Aplicativos, carreira, concursos, downloads, enfermagem, farmácia hospitalar, farmácia pública, história, humor, legislação, logística, medicina, novos medicamentos, novas tecnologias na área da saúde e muito mais!



segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Resíduos de agrotóxicos: Evite iodo para remover

Na internet proliferam “receitas milagrosas” para quase tudo, inclusive para remoção de resíduo de agrotóxico em alimentos. A mais recente delas é o uso de soluções contendo a substância química iodo

Além de não haver dados científicos originados de análise laboratorial que confirmem a eficácia desta prática, é importante saber que o iodo possui ação oxidante. Assim, pode oxidar não somente os resíduos de agrotóxicos como também vitaminas, flavonoides e outros compostos benéficos presentes na superfície dos alimentos, o que levará à diminuição de seu conteúdo nutricional.
 
O iodo em tintura alcoólica está registrado na Anvisa como medicamento, por sua ação bactericida, de modo que seu uso deve ter finalidade exclusivamente terapêutica. Então lembre-se: caso opte pela aquisição de alimentos produzidos pela agricultura convencional, a recomendação mais segura e correta para diminuição do nível residual de agrotóxicos da superfície é lavá-los bem em água corrente, com auxílio de uma esponja ou escovinha destinadas somente para esta finalidade.

O emprego de pequena quantidade de detergente ou sabão neutro não é contraindicado e pode auxiliar no processo de remoção. Assegure-se apenas de enxaguar devidamente o alimento em água corrente para que não ocorra simplesmente a troca de moléculas de agrotóxicos pelas de detergente ou sabão.

Já a imersão prévia dos alimentos por 20 min em água com hipoclorito de sódio (água sanitária) pode (e deve) ser feita, porém sua finalidade é diminuir a contaminação por germes e micróbios, devido a sua ação biocida.
 
Click Saudável

Hospital utiliza software que facilita compreensão de receitas médicas

A dificuldade em entender o que está escrito na receita médica está com os dias contados. Uma ferramenta desenvolvida na Universidade Federal do Ceará vai facilitar a compreensão da população às receitas prescritas pelos médicos. O sistema online Letras de Médico já é utilizado, de forma experimental, pelo Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC)
 
A ideia é simples: por ser feita no computador, evita-se a receita manuscrita pelos médicos, o que agiliza o processo. O software usa pictogramas, um sistema de desenhos que representam os remédios na quantidade correta prescrita. Se o paciente tiver de tomar meio comprimido em determinado horário, o desenho (pictograma) na receita mostrará um comprimido partido ao meio e o horário adequado.
 
Desde setembro, médicos e pacientes do Ambulatório de Cardiologia e da Clínica 2A do HUWC são beneficiados com o programa. Além do uso de pictogramas, o software permite aos médicos do HUWC um histórico das receitas e das recomendações feitas ao paciente, associar a dosagem mais adequada, listar vários medicamentos, dentre outras possibilidades.
 
“Fizemos muitos testes com médicos e pacientes. O uso do pictograma foi adaptado para a realidade do paciente do hospital. Pesquisas apontam que 85% dos pacientes lembram da informação dada pelo médico quando pictogramas são utilizados nas prescrições médicas”, explica Rogério Malveira.
 
Premiação
Desenvolvido pelo estudante do último semestre da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará (UFC), Rogério Malveira, o programa gera receitas em até 40% menos tempo e com até cinco vezes mais entendimento por parte do paciente.
 
A ideia de Rogério recebeu o segundo lugar do Brasil na disputa de premiação para investimento do Social Good Brasil, maior laboratório de inovação social tecnológica do país.
 
Médicos de estados como Minas Gerais e Rio Grande do Sul já manifestaram interesse pelo programa.
 
Saiba mais sobre o software Letras de Médico.
 
Agência Brasil

Atletas de fim de semana estão mais propensos a arritmia cardíaca

Atletas de fim de semana estão mais propensos a desenvolver arritmia cardíacaFazer exercícios físicos uma vez por semana, além de não produzir o efeito esperado, pode ser um problema para a saúde
 
Os atletas de fim de semana correm mais risco de desenvolver arritmia cardíaca ou ter um infarto, pois não o coração não está preparado para a carga excessiva.
 
De acordo com o cardiologista do Hospital Universitário de Brasília (HUB), Wagner Gali, “o ideal é a pessoa caminhar diariamente ou pelo menos de três a quatro vezes por semana, por 30 minutos”.
 
Se a pessoa, de fato, não tem tempo, os médicos aconselham a escolha de alternativas, como o uso de escadas, em vez de elevador, em locais onde trabalha ou reside. Outra alternativa é descer do ônibus algumas paradas antes para dar uma caminhada.
 
A arritmia cardíaca também pode acometer pessoas jovens, principalmente por conta de fatores hereditários. As recomendações para evitar o desenvolvimento da doença incluem controle de peso, da pressão arterial e do diabetes, alimentação saudável e com pouco sal, além de exercícios regulares. E sempre procurar ajuda médica.
 
Apagão
O ex-motorista de transporte urbano Carlos Jorge da Silva tinha 45 anos e levava uma vida sedentária quando se envolveu em um acidente de trânsito. “Tive um apagão no ônibus ao passar por um quebra mola. Debrucei no volante e acordei com o cobrador me chamando”, conta.
 
Após procurar por ajuda médica e passar por vários exames, Carlos descobriu que tinha arritmia cardíaca. “Me dava fraqueza nas pernas, ficava tonto, sentia dificuldades para levantar, queria respirar e não conseguia”, lembra, com angústia.
 
A situação do ex-motorista piorou quando passou a sofrer uma série de infartos. “Tive sete infartos, quase um por ano. Já fiz angioplastia e três pontes de safena”, enumera.
 
De acordo com Wagner Gali, a arritmia é mais comum em pacientes com doenças cardíacas ou de Chagas, infartados e hipertensos.
 
A solução para Carlos veio por meio da tecnologia na área da saúde, o implante de um marca-passo com ressincronizador, procedimento realizado no HUB, unidade vinculada à Universidade de Brasília (UnB) e filiada à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh).
 
Hoje, aos 57 anos e aposentado, Carlos leva uma vida normal. “Eu estou bem, fiz duas revisões, caminho para tudo quanto é lugar”, comemora.
 
Arritmia
O coração tem um ritmo de funcionamento constante, que pode se alterar para acompanhar nosso dia a dia, como bater mais rápido durante uma atividade física, uma forte emoção, ou mais devagar durante o repouso. No entanto, quando essas alterações não ocorrem de forma natural, pode ser sinal de arritmia cardíaca.
 
As causas e os tipos de arritmia são diversos, e vão desde o envelhecimento natural à causas hereditárias. Há situações que podem causar o descompasso cardíaco, como as doenças isquêmicas; doenças relacionadas a parasitas infecciosas – que podem acometer o coração; ou distúrbios eletrolíticos, como alteração de potássio, magnésio; doenças da tireoide e qualquer outra que faça uma alteração estrutural no coração, fazendo com que ele cresça.
 
Fonte: ebserh.gov.br Com informações do Ministério da Saúde

Notificação de grávidas com manchas vermelhas passa a ser obrigatória no Rio

Reprodução
Após pesquisadores do Laboratório de Flavivírus do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/ Fiocruz) descobrirem a presença do genoma do zika vírus em amostras de duas gestantes da Paraíba, com fetos diagnosticados com microcefalia por meio de exames de ultrassonografia, a Secretaria de Saúde do estado do Rio tornou obrigatória a notificação de casos de gestantes com manchas vermelhas na pele. Independentemente da idade gestacional da mulher, esses casos devem ser notificados em até 24 horas
 
A medida passa a valer depois de publicação da resolução no Diário Oficial do estado.
 
A notificação poderá ser feita por telefone, e-mail e formulário online. A determinação vale tanto para o setor público, como privado, desde postos de Saúde, hospitais, clínicas da família, consultórios médicos e secretarias municipais de Saúde.
 
De acordo com a secretaria, a medida tem por objetivo traçar um mapa epidemiológico do estado para melhor analisar os casos de zika vírus e uma eventual relação entre a doença e o nascimento de bebês com microcefalia e, assim, auxiliar em políticas públicas de vigilância para preveni-los. “Importante ressaltar, no entanto, que o manejo clínico para o tratamento do zika, assim como para fetos ou recém-nascidos com microcefalia, segue sem alterações, acompanhando o já preconizado pelo Ministério da Saúde”, diz a nota.
 
Na semana passada, o Ministério da Saúde determinou estado de emergência nacional em saúde pública após perceber um aumento dos casos de microcefalia na Região Nordeste. A Secretaria de Saúde do Rio levou em consideração o relato de aparecimento de manchas vermelhas na pele das mães durante a gestação, em alguns casos de microcefalia investigados em alguns estados nordestinos. “Esse fato pode estar associado a diversas condições clínicas, incluindo doenças infecciosas. Portanto, a necessidade de estabelecer um protocolo de vigilância e adotar medidas de prevenção e controle.”
 
Para a pesquisadora do Laboratório de Flavivírus do Instituto Oswaldo Cruz, virologista Ana Maria Bispo, a pesquisa do Flavivírus em que foram encontrados zika em amostras de gestantes da Paraíba são um “achado científico inédito” e permitem um melhor entendimento da infecção deste vírus em pessoas. “Apesar de os resultados recentes trazerem conhecimentos científicos inéditos, ainda não há comprovação científica de que os casos de microcefalia em crianças estão correlacionados à infecção por vírus Zika”, disse.
 
Segundo ela, novos testes são necessários para comprovar essa relação entre o zika vírus e a microcefalia. Ana Maria disse ainda que é “fundamental” o combate ao mosquito Aedes aegypti. “Como é de conhecimento de todos, o controle do vetor é fundamental, não apenas por ações do governo, mas com participação da população.”
 
Entenda as doenças
O subsecretário de Vigilância em Saúde do Rio, Alexandre Chieppe, esclareceu que o zika é uma doença transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti infectado com o vírus. Segundo ele, a doença não é transmitida de pessoa a pessoa. Chieppe  disse ainda que a semelhança com a dengue ocorre em função de alguns sinais e sintomas apresentados pelos pacientes como: febre; manchas pelo corpo com coceira; dor de cabeça e nas articulações, além de enjoo e dores musculares.
 
“Apesar de ainda não haver evidências científicas, em função de ser uma doença nova, vamos orientar os profissionais de serviços de saúde a intensificar a vigilância em gestantes com manchas vermelhas pelo corpo, assim como reforçar as medidas de proteção individual, [tais como] indicação de uso de repelentes, evitar exposição nos períodos de maior atividade do mosquito.”
 
Já a microcefalia é uma condição rara em que o bebê nasce com o crânio menor que o tamanho normal. Na maioria dos casos, é resultado de alguma infecção adquirida pela mãe durante a gravidez, como toxoplasmose, rubéola e citomegalovírus, além de abuso de álcool, drogas e em síndromes genéticas como a síndrome de Down. Em 90% dos casos, a microcefalia está associada a um atraso no desenvolvimento neurológico, psíquico e/ou motor. Não há como reverter a microcefalia, mas é possível melhorar o desenvolvimento e a qualidade de vida da criança.
 
Agência Brasil

Turma São Camilo Ipiranga

 
Encerramento da turma 80 da Pós em Administração Hospitalar
Módulo Gestão de Logística Hospitalar
06/11/2015