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terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Ministério da Saúde vai distribuir testes rápidos de gravidez

A medida faz parte do protocolo de atenção à saúde para microcefalia

O Ministério da Saúde vai distribuir para estados e municípios 10 milhões de testes rápidos de gravidez. A iniciativa, anunciada nesta segunda-feira (14) pelo governo, tem como objetivo identificar precocemente mulheres com suspeita de gravidez para que elas se protejam contra o zika, vírus associado à epidemia de microcefalia no País. A pasta quer ainda aumentar a busca ativa de mulheres em idade fértil e garantir a oferta de métodos contraceptivos, caso não haja interesse de engravidar.

As medidas fazem parte do protocolo de atenção à saúde para microcefalia, um manual dirigido para profissionais de saúde com orientações para o atendimento adequado à gestante e ao bebê com diagnóstico da doença.

"Quanto antes a mulher souber da sua condição de gestante, melhor. O fundamental é que tomem todos os cuidados necessários para reduzir o risco de contaminação", afirmou o secretário de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, Alberto Beltrame.

Atualmente, cerca de 50% das gestantes iniciam o pré-natal depois da 12ª semana de gestação, um início considerado muito tardio. Com acompanhamento precoce, mulheres serão orientadas a adotar medidas de prevenção contra o vírus, a tomar as vacinas adequadas para o período.

O plano prevê ainda aumentar as visitas domiciliares de agentes de saúde e de endemias para identificar gestantes que tenham suspeita de terem tido contato com zika, vírus transmitido pela picada do Aedes aegypti contaminado e que, transmitido durante a gravidez, pode levar o feto a desenvolver microcefalia.

Se a mulher apresentar sintoma de zika — febre, coceiras e manchas vermelhas pelo corpo — os sinais serão anotados na caderneta da gestante. "Isso vai agilizar também no acompanhamento do bebê, caso ele apresente microcefalia", disse o secretário. Assim que o bebê nascer, sangue e líquido amniótico serão coletados para uma futura análise. Também será coletado sangue da mães. O exame do material é considerado importante para estudos científicos que estão em curso no País. A associação do zika com microcefalia foi feita no Brasil, a partir da análise de material coletado em exames de dois fetos e um bebê. O achado, no entanto, é considerado como ponto de partida de uma série de estudos, que começam agora a ser delineados.

A gestação de um bebê com microcefalia não é considerada de risco. O parto pode ser normal. Beltrame afirma que o ultrassom pode ser feito no primeiro trimestre da gestação. O manual recomenda que profissionais de saúde façam a medição do perímetro cefálico logo depois do nascimento. Bebês que apresentarem um perímetro igual ou inferior a 32 centímetros deverão fazer ultrassom. A tomografia somente será feita em casos específicos. "Com a restrição, queremos evitar que o bebê seja exposto desnecessariamente a uma dose maior de radiação e à sedação", disse Beltrame. Bebês com perímetro cefálico entre 32 centímetros e 33 centímetros serão acompanhados.

O secretário disse não ser necessário a ampliação dos serviços para realização dos exames. "Levantamento feito pelo ministério mostra haver aparelhos suficientes", disse. A maior preocupação da pasta é com o atendimento dado para bebês. "Ouvimos que não há o que fazer para recuperação desses bebês. Não é verdade. Há recursos que podem ser usados", completou.

A eficácia do tratamento, no entanto, vai depender de bebê para bebê. "Tudo depende da extensão da doença", contou Beltrame. Os estímulos podem começar a ser feito no primeiro mês e vão até o terceiro ano de vida do bebê. Beltrame afirmou que, se necessário, recursos adicionais poderão ser destinados para garantir o cuidado dos bebês.

O Ministério da Saúde recomenda que bebês com microcefalia sejam alimentados com leite materno até os dois anos ou mais. "Embora boatos tenham surgido, não há nada que indique que o aleitamento seja prejudicial. Não há nenhum motivo para mudar a conduta de recomendação do aleitamento materno", disse o Beltrame.

Foto: Agência Estado

R7

Venda de medicamentos para emagrecer será votada no Senado

Reunião está marcada para esta terça-feira

A venda, produção e consumo de medicamentos para emagrecer e que tem na fórmula os compostos sibutramina, anfepramona, femproporex e mazindol poderão ser autorizados por lei. A liberação desses anorexígenos está prevista no PLC 61/2015, pronto para ser votado na Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA). A reunião está marcada para a próxima terça-feira (15/12), às 9h30.

O senador do Partido Social Democrático (PSD), Otto Alencar, relator do projeto na comissão, lembrou que em setembro de 2014 o Senado promulgou o Decreto Legislativo 273/2014, cancelando uma resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que proibia o uso dessas substâncias. Em resposta, a Agência editou nova norma prevendo que os interessados em comercializar esses medicamentos devem pedir outro registro ao órgão.

Para Otto, é preciso garantir em lei a disponibilidade desses medicamentos para impedir que uma nova norma seja editada para retirá-los do mercado. “Entendemos que os médicos têm o conhecimento e a prerrogativa de decidir se seus pacientes devem ou não continuar a utilizar os medicamentos à base dessas substâncias, que já se encontram a tantos anos no mercado brasileiro”, justificou o senador.

Fonte: IN - Investimentos e Notícias

Prefeito do Rio cobra punição de envolvidos em desvio de verba da saúde

O prefeito do Rio, Eduardo Paes, pediu ontem (14) punição exemplar aos envolvidos na quadrilha acusada de fraudar mais de R$ 48 milhões em recursos públicos por meio de contratos com o município do Rio. Paes classificou os envolvidos como “bandidos e vagabundos” e afirmou ser necessária uma investigação para descobrir quem são essas pessoas

“O importante é apurar tudo e chegar até o limite dessa questão, para que a quadrilha e eventualmente quem estiver envolvido possa pagar pelos erros cometidos.”

O prefeito disse ainda que a organização sem fins lucrativos envolvida no esquema, a Biotech Humanas, foi questionada, em ofício, sobre interesse na renovação do contrato da administração dos hospitais municipais Pedro II, em Santa Cruz, e Ronaldo Gazolla, em Acari, porque a burocracia exige que seja dessa maneira. Paes ressaltou que não era interesse da Secretaria Municipal de Saúde renovar com a instituição.

Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) informou que a Biotech Humanas foi afastada da gestão das unidades e desqualificada para que seja impedida de participar de qualquer outro chamamento público. Além disso, a secretaria informou que realizou intervenção imediata na gestão dos hospitais Ronaldo Gazolla e Pedro II, de modo que não houvesse interrupção do atendimento à população.

“Os órgãos de controle da SMS já haviam detectado suspeitas de irregularidades nas prestações de contas e a Secretaria vinha exigindo da Biotech esclarecimentos para cada um dos pontos questionados. Diante da falta de respostas, a SMS aplicou três advertências previstas em contrato e iniciou, em maio passado, processos para desqualificação da Biotech e para seleção de outras instituições para substituí-la nos contratos de gestão.”

Segundo a secretaria, em 2014, na época da renovação do contrato do Hospital Municipal Pedro II, e em março de 2015, por ocasião da seleção da organização social para gestão do Hospital Municipal Ronaldo Gazolla, não havia qualquer definição das investigações policiais ou judiciais que desclassificasse ou impedisse a participação da instituição. “A Biotech apresentou toda documentação exigida, inclusive certidões emitidas por órgãos de fiscalização externos, o que a habilitava legalmente a participar do certame.”

A operação denominada “Ilha Fiscal” foi deflagrada pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e de Inquéritos Especiais (Draco/IE), em conjunto com o Grupo de Atuação Integrada na Saúde e a Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI), do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, para cumprir nove mandados de prisão e 16 de busca e apreensão.

Na ação, os irmãos Wagner Viveiros Pelegrine e Valter Pelegrine Júnior, sócios da Biotech, foram presos na quarta-feira (9). Além deles, outras seis pessoas foram presas por participação no esquema de fraude. Edson da Cruz Correia é o único do grupo que está foragido da justiça.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública, foram apreendidos sete veículos de luxos na ação, sendo seis carros e uma moto, entre eles um Porsche Cayenne, um Bentley Continental GT e uma Ferrari Califórnia, além de quase R$ 2 milhões, 200 peças de joias e 40 relógios das marcas Rolex, Mont Blanc, Pathek Phillipe..

Procurada pela reportagem da Agência Brasil, a Biotech, responsável pela administração dos dois hospitais, não respondeu até a publicação da matéria.

Foto: Secretaria de Estado de Segurança/Divulgação

Agência Brasil

Anvisa libera lotes de Lactosil da empresa Apsen Farmacêutica Ltda

A Anvisa revogou, parcialmente, a Resolução RE 2.260/2015. Com isso, a Agência liberou os lotes produzidos a partir de novembro de 2015 da preparação enzimática a base de lactase das marcas Lactosil 10.000 e Lactosil 4.000 FCC, em sachês

Os produtos são fabricados por Vida Forte Nutrientes Indústria e Comércio de Produtos Naturais Ltda e distribuídos por Apsen Farmacêutica Ltda. Como a revogação foi parcial, a Anvisa manteve a proibição da distribuição e venda da preparação enzimática à base de lactase da marca Lactosil fabricada em datas anteriores a novembro deste ano.

Confira, abaixo, a tabela com os lotes que tiveram a fabricação, distribuição e comercialização liberadas.

Produto
Lote
Data de Fabricação
Data de Validade
Lactosil 10.000 FCC com 30 sachês
15110090, 15110092,
15110093, 15110105, 15110106, 15110094, 15110111, 15110112, 15110190, 15110191, 15110192, 15110193, 15110194, 15110195, 15110201, 15110202



Nov/15



Nov/17
Lactosil 4.0000 FCC com 30 sachês
15110196, 15110197, 15110198, 15110199
15110200, 15110225, 15110226, 15110229

Nov/15

Nov/17
Lactosil 10.000 FCC com 30 sachês
Todos os lotes
A partir de dez/15
Dez/17
Lactosil 4.0000 FCC com 30 sachês
Todos os lotes
A partir de dez/15
Dez/17

A medida está na Resolução 3377 publicada nesta quinta-feira (10/12) no Diário Oficial da União (DOU). 

 ANVISA

Nova terapia genética faz células de câncer cometerem 'suicídio'

Taxas de sobrevivência de pacientes submetidos ao estudo após cinco anos foram de 97% e 94%Técnica desenvolvida nos EUA envolve a modificação genética de células cancerosas, que passam a emitir sinal ao sistema imunológico para atacá-las

Uma nova terapia genética permitiu modificar células de câncer de próstata para que o corpo do paciente possa atacá-las e matá-las.

A técnica descoberta por cientistas americanos induz o tumor a se autodestruir - daí o nome "terapia do gene suicida".

A pesquisa identificou um aumento de 20% no índice de sobrevivência de pacientes com câncer de próstata após cinco anos de tratamento.

Mas um especialista em câncer consultado pela BBC disse que estudos adicionais são necessários para comprovar a eficácia do tratamento.

No Brasil, o câncer de próstata é o segundo mais frequente entre homens, atrás apenas do câncer de pele não melanoma. É também o sexto tipo mais comum no mundo e o mais prevalente em homens - representa cerca de 10% do total de cânceres.

O estudo, conduzido por pesquisadores do Hospital Metodista de Houston, no Texas, parece mostrar que essa "terapia do gene suicida", combinada com radioterapia, pode ser um tratamento promissor para o câncer de próstata no futuro.

A técnica envolve a modificação genética de células cancerosas, que passam a emitir um "sinal" ao sistema imunológico para atacá-las. Em geral, o corpo não reconhece células cancerosas como inimigas, porque elas se desenvolvem a partir de células saudáveis comuns.

Diferentemente de uma infecção, que motiva reação do corpo, o sistema imunológico não reage para matar células cancerosas.

Usando um vírus para transportar a terapia genética até o tumor, o resultado é que as células se autodestroem, alertando o sistema imunológico do paciente para lançar um ataque em massa.

Sobrevivência
Em dois grupos de 62 pacientes, um recebeu a terapia genética duas vezes e o outro grupo - todos com uma forma agressiva de câncer de próstata - foi tratado três vezes.

Os dois grupos também receberam radioterapia.

As taxas de sobrevivência após cinco anos foram de 97% e 94%, respectivamente. Embora o estudo não tenha empregado grupo de controle, os pesquisadores dizem que os resultados mostram um avanço de 5% a 20% em relação a estudos anteriores sobre tratamentos de câncer de próstata.

Biopsias realizadas dois anos após o estudo deram negativo em 83% e 79% dos pacientes dos dois grupos. Brian Butler, da equipe do Hospital Metodista de Houston, disse que a descoberta poderá mudar a forma como o câncer de próstata é tratado. "Poderemos injetar o agente diretamente no tumor e deixar o corpo matar as células cancerosas. Uma vez que o sistema imunológico tenha conhecimento das células cancerosas, se elas voltarem, o corpo saberá como matá-las."

'Nova geração'
Kevin Harrington, professor de imunoterapia oncológica no Instituto para Pesquisa do Câncer, em Londres, disse que os resultados são "muito interessantes", mas citou a necessidade de mais estudos.

"Podemos precisar de um teste aleatório para mostrar se esse tratamento é melhor do que apenas a radioterapia. Os vírus usados nesse estudo não se reproduzem. A nova geração de terapias virais pode se replicar seletivamente em células cancerosas - algo que pode matar o câncer de forma direta - e também ajudar a espalhar o vírus para células cancerosas vizinhas", afirmou.

Harrington disse ainda que seria "interessante" testar o tratamento com vírus que podem se reproduzir, para verificar se os resultados podem ser ainda mais efetivos.

Foto: SPL

BBC Brasil / iG