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terça-feira, 22 de setembro de 2015

Fibrilação atrial costuma acontecer quando se bebe em excesso

Tipo de arritmia cardíaca está relacionado à períodos festivos e pode causar AVC

Dr. Bruno Valdigem Cardiologia - CRM 118535/SP

A fibrilação atrial é um tipo de arritmia cardíaca que costuma aparecer mais em datas festivas, isso, porque, normalmente os sintomas aparecem após a ingestão de álcool em excesso. O problema ocorre quando o coração se contrai de maneira irregular, prejudicando o bombeamento do sangue.
 
Em casos mais graves, a condição pode fazer com que o sangue não seja completamente expulso do coração, aumentando o risco de formação de coágulos nos vasos. O perigo da doença está na possibilidade desses coágulos saírem do local onde foram formados e irem ao cérebro, por exemplo, provocando um AVC.
 
Em 1987, médicos americanos observaram que a maioria dos pacientes que procuraram atendimento no Natal tinham algo em comum: sintomas associados à fibrilação atrial. Por esse motivo passaram a chamar a doença, quando desencadeada neste contexto - em que normalmente se ingere mais álcool - de Holiday Heart Syndrome, que em português pode ser traduzido como Síndrome do Coração Festivo. 
 
Uma analise de um apanhado de 14 estudos feita pela Universidade de Tsukuba no Japão, sugere que quem toma bebida alcoólica em excesso de forma regular tem uma tendência a apresentar fibrilação atrial até 50% maior que pessoas que não bebem ou bebem pouco.
 
O excesso de cafeína também pode levar a uma crise de arritmia cardíaca em pessoas com fibrilação atrial. Por isso, é importante que esses pacientes se atenham a pequenas quantidades, como o as presentas em uma xícara de café, pois estas não ameaçariam a sua saúde. O perigo está em bebidas com concentrações muito altas de cafeína, como os energéticos. Hoje, além disso, é muito comum a associação de energéticos e bebidas de maior teor alcoólico em festas.
 
Pacientes com o problema ou que tenham uma sensibilidade individual muito alterada ao álcool podem optar pela por abstenção total da bebida, uso de certas medicações antiarrítmicas ou de procedimentos como a ablação por cateter - uma microcirurgia que cauteriza os focos mais comuns de fibrilação atrial.
 
Minha Vida

Pesquisa revela confusão da população e descaso com sintomas clássicos da asma

No Brasil, são cerca de 20 milhões de asmáticos, ou seja, 10% da população
 
Falta de ar, tosse, chiado no peito, muco e coriza afetam milhões de brasileiros. O problema é quando a população desvaloriza esses sintomas, característicos de uma doença grave e muito comum: a asma. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), existem cerca de 300 milhões de asmáticos no mundo. A incidência é mais comum em países ricos, atingindo de 1% a 18% da população.
 
No Brasil, são cerca de 20 milhões de asmáticos, ou seja, 10% da população. Pesquisa do Ibope, encomendada pelo Boehringer Ingelheim, laboratório com atuação em doenças respiratórias, ouviu mais de 2 mil pessoas em todas as regiões brasileiras para entender como o brasileiro percebe sua saúde respiratória. Os resultados revelam muita confusão entre conceitos e uma falsa sensação de controle da doença, o que pode representar risco de vida para esses pacientes.
 
Quarenta e quatro por cento dos entrevistados afirmaram ter sintomas respiratórios como tosse, falta de ar, chiado no peito e coriza, percebidos como manifestações de asma, bronquite e doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC). Dos que relataram os sintomas, 35% afirmam ter asma e 37%, bronquite crônica. O pneumologista Clystenes Odyr Soares, professor da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), chama atenção para a quantidade de pessoas que alegaram ter bronquite crônica, doença bem menos frequente e relacionada a anos de tabagismo. “É bem provável que a bronquite crônica mencionada nos resultados, na verdade, seja asma, principalmente se os primeiros sintomas surgirem ainda na infância, como é o caso de 73% dos entrevistados que responderam ter bronquite”, esclarece o especialista.

Esse tipo de confusão é bem comum entre os leigos e, segundo Clystenes, o nome que se dá pouco interessa, sendo realmente importante que a pessoa procure ajuda especializada e não desvalorize os sintomas. “O quadro existe independente do nome que os leigos dão a ele. Percebemos um certo preconceito com o termo asma, as pessoas consideram mais grave, lembram que é uma doença sem cura e preferem chamá-la de bronquite alérgica. Mas, do ponto de vista médico, é asma mesmo, uma doença de natureza alérgica, de predisposição genética, vinculada a fatores ambientais, que predomina na infância dos meninos e na vida adulta das mulheres, sendo esses pacientes sensíveis a produtos químicos e mudanças climáticas”, explica.

Chiado no peito e falta de ar são os principais sintomas de asma. Existem casos de pacientes que apresentem apenas um quadro de tosse crônica, por mais de oito semanas. A asma é intermitente, vai e volta, e os sintomas podem ser provocados por fatores externos, como clima ou presença de animal em casa. Já na DPOC, os pacientes também podem apresentar tosse e chieira, mas a doença é causada, principalmente, pelo uso de cigarro e exposição frequente à fumaça de fogão a lenha, comum nas cidades do interior.

Segundo a pneumologista Eliane Viana Mancuzo, professora da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e membro da Comissão de Doenças Intersticiais da Sociedade Mineira de Pneumologia, pacientes com tosse, chieira e aperto no peito recorrentes, que melhoram e voltam a apresentar o quadro, deveriam procurar um clínico, inicialmente. De acordo com ela, a população deve dar atenção, principalmente, a sintomas respiratórios que persistem por mais de duas semanas, com histórico de recorrência.

“Se em um ano a pessoa teve contato com mofo, apresentou quadro de tosse, chieira e melhorou com uso de broncodilatadores ou mesmo espontaneamente, mas os sintomas voltaram no ano seguinte em uma outra exposição ou após uma infecção respiratória, é preciso buscar ajuda. Tosse, chieira no peito e falta de ar recorrente que não melhora não podem ser desconsiderados. A asma tem uma prevalência alta no Brasil, mas ainda é subdiagnosticada e mal tratada. As pessoas acham que estão controladas, mas, quando avaliamos, percebemos que não”, explica. A sensação de controle da doença foi outro dado que chamou a atenção de especialistas na pesquisa sobre a saúde respiratória do brasileiro: 91% dos que afirmaram ter asma disseram ter a doença controlada, enquanto 72% reconhecem consequências da asma em sua rotina.

“Isso nos alerta para uma percepção equivocada que os pacientes parecem ter em relação aos sintomas respiratórios que não são valorizados e, consequentemente, podem não receber a avaliação médica adequada. É muito interessante notar essa contradição: como é possível que a maioria dos pacientes perceba a doença como controlada e, ao mesmo tempo, reconheça o prejuízo nas atividades de rotina? Infelizmente, esse descuido em relação ao controle da asma não é novidade para nós, médicos, pois existem estudos publicados que reforçam este cenário preocupante”, alerta Clystenes. De acordo com a Iniciativa Global contra a Asma (GINA), sintomas prolongados são indicadores de que a asma não está controlada e pode, assim, comprometer significativamente a vida diária dos pacientes.
 
Tratamento
Fora de controle, a asma evolui para crises que provocam cerca de 3 mil óbitos por ano. Segundo Clystenes, apesar de incurável, a doença é plenamente controlável. “Com um diagnóstico simples e com medicação adequada, é possível viver bem com a doença. O descontrole do quadro é em função de uma não adesão adequada ao tratamento. Tem pacientes que melhoram e acham que precisam da medicação só quando não estão passando bem”, alerta o especialista. Segundo Eliane, no Sistema Único de Saúde, estão disponíveis corticoides inalatórios e bronquiodilatadores de longa e de curta duração. “Falta incorporar o tiotrópio, um anticolinérgico de longa ação recentemente aprovado e indicado para pacientes com asma não controlada”, defende.
 
Registros no Sudeste
 
- 35% dos pacientes que disseram ter asma buscam ajuda médica pelo menos uma vez ao mês
 
- 25% teriam levado mais de um ano entre os primeiros sintomas e o diagnóstico (segundo maior índice do Brasil)
 
Exercício aeróbico
Os sintomas da asma diminuem em até 70% quando o paciente pratica exercícios aeróbicos. O dado é de um recente estudo da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) que avaliou a hiper-responsividade brônquica, que é quando o asmático tem as vias aéreas irritadas por ácaro, pó, poeira. Os resultados demonstraram que é necessária uma quantidade maior de alérgenos (pó, poeira, ácaro) para fazer a via aérea fechar, sugerindo que a inflamação diminuiu significativamente entre aqueles que praticam atividade física.
 
“Isso sugere que o exercício é anti-inflamatório e melhora a qualidade de vida do paciente”, ressalta o fisioterapeuta e professor da USP Celso Carvalho, coordenador da pesquisa. A prática de atividades físicas também reduziu pela metade a ida ao pronto-socorro, que costuma ocorrer durante crises de asma, mesmo em pacientes que usam medicação adequadamente. De acordo com Carvalho, todos os participantes do estudo tomavam remédio para asma, condição que também deve ser observada pelos pacientes interessados em iniciar a prática de exercícios.
 
Agência Brasil

Inca lança portal exclusivo para doadores voluntários de medula óssea

Novidade ocorreu na véspera do Dia Mundial do Doador de Medula Óssea
 
O Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca) lançou nesta sexta-feira (18/09) portal dedicado exclusivamente ao registro de doadores voluntários de medula óssea, programa de governo denominado Redome.

De acordo com o coordenador do Redome, Luis Fernando Bouzas, o portal tira dúvidas dos doadores, profissionais e pacientes. O ponto mais importante do portal é a ferramenta que possibilita ao doador voluntário de medula óssea atualizar seu cadastro..

Segundo Bouzas, doadores que registraram dados no cadastro por muitos anos devem atualizar informações como endereço, e-mail e telefones. Acrescentou que esse cuidado é importante para que o Redome possa localizar rapidamente a pessoa, quando ela for selecionada para realizar a doação. Bouzas explicou que, futuramente, o portal ganhará versões em inglês e espanhol.

O lançamento do portal ocorre na véspera do Dia Mundial do Doador de Medula Óssea, criado pela Associação Mundial de Doadores de Medula Óssea (World Marrow Donor Association – WMDA), entidade que reúne os registros de doadores de 52 países.

Bouzas explicou que a meta dos países que hoje fazem parte da WMDA é chegar aos 30 milhões de doadores cadastrados em quatro anos. “Esse é um dado importante, pois aumenta, e muito, a possibilidade de se encontrar um doador compatível para um paciente que precisa se tratar com o transplante de medula óssea”.

Hoje, o Redome é a terceira maior entidade de registro do mundo, com mais de 3,8 milhões de pessoas. Até julho deste ano, foram feitos 159 transplantes por meio do Redome. Em uma década, o Brasil dobrou o número de transplantes, passando de 12.722 cirurgias, em 2003, para 23.227, em 2014, incluindo os transplantes autólogos e singênicos. No transporte autólogo, as células-tronco são obtidas do próprio paciente – o mais comum e simples – e, no singênico, as células são de gêmeos idênticos.
 
Agência Brasil

Cirurgia bariátrica deve priorizar diabéticos e não apenas obesos

Diabetes tipo 2: cirurgia bariátrica eliminou a necessidade de medicamentos em pacientes de estudo brasileiro
Thinkstock/VEJA
Um novo estudo mostrou que o procedimento é efetivo para os pacientes com diabetes tipo 2 tanto sob ponto de vista clínico quanto econômico; os portadores da doença que se submetem à cirurgia reduzem os gastos com medicamentos e atendimento médico em até 30%
 
Pacientes obesos e diabéticos deveriam ter prioridade na indicação da cirurgia bariátrica metabólica. É o que diz um estudo publicado recentemente no periódico científico The Lancet. De acordo com os pesquisadores, a priorização deste grupo é importante tanto do ponto de vista clínico quanto econômico. Os resultados do estudo mostraram que os pacientes que realizaram a cirurgia tiveram uma redução nos gastos com medicamentos e atendimento médico em torno de 30%.
 
O trabalho foi realizado com cerca de quatro mil pacientes do sistema de saúde sueco que foram acompanhados por 15 anos. Destes, uma parte foi submetida à cirurgia bariátrica e metabólica e a outra continuou a ser tratada clinicamente, apenas com remédios e outras terapias.
 
Após os 15 anos de acompanhamento, o estudo concluiu que, entre os pacientes operados, a economia com os diabéticos foi maior, quando comparados aos pré-diabéticos e aqueles com glicemia normal. "O estudo SOS vai além ao dizer que entre os pacientes diabéticos indicados para a cirurgia, deve-se priorizar aqueles com até um ano de diagnóstico da doença", afirma Ricardo Cohen, cirurgião-geral e diretor do Centro de Diabetes do Hospital Alemão Oswaldo Cruz.
 
De acordo com o cirurgião, este estudo é um dos mais importantes realizados até então, pois é o primeiro que prova que a cirurgia não é só efetiva em longo prazo, mas também traz um impacto econômico significativo para os pacientes e para o sistema de saúde.
 
Para ser considerada obesa, uma pessoa deve ter um índice de massa corporal (IMC) igual ou acima de30. No entanto, as diretrizes atuais indicam a cirurgia bariátrica apenas para pacientes com IMC acima de 35. "O que estamos tentando fazer é mudar essa diretriz, pois pacientes com um IMC mais baixo e com diabetes podem se beneficiar muito com a cirurgia. Este estudo junta-se a outras pesquisas no Brasil e no mundo ao concluir que, no tratamento cirúrgico, tão ou mais importante que perder peso é controlar as doenças associadas, em especial o diabetes, que está relacionada a riscos cardiovasculares e de mortalidade", afirma Cohen.
 
Cirurgia bariátrica
Em editorial que acompanha o estudo, no periódico The Lancet, o cirurgião define a a cirurgia bariátrica como qualquer intervenção no trato gastrointestinal, principalmente aquelas que redirecionam a passagem de alimentos.
 
No caso da cirurgia conhecida como by-pass gástrico, o estômago do paciente, que normalmente possui o tamanho de uma bola de futebol, é reduzido para o equivalente a uma bola de golfe. Esse estômago menor também é ligado diretamente ao intestino delgado, limitando a absorção de calorias.
 
Já no caso da banda gástrica ajustável, uma prótese de silicone é colocada na parte de cima do estômago, que faz os pacientes sentirem-se saciados mais rapidamente.

Veja

Medicamentos para tabagismo e AIDS serão feitos em Goiás

medicamentos 21099Governo estadual formaliza contrato com duas empresas

A Indústria Química do Estado de Goiás, Iquego, vai importar tecnologia para a fabricação de medicamentos para tratamento do tabagismo, tuberculose e AIDS. O contrato com as empresas Rusan Pharma e a Steri-7 Worldwide será assinado na próxima quarta-feira (23/09), no Palácio Pedro Ludovico Teixeira.
 
Segundo o governo, essa etapa demonstra mais uma ação concreta do novo modelo de negócio adotado pela atual gestão.
 
Em março de 2015, foi selada a primeira parceria da indústria para fabricação de aparelhos glicosímetros, necessário para monitoração da glicemia aos portadores de diabetes.
 
Jornal Opção /  Guia da Pharmacia