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quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Estima-se que dois terços da população mundial com até 50 anos tenham o vírus do herpes

Uma nova pesquisa da Universidade de Bristol, no Reino Unido, em colaboração com a Organização Mundial de Saúde (OMS), descobriu que mais de 3,7 bilhões de pessoas com idade inferior a 50 anos no mundo todo estão infectadas com o vírus herpes simples tipo 1 (HSV-1), que leva a feridas na boca e pode ainda causar herpes genital
 
Infecções genitais
O vírus do herpes simples é classificado em dois tipos: o HSV-1 e o HSV-2. Ambos são altamente infecciosos e incuráveis.
 
O tipo 1 é transmitido principalmente pelo contato oral-oral e comumente causa feridas ao redor da boca. O tipo 2 é quase totalmente sexualmente transmitido, através do contato pele-a-pele, causando herpes genital.
 
A nova estimativa global, no entanto, mostra que o HSV-1 é também uma importante causa de herpes genital. Estima-se que cerca de 140 milhões de pessoas com idades entre 15 a 49 anos têm infecção genital a partir de HSV-1, principalmente nas Américas, Europa e Pacífico Ocidental.
 
No início deste ano, a OMS publicou estimativas do HSV-2 que mostram que 417 milhões de pessoas entre 15 a 49 anos estão infectadas.

 Tomadas em conjunto, esses números sugerem que mais de meio bilhão de pessoas com menos de 50 anos de idade têm uma infecção genital devido a HSV-1 ou HSV-2.
 
Urgência de uma vacina
Dada a falta de um tratamento permanente ou cura tanto para o HSV-1 quanto para o HSV-2, a OMS e seus parceiros estão trabalhando para acelerar o desenvolvimento de vacinas e microbicidas tópicos, que terão um papel crucial na prevenção dessas infecções no futuro.
 
“É provável que, em contextos de renda mais alta, menos crianças sejam infectadas com HSV-1. Ao mesmo tempo, o sexo oral é agora comum. Isso significa que mais pessoas são capazes de ser infectadas com HSV-1 genital depois de se tornar sexualmente ativas”, comentou a Dra. Katharine Looker, principal autora do estudo.
 
Estimativas de infecção por região
As estimativas para prevalência de HSV-1 por região em pessoas com menos de 50 anos em 2012 foram:
  • Américas: 178 milhões de mulheres (49%), 142 milhões de homens (39%);
  • África: 350 milhões de mulheres (87%), 355 milhões de homens (87%);
  • Mediterrâneo Oriental: 188 milhões de mulheres (75%), 202 milhões de homens (75%);
  • Europa: 207 milhões de mulheres (69%), 187 milhões de homens (61%);
  • Sudeste Asiático: 432 milhões de mulheres (59%), 458 milhões de homens (58%);
  • Pacífico Ocidental: 488 milhões de mulheres (74%), 521 milhões de homens (73%).
As estimativas de novas infecções de HSV-1 por região em pessoas com menos de 50 anos em 2012 foram:
    • Américas: 6 milhões de mulheres, 5 milhões de homens;
    • África: 17 milhões de mulheres, 18 milhões de homens;
    • Mediterrâneo Oriental: 6 milhões de mulheres, 7 milhões de homens;
    • Europa: 5 milhões de mulheres, 5 milhões de homens;
    • Sudeste Asiático: 13 milhões de mulheres, 14 milhões de homens;
    • Pacífico Ocidental: 11 milhões de mulheres, 12 milhões de homens.
MedicalXpress / Hypescience

Quatro alertas sobre o uso consciente de antibióticos

Remédio Foto: Pixabay1. Só sob prescrição médica 
Segundo bacteriologista Ana Paula Assef, do Laboratório de Pesquisa em Infecção Hospitalar do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), antibióticos devem ser usados só no tratamento de infecções bacterianas e sob prescrição médica. Como sua eficácia está relacionada ao agente causador da infecção, nem todos servem para as mesmas infecções.
 
2. Bactérias se modificam
A resistência aos antibióticos acontece quando determinada bactéria se modifica em resposta ao uso desses medicamentos — são as bactérias que ficam resistentes, não os seres humanos. Com o uso inadequado de antibiótico, as bactérias ‘sensíveis’ são eliminadas e as ‘resistentes’ permanecem e se multiplicam.
 
3. Tratamento deve ser seguido
Com o esgotamento das ações terapêuticas, infecções hoje tratadas facilmente, poderão, no futuro, causar danos maiores ao organismo. Quem usa um antibiótico inadequado, em dosagens diferentes da prescrição, ou interrompe o tratamento se coloca em risco, porque estas ações podem agravar a infecção e criar bactérias resistentes.
 
4. Semana mundial
A resistência aos antibióticos pode afetar pessoas de qualquer idade, em qualquer lugar do mundo. O Alerta é da Organização Mundial da Saúde, que promove até domingo a Semana Mundial do Uso Consciente de Antibióticos para conscientizar população, profissionais de saúde e gestores públicos sobre a resistência causada pelo uso indiscriminado.

Foto: Pixabay
 
O Globo

Pesquisadores brasileiros descobrem 18 genes ligados ao câncer de pênis

Doença está associada à falta de higiene correta do órgão
 
Um grupo de pesquisadores brasileiros investiga a genética por trás do câncer de pênis, um tumor sobre o qual há poucos estudos científicos e que afeta principalmente comunidades pobres, com baixo nível de educação sobre higiene e dificuldade de acesso aos serviços de saúde. Responsável por 2% dos casos oncológicos que atingem o homem, a doença, quando localizada, pode ser curada. Contudo, alguns pacientes evoluirão e, mesmo depois de tratados, sofrerão recidiva e metástases. Quem são essas pessoas é o que os cientistas querem descobrir.

Resultados preliminares do estudo, iniciado há seis meses com 53 pacientes, foram apresentados  durante o 35º Congresso Brasileiro de Urologia, no Rio de Janeiro. O urologista José de Ribamar Calixto, pesquisador da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e um dos autores do trabalho, explica que a expectativa é aumentar o número de participantes para cerca de 150 e acompanhá-los por pelo menos uma década.
 
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Pênis com verrugas e cheiro forte pode indicar doenças na área íntima

Apesar de recente, a pesquisa rendeu alguns achados importantes. Foram retiradas amostras de tecido doente e saudável dos pacientes e enviadas aos Estados Unidos, onde se identificou 18 genes suspeitos de estarem implicados com a doença. De acordo com Calixto, uma compreensão melhor sobre a genética do câncer de pênis vai levar a tratamentos mais precisos, evitando cirurgias desnecessárias e identificando, precocemente, os homens que deverão sofrer metástases.

“Hoje, o que se sabe sobre o câncer de pênis é que ele está associado à fimose e, provavelmente, ao vírus do HPV, que começa com uma ferida e, depois, surge o tumor, podendo progredir para pulmão e fígado. O diagnóstico é pela biópsia e o tratamento é com a amputação de uma parte ou do pênis todo. Acaba por aí o conhecimento da doença”, afirma. “Para tratar, não existe esquema efetivo de químio e rádio. Não se desenvolvem drogas específicas para esse câncer porque não temos financiamento, e os grandes laboratórios que fazem pesquisa de ponta, molecular e genética, não se interessam por ser uma doença de pobre, de países pobres”, critica.

Higiene
O câncer de pênis está associado à falta de higiene correta do órgão. Para preveni-lo, a indicação é lavar o pênis diariamente com água e sabão, principalmente após relações sexuais ou masturbação, puxando corretamente a pele para fazer a limpeza. Também é importante realizar o autoexame mensalmente, para verificar se há lesão na região, e realizar o exame médico uma vez por ano.

O problema, observa Calixto, é que nos locais em que há maior incidência e prevalência — no Brasil, as regiões Norte e Nordeste, principalmente no interior —, o acesso aos serviços de saúde é baixo. “O paciente leva até um ano para conseguir uma consulta e saber se o ferimento que encontrou é uma doença venérea ou um câncer”, exemplifica. “Não tem como. Acaba colocando o remédio que o vizinho orientou”, lamenta.
 
Correio Braziliense

Aids ainda é subestimada pelos jovens

Charlie Sheen na série 'Tratamento de Choque'Ao assumir ser soropositivo, o ator americano Charlie Sheen levanta uma questão dramática: muitos jovens não se protegem do vírus HIV por subestimarem os sintomas drásticos da doença
 
O ator Charlie Sheen, de 50 anos, confirmou ser portador do vírus HIV nesta terça-feira, em entrevista ao programa matinal Today, da rede americana NBC. "Eu admito que sou HIV positivo", disse. "Tenho de colocar um fim aos ataques, meias verdades e histórias agressivas sobre mim e que afetam a saúde de muitos outros".
 
O ex-astro da série Two and a Half Men, ídolo dos jovens, afirmou que recebeu o diagnóstico há cerca de quatro anos após ter dores de cabeça e mal estar. Disse também não saber exatamente como adquiriu o vírus. Na entrevista ao Today, porém, eliminou a possibilidade de ter se infectado com o vírus HIV por meio de seringas. O ator garantiu que avisou todos os parceiros sexuais sobre a doença e que dois deles, inclusive, aceitaram ter relações sem proteção. Ao programa, o médico de Sheen, Robert Huizenga, afirmou que o ator não tem aids pelo fato de ele possuir um nível "indetectável" do vírus HIV em seu sangue.
 
Charlie Scheen é um homem bonito. Um homem de sucesso. Tem aparência saudável. Longe, muito longe do perfil do portador do vírus HIV da década de 80. Lembre-se aqui de Cazuza. O cantor morreu magérrimo, com apenas 40 quilos, em decorrência da aids. A doença naquele tempo era uma sentença de morte. Hoje, graças aos eficazes tratamentos com remédios antirretrovirais, o doente vive muito e com uma vida praticamente normal. E aqui está o perigo. "Hoje, o jovem pode subestimar a doença justamente por não conviver com seus efeitos colaterais. O resultado é que ele deixa de se proteger", diz o infectologista Artur Timerman, uma das maiores autoridades brasileiras no tratamento da aids.
 
Antiretrovirais
Os medicamentos desenvolvidos nas últimas duas décadas mudaram a vida das pessoas infectadas. O primeiro antiretroviral surgiu em 1986 -- o AZT. A partir de 1997, com o surgimento do coquetel antiaids, uma combinação de três medicamentos de classes diferentes que atuam em fases distintas da replicação do vírus, o quadro mudou radicalmente.
 
Sexo sem proteção
A comprovação está nos números. De acordo com os dados mais recentes do Ministério da Saúde, houve um crescimento de 25% de casos da doença em jovens de 15 a 24 anos entre os anos de 2003 e 2012. Eles compõem um grupo de risco preocupante. Em muitos casos, trata-se de jovens que frequentam festas regadas a álcool e drogas e praticam sexo inseguro. Segundo uma pesquisa da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), um terço dos rapazes e moças com essa faixa etária dispensa a proteção. O que ocorre é que essa geração não viveu o terror da década de 80 e provavelmente não conhece pessoas que morreram com a doença. Seus ídolos estão vivos.
 
Além disso, mesmo com os tratamentos disponíveis hoje, muitas pessoas não estão diagnosticadas, o que significa que elas podem adoecer e infectar outros. Diz Timerman: "A prevenção não é apenas fazer sexo seguro, mas ser diagnosticado precocemente para evitar que o vírus seja transmitido".
 
Estima-se que, no Brasil, haja 400 000 soropositivos ainda não diagnosticados.
 
Veja

Alergia pode dar depressão, diz estudo

Reação inflamatória do corpo afeta o cérebro e pode alterar humor
 
Pessoas alérgicas correm risco de desenvolver depressão quatro vezes maior do que as pessoas que não possuem nenhum tipo de alergia, segundo estudo da Universidade de Taiwan, no China. E não é só o nariz escorrendo ou os olhos vermelhos que podem alterar o humor.
 
Os pesquisadores acreditam que inflamações nas veias e tecidos do organismo por causa de alguma reação alérgica podem causar efeitos negativos no cérebro por um longo tempo.
 
A reação inflamatória do corpo, como espirrar, é a maneira como o organismo tenta eliminar algo que está incomodando. Mas o estudo mostrou que, se exposto a isso por muito tempo pode causar efeitos psiquiátricos mais sérios.
 
O estudo analisou 10 mil pessoas alérgicas e outras 30 mil não alérgicas. Os pesquisadores monitoraram essas pessoas por mais de uma década e registraram quantos tiveram problemas de humor, ou até mesmo sintomas de depressão e transtorno bipolar.
 
Outro estudo, da Dinamarca, relacionou as questões alérgicas ao suicídio. Segundo a análise de 2010, os alérgicos têm 30% mais chance de cometer suicídio.
 
Os cientistas acreditam que, quando o corpo usa as inflamações como ferramenta para eliminar um “agressor”, ele acaba liberando uma proteína que diminui a produção de serotonina, “o hormônio da felicidade”.
 
R7