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segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Lote do comprimido Metronidazol 250 mg está suspenso

Nesta última sexta-feira (4/9) a Anvisa suspendeu o lote 13L95F do comprimido genérico Metronidazol 250 mg com validade até dezembro de 2015
 
O remédio fabricado por Prati Donaduzzi & Cia Ltda apresentou resultados insatisfatórios nos ensaios de aspecto e descrição da amostra conforme consta no Laudo de Análise Fiscal de amostra única 1487.00/2014, emitido pelo Instituto Adolfo Lutz.
 
Ainda de acordo com o Laudo, o lote citado contém comprimidos com manchas irregulares e pontos de cor preta, com isso, a Anvisa determinou que a empresa promova o recolhimento do estoque existente no mercado.
 
A medida está na Resolução 2.479/2015 publicada nesta sexta-feira (4/9) no Diário Oficial da União (DOU).
 
ANVISA

Anvisa suspende lote do Cloridrato de Metformina 850mg

O lote 13L829 do medicamento genérico Cloridrato de Metformina 850 mg está suspenso. O remédio tem validade até novembro de 2015 e é fabricado por Prati Donaduzzi & Cia Ltda.
 
A Anvisa decidiu suspender o medicamento após resultados insatisfatórios nos ensaios de aspecto e descrição da amostra, conforme consta no Laudo de Análise Fiscal de amostra única 1604.00/2014, emitido pelo Instituto Adolfo Lutz.
 
Segundo o Laudo, os comprimidos do lote citado apresentam manchas irregulares e pontos de cor preta, com isso, a Agência determinou que a empresa deve promover o recolhimento do estoque existente no mercado.
 
A medida está na Resolução 2.480/2015 publicada nesta sexta-feira (4/9) no Diário Oficial da União (DOU).
 
ANVISA

Vigilância Sanitária multa médicos por letra ilegível em receita

Esta é uma das receitas prescritas por um dos médicos multados. Letra ilegível coloca em risco a saúde dos pacientes (Crédito: Reprodução)
Reprodução: Esta é uma das receitas prescritas por um dos médicos multados.
 Letra ilegível coloca em risco a saúde dos pacientes
Órgão multou três profissionais no valor de R$ 2 mil cada, mais advertência. Médicos terão prazo de 15 dias para apresentar defesa por escrito
 
A Vigilância Sanitária de Londrina multou nesta semana três médicos que atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) por redigirem receitas com letras ilegíveis. Segundo o coordenador da Vigilância, Rogério Lampe, a multa para cada profissional é de R$ 2 mil e os médicos têm o prazo de 15 dias para apresentar defesa por escrito, a partir da segunda-feira. Os profissionais também receberam uma advertência do órgão.
 
De acordo com Lampe, nos primeiros quatro meses de 2009 a Vigilância recebeu aproximadamente 30 reclamações de pacientes e de farmácias, que não conseguiram entender a letra nas receitas. Dos médicos multados, um foi denunciado pelo próprio serviço municipal de saúde, outro por um paciente e o terceiro por uma farmácia. “Tivemos um aumento significativo das reclamações e de dúvidas na hora da comercialização dos medicamentos, pois nem os farmacêuticos estão entendendo as letras dos médicos e acabam ligando para a Vigilância. No entanto, de todas as reclamações, recebemos apenas três receitas, que serviram de base para autuação”, explicou.
 
O coordenador relata que um dos médicos multados alegou, verbalmente, que a letra ilegível nas receitas se deve ao fato dos pacientes do SUS não saberem ler, por isso não merecem uma letra legível. “É inadmissível que um profissional de medicina fale desta forma, pois ele está colocando em risco a saúde dos pacientes, uma vez que doses erradas podem ser ingeridas”, comentou.
 
De acordo com Lampe, este caso específico será encaminhado para o Conselho Regional de Medicina (CRM), para que o médico possa ser punido. “Ao tomar uma atitude desta, este médico feriu a ética profissional”, disse.
 
Para realizar as autuações, o coordenador da Vigilância disse que foram levadas em consideração duas leis que regulamentam a prescrição de medicamentos por meio de receitas no Brasil: a Lei 5.991, de 1973 (artigo 35, letra a) para medicamentos considerados de linha geral e a Portaria 344 de 1998 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para medicamentos controlados. “Com essa atitude, os médicos estão afrontando a legislação e o usuário. E os casos das autuações têm o agravante de todas as receitas serem de medicamentos controlados, o que aumenta o risco para a saúde do paciente”, afirma.
 
Lampe ressaltou que as fiscalizações serão intensificadas e as pessoas que quiserem denunciar novos casos devem levar a receita até a Vigilância. “Para multarmos precisamos das receitas. Por isso, quem quiser denunciar esta prática deve encaminhar a receita para a Vigilância, que tomaremos as medidas cabíveis”, disse.
 
Segundo o coordenador em caso de reincidência as multas passam para R$ 4 mil, além dos casos serem encaminhados para o Ministério Público (MP), por colocar a saúde pública em risco.
 

sábado, 5 de setembro de 2015

Escove os dentes: você só precisa de 2 minutos e 30 segundos

2:30 é o tempo necessário para escovar os dentes
Contabilizando o fio dental e o bochecho, esse tempo muda para cinco minutos

Das 24 horas do dia, você só precisa reservar 7 minutos e 30 segundos para escovar os dentes. Esse tempo é dividido em três momentos do dia, de 2 minutos e 30 segundos de escovação, geralmente após o café da manhã, almoço e jantar, mas pode ser maior caso você coma lanches intermediários.

Segundo o dentista, André Callegari, especialista da APCD (Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas) e mestre em Prótese Dentária, de todas as escovações, a noturna deve ser a mais eficiente. “Porque ocorre uma diminuição da salivação e a proliferação de bactérias é maior”, explica.

Além do tempo, a boa escovação envolve técnica. Callegari recomenda que a escova seja apoiada suavemente sobre a superfície dos dentes em um ângulo de 45 graus, com a metade das cerdas recobrindo a superfície dental e a outra metade envolvendo a gengiva. “Faça movimentos vibratórios circulares em cada uma das superfícies dos dentes, escovar a face voltada para a bochecha e a face interna dos dentes, e a superfície usada para mastigar com movimentos de vai e vem. Lembrando sempre que a língua também deve ser higienizada. É fundamental seguir uma sequência contínua, dente a dente”, diz.

1:30 para o fio dental
Para quem quer uma higienização completa e mais eficiente, a dentista Luciana Tubelis, coordenadora do Programa de Prevenção da Well Clinic, recomenda escovação e fio, o que deve aumentar o tempo total de higienização para 4 minutos. “Use cerca de 40cm de fio enrolados no dedo indicador. Prenda o fio com o polegar, deixando dois centímetros entre cada mão. Vá fazendo vai e vem entre os dentes até chegar à margem da gengiva, com cuidado para não machucar. Faça um C com o fio de encontro com o dente e faça o movimento como se estivesse engraxando. Em seguida remova o fio”, explica Luciana.

Para a especialista, o ideal é passar o fio antes de escovar os dentes. “Ele remove os resíduos e placa bacteriana que fica entre os dentes e dentro do sulco gengival, locais que a escova não alcança. E com a escovação você terminar de removê-los”. Quer ter certeza que todo o biofilme foi retirado? “Existe um recurso incrível para ajudar nossos pacientes que são as soluções que evidenciam a placa bacteriana ou biofilme dental. Com um bochecho, o líquido colore as áreas que não estão limpas”, diz a dentista.

Segundo André Callegari, existem, ainda, casos que precisam da escova interdental. “Ela é utilizada para remoção da placa bacteriana em regiões entre dentes com aparelho ortodôntico, entre dentes com diastemas (separados), entre próteses fixas, em próteses sobre implantes, ou seja, é indicada quando o fio dental entra muito fácil, sem resistência”.

Não se esqueça da higienização da língua. “É superimportante que a higienização da língua seja feita em todas as escovações com raspador de língua, no final da higienização dos dentes (escovas e fio). Se for indicado um bochecho ele deve ser o último a ser utilizado para finalizar toda a higienização”, afirma Luciana.
 
Contabilizando :
 
- Fio dental – 1:00 a 1:30
 
- Escovação – 2:00 a 2:30
 
  - Bochecho - 1 minuto
 
Terra

Dengue no inverno e larvas apontam para nova epidemia em SP

A ocorrência de casos de dengue no inverno em centenas de municípios paulistas e a presença de larvas do mosquito Aedes aegypti mesmo no período mais frio do ano indicam que o Estado de São Paulo poderá viver uma nova epidemia da doença no próximo verão, com explosão do número de doentes três meses antes do período esperado
 
Dados apresentados na quinta-feira (3) pela Secretaria Estadual da Saúde mostram que mais de 200 das 645 cidades paulistas estão registrando transmissão do vírus durante o inverno. Outro levantamento, que mostra o índice de infestação de larvas do mosquito Aedes aegypti em imóveis de 373 municípios, revelou que sete cidades já estão em situação de risco por causa da presença do vetor e outras 86, em condição de alerta.
 
O quadro de infestação, feito com base em dados de julho deste ano, é similar ao observado no levantamento de outubro do ano passado, o que indica que a proliferação do mosquito está ocorrendo mesmo no período mais frio do ano.
 
"A elevação da infestação está se antecipando. Em um ano normal, a partir de janeiro ou fevereiro é que se inicia a elevação no número de casos. Com a infestação antecipada, temos o risco de o aumento de casos acontecer a partir de outubro, novembro", disse Dalton Pereira da Fonseca Junior, superintendente da área de Controle de Endemias da secretaria.
 
Diante do quadro, a secretaria anunciou na quinta-feira (3) que vai dobrar o número de agentes de combate à dengue, com a contratação temporária de 500 desses profissionais para atuar nos próximos três meses.
 
A pasta também realizou uma reunião com mais de 350 prefeitos de cidades paulistas para apresentar o cenário de transmissão e definir estratégias de combate, como medidas de eliminação dos criadouros e capacitação de profissionais.
 
"(No último verão) todo mundo fez o que podia fazer e claramente não foi suficiente. Temos de fazer mais e melhor. Em razão das mortes, vamos aprimorar muito a capacitação, a formação dos profissionais de saúde, desde a atenção básica até o setor de emergência", afirmou o secretário da Saúde, David Uip. Neste ano, o Estado de São Paulo bateu o recorde do número de mortos pela doença, com 372 óbitos.
 
Tipo 2
Outro alerta feito pela secretaria aos prefeitos está relacionado ao aumento de casos do sorotipo 2 da dengue. Como o tipo predominante no Estado é o 1, a maioria das pessoas não está imune ao tipo 2. "Essa é uma preocupação ainda porque o novo sorotipo pode causar na população que já teve dengue formas mais graves da doença. Ribeirão Preto, que não teve epidemia no verão deste ano, pode ter uma epidemia de dengue tipo 2", ressaltou Marcos Boulos, coordenador de Controle de Doenças da Secretaria da Saúde.
 
O município do interior paulista foi o que registrou o maior número de casos da doença em julho (86), seguido por Jales, Campinas, Presidente Prudente e São Paulo.
 
(As informações são do jornal O Estado de S. Paulo)
 
UOL