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terça-feira, 13 de outubro de 2015

Cronofarmacologia: O horário certo para tomar remédios

As palavras cronofarmacologia, ciclo circadiano e relógio biológico são estranhas para você?Elas fazem parte de um novo ramo da farmácia denominado Cronofarmacologia
 
Veja o contexto em que essas palavras aparecem juntas: “O sucesso de um tratamento depende do horário certo em que o paciente toma um remédio”.
 
É o que defende a cronofarmacologia, ramo da ciência que estuda justamente qual é o melhor momento do dia para um paciente tomar cada medicamento.
 
– Vários estudos mostram que, se tomados na hora certa, alguns remédios vão ser potencializados, enquanto os efeitos colaterais serão menores. Essa é a opinião de Regina Pekelmann Markus, professora do Laboratório de Cronofarmacologia do Instituto de Biociências da USP (Universidade de São Paulo). Ela defende mais atenção aos horários porque as atividades do organismo variam ao longo do dia, de acordo com o chamado ciclo circadiano, também conhecido como relógio biológico.
 
Esse ritmo orgânico, por sua vez, é orquestrado pelo hormônio melatonina, essencial para regular o sono e produzido exclusivamente à noite, na ausência de luz. Em outras palavras, o corpo usa a variação entre o dia e a noite para ajustar o seu próprio relógio biológico.
 
É o ciclo circadiano que determina, por exemplo, que a pressão arterial atinja seu pico e a frequência cardíaca aumente um pouco antes do despertar: tudo isso porque ocorrem descargas dos hormônios adrenalina e cortisol nesse horário, ajudando o corpo a se preparar para ficar alerta. Assim, o melhor horário para tomar remédios contra hipertensão é pouco antes de dormir.
 
No Brasil, a cronofarmacologia tem sido pesquisada há cerca de dez anos e o CFF (Conselho Federal de Farmácia) está fazendo um levantamento sobre os estudos nacionais ligados ao tema. Alguns remédios já começaram a trazer na bula, inclusive, indicações precisas sobre o horário adequado de administração, prática consolidada nos Estados Unidos.”
 
Tomar remédio na hora errada pode diminuir sua eficácia
“A pressão costuma ser mais alta entre 6 e 7 horas da manhã, então se você tomar o remédio para hipertensão no começo da noite, ele não irá fazer efeito. Ou o médico terá de receitar um com duração maior”, explica a farmacêutica Amouni Mourad.
 
Assim, a cronofarmacologia busca descobrir em que horários há liberação de neurotransmissores e hormônios, além de outras alterações no organismo para assim usar remédios com maior eficiência.
 
Outro exemplo dado pela farmacêutica é que a febre costuma ter picos às 11h, mas as 3, 4h da manhã ela tem as temperaturas mais baixas. Assim, tomar o antitérmico no pico de temperatura não irá adiantar e a febre só vai abaixar quando já seria normal apresentar uma queda.
 
Nos EUA, a cronofarmacologia já é bastante difundida e existem mais de 100 medicamentos que seguem seus princípios, mas no Brasil os estudos ainda estão no início. Na USP (Universidade de São Paulo), uma pesquisa busca identificar os períodos do dia onde há maior multiplicação de células cancerígenas, o que aumentaria a eficiência dos medicamentos quimioterápicos.
 
A glicose é outro componente bastante estudado pela cronofarmacologia. “É preciso levar em conta o relógio biológico de cada um. Se um diabético tem um trabalho estressante durante o dia, não adianta dar insulina apenas a noite. É preciso administrá-la durante o dia, quando há maiores taxas de glicose no sangue”, explica Mourad.
 
Interações
Além disso, é preciso tomar cuidado ao tomar remédios junto às refeições. Os remédios também têm nutrientes que competem com os alimentos e acabam diminuindo sua eficácia.
 
Remédios a base de ferro não podem ser tomados logo após alimentos ricos em cálcio, como leite e queijos, já que o cálcio interfere na absorção do ferro. O leite interfere também na absorção de antibióticos de tetraciclina.
 
Já analgésicos perdem o efeito na presença do tabaco. “É importante saber qual é o tempo de absorção do medicamento, porém é válido que se espere pelo menos uma hora para fumar”, conta.
 
A farmacêutica salienta ainda que outras substâncias liberadas pelo cigarro como o monóxido de carbono, cianureto e nicotina podem gerar várias interações medicamentosas, como a diminuir a absorção da insulina, por exemplo.
 
R7

Nanosensor que detecta o câncer antes dos sintomas

Durante os dias 13 a 15 de outubro, a capital paulista será sede da Nano TradeShow e da Conferência Internacional de Nanotecnologia e Inovação, principal encontro nanotecnológico do país, onde diversas start-ups e institutos de pesquisas apresentarão soluções nano para os mais diversos setores

Em paralelo ao evento destaca-se a Conferência Internacional de Nanotecnologia e Inovação, que contará com palestrantes e pesquisadores do mundo todo, dentre eles Priscila Monteiro Kosaka, 35 anos, brasileira, doutora em química e integrante do Instituto de Microeletrônica de Madri, na Espanha, que recentemente anunciou o desenvolvimento de um nanosensor híbrido mecânico e optoplasmônico que pode contribuir e muito com o tratamento do câncer, pois detecta a doença antes de qualquer sintoma surgir e sem biópsia ou outros procedimentos invasivos.

A tecnologia desenvolvida pela brasileira é capaz de identificar o biomarcador da doença. Dessa forma, ao ser usado em uma amostra de sangue de um paciente que tenha câncer, o sensor captura a proteína biomarcadora. O resultado é visível pela mudança de cor no sensor. A técnica também se mostrou eficaz e segura com taxa de erro de 2 a cada 10 mil casos. Segundo a cientista, a previsão é que o nanosensor esteja no mercado em até dez anos. A expectativa é que ele também seja aplicado para identificar hepatites e testar sua eficácia para biomarcadores da doença de Alzheimer.

Durante sua palestra, a cientista explanará sobre um dos pontos chave para atingir este objetivo, e o quanto a nano é uma tecnologia capaz de detectar com elevada reprodutibilidade concentrações ultrabaixas destes biomarcadores de proteína segregados pelo tumor para o fluxo de sangue e que coexistem com outras mais de 10.000 proteínas do plasma sanguíneo, algumas delas em concentrações 12 ordens de magnitude mais elevadas.

A palestra ainda mostrará que o sensor combina novos fenômenos físicos na fronteira entre a nanóptica e a nanomecânica para detecção de concentrações ultrabaixas de biomarcadores de câncer em sérum, além de mostrar um ensaio sanduíche que envolve o reconhecimento do biomarcador do câncer primeiro por um anticorpo ancorado à superfície e em seguida por um segundo anticorpo livre em solução que reconhece uma região livre do biomarcador capturado foi desenvolvido.

A técnica foi provada com dois biomarcadores de câncer: o antígeno carcinoembrionário (CEA) e do antígeno prostático específico (PSA), que estão atualmente em uso clínico para o diagnóstico, a monitorização e prognóstico de câncer de cólon e próstata, respectivamente. Um limite de detecção de 1 × 10-16 g mL-1 em sérum foi alcançado com ambos biomarcadores, que é, pelo menos, sete ordens de magnitude menor do que o conseguido nos ensaios clínicos atuais.

A utilização de dois mecanismos diferentes de transdução em uma única plataforma permite determinar a presença de uma proteína com elevada significância estatística. Estes atributos indicam que este dispositivo híbrido mecânico e optoplasmônico pode ser útil no desenvolvimento de tecnologias capazes de detectar o início do câncer com um simples exame de sangue.
 
Nano TradeShow
Data: 13 a 15 de Outubro
Local: Transamerica Expo Center – Av. Dr. Mário Villas Boas Rodrigues
Site: www.nanotradeshow.com.br

Veja o tempo para marcar consulta, exame e cirurgia em planos de saúde

Consultas simples devem ser marcadas em no máximo
7 dias úteis
Prazos máximos vão de 7 a 21 dias úteis, de acordo com o tipo de procedimento; saiba como fazer queixa de descumprimento
 
O descumprimento de prazos máximos de atendimento é um dos principais motivos de queixa contra os planos de saúde, segundo a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
 
Por lei, as empresas têm um prazo máximo para garantir de consultas a cirurgias. Mas, atenção: o cliente não pode exigir que um profissional ou estabelecimento específico o receba dentro desse prazo. O que a operadora deve garantir é o atendimento, mesmo que seja em locais não credenciados.
 
Além disso, o cliente deve ter cumprido o período de carência, que é prazo mínimo, contratado a partir da adesão, para utilização dos serviços.
 
Veja abaixo quais são os prazos máximos de atendimento, em dias úteis   
ProcedimentoPrazo máximo de atendimento (em dias úteis)
Consulta básica (pediatria, clínica médica, cirurgia geral, ginecologia e obstetrícia)7
Consulta nas demais especialidades14
Consulta/sessão com fonoaudiólogo10
Consulta/sessão com nutricionista10
Consulta/sessão com psicólogo10
Consulta/sessão com terapeuta ocupacional10
Consulta/sessão com fisioterapeuta10
Consulta e procedimentos realizados em consultório/clínica com cirurgião dentista7
Serviços de diagnóstico por laboratório de análises clínicas em regime ambulatorial3
Demais serviços de diagnóstico e terapia em regime ambulatorial10
Procedimentos de alta complexidade (PAC)21
Atendimento em regimento hospital-dia10
Atendimento em regime de internação eletiva21
Urgência e emergência Imediato
Consulta de retornoA critério do profissional responsável pelo atendimento




Como fazer queixa
Caso o cliente não consiga marcar o procedimento dentro desses prazos, deve procurar a operadora e pedir que ela indique um profissional ou estabelecimento que o faça. Se a operadora não fornecer, o cliente deve anotar o protocolo do contato e procurar a ANS, pelo telefone 0800 701 9656, pelo www.ans.gov.br ou pelos postos de atendimento da agência:
 
Rio de Janeiro (atende Rio de Janeiro): av. Augusto Severo, 84, edifício Barão de Mauá, bairro da Glória
 
Belém (atende Amapá, Amazonas, Pará e Roraima): r. Dom Romualdo de Seixas, 1560, edifício Connext Office, 7º pavimento, espaços corporativos 4 e 5, bairro Umarizal
 
Belo Horizonte (atende Espírito Santo e Minas Gerais, exceto Triângulo Mineiro, Alto Paranaíba, Sul e Sudoeste do Estado): r. Paraíba,  330, 11º andar, sala 1104, edifício Seculus, bairro Funcionários
 
Brasília (atende Distrito Federal, Goiás e Tocantins): SAS Quadra 1, lote 2, bloco N, 1º andar, edifício Terra Brasilis
 
Cuiabá (atende Acre, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Rondônia): av. Historiador Rubens de Mendonça, 1894, salas 102, 103 e 104, Centro Empresarial Maruanã, bairro Bosque da Saúde
 
Curitiba (atende Paraná e Santa Catarina): al. Dr. Carlos de Carvalho, 373, cj. 902, centro
 
Fortaleza (atende Ceará, Maranhão, Piauí e Rio Grande do Norte): av. Dom Luis, 807, 23º andar, edifício Etevaldo Business, bairro Meirelea
 
Porto Alegre (atende Rio Grande do Sul): r. dos Andradas, 1001, 19º andar, cj. 1902, edifício GBOE, centro
 
Recife (atende Alagoas, Paraíba e Pernambuco): r. General Joaquim Inácio, 830, 10° andar, conjunto empresarial The Plaza, bairro Ilha do Leite
 
Ribeirão Preto-SP (atende Ribeirão Preto, Triângulo Mineiro, Alto Paranaíba, Sul e Sudoeste de Minas Gerais, Araçatuba, Araraquara, Assis, Bauru, Marília, Piracicaba, Presidente Prudente e São José do Rio Preto): av. Presidente Vargas, 2121, 2º andar, sl. 203, edifício Times Square
 
Salvador (atende Bahia e Sergipe):  av. Antônio Carlos Magalhães, 771, sls. 1601-1604 e 1607-1610, bairro Itaigara
 
São Paulo (atende São Paulo, com exceção das regiões de Araçatuba, Araraquara, Assis, Bauru, Marília, Piracicaba, Presidente Prudente, Ribeirão Preto e São José do Rio Preto): av. Bela Cintra, 986, 9º andar, edifício Rachid Saliba, bairro Jardim Paulista

iG

Uso de remédios tarja preta cresce 52% em 4 anos na rede municipal de São Paulo

O número de usuários que recorrem às farmácias da Prefeitura atrás desses medicamentos subiu 47% entre 2010 e 2014, passando de 592,8 mil para 874,4 mil pacientes; antidepressivos foram o tipo mais receitado. Médicos pedem cautela na prescrição
 
São Paulo - Em quatro anos, o número de usuários de medicamentos tarja preta na rede municipal de São Paulo cresceu 47%, passando de 592,8 mil pessoas, em 2010, para 874,4 mil em 2014. São 281,6 mil novos consumidores de antidepressivos, antipsicóticos e ansiolíticos que recorreram às farmácias da Prefeitura no período.
 
Segundo dados da Secretaria Municipal da Saúde, os moradores da capital consumiram no ano passado 166,8 milhões de comprimidos para transtornos psiquiátricos, 52% a mais do que em 2010.
 
Entre os tarja preta, os antidepressivos lideram: meio milhão de pessoas usaram o medicamento em 2014, e a expectativa da Prefeitura é de que o ano de 2015 registre recorde no consumo desse tipo de remédio. De 1.º de janeiro a 30 de setembro deste ano, 471,8 mil pessoas retiraram antidepressivos nas farmácias municipais.
 

O segundo tarja preta mais consumido na rede municipal em 2014 foram os ansiolíticos, calmante que ajuda a reduzir a ansiedade. São 203,3 mil usuários, e mais da metade toma Rivotril. Já os antipsicóticos, com 130,7 mil pacientes, tratam transtornos que causam alucinações, como a esquizofrenia.

Para Anderson Sousa Martins da Silva, psiquiatra da rede, uma das razões para o aumento do uso de medicamentos tarja preta é a diminuição do preconceito em relação aos transtornos psiquiátricos, o que estimula mais pessoas a procurar ajuda. “A própria Associação Brasileira de Psiquiatria tem feito campanha contra a psicofobia, esse estigma em torno dos pacientes psiquiátricos. Hoje as pessoas percebem cada vez mais que a depressão é uma doença como qualquer outra e precisa de tratamento”, diz.

O crescimento do estresse e da violência nas grandes cidades também são fatores importantes para o aumento das doenças mentais. “Muitas vezes, a pessoa associa um quadro de depressão a um evento-gatilho, como a morte de alguém ou uma separação, mas também é comum o problema aparecer sem uma motivação aparente, após anos de pressão e estresse crônico no trabalho, por exemplo”, afirma Silva.

Demanda reprimida
Professor do Departamento de Psiquiatria da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Jair de Jesus Mari afirma que o crescimento de distribuição de medicamentos na rede municipal atende a uma demanda reprimida. “Não acredito que exista um fenômeno de medicalização. O que acontece é que, antes, as pessoas tinham menos acesso. Mesmo com esse aumento, estimamos que 50% das pessoas com depressão em São Paulo não recebem tratamento.”

O especialista afirma ainda que os números da Secretaria Municipal da Saúde desmentem o mito de que depressão é “doença de rico”. “Na verdade, as classes mais pobres têm risco maior pela própria condição precária de vida, dificuldades financeiras, baixo acesso ao lazer e violência. É positivo oferecer à população de baixa renda um tratamento que sabidamente é deficiente”, ressalta.

Mari afirma, no entanto, que é preciso ampliar também o acesso a outros serviços essenciais ao tratamento dos pacientes com transtornos psiquiátricos. “A oferta de psicoterapia não me parece tão ampla quanto a dos medicamentos. E o melhor tratamento é sempre aliar as duas coisas.”

Estratégias
O secretário municipal da Saúde, Alexandre Padilha, concorda que nenhuma estratégia isolada dá conta do problema. “Não podemos lidar com o tema de transtorno mental e de depressão em São Paulo só dispensando medicamento. Existe algo no modo de viver na cidade de São Paulo que leva as pessoas a quadros de saúde mental. É crescente isso.”

Diante do aumento de consumo e de usuários nos últimos quatro anos, a Prefeitura elaborou duas estratégias de estímulo ao uso racional desses medicamentos. A primeira é a promoção da saúde. A gestão quer aproveitar os espaços públicos para gerar mais atividades e convivência. De acordo com o secretário, as 157 Unidades Básicas de Saúde promovem grupos de prática corporal e integrativa. 

“Estamos orientando esses grupos para que façam atividades fora dos muros. Pode ser nas praças, na frente das unidades. Precisamos inundar a cidade não só de medicamentos, mas de práticas corporais, estímulo às atividades físicas e convívio entre pessoas.”

A Prefeitura vai, ainda, editar um protocolo, previsto para o primeiro semestre de 2016, em que pretende sensibilizar profissionais da saúde mental para o uso “mais racional” dos medicamentos. “Queremos deixar mais clara qual é a indicação desses medicamentos”, afirma Padilha.
 
Estadão

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Pelo menos 1,1 milhão podem ficar sem medicamentos após os cortes no Farmácia Popular

Programa vai encerrar o modelo de copagamento em farmácias e drogarias privadas, que beneficia cerca de três milhões de brasileiros por mês
 
Um levantamento da Interfarma (Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa), com base nos números do mês de maio último, estima que pelo menos 1,1 milhão de brasileiros corram o risco de ficar sem acesso aos medicamentos hoje oferecidos pelo Farmácia Popular. No início do mês, o Governo Federal anunciou um corte de R$ 578 milhões no orçamento para 2016, que afeta diretamente o programa.
 
A modalidade prejudicada será a de copagamento, em que o governo oferece subsídio de até 90% para a compra de diversos medicamentos. São remédios para asma, diabetes, mal de Parkinson, glaucoma, hipertensão, osteoporose, dislipidemia e rinite, além de contraceptivos e fraldas geriátricas. No total, a lista é composta por 10 monodrogas ou associações, considerando suas diferentes apresentações, além da fralda geriátrica.
 
A grande vantagem dessa modalidade é o fácil acesso aos medicamentos. Com subsídio do Governo Federal, os remédios são disponibilizados nas farmácias privadas, que contam com uma rede de 35.419 unidades em 4.444 cidades do país. Cerca de três milhões de brasileiros se beneficiam mensalmente com esta modalidade do programa.
 
Após o corte, os pacientes precisarão recorrer à rede própria de farmácias do Programa Federal, que contam com um número bem menor. São apenas 528 unidades em 420 municípios. E elas não cobrem toda a lista de medicamentos disponível nas farmácias e drogarias privadas. Sete itens estão fora do elenco, deixando cerca de 1,1 milhão de brasileiros sob o risco de ficarem sem as medicações.
 
Os demais medicamentos têm correspondentes na rede pública. “Mas o acesso fica comprometido porque o número de municípios abastecidos pelas farmácias públicas é bem menor”, afirma Antônio Britto, presidente-executivo da Interfarma. Sem essas alternativas, o paciente tem que recorrer às Unidades Básicas de Saúde (UBSs), sendo que nem todas oferecem a lista de medicamentos hoje contemplada pelas farmácias privadas.
 
Interfarma