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sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Música clássica tem poder de evitar convulsões em epiléticos

Estudo científico descobre que ondas cerebrais entram em sintonia com os sons
 
A música clássica, já utilizada em alguns tratamento médicos, pode ajudar também na luta contra a epilepsia. Os cérebros de portadores da doença reagem de forma diferente aos sons eruditos, e médicos querem usar esta característica para desenvolver novos procedimentos que acabem com as convulsões.
 
A descoberta foi apresentada na 123ª Convenção Anual da Associação Psicológica Americana, no Canadá. O experimento envolveu a análise do lobo temporal de pacientes: cerca de 80% dos casos de epilepsia são causados por alteração nessa região, a mesma em que a música é reconhecida pelo corpo.
 
Os responsáveis estudaram o cérebro de 21 pessoas (epiléticas ou não) enquanto ouviam duas músicas, intercaladas com três intervalos de dez minutos de silêncio.
 
O nível das ondas cerebrais aumentou para todas as pessoas enquanto ouviam as sinfonias. Em quem tinha epilepsia, no entanto, a atividade cerebral ficou sincronizada com as obras musicais. “O cérebro pode se sincronizar com a música e não provocar convulsão. Nossos pacientes não têm convulsões quando escutam a música”, explicou Christine Charyton, professora da Universidade de Ohio e uma das autoras do estudo, ao ‘Correio Braziliense’.
 
Os responsáveis ressaltaram, contudo, que não só ainda é preciso aprofundar os estudos para pensar em novos procedimentos, como também a música clássica não será um tratamento por si só.
 
“Acredito que entender melhor como o cérebro reage à música fará com que, futuramente, possamos pensar nela como uma possibilidade de intervenção, não sozinha, mas incorporada a técnicas já utilizadas”, acrescentou Charyton.
 
Além disso, como o estresse é uma das causas das crises de epilepsia, o efeito relaxante da música pode ser importante parar evitá-las.
 
Bálsamo contra estresse e hipertensão
Entre outras aplicações, a música clássica é indicada para o tratamento de estresse, hipertensão e doenças cardiovasculares. Isso acontece porque o ritmo pode regular os batimentos cardíacos, a pressão sanguínea e a respiração, agitando ou relaxando o nosso corpo.
 
Isso não significa, no entanto, que estes benefícios podem ser alcançadas apenas escutando canções em casa: é preciso o acompanhamento de um profissional.
 
O Dia

Anvisa suspende lotes de medicamentos fitoterápicos

A Anvisa suspendeu a distribuição, a divulgação, a comercialização e o uso de todos os lotes dos medicamentos fitoterápicos relacionados na tabela abaixo

Os produtos foram fabricados a partir de 24 de junho de 2011 pela empresa Laboratório Belém Jardim Indústria e Comércio Ltda.
 
A medida foi tomada após dados do Relatório de Inspeção Sanitária da Diretoria de Vigilância em Medicamentos e Congêneres de Minas Gerais revelar a existência de riscos para a saúde da população no uso dos produtos. Isso porque os medicamentos eram fabricados sem seguir as Boas Práticas de Fabricação.

A Anvisa determinou que a empresa promova o recolhimento do estoque existente no mercado.
A medida está na Resolução 2.269/2015 publicada nesta quinta-feira (13/8) no Diário Oficial da União (DOU).

Nome ComercialComposição
DISSOLPhyllanthus Niruri + "Associações"
FIGABOMPeumus Boldus + "Associação"
R E U M AT E LBowdichia Spp + "Associações"
JOÃO DA COSTAEchites Peltata + "Associações"
D E P U R ATO N EEchinodorus Macrophyllus + "Associações
APIFLORAEucaliptus Globulus + "Associações"
AGONIADAPlumeria Lancifolia
CABIFLEXCynara Scolymus, Casearia Sylvestris, Baccharis Genistelloides E Peumus Boldus
CALMIChamomilla Recutita, Cymbopogon Citratus, Citrus Sinensis E Passiflora Alata
CASTANHA DA ÍNDIAAesculus Hippocastanum E Polygonum Acre
J A PA D IBauhinia Forficata + "Associações"
PIOLÊNDIASimaruba Amara
S E X O TO N ETrichilia Catigua, Tynanthus Fasciculatus, Paullinia Cupana, Ptychopetalum Olacoides
V E RTO NChenopodium ambrosioides, Mentha piperita e Rheum palmatum
VINHO DE JATOBEBAPeumus boldus + "Associações"

ANVISA

Anvisa suspende a comercialização do Slim Patch

A Anvisa determinou a suspensão da distribuição, comercialização e uso do Slim Patch, fabricado pela empresa Stekplast Indústria e Comércio de Plásticos Ltda. O produto não tem registro na Agência
 
O Slim Patch, que era comercializado no endereço eletrônico www.stekimparts.com.br, também teve sua publicidade suspensa pela Agência.
 
A proibição abrange a divulgação de qualquer alegação terapêutica do produto.
 
A medida está na Resolução 2.268/2015 publicada nesta quinta-feira (13/8) no Diário Oficial da União (DOU).
 
ANVISA

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

MPF investiga lista de pacientes que pagaram por serviço público na Unifesp

O ex-diretor da Escola Paulista de Medicina (EPM), Antônio Carlos Lopes, encaminhou nesta segunda-feira (10) para o Ministério Público Federal (MPF) uma lista com os nomes de centenas de pacientes do setor de reprodução humana da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) que pagaram por suas cirurgias, embora os procedimentos fossem cobertos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), ou seja, poderiam ter sido feitos de graça
 
O jornal O Estado de S.Paulo teve acesso ao documento, que mostra o nome do paciente, a cirurgia pela qual ele passou e se foi pago pelo SUS ou particular. Há casos, por exemplo, em que o procedimento de biopsia testicular foi feito em vários pacientes pelos SUS e também por internação particular pelo mesmo médico.
 
Há outros exemplos também em relação a vasectomia, transferência de embriões, reversão de vasectomia e biópsia de ovário. O MPF investiga se os pacientes sabiam ou não que podiam ser atendidos gratuitamente e se houve duplo pagamento. Além disso, quer saber se médicos responsáveis pelo setor de reprodução humana estariam usando a estrutura do SUS para atendimentos particulares no Hospital São Paulo, que é o hospital universitário da Unifesp. A denúncia foi feita em abril, por Lopes.
 
O MPF informou que a investigação tramita na área cível, mas não se pronunciará para não prejudicar as apurações. Está em poder da procuradoria uma lista com 1.200 pacientes, dos quais 1,8% foram atendidos inicialmente pelo SUS, mas acabaram pagando pelos procedimentos cirúrgicos no final.
 
Um dos médicos citados na denúncia de Lopes, Agnaldo Cedenho - que é responsável pelo setor de reprodução humana da Unifesp - disse, na sexta-feira, que não há irregularidades. Ele admitiu que os pacientes passavam pelo SUS e acabavam atendidos como particulares, porque os procedimentos não seriam cobertos pelo SUS. "Foi feito o que chamamos de pacote econômico para o paciente. Ele paga os custos da internação e o material de consumo dele, e mais nada. Não há honorários médicos nem pagamento da equipe médica", afirmou Cedenho na ocasião. Ele adiantou também que os fatos estão sendo esclarecidos na sindicância aberta pela Unifesp.
 
Silêncio
Procurado pela reportagem ontem para falar sobre a nova lista de pacientes encaminhada ao MPF, Cedenho preferiu não se pronunciar. Sua advogada, Maria Elisabeth Queijo, informou que a defesa vai tomar conhecimento do conteúdo que há nos autos para se pronunciar posteriormente.
 
Em janeiro, o médico Valdemir Ortiz encaminhou um documento com o mesmo teor das denúncias de Lopes para a reitoria da Unifesp. Afirmou que as cirurgias da reprodução humana eram feitas no centro cirúrgico da enfermaria da Disciplina de Urologia, que é de uso exclusivo de pacientes do SUS. "São fatos graves que comprometem a instituição", disse.
 
Por meio de nota, a Unifesp informou que não vai comentar o caso. A instituição informou que, após ser informada sobre o caso, a reitoria seguiu o procedimento normal, encaminhando o assunto à Comissão Processante Permanente. Foi instaurado um Processo Administrativo Disciplinar para apurar a veracidade ou não dos fatos apontados na denúncia. "O processo está em fase de análise pela Procuradoria Federal da Unifesp." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
 
UOL

HIV em mulheres: sintomas variam conforme estágio da doença

Veja os primeiros sinais da infecção no sexo feminino e quando desconfiar
 
O número de pessoas vivendo com HIV/Aids aumentou de 30 milhões para 35,3 milhões entre 2001 e 2012, segundo a Unaids - agência da ONU para assuntos relacionados à doença. O número de infecções ainda é maior em homens do que em mulheres, mas esses valores estão cada vez mais próximos. De acordo com o infectologista Celso Granato, do Fleury Medicina e Saúde, mulheres têm mais risco de contrair HIV do que os homens de maneira geral. "A mulher tem o dobro de chance de se contaminar em relação ao homem por via sexual", diz. Dessa forma, o sexo seguro deve ser levado muito a sério e qualquer comportamento de risco deve ser acompanhado de perto. Além de fazer os exames de triagem pelo menos uma vez por ano, é necessário ficar atento a qualquer sintoma que apareça após uma possível exposição ao vírus.
 
Confira os estágios da infecção por HIV e as particularidades que afetam mulheres:     
 
Infecção aguda
Após a transmissão do vírus, há um período de aproximadamente 10 dias, denominado de fase eclipseG, antes que o vírus seja detectável. Durante esse tempo, o vírus é disseminado inicialmente para os linfonodos - localizados próximos ao pescoço - em número suficiente para estabelecer e manter a produção de vírus nestes tecidos. O HIV se replicando consegue então circular livremente pela corrente sanguínea, causando um pico de infecção viral por volta de três a seis semanas após a exposição. 
 
Essa fase, chamada de infecção aguda, pode gerar uma resposta do sistema imunológico para combater a infecção, mas ela já é tardia. "Febre, mal-estar, indisposição, dor de cabeça e dor nas juntas são algumas das sensações mais comuns nesse período", diz o infectologista Stefan Ujvari, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz. Esses sintomas ocorrem porque o organismo da mulher tenta combatê-lo como uma infecção viral qualquer. "Esse quadro não se complica e é autolimitado, ou seja, melhora sozinho", lembra o especialista. Quando os sintomas iniciais desaparecem, a mulher pode passar anos sem dar qualquer sinal da doença. 
 
Período assintomático
Essa fase é marcada pela forte interação das células de defesa com as constantes e rápidas mutações do vírus. "No entanto, isso não gera sintomas, uma vez que o organismo não fica debilitado o suficiente para ser infectado com novas doenças", explica o infectologista Celso. Esse período, que pode durar muitos anos, é chamado de assintomático. 
 
Sintomática inicial
Com o frequente ataque, as células de defesa tem seu funcionamento prejudicado e começam a ser destruídas. "Isso deixa o corpo cada vez mais vulnerável a doenças comuns, como gripe ou infecções", diz o infectologista Stefan. Essa fase, chamada de sintomática inicial, é marcada pela redução da quantidade de linfócitos T CD4 no sangue. Essas são as células de defesa do organismo ativadas para combater qualquer infecção, seja por vírus ou bactérias. Os linfócitos T do subtipo CD4 são alvo preferencial do vírus HIV, que as invade para se reproduzir dentro delas e acabam por matá-las. 
 
Os linfócitos T CD4 podem ficar abaixo de 200 unidades por mm³ de sangue em pacientes HIV, enquanto os valores de referência variam entre 800 a 1.200 unidades. "Quanto mais tempo a mulher passa sem o diagnóstico, maiores as chances de desenvolver sintomas", explica o infectologista Celso Granato, do Fleury Medicina e Saúde. Segundo o infectologista Stefan, os sintomas de infecção por HIV se manifestam geralmente dois a dez anos após a transmissão. "Quando a mulher desenvolve os sintomas é sinal de que o vírus se replicou durante todo esse tempo e os linfócitos T CD4 começaram a diminuir", afirma. Nesse período, os sintomas da doença podem ser emagrecimento, fraqueza, anemia, manchas na pele, diarreia, erupções e feridas na pele.          
 
É geralmente nessa fase que o diagnóstico da doença é feito, já que a mulher começa a buscar a causa dos sintomas. O tratamento com antirretrovirais é iniciado, inibindo a multiplicação do HIV e aumentando o número de linfócitos, restaurando a imunidade. 
 
Casos avançados
Se a doença não for tratada, o sistema imunológico fica tão comprometido que leva ao aparecimento das chamadas doenças oportunistas. O infectologista Stefan Ujvari afirma que o organismo saudável consegue combater essas infecções sem problemas, mas no paciente HIV elas se tornam doenças recorrentes e mais graves. 
 
Esse estágio avançado da infecção que é conhecido como Aids. "Doenças como hepatites virais, pneumonia, toxoplasmose e tuberculose são comuns nessa fase", alerta Stefan. Nas mulheres, a baixa imunidade e doenças oportunistas podem também interferir no ciclo menstrual, pois o corpo entende que está havendo alguma dificuldade e corta funções menos vitais para se preservar, como a atividade reprodutiva. 
 
O não tratamento da doença nesse estágio tende a piorar ainda mais o quadro, causando complicações graves que podem levar à morte. Dessa forma, é muito importante fazer os exames de triagem e diagnosticar a doença o quanto antes. 
 
HPV em evidência
Particularmente em mulheres, a Aids em estágio avançado aumenta o risco de complicações relacionadas ao HPV. De acordo com o infectologista Stefan, o retrovírus favorece o alastramento do HPV, elevando as chances de tumor relacionado, como câncer de colo do útero ou câncer de garganta. "O risco de a mulher ter uma infecção mais acentuada pelo HPV e consequentemente desenvolver um câncer é aumentado de quatro a 40 vezes."
 
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