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sexta-feira, 15 de abril de 2016

Estudo prova que Yoga alivia dores na gestação

Mulheres grávidas praticando Yoga - Foto: Ahturner / ShutterStockDurante a gestação é comum as mulheres se queixarem de dores nas costas, especialmente na região lombar, no final da coluna vertebral

Um estudo clínico realizado pela fisioterapeuta Roseny Flávia Martins, em sua tese de doutorado defendida na Faculdade de Ciências Médicas (FCM), mostra que 80% das grávidas que participaram do estudo sentem esse desconforto.

Para combater esses episódios de dor, a pesquisadora propôs a prática da Hatha Yoga, que utiliza posturas, exercícios respiratórios e relaxamento. O método conseguiu reduzir as dores lombares e pélvicas em 71,4% das 60 gestantes. Elas relataram que após as práticas se sentiam mais confortáveis, tranquilas e confiantes.

Em uma primeira etapa, 245 gestantes foram entrevistadas na sala de espera de suas consultas pré-natal sobre a prevalência e fatores de risco para as dores na base da coluna. A segunda etapa submeteu 60 gestantes a um tratamento de 10 semanas de Hatha Yoga, realizados em quatro Unidades Básicas de Saúde (UBS) da cidade de Paulínia.

A fisioterapeuta concluiu, entre outras coisas, que a dor aumenta conforme o avanço da gestação e o ganho de peso. Também observou que há diversos fatores de risco, especialmente os que provem de antes da gestação, como traumas, alterações na postura e até fatores emocionais.

Nas sessões de Hatha Youga, as gestantes que participaram do estudo dimensionaram sua dor ao longo do tratamento, classificando de 0 a 10, ou seja, de ausência à dor insuportável. Ao final do estudo, um gráfico mostrou que a dor foi diminuindo ao longo do tratamento. No início, ninguém tinha nota zero e, ao final, 71,4% referiram ausência de dor.

A pesquisadora indica que o ideal é a gestante iniciar a prática do Hatha Yoga após 12 semanas de gestação, sempre acompanhada por um profissional capacitado, podendo praticar até o finalzinho da gravidez. “Nada contraindica que a gestante faça exercícios respiratórios, relaxamento e meditação, orientada durante todo o ciclo gestatório”, afirma Roseny Martins.

Foto: Reprodução

Uol

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Remédio testado por cientistas tem resultado promissor contra zika vírus

Medicamento é aprovado pela Anvisa e pode ser usado por grávidas; no entanto, produto ainda não foi divulgado pelos pesquisadores, que temem a automedicação da população

Não há ainda informação no estudo se o medicamento inibe a replicação do vírus da zika
Martin Henkelmann/StockXpert

Cientistas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e do Instituto D'Or de Ensino e Pesquisa estão testando medicamentos que possam inibir a destruição pelo vírus da zika das células neuronais em fetos. Pelo menos um medicamento, entre dez já testados, se mostrou promissor, informou o neurocientista Stevens Rehen. Esse remédio já é aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e tem indicação para ser usado por grávidas.

Os pesquisadores esperam publicar nos próximos dois meses um estudo sobre a atuação do remédio, caso os efeitos iniciais sejam comprovados. Não há ainda informação se o medicamento inibe a replicação do vírus. Os pesquisadores estão analisando de suplementos a antivirais, mas preferem não informar os produtos para evitar automedicação da população.

O anúncio foi feito durante o lançamento de uma pesquisa, que será publicada nesta semana pela revista científica Science, sobre o efeito do zika em modelos que representam o cérebro de fetos no segundo mês de gestação. O trabalho mostrou a destruição de células neuronais e a redução do crescimento em 40%. "O resultado é equivalente ao que é observado nas crianças com microcefalia. Agora nós temos um bom modelo para testar possibilidades de tratamento", afirmou Rehen, coautor da pesquisa. O estudo foi liderado pela professora do Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ, Patrícia Garcez, especialista em microcefalia.

Os pesquisadores infectaram minicérebros, estruturas de menos de 2 milímetros obtidas a partir de células-tronco. Elas têm as camadas, os ventrículos e as características anatômicas observadas em um cérebro.

O minicérebro foi infectado com o vírus da zika no 35º dia de desenvolvimento – que seria equivalente ao feto no 2º mês de gestação – e teve a taxa de crescimento acompanhada pelo período de 11 dias. O resultado foi a redução do crescimento, comparado ao minicérebro não infectado. É nessa fase do desenvolvimento que começa a ser formado o córtex, área nobre do cérebro.

Rede
Essa pesquisa surgiu da formação de redes para o estudo de zika e microcefalia, criadas com base em edital da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio (Faperj). O lançamento da rede ocorreu pouco antes do Carnaval.

"Desde o primeiro experimento à submissão à Science passaram-se 25 dias. Isso reflete o que é a comunidade científica brasileira", afirmou Rehen. Por causa da crise financeira que afeta o Estado, porém, as verbas para a pesquisa (cerca de R$ 400 mil) ainda não foram liberadas. Os bolsistas também estão com pagamento atrasado. A previsão é de que o financiamento comece a ser liberado neste mês.

As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

iG

Viciados se importam menos com as pessoas, diz estudo

Pessoas dependentes de álcool e outras substâncias tendem a representar risco para outras pessoas: fazem sexo sem preservativo, não se importam em dirigir alterados, e por aí vai

Pode parecer um discurso óbvio, mas um estudo mostra que muitos fatores fazem com que os viciados sejam mais egoístas e imprudentes.

A conclusão é do estudo da Case Western Reserve University (Cleveland, EUA), conduzido pela psicóloga Maria Pagano. Foram analisados o comportamento de 585 jovens secundaristas, classificando-os segundo seus hábitos com álcool e outras drogas e medindo essas três variáveis: dirigir bêbado (a idade para a habilitação nos EUA é 16 anos), fazer sexo desprotegido e se interessar por trabalho voluntário.

Pagano aponta uma correlação 100% maior em jovens que abusavam de drogas ou álcool em fazer sexo desprotegido - mesmo quando eles sabiam que tinham doenças sexualmente transmissíveis - que com aqueles que não usavam.

Viciados não se importam muito com os outros e nem entendem como seu problema afeta seus entes queridos. O que explica como a doença pode destruir família e vida social, além de serem pessoas difíceis de serem convencidas de que precisam de tratamento. “O viciado é como um tornado passando pela vida dos outros”, afirma Pagano. “Mesmo quando estão se recuperando, há poucos indícios que eles entendem como suas ações impactam aqueles em sua volta. Isso é parte de sua doença.”

Importante: nada disto pretende criminalizar os viciados, que também sofrem com a própria doença. Segundo Pagani, esse fator da insensibilidade é apenas algo que deve ser levado em consideração ao se planejar tratamentos. Ela pretende descobrir formas para diminuir essa parte do problema.

Foto: Thinkstock

Yahoo

sábado, 9 de abril de 2016

O menor marcapasso do mundo pode ser implantado sem necessidade de cirurgia

A Food and Drug Administration, órgão de controle de alimentos e produtos médicos nos EUA, aprovou um marcapasso injetável que não usa fios que costumam causar complicações em pacientes

marcapassos

Com 2,5 centímetros de largura, o Micra Transacatheter Pacing System da Medtronic tem cerca de um décimo do tamanho dos marcapassos convencionais – sendo, assim, o menor do mundo na categoria.

Ele é voltado para pessoas com fibrilação atrial (um batimento cardíaco irregular ou rápido demais) e outras arritmias perigosas. A FDA aprovou o dispositivo após testes clínicos da Medtronic envolvendo 719 pacientes que tiveram o dispositivo implantado. Após seis meses, cerca de 98% dos pacientes ficaram com batimentos cardíacos adequados. Uma pequena parcela (7%) passou por algumas complicações, como doenças cardíacas, deslocamento do dispositivo e coágulos de sangue.

Marcapassos convencionais, que são cirurgicamente implantados, exigem fios que vão do marcapasso até um implante localizado logo abaixo da clavícula. Esses fios passam através da veia diretamente até o ventrículo direito do coração, levando impulsos elétricos para tratar de batimentos cardíacos irregulares ou estagnados. O problema é que esses fios nem sempre funcionam perfeitamente. Eles podem também causar problemas quando infecções se desenvolvem no tecido ao redor deles, exigindo procedimentos cirúrgicos para substituir o marcapasso.

marcapasso-3O Micra não usa fios condutores. O dispositivo se posiciona no coração com a ajuda de pequenos ganchos, levando ate lá pequenos pulsos elétricos que fazem o coração bater com mais regularidade. O dispositivo é implantado através de um tubo de 1 metro inserido em uma veia na virilha do paciente. Ele viaja pela veia até chegar ao ventrículo direito do coração. O Micra só atua na câmara inferior do coração, não podendo ser usado por quem precisa de ajuda na câmara superior.

“Como o primeiro marcapasso sem fio condutor, o Micra oferece uma nova opção para pacientes que consideram um dispositivo marcapasso de câmara única, o que pode ajudar a prevenir problemas associados com os fios condutores,” notou William Maisel, da FDA, em um comunicado.

A FDA disse que ele não deve ser usado por pacientes que já têm um dispositivo implantado, já que pode interferir no funcionamento do marcapasso. Também não pode ser usado por pessoas severamente obesas, ou que são intolerantes a materiais no dispositivo.

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Hospital São Lucas realiza seu I Fórum Interativo de Cardiologia

O Hospital São Lucas Copacabana (HSL) realizará, no dia 14 de abril, no Centro de Convenções SulAmérica, seu I Fórum Interativo de Cardiologia, das 12h45 às 14h15, que acontecerá durante a 33ª edição do Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado do Rio de Janeiro (Socerj). O objetivo é informar os profissionais de saúde sobre as inovações da cardiologia nacional e internacional

Segundo o Dr. Esmeralci Ferreira, um dos membros da comissão organizadora, “o fórum vai discutir, de forma direta, temas atuais da cardiologia de alta complexidade, fazendo uma análise crítica. E, de forma bem objetiva, assuntos polêmicos como denervação renal, oclusão de apêndice atrial, clipe mitral, stents bioabsorvíveis e antiagregação serão revistos. A participação do cardiologista na plateia estará contemplada por meio da interatividade”, destaca.

Para a equipe organizadora, o evento trará benefícios para os serviços assistenciais e, consequentemente, para o atendimento cardiológico da população, além de promover a troca de experiências, que é importante para o avanço da cardiologia no país, pois auxilia a formação dos profissionais de saúde.

Confira a programação completa

12h45
– Abertura e boas-vindas da diretoria Lincoln Salles Motta Bittencourt (HSL) e Marcelo Mendes de Vasconcellos (HSL).

De 12h50 a 13h05
– Hipertensão Arterial Resistente – Já Temos Evidências para Novos Tratamentos? Palestrante: Lílian Soares da Costa (IECAC e FTESM). Comentário: Marcos José de Souza Batista (HSL). INTERATIVIDADE

De 13h05 a 13h20
– Fibrilação, Fenômenos Embólicos e Oclusão de Apêndice Atrial Esquerdo (OAAE) – Resultados Palestrante: Márcio Montenegro (IECAC e UERJ). Comentário: Nélson Artur dos Reis (HSL). INTERATIVIDADE

De 13h20 a 13h35
– Clipe Mitral na Insuficiência Mitral – Análise Crítica do Cirurgião Palestrante: Mauro Paes Leme de Sá (UFRJ, HCML e HSL). Comentário: Nélson Barg (HSL). INTERATIVIDADE

De 13h35 a 13h50
– Stents Bioabsorvíveis: Indicação, Primeiros Resultados e Evidências para Uso Palestrante: Esmeralci Ferreira (UERJ, HCML e HSL). Comentário: Noé Costa (HSL). INTERATIVIDADE

De 13h50 a 14h05
– Qual a Melhor Estratégia e Antiagregação Plaquetária: Prasugrel, Ticagrelor ou Clopidogrel? Palestrante: Guilherme D’Alcol Amorim (HSL). Comentário: Renato Faria Ribeiro Neto (HSL). INTERATIVIDADE

De 14h05 a 14h15
– Sessão debates Moderadores: Esmeralci Ferreira (UERJ, HCML e HSL); Marcos de Souza Batista (HSL) e Mauro Paes Leme de Sá (UFRJ, HCML e HSL). Debatedores: Camillo Junqueira (HCML e HSL); Fábio de Souza (HSL) e Monique Esteves Cardoso (HSL).

14h15
– Encerramento Marcos Freitas Knibel (HSL) e Wilson Nakasato (HSL).

Serviço
I Fórum Interativo de Cardiologia
Data e horário: 14 de abril, às 12h45.
Local: Centro de Convenções SulAmérica – sala 2.
Endereço: Av. Paulo de Frontin,1 – Cidade Nova – Rio de Janeiro

Priscila Pais 
Assessoria de Imprensa
ppais@saudeempauta.com.br