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terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Anvisa pode propor proibição de termômetros com mercúrio

A Diretoria Colegiada da Anvisa faz, nesta terça-feira (1/12), sua 24ª Reunião Ordinária Pública de 2015

Na pauta está a proposta de iniciativa regulatória que trata da Regulamentação da Proibição de Termômetros Clínicos e Esfigmomanômetros com Coluna de Mercúrio e Indicados para Uso em Diagnóstico em Saúde. A iniciativa regulatória é o primeiro passo para a proposição de norma pela Anvisa.

Também está em pauta a revisão da Resolução de Diretoria Colegiada (RDC) 48/2009, que dispõe sobre mudanças pós-registro e cancelamento de registro de medicamentos.

Haverá análise de cinco propostas de Consultas Públicas, sobre inclusão de ingredientes ativos em agrotóxicos.

A reunião ocorre a partir das 14h, na sala de reuniões da Diretoria Colegiada da Agência, na sede da Anvisa em Brasília.

Confira a pauta.

ANVISA

As doenças relatadas por diferentes gerações [Estudo]

O V Estudo Saúde Ativa – Gerações realizado pela SulAmérica avaliou os índices e ocorrências de diabetes, colesterol, hipertensão e dados referentes à massa corpórea (IMC) nas gerações Baby Boomer, X, Y e Z

É importante observar que em todas essas variáveis há diferença entre a informação relatada e a encontrada nas aferições. O levantamento analisou 43.641 questionários respondidos por uma população distribuída em 262 empresas clientes do grupo, em 13 capitais do país, de 2010 a 2013.

A amostra é composta de 40% de mulheres e 60% de homens. O questionário aplicado é parte integrante do Programa de Gerenciamento de Fatores de Risco (GFR) da companhia.

O estudo permite ainda promover análise comparativa entre os perfis populacionais de acordo com as diferentes gerações.

As gerações analisadas foram classificadas da seguinte forma:


Diabetes e Glicemia acima do normal
O estudo constatou que em todas as gerações há uma sensível diferença entre o diabetes mellitus relatado e o encontrado em testes realizados. Entre os Baby Boomers, 8,2% declararam ter diabetes, porém 12,9% já apresentavam índices de glicemia acima do tolerado. Na Geração X essa diferença é ainda maior, já que apenas 2% tinham conhecimento da diabetes, quando na verdade 6,3% apresentaram sintomas da doença. Pouquíssimas pessoas das Gerações Y e Z sabiam já ter diabetes com percentuais, respectivamente, de 0,5% relatados versus 3,3% encontrados, e 0,3% de diabetes relatada versus 2% encontrada.


Nas medições de glicemia, 50% da Geração de Baby Boomers possuem o índice acima do limite, porém 38% destes afirmaram não ter glicemia alterada. A diferença no percentual de pessoas que desconhecem ter glicemia elevada diminui nas demais gerações.

Esse dado pode ser um indício de que, independente da geração, as pessoas não estão realizando exames de rotina, já que desconhecem o aparecimento de uma doença que pode atingir alto nível de cronicidade em pouco tempo.


Colesterol
O colesterol é um tipo de gordura que circula na corrente sanguínea e que, se encontrado em excesso, aumenta significativamente o risco de doenças cardiovasculares, como derrame e infarto. O Estudo Saúde Ativa aponta que o índice de pessoas com colesterol considerado alto é muito próximo entre as Gerações Baby Boomers e X, sendo que 15,9% da primeira geração têm colesterol alto contra 13% da segunda.

Na Geração Y, 8% encontram-se nesse estado e, na Z, esse percentual é de 4,7%. Vale ressaltar que outros fatores de risco como obesidade, sedentarismo e hábitos alimentares inadequados elevam o nível do colesterol no organismo.


Hipertensão
Em relação às doenças mencionadas pelos participantes do Programa Saúde Ativa, a hipertensão liderou os relatos. A Baby Boomers é a Geração mais afetada pela pressão elevada (30,1%), seguida pelas X, Y e Z, com 11,8%, 3,3% e 0,9%, respectivamente. Nota-se também uma significativa elevação da taxa de hipertensos entre as Gerações X e Baby Boomers, em fato esperado devido ao avanço da idade, porém que chama a atenção. Também nessa avaliação é grande o percentual de pessoas que desconhecem ter pressão alta. Dos Baby Boomers, 12% dos que apresentaram medição elevada declararam não possuir pressão alta.


A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que, ano a ano, cerca de 7 milhões de pessoas morrem por consequência da pressão arterial elevada.


IMC
O cálculo do índice de massa corpórea (IMC) da base pesquisada pelo estudo Saúde Ativa revelou que quase metade da Geração Baby Boomers apresenta sobrepeso (46,8%). O percentual de pessoas acima do peso diminui nas outras gerações, sendo que 44,4% da Geração X apresentam sobrepeso, seguidos de 37,2% da Geração Y e 24,7% da Geração Z.


De acordo com o Vigitel, IMC acima do normal e a obesidade têm crescido no Brasil. Levantamento do órgão realizado em 2011 pelo Ministério da Saúde mostra que a proporção de pessoas com IMC acima do normal no país avançou de 42,7%, em 2006, para 48,5%, em 2011. No mesmo período, o percentual de obesos subiu de 11,4% para 15,8%.


Saúde Business

Suspenso lote do medicamento Cefalexina do Laboratório Teuto Brasileiro

Após identificar desvio de qualidade, a Anvisa determinou, nesta terça-feira( 01/12), a interdição cautelar do lote 3225286 do medicamento Cefalexina 500 mg, comprimidos, medicamento genérico, com validade até outubro de 2016, do Laboratório Teuto Brasileiro S/A.

O lote citado apresentou resultados insatisfatórios no ensaio de aspecto, conforme consta no Laudo de Análise Fiscal 619.00/2015, emitido pelo Laboratório Central do Estado do Paraná (LACEN-PR).

A interdição cautelar é uma medida preventiva que vale pelo prazo de 90 dias. Enquanto a Anvisa aguarda o resultado de análise definitivo, é recomendado aos usuários que suspendam o uso do medicamento.

A medida está na Resolução 3.308/2015, publicada no Diário Oficial da União (DOU).

ANVISA

Interações medicamentosas com alimentos e com medicamentos

Interações medicamentosas sempre representaram um verdadeiro fascínio para mim, desde a época de faculdade de Farmácia & Bioquímica

Entender como as interações se dão quimicamente e o que isso pode provocar em um organismo sempre foi objeto de extrema curiosidade em mim.

Mas além do fascínio, o tema sempre me preocupou pessoalmente, tanto como profissional de saúde quanto como ser humano, que se vê indignada com a falta de orientações fornecidas por alguns médicos (note que eu não generalizei) e até por farmacêuticos que ao invés de "dispensar" o medicamento (fornecendo todas as informações cabíveis), apenas "vendem" os medicamentos.

Vamos ao texto, propriamente dito: As interações medicamentosas ocorrem quando as substâncias encontradas nos medicamentos interagem de alguma forma com outro medicamento, com álcool ou com os alimentos.

Algumas interações prejudicam a absorção do fármaco pelo organismo, outras interferem na ação do mesmo no organismo. 

Conheça algumas dessas interações medicamentosas.

1. interação medicamentosa de Anticoncepcional + antibiótico
Há mais de duas décadas, estudos mostraram que alguns tipos de antibióticos, como rifampicina, cefalosporina, penicilina e metronidazol, podem interferir na ação das pílulas anticoncepcionais no organismo, levando a uma gravidez indesejada.

Pesquisas recentes não validaram o resultado, mas também não conseguiram provar o oposto. "Não se sabe por qual mecanismo, mas os antibióticos alteram a eficácia de anticoncepcionais em um pequeno número de mulheres.

Quem seriam essas pacientes e a dose que pode causar interação ainda não podemos estimar", explica o ginecologista Inácio Teruo, professor da Universidade Estadual de Londrina (PR). Ou seja, melhor prevenir em dose dupla! Quem toma pílula e recebe a prescrição de um antibiótico deve procurar outro método contraceptivo complementar durante o tratamento e ainda por uma semana após o término. Como os ativos de antibióticos estão presentes em vários medicamentos (inclusive alguns usados para tratamentos de pele, como os com tetralysal), o ideal é perguntar ao médico sobre o risco de interações.

Acréscimo Saúde com Ciência: É sabido que alguns laxantes naturais também interferem na absorção de anticoncepcionais como sene e cáscara sagrada.

2. Interação medicamentosa entre álcool + vitamina
O álcool é uma substância hepatotóxica. O problema é que as bebidas fazem com que o órgão fique confuso, o que pode comprometer a absorção de outras substâncias que estejam no organismo ao mesmo tempo, como os complexos vitamínicos.

"Vitaminas em geral são seguras nas doses recomendadas, mas o álcool pode acelerar a velocidade com que são metabolizadas no nosso organismo, reduzindo a sua eficácia", explica o farmacêutico Maurício Pupo, diretor do Departamento de Pesquisa e Desenvolvimento do Instituto Maurício Pupo de Educação e Pesquisa (Ipupo), em São Paulo. Ou seja, se você quer ficar saudável, o primeiro passo é enxugar um copo... de suco!

Acréscimo Saúde com Ciência: O álcool não interage apenas com vitaminas, mas com muitos outros medicamentos também. Ele pode potencializar a ação de um medicamento, sua própria ação também pode ser aumentada e a toxicidade também.

3. Interação medicamentosa entre antiácido + medicamentos
Feito para ajudar na digestão, o antiácido aumenta o pH gástrico (que normalmente é bem ácido = 2), alterando a dissolução da comida e de outros medicamentos. "Quando isso acontece, a absorção de alguns fármacos, como uma simples aspirina, é aumentada bruscamente, causando intoxicações ou reações adversas.

O contrário também pode acontecer e o medicamento perder completamente a sua função, já que ele foi feito para ser absorvido em um pH específico", alerta o clínico-geral Julio César de Oliveira, da Universidade Federal de Mato Grosso. Os antiácidos ainda diminuem o pH da urina, afetando a eliminação de toxinas. Para reduzir o efeito, respeite o intervalo de três horas entre a ingestão do antiácido e outro remédio.

4. Interação medicamentosa entre energético + Café
Quando você precisa trabalhar até tarde, um café ou um energético podem dar um gás extra. Se você resolver tomar os dois em um intervalo menor que três horas, porém, o tiro acaba saindo pela culatra: você não vai conseguir desligar a bateria nem quando terminar as tarefas. Isso porque as duas bebidas contêm cafeína, um estimulante. "Os sintomas mais comuns do excesso dele no organismo são insônia, agitação, tremedeira, taquicardia, náusea e dilatação de pupilas", diz Goldspan.

Muitas vezes os energéticos trazem também açúcar e ervas (como o guaraná), substâncias que agitam o organismo. Em geral, uma xícara de café (que contém em média entre 65 e 120 miligramas de cafeína) e uma latinha de energético (de 50 a 145 miligramas) já podem causar incômodo. Se acontecer, beba muita água e coma uma proteína leve. O efeito deve passar em torno de duas horas.

5. Interação medicamentosa entre antibióticos + leite ou outros alimentos
(tópico acrescido por Saúde com Ciência)

Alguns antibióticos interagem com leite e outros alimentos, o que retarda sua absorção. O exemplo clássico é a tetraciclina, cuja absorção é muito afetada por alimentos. Deve ser administrada longe das refeições e sempre com água.

Contudo, há exemplos de antimicrobianos que têm a absorção aumentada com alimentos. Exemplo: ácido fusídico. 

Comentário Saúde com Ciência: Além dos exemplos citados acima, há muitas outras interações medicamentosas, muitas delas estão explícitas nas bulas. Quando se consultar com um médico, se ele não falar, pergunte se deve tomar ou não próximo às refeições e com água ou leite.

Saúde com Ciência

Anvisa suspende lotes de medicamento fitoterápico do Laboratório Simões

A Anvisa determinou, nesta terça -feira (01/12), a suspensão de alguns lotes do medicamento fitoterápico Alcachofra 600mg, comprimidos, do Laboratório Simões Ltda.

Após inspeção na empresa, foi comprovada a fabricação do medicamento com alteração na fórmula, sem aviso prévio à Agência.

A empresa deve promover o recolhimento dos lotes descritos abaixo

Número do lote
Data de fabricação
Data de validade
001.14
01/14
01/16
002.14
01/14
01/16
003.14
01/14
01/16
004.14
02/14
02/16
005.14
03/14
03/16
006.14
04/14
04/16
007.14
04/14
04/16
008.14
05/14
05/16

A medida está na Resolução 3.291/2015, publicada no Diário Oficial da União (DOU). 

ANVISA