol e tinidazol. No entanto, esses remédios não funcionam em todos os organismos e ainda podem causar efeitos colaterais bastante desagradáveis. Existem alguns remédios caseiros que podem ajudar a eliminar o parasita, mas lembre-se de consultar o seu médico antes de iniciar qualquer tratamento, ainda que natural.

Chá de alho e leite
O alho é tradicionalmente utilizado para tratar várias doenças, incluindo infecções respiratórias e hipertensão. Segundo alguns estudos científicos, o alho pode inibir a mobilidade do protozoário e a sua capacidade de se aderir às células humanas.

Uma receita caseira indicada contra a giárdia é o chá de alho e leite: Triture três dentes de alho e mergulhe em um copo de leite. Deixe ferver, coe e tome por um dia, dividindo o líquido em três partes iguais.

Hortelã com mel
Bata no liquidificador o hortelã miúdo com mel. Tome duas vezes ao dia: de manhã, e jejum, e à noite antes de dormir.

Limão com alho
Misture o suco de um limão com um dente de alho triturado e tome três colheres de sopa. Após isso, coma algumas sementes de abóbora. Este tratamento deve ser feito por vários dias seguidos.

Chá de arruda, alho roxo e hortelã
Prepare um chá de arruda, alho roxo e hortelã. Adoce com mel e tome pela manhã, em jejum.

Remédio Caseiro

Mãe cria abaixo-assinado para liberar doulas nos hospitais públicos

Reprodução / Reprodução: Morgana Eneile, ainda adolesecente,
no momento do nascimento do primeiro filho: ele nasceu após
cesárea e a mãe só voltou a pegá-lo no colo após 20 horas do parto
Carioca contou com a ajuda de uma doula no segundo parto e teve experiência completamente diferente de quando deu à luz Dave
 
Rio-  A gestora cultural Morgana Eneile, de 35 anos, mãe de Dave, de 17 anos, e de Teodoro, de 2,7 anos, teve dois partos completamente diferentes. Com o primogênito, precisou recorrer a uma cesárea de urgência por causa de complicações. O pai não conseguiu chegar a tempo. A adolescente, com 17 anos, passou por todo o processo sozinha e só pegou o filho novamente no colo após 20 horas do nascimento. Quando foi a vez de Teodoro, queria uma experiência diferente. Optou por ter a ajuda de uma doula antes, durante e depois do parto. Maravilhada com a nova história, iniciou uma luta pela ajuda psicológica das doulas nos hospitais públicos.
 
— No meu segundo parto, além do pai na sala de parto, minha doula estava presente. Em determinado momento, eu só precisava olhar para ela para entender que tudo estava correndo bem — contou Morgana, que procurou este auxílio extra após a 28.ª semana de gravidez, quando trocou de médico. — Percebi que ele estava me encaminhando, tentando me convencer, a partir para uma cesárea. Mudei tudo.
 
Como as doulas, que dão apoio físico e emocional para as gestantes, não podem atuar durante o parto, sobretudo na rede pública de saúde, Morgana criou um abaixo-assinado para, segundo ela, pressionar as autoridades municipais do Rio a autorizar a ajuda das doulas na hora H. O objetivo é chegar a 5 mil assinaturas e já alcançou 3,38 mil.
 
— Eu tive meus dois filhos em hospitais particulares. Como no primeiro parto eu era muito nova, não sabia nada e não fui orientada. Mas, na segunda vez, sabia o que queria. E pude contratar uma doula.
 
A questão é que nos hospitais públicos não há como ter um acompanhante e a doula aos mesmo tempo. O ideal seria ter a doula sem anular o direito ao acompanhante já garantido por lei. — explica Morgana, que se refere a lei de 1990 que garante que a gestante tenha a companhia de uma pessoa durante o nascimento do bebê.
 
Geralmente é o pai ou uma pessoa da família. A entrada da doula, cujo trabalho não é regulamentado, depende exclusivamente de o hospital autorizar mais um acompanhante.
 
— O pai está parindo junto com a mãe. Também tem medo, receios. Está abalado emocionalmente assim como a mãe. A doula, não. O problema a meu ver é que a mulher que está com uma doula tem mais orientação, pergunta mais, interfere no processo. Passa a ser uma pessoa ativa e não passiva. E isso não interessa aos hospitais públicos que tratam as mulheres de forma universal, igual para todas. Mas, nós queremos um tratamento mais pessoal porque cada uma é diferente da outra.
 
Segundo Morgana, esta é uma demanda bem concreta e possível, pois não exige que a profissional seja paga pelo SUS (existem doulas voluntárias, inclusive) e também porque já há outras cidades que autorizam, como Sorocaba e Blumenau, sua presença na hora do parto. No Rio, a maternidade Maria Amélia já permite e é, justamente, a unidade com os melhores indicadores de parto normal e saúde da mulher.
 
As doulas, ou assistentes de parto, tem papel de amparar a mãe para que ela se sinta o mais confortável possível. O ideal é que a mulher a procure ainda no primeiro trimestre da gravidez, quando fecha um pacote para ter sessões antes do parto. Até para criar uma empatia, uma história entre ela e a mãe.
 
Nessas aulas, as mães aprendem sobre o que acontece com o corpo durante a gestação, sobre os tipos de parto que existem e sobre as decisões que podem tomar — as doulas advogam em prol do parto natural. Na aula pós-parto, vem a lição sobre amamentação e primeiros cuidados com o bebê.
 
— Doula que é doula é profissional. Sabe o seu lugar e não interfere no processo médico. Aliás, sua função é outra. Não é com a equipe médica. É com a mulher. Então, essa questão de que ela pode atrapalhar, não é real.
 
O Globo