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terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Processos seletivos da Prefeitura de Nova Veneza - SP

No Estado de São Paulo, a Prefeitura de Nova Veneza lançou dois editais de processos seletivos para admissão temporária de profissionais de todos os níveis de escolaridade, com ganhos mensais de R$ 900,00 a R$ 3.106,00, por jornadas trabalhistas de 20 e 40 horas semanais.

São ao todo quatro vagas, sendo duas ofertadas através do edital nº 002/2015, para Médico Veterinário, Auxiliar de Consultório Dentário e Agente Comunitário de Saúde (ACS) e duas por meio do edital nº 003/2015, para Biólogo e Fiscal do Meio Ambiente. Além das vagas imediatas, o evento também realiza cadastro de reserva.

Para participar é preciso que o interessado realize pré-inscrição via endereço eletrônico: www.processosseletivos.com.br/novaveneza, até o dia 7 de dezembro de 2015. Feito isso, será necessário comparecer a Secretaria Municipal de Saúde de Nova Veneza, situada na Rua Alfredo Bortoluzzi nº 420, Bairro Bortoluzzi, nos dias 7 ou no dia 8 de dezembro de 2015, para validar a inscrição.

Será aplicada prova na Escola Básica Municipal Bairro Bortolotto, localizada na Rua Antônio Destro nº 15, Bairro Bortolotto, provavelmente no dia 19 de dezembro de 2015, com início as 8h30.

Estima-se que o gabarito seja divulgado no dia da prova e que o resultado final seja homologado no dia 8 de janeiro de 2016.

Concurso Prefeitura de Aragoiânia - GO

Em Goiás, a Prefeitura de Aragoiânia divulgou novas informações e deu prosseguimento ao concurso público, regido pelo edital 01/2015, organizado pela empresa Itame Consultaria e Concursos.

A meta é preencher mais de 100 vagas imediatas e formar cadastro de reserva para postos de níveis fundamental, médio, técnico e superior. Os cargos disponíveis são de Agente comunitário de saúde, Agente de combate às endemias, Auxiliar de consultório dentário, Biólogo, Enfermeiro, Farmacêutico, Fisioterapeuta, Fonoaudiólogo, Gari, Geógrafo, Médico, Motorista de veículo pesado, Motorista de ambulância, Nutricionista, Odontólogo, Operador de máquinas pesadas, Professor, Psicólogo, Recepcionista, Técnico em enfermagem, Técnico em higiene dental, Técnico em gestão ambiental, Vigia, entre outros.

Os salários oferecidos vão de R$ 788,00 a R$ 5.766,19. As inscrições foram reabertas e serão realizadas no período entre 7 e 31 de dezembro de 2015, pelo site da organizadora (http://www.itame.com.br), mediante pagamento de taxa no valor de R$ 50,00 a R$ 90,00. 

Na primeira etapa do concurso, serão aplicadas provas escritas teórico-objetivas para todos os cargos, provavelmente no dia 5 de março de 2016.

Os candidatos aos cargos de Operador de Máquina Pesada e Motoristas de Veículos Pesados e de Ambulância aprovados nas provas objetivas serão submetidos à prova prática, que será realizada na data provável de 2 de abril de 2016 (sábado), em local e horários previamente divulgados.

A prova de aptidão física para Gari será realizada provavelmente no dia 2 de abril de 2016 (sábado), cujos horários e locais serão previamente divulgados pela CECP.

Os títulos deverão ser protocolados na Comissão Especial do Concurso - CECP até o dia 2 de abril de 2016 (sexta-feira), em horário de expediente, na sede da Prefeitura Municipal, através de requerimento em duas vias para conferência e avaliação que será feita pela CECP com suporte técnico da organizadora do concurso.

Edital e demais atualizações devem ser conferidos no link: http://www.itame.com.br/site/concurso_detalhes.aspx?conid=23

CFF regulamenta atribuições do farmacêutico que atua na hemoterapia

Na semana em que se comemora o Dia Nacional do Doador de Sangue, 25 de novembro, o Conselho Federal de Farmácia aprovou resolução regulamentando as atribuições do farmacêutico nos Hemocentros Nacional e Regionais bem como em serviços de hemoterapia e/ou bancos de sangue

“A normativa é uma homenagem do CFF aos doadores e uma contribuição aos colegas farmacêuticos que atuam na área, para que se sintam mais amplamente respaldados na execução do seu trabalho”, comentou a conselheira federal de Farmácia pelo estado do Rio de Janeiro, Ana Paula Queiroz, durante a apresentação da proposta ao Plenário do Conselho na manhã desta quinta-feira, dia 26.

A conselheira destacou que a nova resolução foi construída com o apoio da classe farmacêutica e a sociedade, pois esteve submetida à consulta pública no período de 11 de agosto até 10 de setembro. Foram recebidas 34 contribuições e 88% dos participantes se declararam fortemente favoráveis, o que reflete a pertinência da regulamentação.

Os hemocomponentes têm sido descritos tanto como produtos biológicos, como medicamentos. Em consonância com as farmacopéias americana e britânica, os hemocomponentes foram incluídos, no final do ano de 2012, no rol de especialidades farmacêuticas da 5ª Edição da Farmacopéia Brasileira (FB5), atualizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA).

“Com efeito, na qualidade de medicamentos de infusão venosa de alta criticidade, os hemocomponentes demandam um controle de qualidade adaptado aos mais altos padrões e exigências de segurança e eficácia compatíveis com a produção de injetáveis da indústria farmacêutica”, comenta Ana Paula Queiroz, no texto de justificativa da resolução. “Neste diapasão, a integralidade da atuação do farmacêutico nos serviços de hemoterapia e/ou bancos de sangue confunde-se também com um dos maiores desafios da assistência à saúde do país, que é o de ampliar a atenção aos portadores de coagulopatias e hemoglobinopatias com o menor risco possível de transmissão de doenças”, acrescenta.

Efetivamente, o farmacêutico que atua em serviços de hemoterapia e/ou bancos de sangue deve manter-se frequentemente atualizado e solícito à prática assistencial, sobretudo prestigiando o trabalho em equipe. “E neste sentido, a nova normativa se reveste de importância capital tanto para a consolidação do farmacêutico na Hemoterapia, quanto para a oferta de hemocomponentes e hemoderivados com qualidade, eficácia e segurança elevados para a população do SUS”, assinala o presidente do CFF, Walter Jorge João. 

Entre as atribuições previstas na nova resolução estão fazer a anamnese farmacêutica, verificar sinais e sintomas, acessar e conhecer as informações constantes no prontuário e realizar a reconciliação medicamentosa do receptor; registrar no prontuário do receptor a evolução farmacêutica e, quando se fizer necessário, informações úteis sobre a assistência prestada ao paciente, inclusive laboratorial e solicitar exames laboratoriais de receptores para fins de monitorização dos efeitos tranfusionais.

De acordo com a proposta, o profissional também deverá avaliar e monitorar, no âmbito da vigilância sanitária, materiais, equipamentos, substâncias e insumos industrializados, como bolsas, equipos de transfusão, seringas, filtros, conjuntos de aférese, agulhas, anticoagulantes, dentre outros, utilizados para a coleta, preservação, processamento, armazenamento e transfusão de hemocomponentes, assim como os reagentes usados para os testes imuno-sorológicos e imunohematológicos. A resolução deve ser publicada nos próximos dias. 

 Fonte: CFF

Brasil aumenta número de médicos, mas mantém desigualdade na distribuição

Dados do relatório Demografia Médica no Brasil 2015 indicam que cerca de 400 mil médicos atuam no Brasil

De acordo com os números divulgados ontem (30) pelos conselhos Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp) e Federal de Medicina (CFM), o total de registros de médicos no país é de 432.870, mas 33.178 registros se referem a registros secundários, ou seja, são de profissionais com mais de um registro nos conselhos regionais.

A segunda inscrição ocorre quando o médico trabalha em áreas fronteiriças entre dois estados [e ele têm registro em mais de um conselho] ou quando ele muda temporariamente para fazer cursos ou especializações. Deduzidos os registros secundários, o total de médicos no país soma 399.692 profissionais.

Considerando-se o total de registros médicos no país, já que um médico pode atuar em estados diferentes, o Brasil tem, em média 2,11 médicos para cada grupo de mil pessoas. A taxa é muito próxima a de países desenvolvidos como Estados Unidos [média de 2,5 médicos por grupo de mil habitantes], Canadá (2,4) e Japão (2,2). Segundo Mário Scheffer, coordenador do estudo, nessa média não é considerada o número total de médicos, mas o de registro, porque “um médico com dois registros tem de ser contado nos dois estados, porque ele é mão de obra para ambos”.

Desigualdade
A distribuição desses médicos pelo país é muito desigual tanto entre as unidades da Federação quanto em relação a capitais e interior do país. A região Sudeste, por exemplo, concentra mais da metade dos médicos do país (55,3%), enquanto a região Norte tem apenas 4,4% desse total, seguida pelo Centro-Oeste, com 7,9%.

O estado do Maranhão dispõe de 5.396 médicos, o que corresponde a 1,3% do total de profissionais brasileiros, enquanto sua população corresponde a 3,4% do total nacional. A média é a mais baixa do país, de 0,79 profissionais para cada grupo de mil pessoas. O estado de São Paulo concentra 117.995 médicos (28,1% do total), para uma população que corresponde a 21,7% do país [2,7 médicos a cada grupo de mil]. O Distrito Federal é a unidade federativa com maior concentração de médicos por grupo de pessoas do país: 4,28 médicos a cada mil pessoas.

As 27 capitais do país concentram 55,24% do total de registros de médicos, embora a população dessas cidades represente apenas 23,80% do país. Todas as 5.543 cidades do interior têm 44,76% dos médicos, enquanto sua população soma 76,2% do Brasil. Com isso, a taxa de médicos por grupos de mil habitantes soma 4,84 nas capitais e 1,23 médicos no interior. “O médico é um profissional que demora 12 anos para se formar. Ele não vai trabalhar em lugares distantes se não houver boas condições para sua família. O relatório mostra que abrir escolas não resolverá o problema porque a maioria deles [médicos] vai trabalhar em cidades com mais de 50 mil habitantes. O governo precisa desenvolver uma política de interiorização”, defendeu Braúlio Luna, presidente do Cremesp.

Perfil
Em 2014, os homens eram maioria dos médicos no país (57,5% do total), mas há uma tendência de feminização da medicina no Brasil. “Desde 2010, há mais registros de mulheres que de homens. A profissão ainda é masculina, mas isso está mudando”, afirmou Mário Scheffer. Desde 2011, 52,6% dos médicos eram mulheres. No ano passado, esse número já correspondia a 54,8% do total.

Segundo Scheffer, a maior presença das mulheres na medicina vem acompanhada de desigualdade. “As mulheres recebem menos, embora tenham vínculos e carga horária equivalentes aos homens.”

A idade média dos médicos em atividade no país chega a 45,7 anos. Conforme o estudo, essa média vem caindo ao longo do tempo, resultado da entrada de novos médicos no mercado de trabalho.  

Salário
A maioria dos médicos tem mais de um emprego e se submete a longas jornadas semanais de trabalho. Do total de médicos do país, apenas 22% têm somente um empregador. O restante tem entre dois ou mais vínculos.

A maioria dos médicos [75,5% do total] trabalha mais de 40 horas semanais. O salário da maioria [62,4%] é de R$ 16 mil mensais. No entanto, o salário é considerado baixo pelo presidente do CFM, Carlos Vital. Segundo ele, o ideal seria um salário de R$ 11 mil por 20 horas semanais ou R$ 22 mil por 40 horas.

“Essa é a proposta que a categoria médica tem defendido. Mas o governo paga, em média, R$ 6 mil por 40 horas semanais. Isso é extremamente desmotivador”, afirmou Braúlio Luna, presidente do Cremesp.

Para Vital, a PEC 459, em tramitação na Câmara dos Deputados desde 2009 e que institui a carreira de estado para o médico brasileiro, poderia ajudar a resolver esse problema salarial e garantir condições dignas para o exercício da profissão. “A PEC reconhece o exercício da medicina como essencial ao estado. A lei é que irá, posteriormente, regulamentar e determinar esses salários”, concluiu.

Agência Brasil

Pesquisa diz que é três vezes mais fácil achar médico particular do que público

Um relatório divulgado ontem (30), em São Paulo, revela que é três vezes mais fácil encontrar um médico no setor privado do que no Sistema Único de Saúde (SUS)

Segundo o relatório Demografia Médica no Brasil 2015, divulgado pelo Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp) e pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), apenas 21,6% do total de médicos do país – cerca de 400 mil profissionais – atende unicamente no serviço público, enquanto 26,9% atende no setor privado. O restante atende a ambos.

Segundo as entidades, o equilíbrio numérico entre os setores público e privado é apenas aparente, já que há uma grande desigualdade quando se considera a quantidade de público atendida: no SUS ela é muito maior. Cerca de 75% da população brasileira utiliza exclusivamente o SUS, enquanto o restante tem cobertura de plano ou seguro de saúde.

Uma estimativa feita em junho deste ano pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) apontou que os clientes de planos de saúde somavam 50.516.992 pessoas no país, enquanto os demais 150,5 milhões de habitantes recorriam exclusivamente ao SUS. Com isso, a população atendida pela rede privada, que é três vezes menor, encontra mais facilidade de médicos que no SUS.

“O paciente tem três vezes mais dificuldade de ter disponibilidade de um médico no SUS do que na área privada. Isso pode melhorar com políticas públicas de saúde, com prioridade e atenção na saúde, mais investimento, maior capacidade administrativa e com carreira de estado para os médicos e profissionais de saúde, que possa trazer perspectiva de progressão”, disse Carlos Vital, presidente do Conselho Federal de Medicina.

“A desigualdade entre os setores público e privado precisa ser revista. Esse é o grande desafio para o sistema de saúde que se quer universal”, afirmou Mário Scheffer, coordenador do estudo. De acordo com o levantamento, os médicos que atuam apenas no setor privado ou em ambos os setores ganham mais do que aqueles que atuam apenas no SUS. Dos médicos que atuam no sistema público de saúde, 37,8% ganham menos que R$ 8 mil mensais.

Entre os que atuam apenas no setor privado, essa porcentagem cai para 21,8%. A grande maioria dos profissionais que atuam no setor público [84,5% do total] tem dois vínculos empregatícios. Entre os profissionais do setor privado, essa taxa cai para 27,1% do total.

Mais da metade dos médicos [51,5% do total] que atuam no setor público trabalham em hospitais, 23,5% em unidades básicas e no programa Saúde da Família e apenas 4,8% em serviços de atenção secundária e especializada. Entre os que atuam no serviço privado, o lugar de trabalho mais frequente é o consultório particular [40,15 do total] e o hospital privado [38,1%].

Mais Médicos
Segundo Mário Scheffer, coordenador do estudo, o relatório não considerou a totalidade de médicos do Programa Mais Médicos, estimada em 18 mil profissionais, pois a pesquisa trabalha apenas com dados de registros de médicos brasileiros nos conselhos regionais de medicina e não estrangeiros. Segundo ele, apenas os 7 mil profissionais brasileiros dentro do programa foram considerados para essa pesquisa. Por isso, disse Scheffer, não foi possível prever o impacto do programa dentro do relatório.

Foto: Arauto

Agência Brasil