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terça-feira, 14 de junho de 2016

Lotes de antisséptico e anti-inflamatório são suspensos

Após um desvio de qualidade, a Anvisa determinou a suspensão do lote R1503603 do Digliconato de Clorexidina 2%, 100ml, marca Riohex 2% com tensoativo, da empresa Indústria Farmacêutica Rioquímica Ltda.

A solução é indicada como antisséptico tópico de uso pré-operatório e apresentou uma alteração na cor do produto.

Anti-inflamatório
Uma reprovação no teste de aparência também motivou a suspensão do lote 15060517 do anti-inflamatório Ariscorten® (succinato sódico de hidrocortisona) 100 mg, com validade até maio de 2017, da empresa Blau Farmaceutica S/A.

Ao notar os desvios, as empresas enviaram comunicado de recolhimento voluntário e a Agência determinou a suspensão dos medicamentos citados. Diante disso, as fabricantes devem promover o recolhimento do estoque no mercado.

Confira as Resoluções 1.545 e 1.546, publicadas ontem, segunda-feira (13/6) no Diário Oficial da União (DOU).

ANVISA

domingo, 12 de junho de 2016

Turma B São Camilo Taubaté - Gestão de Logística Hospitalar


Encerramento com a turma de Pós Graduação em Administração Hospitalar,
 realizado em Taubaté em 03 e 04 de junho de 2016.
Sucesso à todos!

Curativo que acende com infecções diminui uso de antibióticos

Um curativo "inteligente", que brilha quando detecta infecção no ferimento, promete ajudar a combater o problema global da resistência aos antibióticos através da redução do uso desnecessário desses medicamentos

"Nossos curativos médicos liberam um corante fluorescente de nanocápsulas quebradas pelas toxinas secretadas pelas bactérias causadoras de doenças no interior do ferimento," explicou o Dr. Toby Jenkins, da Universidade de Bath (Reino Unido), que liderou o projeto.

"As nanocápsulas imitam as células, só se quebrando quando as bactérias tóxicas estão presentes, não sendo afetadas por bactérias inofensivas que vivem normalmente na pele saudável," acrescentou ele

Detecção de infecções em ferimentos
Crianças com queimaduras e ferimentos são particularmente susceptíveis a infecções bacterianas devido aos seus sistemas imunológicos ainda imaturos. Essas infecções podem retardar a cicatrização das feridas e, nos casos de queimaduras graves, podem levar à sépsis, uma condição fatal.

Atualmente é difícil diagnosticar infecções bacterianas rapidamente à beira do leito do paciente - os métodos existentes levam até 48 horas e exigem a remoção do curativo, o que é doloroso, pode retardar a cura e deixar cicatrizes.

Devido a essa demora, quando uma criança com queimadura mostra sintomas de uma possível infecção, o médico tem de tratá-la com antibióticos como precaução, antes de a infecção ser confirmada.

No entanto, tratamento com antibióticos quando não há uma infecção pode fazer com que as bactérias tornem-se resistentes aos antibióticos. A resistência aos antibióticos tem-se tornado uma das maiores ameaças à saúde enfrentadas hoje.

A equipe recebeu um financiamento equivalente a R$5,8 milhões do Conselho de Pesquisas Médicas do Reino Unido para testar os protótipos de curativo sinalizador de infecções em vítimas de queimaduras.

Diário da Saúde

sábado, 11 de junho de 2016

Maioria dos antidepressivos é ineficaz em crianças e adolescentes

Estudo revisou testes em mais de 5 mil crianças e adolescentes. Dra. Ana Escobar comenta, em vídeo sobre sintomas da depressão infantil

Pesquisa concluiu que crianças que não dormem o suficiente podem estar propensas a comer mais  (Foto: John Finn/Divulgação)
Pesquisa concluiu que antidepressivos são ineficazes em crianças com depressão grave (Foto: John Finn/Divulgação)

A maioria dos remédios antidepressivos é ineficaz em crianças e adolescentes que sofrem de depressão grave, podendo ser até perigoso, aponta um amplo estudo publicado na última quinta-feira (9) no periódico médico britânico "The Lancet".

Realizado por um grupo internacional de pesquisadores, o estudo revê 34 testes em mais de 5 mil crianças e adolescentes, com idades entre 9 e 18 anos, envolvendo 14 antidepressivos.

Apenas um desses medicamentos, a fluoxetina - comercializada principalmente como Prozac -, mostrou-se mais eficaz do que um placebo para tratar dos sintomas de uma depressão.

A fluoxetina também é mais bem tolerada do que os demais antidepressivos.

No sentido contrário, a nortriptilina foi considerada a menos eficaz dos 14 antidepressivos estudados, e a imipramina, a menos tolerada. Já a venlafaxina está associada a um risco crescente de pensamentos suicidas.

Os pesquisadores reconhecem, porém, que a verdadeira eficácia e os riscos de efeitos colaterais indesejáveis graves desses medicamentos continuam no campo do desconhecido, devido à fragilidade dos testes clínicos existentes.

É o caso, sobretudo, dos pensamentos e comportamentos suicidas ligados aos antidepressivos. Em um comentário agregado ao estudo, o pesquisador australiano Jon Jureidini destaca que, no que diz respeito à paroxetina, eles atingem 10% em uma nova análise de dados, contra 3% em estudos já publicados.

Dificuldade de diagnóstico
Segundo estimativas citadas pelo estudo, 2,8% das crianças entre 6 e 12 anos e 5,6% dos adolescentes sofrem de problemas depressivos graves nos países desenvolvidos. Esse número pode estar subestimado, levando-se em conta a dificuldade de diagnosticar a patologia.

Esses sintomas são diferentes dos observados nos adultos e incluem, em especial, irritabilidade, não querer ir à escola, ou comportamento agressivo. Em relação aos antidepressivos - que também podem causar, além das ideias suicidas, dor de cabeça, náusea e insônia -, sua prescrição continua a aumentar, ainda que a maioria dos países ocidentais recomende, a partir de agora, que sejam reservados às depressões mais graves e após o fracasso das psicoterapias.

"Os antidepressivos não parecem oferecer um benefício claro nas crianças e nos adolescentes", concluem os autores do estudo, que acrescentam que "a fluoxetina é, provavelmente, a melhor opção quando o tratamento medicamentoso é indicado".

Vários especialistas comemoraram os resultados do estudo, que fortalecem as recomendações de países como a França, ou a Grã-Bretanha, no que diz respeito à prescrição de antidepressivos às crianças e aos adolescentes.

O primeiro tratamento das depressões em ambos os grupos deve continuar sendo "a abordagem psicológica, ou relacional", que é "mais eficaz no longo prazo", disse à AFP o vice-presidente da Sociedade Francesa de Psiquiatria da Criança e do Adolescente, Daniel Marcelli, que participou da elaboração das recomendações francesas.

"Estamos de acordo com as conclusões dos autores, que consideram que os antidepressivos devem ser utilizados de forma sensata e acompanhados de perto", declarou a psiquiatra britânica, Bernadka Dubicka.

G1

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Comprar bem passou a ser mais importante que vender bem

Não é uma afirmação tendenciosa ou leviana – pode ser comprovada com números, em um hospital “normal” pode-se trabalhar com o seguinte perfil de compras:

Materiais Descartáveis 31 

Medicamentos 28

Material de Alto Custo 8

Insumos de Retaguarda (Escritório, Lavanderia e Higiene) 15

Peças e Insumos de Manutenção 8

Insumos do SND 6

Outros (uniformes, utensílios, instrumental, etc.) 4

Nele observamos que 67 % do que se compra pode ser item de venda direta. Houve uma época em que os hospitais “viviam” da venda de insumos, mas como tudo na vida, isso é coisa do passado – hoje os insumos estão cada vez menos “presentes” nas contas.

Não temos necessidade de justificar isso quando falamos de contas do SUS – nelas: Materiais descartáveis nunca existiram; apenas uma “meia dúzia” de medicamentos de alto custo são faturados; somando o faturamento OPME e o que se consegue faturar de medicamentos, não se chega à 9 % do que se compra.

Na saúde suplementar “de antigamente” materiais e medicamentos eram minuciosamente apresentados nas contas. A “margem de comercialização” destes insumos eram, talvez, a mais importante margem de contribuição.

Com a inflação tecnológica da saúde, e o vertiginoso aumento dos serviços, foi tomando corpo o movimento de simplificação das contas (pacote, “diarião”, procedimentos fechados, etc.), e boa parte destes insumos estão “embutidos” no preço de “alguma coisa”.

Antes praticamente 100 % do MAT/MED era apresentado, e representava 60 % do que se comprava. Hoje “trabalhamos” com 45 %, quando assumimos uma “conduta conservadora”.

Antes tinha menos importância comprar bem, porque “a margem de contribuição” compensava uma eventual incompetência na gestão de suprimentos. Hoje, quanto mais o insumo vai sendo incluído no preço de algo, sem margem de comercialização explícita, a única forma de maximizar o lucro é comprando mais barato.

O preço do medicamento e do material descartável sobe constantemente – as Tabelas Brasindice e Simpro são dinâmicas. Quando o insumo está “embarcado” no preço de algo que é reajustado anualmente, esta atualização de preços que antes era favorável ao hospital, passa a ser totalmente desfavorável: você vai pagando mais caro e vendendo pelo mesmo preço, até que um dia consiga reajustar o preço do pacote, diarião, etc.

Cansamos de ver hospitais que não primavam muito pelo rigor em evitar desperdício de insumos. Como tudo era repassado ao cliente, se gastasse mais, cobrava-se mais. Conforme a política de preços vai migrando do varejo (item a item) para o atacado (pacote, diarião, etc.) vamos observando os hospitais se reposicionarem em relação ao desperdício.

Já estamos observando a mudança dos gestores hospitalares, que antes davam mais importância à técnica de apuração de custos, do que em ações para reduzir os custos. Diziam em alto e bom som que tinham controle sobre os custos, mas nunca ouvíamos alguém dizer que sua maior preocupação era a de buscar a redução dos custos.

Hoje vemos a grande preocupação com o controle dos insumos, principalmente nos processos em que ele não posse ser diretamente associado a uma prescrição médica, e seu controle é mais difícil.

Poucas pessoas sabem que dos 67 % do que se compra de MAT/MED, quase 30 % não pode ser diretamente associado a uma prescrição.

Vale a pena terminar comentando que nem tudo nas crises é ruim. A atual crise está lembrando os gestores hospitalares sobre 2 das mais importantes métricas da administração:

O custo começa com o valor da aquisição da matéria-prima. Quanto maior o preço de compra, maior o custo;

A margem de contribuição, que leva ao lucro, é resultado de 2 fatores: valor da venda e custo. Como na área hospitalar não se pode vender pelo preço que se deseja, é mais importante comprar bem do que vender bem!

Enio Salu