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quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Após interdição cautelar Leveber Indústria tem produtos suspensos

 
Após interdição cautelar na empresa Leveber Indústria e Comércio Importação e Exportação Ltda., a Anvisa determinou a suspensão de todas as atividades do estabelecimento
 
A decisão ocorreu porque a empresa não cumpre com as Boas Práticas de Fabricação dos cosméticos e saneantes.
 
Com a decisão a Agência decidiu ainda que a empresa deve promover o recolhimento dos produtos existentes no mercado.
 
A medida está na Resolução 2.614/2015 publicada nesta quarta-feira (16/9) no Diário Oficial da União (DOU).
 
ANVISA

Orégano, benefícios e valor nutricional

Um dos temperos mais comuns da culinária brasileira, o orégano (em inglês oregano ou marjoram e em Portugal orégão) apresenta inúmeros benefícios e propriedades medicinais, muitas pouco estudadas (leia abaixo). Dizem que se pode usar o orégano para candidíase.

Já recebi algumas pessoas na farmácia me perguntando se o orégano faz mal. O orégano faz bem, é o que respondo. É claro que ninguém vai consumir um quilo de orégano, assim ele  e qualquer outra coisa vai fazer mal, obviamente.

Para um melhor aproveitamento das características o orégano na saúde deve ser deixado 'descansando' em óleo de canola ou azeite extra virgem, para que suas propriedades sejam transmitidas ao azeite e melhor absorvidas pelo organismo. Uma das substâncias responsáveis pelas propriedades do orégano é o ácido rosmarínico.

O orégano pode ser utilizado em saladas, pizzas e em molhos de tomate, sempre lembrando de acrescentar azeite no preparo, para melhorar sua absorvição pelo intestino.

Benefícios do orégano (orégano para que serve)
(Origanum vulgare)

- Alto poder antioxidante devido ao ácido fenólico e flavonoides, portanto combate o envelhecimento precoce;

- Antidiabético;

- Antibacteriana e anti-inflamatória (ácido rosmarínico)

- Conservante de alimentos

- Diabetes

Outras propriedades do orégano não totalmente estudadas:
 
-  Indigestão 
 
- Diarreia
 
- Cólicas menstruais (dismenorreia)
 
- Dor de dentes, provavelmente benefícios anti-inflamatórios

Como consumir o orégano para aproveitar as propriedades medicinais?

- use o orégano como tempero 

- faça chá de orégano (não ferva, apenas abafe em água previamente fervida para não perder as propriedades)

- acrescente ao suco de couve

- é bom lembrar que o orégano seco concentra mais princípios ativos, já que sua água saiu com o processo de secagem, por isso é melhor consumi-lo seco. 

Orégano valor nutricional (em 100 g)

 em 100 g orégano Energia
(Kcal)
Ptn
(g)
Lip
(g)
Carb
(g)
Cálcio
(mg)
Ferro
(mg)
Fibra
(g)
Sódio
(mg)
Saturada
(mg
orégano fresco
66 2,22 2 9,7 310 - - 3 -
 orégano seco
306 11 10,3 64,4 1576 44 15 14,7 2,66

Curiosidades sobre o orégano
- A origem do nome orégano é grega e significa 'alegria da montanha'. 


- Em Portugal o orégano é chamado de orégão.


- Orégano em inglês: oregano ou marjoram


- Para candidíase faça um chá com um punhado de orégano e cravo-da-índia. Faça um chá de orégano amornar faça lavagens (esse benefício não é comprovado cientificamente, ainda, mas mal não fará).


Saúde com Ciência

Qualidade e segurança na saúde é tema de livro que será lançado em congresso internacional

“Como capacitar equipes e profissionais para projetos de melhoria” e “A segurança como dimensão da avaliação da qualidade” são dois dos oito capítulos da obra Qualidade e segurança em saúde: os caminhos da melhoria via Acreditação Internacional – relatos, experiências e práticas, de autoria de Heleno Costa Junior e que será lançado durante o III Congresso Internacional de Acreditação
 
 
Formado em enfermagem e mestre em Sistema de Avaliação de Saúde pela Fundação Cesgranrio/UFRJ, Heleno possui vasto conhecimento na área de acreditação. No livro relata suas experiências, principalmente, como coordenador de educação no Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA), onde atua há 17 anos. O objetivo é que seu conhecimento auxilie o leitor a compreender o assunto de forma clara e didática e mostrar que os padrões de qualidade e segurança podem ser implantados com sucesso.
 
“Procuro relatar fatos e experiências para facilitar o entendimento e concretizar a oportunidade de levar aos leitores exemplos de como os padrões internacionais de acreditação, que são desenvolvidos e aplicados no Brasil e no mundo, podem contribuir na melhoria contínua da excelência da qualidade em saúde”, conta Heleno.
 
Embora os padrões de acreditação sejam hoje a maior e melhor referência para implantação, desenvolvimento e avaliação de qualidade e segurança na área de saúde, os profissionais ainda precisam se conscientizar de suas responsabilidades, riscos e perigos de atitudes e práticas. O que configura em uma questão complicada a se tratar no que refere à qualidade e segurança de instituições.
 
“Apesar de a saúde ter evoluído de forma muito forte nos aspectos dos materiais, equipamentos e da tecnologia em geral, a evolução da formação profissional não acompanhou essa mesma linha”.
 
Ainda segundo Heleno o esperado é que a publicação auxilie na redução dessa deficiência, da formação inicial ao profissional de saúde em atividade. A obra que contém 188 páginas divididas em oito capítulos será lançada no dia 22 de setembro às 17h, durante a terceira edição do Congresso Internacional de Acreditação. O evento é organizado pelo CBA em parceria com a Joint Commission International (JCI).
 
Serviço:
Lançamento do livro: “Qualidade e segurança em saúde: os caminhos da melhoria via Acreditação Internacional – relatos, experiências e práticas”
 
Data: 23 de setembro, terça-feira, 17h.
 
Endereço: Windsor Barra Hotel - Avenida Lúcio Costa, nº 2630, Barra da Tijuca, Rio de Janeiro
 
Marta Leticia Brito
Estagiária de Jornalismo

Como o paciente percebe a qualidade na hora da consulta?

Por Márcio Luiz Lima de Souza*
 
O conceito de qualidade mudou muito ao longo da história
 
No feudalismo, era a inspeção de produtos defeituosos que possuíam menor poder de troca. Saltando para os anos 30 e 40, começa um controle estatístico com introdução de técnicas de amostragem. Nos anos 50 e 60, há o surgimento da Gestão de Qualidade Total – a qualidade deixa de ser um problema do produto e passa a ser um problema da empresa; e finalmente nos dias atuais, com a competitividade acirrada entre as organizações, a qualidade é considerada um diferencial estratégico necessário à sobrevivência.

A Globalização nos permitiu compararmos produtos similares confeccionados em outros países e tirarmos nossas próprias conclusões decidindo por sua aquisição ou não. Este paralelo sobre a qualidade, traçado no ótimo livro “A evolução histórica da gestão da qualidade”, de Rose Mary J. Longo, nos ajuda a compreender como a qualidade tornou-se um fator essencial na sustentabilidade das empresas, em todos os lugares do mundo.
 
Trazendo o conceito de para o segmento da saúde, vemos nos dias atuais, mais do que nunca, que a percepção de qualidade continua sendo um fator importantíssimo para que o paciente escolha entre este ou aquele profissional de saúde. Até aí, nada de novo, todos nós buscamos qualidade em tudo que pretendemos adquirir, porém, em se tratando de serviços na área da saúde, o processo de definição da qualidade é um pouco mais complexo. Primeiro porque trata-se de um serviço, e por isso entra em cena a intangibilidade, o que dificulta a mensuração do que está sendo consumido. Segundo, o sucesso do serviço, para ser alcançado, depende tanto do profissional de saúde quanto do próprio paciente. Toda essa subjetividade requer atenção especial na gestão do consultório, pois é através da percepção da qualidade por parte do paciente que garantirá o seu retorno, ou indicação. Alguns autores definem a qualidade em cinco critérios que se destacam: confiabilidade, presteza, cortesia, empatia e tangibilidade, tendo a confiabilidade como o critério mais importante.

A presteza faz referência à pró-atividade no atendimento, a cortesia envolve o conhecimento, a maneira e habilidade dos colaboradores ao interagirem com os pacientes e quão seguros estão nesta interação. A empatia é a atenção dada individualmente, e finalmente a tangibilidade, onde os pacientes irão analisar as instalações do consultório, acessibilidade, tempo em sala de espera, materiais de comunicação.
 
O que chama atenção quando falamos em qualidade em serviços de saúde é a distância entre como o profissional da área da saúde e o paciente percebem a qualidade. Competência técnica, equipamentos de ponta são importantíssimos e fundamentais para os pacientes, não se discute isso, mas a localização, bom atendimento, sala de espera acolhedora, tudo isso, para o paciente é de igual valor. O paciente busca acolhimento numa consulta, seja pela recepcionista que o ampara na chegada ou na consulta propriamente dita, o que ele mais quer é sair do seu estado de vulnerabilidade. Quando isso acontece, surge a fidelização. Fidelizar significa não somente garantir o retorno deste paciente, mas também gerar uma indicação, o famoso “boca-a-boca” aumentando a visibilidade e lucratividade do consultório.
 
As ferramentas disponíveis do marketing de relacionamento podem auxiliar a diminuir esta diferença na percepção de valor, de qualidade em consultório e à medida que são implantadas, novas chances de encantar o paciente surgirão, basta começar. Abrir um canal de comunicação, uma urna para sugestões, um endereço de e-mail onde ele possa expressar sua opinião, já é um grande passo para dar início a um relacionamento com este paciente e principalmente atentar às críticas que talvez virão.
 
Tão importante quanto saber a opinião do paciente é tomar uma atitude em relação a isso. É importante analisar as críticas e sugestões e criar um plano de ação para corrigir o que de fato não estiver funcionando.
 
O importante é conscientizar-se de que o marketing bem estruturado é uma extensão da relação com o paciente e que todos os dias, na sala de espera há oportunidades únicas de potencializar esta relação.
*Márcio Luiz Lima de Souza, ProxyMed Gestão e Marketing Médico
 
Saúde Business

O que podemos fazer pelos Cuidadores de Idosos?

 
Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), hoje os idosos representam 7,9% da população brasileira. Em 2025, a previsão é de que esse percentual seja de 11,3%

Com o claro crescimento dessa população no País, a procura por cuidadores de idosos naturalmente acompanhará o fenômeno.
 
Tendo em vista o que já acontece em outros países, será que temos dado atenção às demandas desses cuidadores? Nos EUA, 59% dos cuidadores informais – que não recebem remuneração para tal – possuem emprego e logo, dividem o tempo entre os cuidados e o trabalho. Nesse contexto, os cuidadores tendem a dormir menos, fazer menos atividades físicas e logo, cuidar menos de si próprios.
 
O resultado disso com alguma frequência leva a um quadro de ansiedade, que muito decorre do estresse físico e psicológico dos cuidadores. Como alguns estudos da literatura já apontaram, fatores como ser mulher, possuir menos anos de escolaridade, isolamento social e jornadas de cuidado muito longas podem favorecer ainda mais os quadros de estresse.
 
No caso brasileiro, os cuidadores informais respondem pela maioria de quem faz essa atividade no país. Mesmo para os formais, a atividade não tem regulamentação própria, sendo encaixada na mesma regulamentação das domésticas. Com isso, não há um currículo formal definido e as técnicas são ensinadas em poucos cursos de capacitação.
 
Dada a nossa realidade, em termos de saúde pública, é fundamental que os cuidadores – principalmente os informais – recebam suporte dos atores da saúde para assegurar o cuidado de qualidade. Aumento da oferta de cursos de capacitação, avaliação da saúde mental, auxílio psicológico e até mesmo o auxílio por parte de um segundo cuidador são medidas que o sistema público e privado podem oferecer para seus cuidadores. Sem um sinal de que a profissão será formalizada, a importância desse suporte é ainda maior.
 
Do exterior, vem um exemplo de iniciativa para formalizar o cuidado ao idoso. Neste ano, a startup Honor começou a oferecer um serviço que liga cuidadores de idosos, famílias e idosos na região de São Francisco, CA. Os prestadores do serviço são selecionados pela empresa segundo critérios curriculares e também de antecedentes (segundo o site da Honor, apenas 5% dos que aplicaram foram aprovados até então). Em abril, a empresa recebeu uma rodada de investimentos de 20 milhões de dólares.
 
Cuidar do próximo, seja parente ou não, é sem dúvida uma atividade edificante e nobre. No entanto, fechar os olhos para as dificuldades que fazem parte desses cuidados não soma para seu êxito. Há oportunidades de oferecer soluções e serviços para auxiliar na qualidade de vida de cuidadores e idosos, resta a nós colocarmos em prática isso.
 
Saúde Business