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terça-feira, 31 de maio de 2016

Aprovados medicamentos inéditos para câncer e diabetes

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, nesta segunda-feira (30/5), o registro de mais um medicamento genérico inédito. Trata-se do medicamento Temozolomida, da empresa Zodiac Produtos Farmacêuticos S/A. O registro foi publicado no Diário Oficial da União (DOU)

De acordo com a bula, o Temozolomida é indicado no tratamento de pacientes com tumor cerebral chamado glioblastoma multiforme, recém-diagnosticado, em tratamento combinado com radioterapia, seguido de tratamento com temozolamida isoladamente (monoterapia). Também é indicado para glioma maligno, tal como glioblastoma multiforme ou astrocitoma anaplásico, que apresenta recidiva (que acontece de forma recorrente ou repetitiva) ou progressão após tratamento padrão, após terapia padrão. É indicado, ainda, no tratamento de pacientes com melanoma maligno metastático em estágio avançado.

Combate à diabetes
A Agência também concedeu registro de Medicamento Novo NESINA PIO® (benzoato de alogliptina + pioglitazona) na forma de comprimido. O medicamento é indicado como segunda ou terceira linha de tratamento em pacientes adultos com 18 anos ou mais com diabetes mellitus tipo 2.

O novo medicamento NESINA PIO® será fabricado pela empresa Takeda Pharma Ltda, localizada em Osaka, Japão, e será importado e comercializado pela própria Takeda Pharma no Brasil, localizada em Jaguariúna, São Paulo.

ANVISA

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Nota de esclarecimento: Natulab

30/05/16 - A Natulab Laboratórios S.A., responsável pela fabricação e comercialização do produto Espinheira Santa 380mg (Maytenus Ilicifolia), esclarece que realizou testes de reanalise de amostra do lote 90005 e aguarda a contraprova da Fundação Ezequiel Dias (Funed). O lote citado foi interditado de forma cautelar pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), segundo a resolução 1.348/2016

Como todos os produtos da Natulab Laboratórios S.A., os lotes da Espinheira Santa passam por análises durante o processo de produção, além de análises microbiológicas e de estabilidade. No caso desse produto, especificamente, também são realizados testes de teor de taninos. A Espinheira Santa está disponível no mercado brasileiro há três anos e tem distribuição nacional.

A Natulab reitera seu compromisso com a qualidade de seus produtos e transparência com seus clientes, e se coloca à disposição dos consumidores por meio do SAC – Serviço de Atendimento ao Consumidor número (75) 3311-5555, para quaisquer informações e esclarecimentos adicionais.

Foto: Reprodução

Assessoria de Comunicação

Problemas na rotulagem motivam suspensão de saneante e de lote de cosmético

Foto: Reprodução
Após resultado de Laudo de Análise Fiscal, a Anvisa suspendeu o lote C115/2015 do Shampoo Argan Frizon, 1L, valido até março de 2018

O cosmético da empresa Aimer Cosméticos Ltda apresentou resultados insatisfatórios nos ensaios de contagem total de mesófilos e na fórmula exibida em sua rotulagem.

Além de suspender a venda e o uso do produto, Agência determinou ainda, que a empresa deve promover o recolhimento do estoque no mercado.

Confira a Resolução 1.384 publicada nesta sexta-feira (27/5) no Diário Oficial da União (DOU).

Outra irregularidade com rotulagem também gerou a suspensão de produtos.

Dessa vez, são saneantes fabricados pela empresa Citromax Indústria e Comércio Ltda.

A suspensão determinada pela Anvisa é para os saneantes Gramizap Imazapir e Origina Nim Citromax, ambos são da empresa citada acima, e foram fabricados em desacordo com o registro na Agência, porque apresentaram informações alteradas ou não autorizadas nos rótulos.

Confira a Resolução 1.385 publicada nesta sexta-feira (27/5) no Diário Oficial da União (DOU).

ANVISA

Menino picado por cascavel fica 12h à espera de UTI em hospital do Piauí

Hospital Natan Portela (Foto: Reprodução/TV Clube)
Hospital Natan Portela. Foto:Reprodução/TV Clube
Criança teve insuficiência renal e foi transferida por precisar de hemodiálise. Justiça expediu liminar determinando que hospital procurasse vaga

A família de um garoto de 7 anos picado por uma cobra cascavel recorreu ao Plantão Judiciário ontem, domingo (29) em Teresina para conseguir internação da criança após o seu estado de saúde se agravar e ele precisar de uma vaga na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no Hospital de Urgência de Teresina (HUT). Com quadro de insuficiência renal, a criança só conseguiu ser internada 12h após dar entrada na unidade de saúde.

Segundo o pai da criança, Claúdio Fernando da Silva Pires, o filho brincava com alguns colegas quando foi picado por uma cobra na terça-feira (24). A família é natural de Timbiras, no Maranhão. Ao buscar atendimento no hospital da cidade, foi administrado o soro antiofídico e o médico manteve a criança internada para observação.

O pai relatou ainda que o médico chegou a dizer que o seu filho estava bem. No entanto, o estado de saúde se agravou e o hospital solicitou a transferência para o Hospital de Doenças Tropicais Natan Portela, em Teresina.

Ainda conforme Claúdio Fernando, o menino teve duas paradas cardiorrespiratórias antes da transferência, fato não informado no prontuário enviado pelo hospital. Ao chegar no Natan Portela, a família foi informada que a criança precisaria de uma UTI e ainda passar por hemodiálise e solicitou uma nova transferência, desta vez para o Hospital de Urgência de Teresina. Com a notícia de que no HUT também não tinha vaga na UTI, a família resolveu procurar a Justiça e conseguiu uma liminar determinando que o hospital internasse a criança, seja em leito público ou na rede privada.

Conforme a direção do HUT, o menino deu entrada às 6h deste domingo na unidade de saúde com insuficiência renal. Aos prantos, o pai da criança aguardava ainda por volta das 18h30 deste domingo que o filho fosse levado para a UTI. Somente após 12h de espera, o menino conseguiu a internação no Natan Portela.

Segundo o HUT, a criança realizou exames laboratoriais e fez no final da tarde a primeira sessão de hemodiálise. Em nota enviada, o HUT disse que a criança estava “respirando normalmente, com monitorização, frequência cardíaca normal, hemodinamicamente estável e em antibioticoterapia”, informou.

A direção do HUT esclareceu que o paciente foi encaminhado sem contato prévio entre as Centrais de Regulação dos Estados do Maranhão e Piauí e que a ausência deste tipo de procedimento coloca em risco a vida de pessoas.

Gilberto Albuquerque, diretor geral do HUT, explica que as transferências de pacientes sem prévio comunicado ou autorização pela Central de Regulação, conforme normas vigentes, prejudica o atendimento acarretando, inclusive, sérios riscos à saúde desses pacientes. “São casos que se repetem e o HUT não tem como assegurar este atendimento sem que ocorra esta comunicação entre as instituições”, ressaltou o diretor.

Leitos insuficientes
De acordo com os dados do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (Datasus), o Piauí conta com 309 leitos de UTI’s, sendo 180 do Sistema Único de Saúde (SUS), menos da metade do que é preciso, segundo o que preconiza o Ministério da Saúde. Conforme o diretor do HUT, cerca de 10 pessoas precisam por dia de uma UTI na unidade de saúde.

A direção do Hospital de Urgência de Teresina (HUT) afirmou ao G1 nesta segunda-feira (16) que em média três pessoas chegam diariamente com liminar judicial, obrigando a unidade de saúde a liberar vaga na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). O problema, segundo o diretor Gilberto Albuquerque, é que em muitos casos o paciente não possui indicação médica para ser internado em uma unidade de tratamento intensivo.

G1

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Motociclistas morrem 4 vezes mais no trânsito de SP do que motoristas de carros

Apesar de frota de motocicletas ser inferior a de automóveis, motociclistas seguem sofrendo mais acidentes fatais no Estado

Apesar de a frota de motocicletas ser amplamente inferior à de carros, motociclistas continuam fazendo parte do grupo que mais morre no trânsito no Estado de São Paulo. É o que mostram dados do Infosiga, sistema de informações sobre acidentes em território paulista atualizado mês a mês pelo governo.

De acordo com os dados de 2015 do relatório, 1.765 motociclistas morreram no período no trânsito contra 1.474 motoristas de automóveis. Os números parecem semelhantes, mas estão longe disso, já que a quantidade de motocicletas no Estado é quase quatro vezes inferior à de carros – 5.119.812 contra 19.855.940.

Especialista em Engenharia de Transporte, o professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Alexandre Rojas atribui o número ao tráfego congestionado da cidade de São Paulo, a falta de proteção que as motocicletas oferecem e a inexperiência dos novos condutores.


“O trânsito piorou e muitos motoristas de carros tiraram Carteira Nacional de Habilitação (CNH) também da categoria A [para motocicletas]. Quem dirige um automóvel está acostumado com o espaço grande da via e não com o corredor”, explica ele.

A alta velocidade em um corredor apertado também colabora para provocar acidentes graves já que as motos não oferecem a mesma segurança de um carro, segundo o especialista. “Andar pelo corredor estreito exige muita habilidade. Qualquer óleo na pista ou até mesmo chuva pode fazer a pessoa cair”, alerta.

Para diminuir o número de mortes, Rojas enfatiza ser imprescindível dirigir focado no trânsito – tanto os motoristas de carro quanto os de motocicletas. Não dar ‘fechadas’ e permanecer na velocidade certa também é essencial para evitar acidentes.

Já Gilberto Almeida dos Santos, presidente do Sindicato dos Motociclistas e Mototaxistas do Estado de São Paulo (Sindimoto-SP), sai em defesa de sua categoria e ressalta que, mesmo com o aumento da frota nos últimos anos, ainda não há políticas públicas específicas para os motociclistas

“Tanto o Estado quanto o município não se preocupam com a gente. Não dizem qual é o espaço certo que as motos devem andar e não atendem nossas reivindicações”, critica. Segundo ele, há um pedido de sinalização virtual nos corredores e a criação de motofaixas, mas o requerimento até hoje não foi aceito.

Para Santos, a redução de velocidade nas vias paulistas não ajudaram a diminuir as mortes de motociclistas. “A verdade é que somos as principais vítimas no trânsito. Precisamos de mais projetos o mais rápido possível para que esse cenário mude.”

Foto: Reprodução/R7

iG