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terça-feira, 13 de outubro de 2015

Brasil tem alto índice de desempregados entre pacientes com artrite reumatoide

Um estudo feito em quatro países latino-americanos (Argentina, Brasil, Colômbia e México) demonstra que a artrite reumatoide interfere na produtividade dos pacientes e é uma das maiores causas de afastamento e desemprego no país
 
O estudo, ainda não finalizado e inédito no Brasil, acompanha, por um ano, 309 pacientes em centros de reumatologia dos quatro países.
 
Realizado por três importantes centros de pesquisa brasileiros – Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Centro Paulista de Investigações Clínicas (Cepic) e Hospital de Clínicas de Porto Alegre –, o estudo tem apoio do laboratório AbbVie.
 
Entre os países pesquisados, o Brasil apresentou o maior índice de desemprego entre pessoas com artrite reumatoide: seis em cada dez pacientes estavam desempregados. No México, o índice alcançou 46%, na Colômbia, 39%, e na Argentina, 27%.
 
“O objetivo do estudo é dar uma ideia de qual é a carga da doença na população brasileira, ou seja, o ponto em que a doença interfere na vida e na capacidade profissional e na qualidade de vida das pessoas”, disse o coordenador do estudo, Ricardo Machado Xavier, professor titular de reumatologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Segundo Xavier, a pesquisa é importante para mostrar o impacto da doença na vida das pessoas e também o impacto econômico.
 
O médico disse que o impacto na vida dos pacientes é muito grande, principalmente em termos de incapacitação funcional. “Por causa da doença, várias pessoas são afastadas do trabalho provisoriamente ou têm sua produtividade diminuída.”
 
Os países incluídos no estudo apresentam, teoricamente, as mesmas condições que o Brasil. “A carga da doença é variável conforme a estrutura social em que o paciente vive. Temos muito dados do impacto da artrite reumatoide na vida das pessoas em países do Primeiro Mundo, onde há mais acesso à saúde e mais facilidade de acesso a cuidadores, coisas sobre as quais não tínhamos nenhum dado, até o momento, no Brasil e em outros países da América Latina”, explicou o médico.
 
As razões pelas quais o Brasil registra maior índice de desemprego entre os países analisados ainda não foram analisadas ou concluídas. “Se é por maior dificuldade de acesso, ainda não sabemos, porque, em geral, o acesso a drogas melhores está mais ou menos igual nos países avaliados e, no Brasil, ainda melhor que nos outros. Não sabemos se a população de pacientes [no Brasil] foi mais grave – é preciso fazer uma análise estatística para avaliar. Talvez seja pelas condições de trabalho ou pela legislação trabalhista no Brasil, mais favorável ao funcionário. Essas são algumas das questões que surgiram [no estudo].”
 
Segundo Xavier, o Brasil está “razoavelmente preparado” na questão do acesso aos medicamentos. “A grande dificuldade, no entanto, é o acesso do paciente ao reumatologista. ” Ele disse que, em Porto Alegre, por exemplo, o tempo médio em que o paciente recebe o encaminhamento do posto de saúde para o reumatologista é de um ano e meio a dois anos. “E nisso perde-se a janela de melhor oportunidade para tratar esse paciente. O grande gargalo do país hoje está nisso aí.”
 
O estudo demonstrou também que oito em cada dez pacientes brasileiros (83% do total) sentem muita dor e desconforto por causa da doença, problemas relatados por 67% dos argentinos, 70% dos colombianos e 71% dos mexicanos.
 
A artrite reumatoide é uma doença crônica, inflamatória e sem cura, que atinge cerca de 2 milhões de pessoas no Brasil. “A doença afeta as articulações e é crônica, ou seja, dura continuamente, por muito tempo. E esse processo inflamatório crônico acaba levando à lesão da articulação, machucando, destruindo a articulação e levando à deformidade e incapacitação física com o tempo”, explicou Xavier.
 
“O tratamento hoje é bastante efetivo. Temos muitas opções terapêuticas. O percentual de pacientes em que não conseguimos o controle adequado da doença é realmente muito pequeno hoje. Se ele faz o tratamento e tem acesso ao médico, vai ficar bem”, afirmou.
 
UOL

Pílula que traz os mesmos benefícios de prática de atividade física é desenvolvida por cientistas

A universidade de British Columbia, em Vancouver, está desenvolvendo um estudo muito interessante. Trata-se de uma pílula que poderá produzir os mesmos benefícios que uma atividade física
 
Para os sedentários de plantão e até mesmo para os portadores de deficiência física, a pílula poderá produzir os mesmos efeitos benéficos que um exercício tem para o metabolismo, coração, cérebro, fígado, dentre outros órgãos.
 
Sabemos que manter o nosso corpo sempre em movimento, especialmente através de exercícios físicos, é uma ótima maneira de preservarmos nosso organismo de várias doenças. Porém, com a comprovação de que realmente a nova pílula produz os efeitos desejados, muitas pessoas se beneficiarão de uma maior qualidade de vida.
 
De acordo com o professor Ismail Laher, os exercícios são extremamente importantes para o nosso organismo, pois as pílulas ainda se encontram em processo de testagem e não produzem todos os efeitos idealizados, sendo impossível, assim, pelo menos por enquanto, substituírem as atividades físicas.
 
R7

Novo remédio para diabetes reduz 38% do risco de morte por doenças do coração

Estudo de eficácia e segurança mostrou que além dos efeitos sobre a glicose, o medicamento protege o sistema cardiovascular de pacientes em alto risco
 
O diabetes é uma doença endocrinológica grave que, se não controlada adequadamente, pode danificar muitos órgãos do corpo e levar à morte.

De oito a dez milhões de brasileiros sofrem com a doença e uma das maiores causas de morte em decorrência dela são as complicações cardiovasculares.
 
Um remédio lançado este ano com o objetivo principal de eliminar a glicose do sangue de diabéticos tipo 2 também se mostrou eficaz ao reduzir em 38% o risco de problemas cardíacos como infarto, AVC e insuficiência cardíaca, diz uma pesquisa publicada no periódico científico New England Journal of Medicine.
 
O organismo sofre uma série de alterações metabólicas com o diabetes, explica o coordenador do estudo no Brasil e doutor em cardiologia pelo Instituto do Coração da USP (Incor), Francisco Kerr Saraiva.
 
“Essas alterações estão associadas à inflamação no organismo e a outros problemas relacionados a alterações de lipídios. A própria glicose alta causa reações agressivas nos vasos e aumenta a chance da pessoa vir a desenvolver aterosclerose (depósito gorduroso nas artérias)”, diz ele.
 
Além de doenças coronarianas o diabetes pode danificar o rim e provocar o AVC. “Durante décadas a comunidade científica vem buscando algo que pudesse proteger a população diabética contra o infarto, além de controlar a glicose”, conta o médico. “Alguns remédios para diabetes inclusive aumentavam os problemas cardiovasculares.”
 
O objetivo dos cientistas aparentemente foi encontrado: segundo o estudo, o medicamento (empagliflozina) conseguiu reduzir em 38% as mortes por doenças cardiovasculares em pacientes de alto risco e que já haviam sofrido alguma intercorrência cardíaca. “É uma redução gigantesca, um grande avanço e um grande marco. Pela primeira vez conseguimos mostrar esse efeito.”
 
A empagliflozina atua de forma diferente da maioria dos outros medicamentos contra o diabetes tipo dois. “Há várias classes de medicamentos que aumentam a secreção de insulina pelo pâncreas, outros que aumentam a sensibilidade da insulina pelo organismo, outros que fazem a reposição desse hormônio”, conta o médico.
 
Esse medicamento, no entanto, atua inibindo a reabsorção de glicose pelos rins. O corpo entende que a glicose é energia e não quer perdê-la, mas o remédio consegue fazer com que essa glicose seja eliminada na urina, diminuindo a circulação dela no sangue. Com isso, reduz o diabetes.
 
A descoberta que a empagliflozina poderia reduzir 38% das mortes por problemas cardiovasculares em pacientes diabéticos veio por acaso.
 
“Esse estudo foi exigido pelo Food and Drug Administration (FDA) porque já houve casos de remédios para diabetes que aumentavam o risco cardiovascular. Agora todo medicamento tem que passar por esse teste, para ver se não traz malefícios ou ao menos não munda em nada”, conta o médico. “Nesse estudo de segurança e eficácia, aconteceu essa surpresa”, conta Saraiva.
 
Esse medicamento, portanto, pode beneficiar a população diabética de alto risco, que já tiveram algum problema cardiovascular em decorrência da doença. Somente um médico, no entanto, é quem avalia e pode indicar esse medicamento.

iG

Ministério da Saúde abre inscrições para repor vagas do Mais Médicos

De hoje (13) até o dia 18 estarão abertas as incrições para médicos com diploma brasileiro, ou revalidado, que queiram participar do Programa Mais Médicos
 
Os profissionais selecionados preencherão vagas ociosas, principalmente por desistência. A cada três meses o programa lança edital para reposição de médicos.
 
O edital prevê que os candidatos devem optar pela modalidade de participação desejada: receber pontuação adicional de 10% nas provas de residência, atuando na unidade básica por no mínimo um ano, com bolsa mensal de R$ 10 mil, ou permanecer no município por até três anos e fazer jus a benefícios como auxílios moradia e alimentação, custeados pelas prefeituras, e bolsa de R$ 10.513,01.
 
Depois de inscritos, os médicos devem indicar, a partir do dia 20, até quatro cidades de diferentes perfis nas quais desejam clinicar. Os candidatos concorrerão somente com aqueles que optarem pelos mesmos municípios. Quem não conseguir alocação terá acesso às vagas remanescentes a serem divulgadas em novembro.
 
Caso as vagas não sejam preenchidas, o edital será aberto aos brasileiros que se formaram no exterior e, em seguida, a profissionais estrangeiros. A previsão é que os primeiros profissionais brasileiros selecionados na etapa atual iniciem as atividades no início de novembro. O próximo edital está previsto para janeiro de 2016.
 
O número de vagas não está definido ainda, porque junto ao edital dos médicos foi lançado também, na semana passada, o edital para 326 municípios solicitarem profissionais para o preenchimento das 413 vagas ociosas. O Minsitério da Saúde precisa aguardar, portanto, as inscrições que confirmarão ou não o número de vagas. Os gestores locais poderão inscrever o município até o dia 15.
 
O Mais Médicos conta atualmente com 18.240 médicos em 4.058 municípios e 34 distritos sanitários especiais indígenas.
 
Agência Brasil

Novo tratamento traz qualidade de vida para quem sofre de hemorroida

O tratamento cirúrgico é indicado para os casos mais graves
de doença hemorroidaria
De acordo com dados da Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBC), 30% dos brasileiros adultos sofrem de sintomas relacionados as hemorroidas
 
Talvez o assunto ainda seja um tabu, ou até motivo de vergonha para muitos, porém é importante que a sociedade entenda melhor sobre o tema e conheça novas opções para tratamento, como a técnica menos invasiva, que oferece um pós operatório mais tranquilo e uma retomada da qualidade de vida para quem sofre com este desconforto.
 
As hemorroidas são estruturas vasculares presentes em todas as pessoas. “Os sintomas associados a disfunção das hemorroidas podem ser causados por diversos fatores, entre eles: dieta pobre em fibras, diarreia crônica, ou por ficar muito tempo sentado”, explica o Dr. Victor Seid, coloproctologista do Hospital Samaritano de São Paulo. O tratamento cirúrgico é indicado para os casos mais graves de doença hemorroidaria. Historicamente a cirurgia para tratamento da doença tem o estigma de ser extremamente dolorosa, no entanto, existe um procedimento mais moderno e menos invasivo que tem favorecido a recuperação e a qualidade de vida de muitas pessoas: a chamada Dearterialização hemorroidaria transanal, o THD.
 
Nesta técnica realiza-se o reposicionamento associado a interrupção do fluxo sanguíneo das hemorroidas transanal ao invés da remoção das mesmas . Assim, o canal anal é menos agredido e o paciente sente menos dor. “A cirurgia dura em média 40 minutos e o paciente recebe alta no mesmo dia ou no dia seguinte ao procedimento”, destaca Dr. Seid. Mas o especialista alerta. “Este procedimento é indicado para alguns tipos de doença hemorroidaria, que são as específicas, e, portanto, é fundamental a avaliação de um especialista e de um centro especializado”.
 
E finaliza: “Por ser uma doença evolutiva, quanto antes o paciente procurar por um atendimento especializado, mas precocemente ele vai ter o diagnóstico e evitar que a doença progrida”.
 
Os quatro graus da hemorroida interna:
– Hemorroidas grau I: não prolapsam através do ânus;

– Hemorroidas grau II: prolapsam através do ânus durante a evacuação, mas o retornam à sua posição original espontaneamente;

– Hemorroidas grau III: prolapsam através do ânus e só retornam para dentro com ajuda manual;

– Hemorroidas grau IV: estão prolapsadas através do ânus e o retorno não é possível nem com ajuda manual.
 
R7