Aplicativos, carreira, concursos, downloads, enfermagem, farmácia hospitalar, farmácia pública, história, humor, legislação, logística, medicina, novos medicamentos, novas tecnologias na área da saúde e muito mais!



terça-feira, 12 de julho de 2016

Listas de substâncias controladas são atualizadas

A Anvisa aprovou a atualização das “Listas de Substâncias Entorpecentes, Psicotrópicas, Precursoras e Outras sob Controle Especial”, constantes do Anexo I da Portaria SVS/MS 344/98

Com a nova atualização, passam a constar das listas as seguintes substâncias: fenazepam, rufinamida, acetilfentanil, MT-45, 4,4'-DMAR, alfa-PVP e PMMA.

O fenazepam foi incorporado à Lista B1 (Substâncias Psicotrópicas sujeitas à Notificação de Receita B) e a rufinamida à Lista C1 (Outras substâncias sujeitas a controle especial).

O fenazepam é um benzodiazepínico, utilizado para diminuir a ansiedade, convulsões e distúrbios do sono. É mais potente do que o diazepam e tem efeitos adversos mais severos e mais duradouros, com potencial de causar dependência. Casos fatais têm sido descritos pela ingestão de fenazepam, principalmente em combinação com outras drogas depressoras do SNC. Até o momento, não há nenhum medicamento registrado no Brasil à base dessa substância.

A rufinamida é o princípio ativo de medicamento anticonvulsivante que se encontra em processo de registro na Anvisa. Trata-se de nova molécula, com ação psicoativa, indicada como terapêutica adjuvante no tratamento de convulsões associadas à síndrome de Lennox-Gastaut (LGS), em doentes com 4 anos de idade ou mais. Medicamentos à base dessa substância estão aprovados para uso na União Europeia e Estados Unidos.

O acetilfentanil e MT-45 foram adicionados à Lista F1 (Entorpecentes de uso proscrito) e 4,4'-DMAR, alfa-PVP e PMMA à Lista F2 (Psicotrópicas de uso proscrito). Isso significa que passam a ser proibidas no Brasil, permitidas excepcionalmente em pesquisas e trabalhos científicos.

O acetilfentanilé vendido pela Internet e tem sido associado a, pelo menos, 52 mortes nos Estados Unidos. Os efeitos relatados por usuários são parecidos com os observados na utilização de fentanila e heroína, podendo ser misturado a estas drogas a fim de aumentar a potência. Os efeitos incluem: euforia, depressão respiratória, náuseas, confusão, constipação, sedação, inconsciência, coma, tolerância e dependência.

O MT-45 é um opióide sintético que foi investigado como um analgésico na década de 1970. Apresenta potência analgésica semelhante ou superior à morfina, com potencial de dependência em seres humanos.

O estimulante 4,4'-DMAR tem sido encontrado em comprimidos e pós vendidos no mercado de rua de outros países (comumente associado a outras drogas) e o uso foi associado a 31 óbitos. Não há aplicação medicinal estabelecida ou reconhecida dessa substância, que pode apresentar os seguintes efeitos: agitação, hipertermia, convulsões, problemas respiratórios e parada cardíaca.

A Alfa-PVP é uma catinona sintética com ação estimulante e potencial de causar dependência em humanos. Apresenta-se sobre a forma de pó ou tabletes, usualmente originários da China. Em 2015, mais de 280 kg foram apreendidos em países da União Europeia. 140 eventos adversos graves foram reportados, incluindo intoxicações agudas e óbitos.

A PMMA (para-metoximetanfetamina) é uma droga sintética estruturalmente relacionada com a metanfetamina. Os sintomas em usuários incluem: taquicardia, hipertermia, convulsões, problemas de respiração e parada cardíaca.

A inclusão dessas substâncias nas listas de controle da Portaria SVS/MS 344/98 foi realizada em atendimento aos requisitos internacionais constantes das Convenções da ONU sobre Entorpecentes (1961) e sobre Substâncias Psicotrópicas (1971), das quais o Brasil é signatário. Estes compostos foram incluídos nas Listas de Controle Internacional constantes desses tratados após a 59ª Reunião da Comissão de Drogas Narcóticas (CND) do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), da qual a Anvisa participou.

Tais substâncias são conhecidas com Novas Substâncias Psicoativas (NSP), que são moléculas desenhadas, em sua maioria, para fins ilícitos e com o objetivo de evadir as medidas de controle aplicadas às substâncias já controladas, das quais derivam ou mimetizam os efeitos.

A inclusão dessas substâncias na Portaria SVS/MS 344/1998 está alinhada às principais estratégias internacionais de combate ao aparecimento destas drogas.

Em 2016, foram incluídas 11 substâncias nas Listas do Anexo I da Portaria 344/1998, além da classe estrutural dos canabinoides sintéticos. Destas, 8 e aquelas que se enquadrarem nas classes estruturais dos canabinoides sintéticos se classificam como NSP. Segue a relação de substâncias incluídas em 2016:

As atualizações da Portaria 344/98 estão disponíveis na página: http://portal.anvisa.gov.br/lista-de-substancias-sujeitas-a-controle-especial

ANVISA

Exame para detecção de H1N1 chega às unidades do laboratório Lâmina no Rio de Janeiro

Foto: Reprodução
Com o surto da gripe influenza A H1N1, muitas pessoas com sintomas têm procurado hospitais em todo o país em busca do diagnóstico para a doença

No mercado, existem alguns exames que identificam se o paciente é portador da nova gripe. Entre eles, está a técnica preconizada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o RT-PCR (sigla em inglês para o termo técnico reação em cadeia da polimerase), que agora está disponível para os cariocas nas unidades do laboratório carioca Lâmina Medicina Diagnóstica.

O teste analisa o material genético do vírus por meio da coleta de secreção nasal do paciente. As amostras de secreções respiratórias devem ser coletadas, preferencialmente, no terceiro dia após o início dos sintomas e, no máximo, até o sétimo dia, como explica o infectologista Alberto Chebabo, integrante do corpo clínico do Lâmina.

"O PCR é a forma mais utilizada no mundo para detectar a contaminação por H1N1 e é altamente preciso, chegando a 99% de acurácia, não existindo taxas de falsos positivos", afirma o médico, que complementa dizendo que a sensibilidade e especificidade do método também dependem da quantidade e qualidade do material enviado para a análise: "Por isso, sua coleta e transporte são essenciais para o diagnóstico adequado."

Segundo o infectologista, a grande vantagem do PCR é utilizar o que há de mais moderno em biologia molecular, pois o teste sequencia o material genético para identificar se é influenza H1N1 ou não, diferentemente do que acontece com os testes rápidos, que ficam prontos em até 15 minutos, mas são considerados de baixa sensibilidade para diagnóstico da nova gripe, pois não são baseados em técnica molecular, mas em exame imunocromatográfico. O teste rápido dá uma resposta positiva apenas para gripe, não diferenciando qual o tipo de vírus influenza é o responsável pelo quadro, servindo principalmente para pacientes ambulatoriais. Porém, pela sua baixa sensibilidade, um resultado negativo não afasta a possibilidade de gripe", explica Alberto Chebabo.

O exame está disponível, para os cariocas, nas unidades do laboratório Lâmina de Botafogo (Rua 19 de Fevereiro); Mega Barra, Barra Shopping e Niterói (Icaraí).

Saiba mais sobre a influenza A H1N1
A influenza A H1N1 é um subtipo de gripe (influenza) que causa sintomas mais graves, com maior invasão e pneumonia viral do que as outras variações da doença, como o H3N2 (também classificado como influenza A) e os vírus influenza B. A patologia causa mais danos aos pulmões e pode levar à morte. Dessa forma, o diagnóstico rápido e preciso é fundamental para o início imediato do tratamento com antivirais e também para evitar o uso desnecessário desses medicamentos em pessoas infectadas pela gripe comum.

De acordo com Alberto Chebabo, com a chegada das estações mais frias, ocorre aumento de casos de gripe e doenças respiratórias, porém, a sazonalidade não se cumpriu este ano. A doença ganhou status de surto no fim de março no estado de São Paulo. "Não era esperado, nesta época do ano, um número grande de casos de influenza. Normalmente, os quadros de influenza se iniciam em maio e junho, estendendo-se até setembro, na maior parte dos estados das regiões Sudeste, Centro-Oeste e Sul. Além disso, a gravidade dos casos de 2016 lembra o período pandêmico de 2009. Diferente dos anos anteriores, cujo vírus predominante foi o H3N2, que causa doença menos grave que o H1N1", alertou o médico.

Chebabo pede a atenção da população aos sintomas da doença, que são febre alta e repentina, tosse, dor de garganta, dores musculares, cansaço e quadro debilitante. "Ficar muito acamado, sem possibilidade de continuar com as atividades rotineiras, aliado aos outros sintomas, é um indício de contaminação por H1N1, pois a doença é mais grave, por isso debilita mais o paciente."

Ele reforça ainda que idosos, crianças com até 5 anos, portadores de doenças crônicas e pulmonares fazem parte do grupo de risco e devem ter mais cuidado com a prevenção. Vacinar-se, lavar as mãos constantemente e evitar locais com aglomeração são as formas mais eficazes de se prevenir.

O infectologista explica que, no Brasil, existem duas vacinas, a trivalente, aplicada na rede pública, e a tetravalente, aplicada na rede privada. A diferença entre elas é a presença de um segundo vírus, influenza B, na vacina tetravalente, mas ambas protegem contra o H1N1, que vem causando os casos graves atualmente.

Rachel Lopes
Assessoria de Imprensa
rachel@saudeempauta.com.br

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Curso gratuito aborda diagnóstico e tratamento da Sepse, problema que é responsável por 25% de ocupação nas UTIs

Foto: Reprodução/ Imagem Ilustrativa
A sepse é responsável por 25% da ocupação dos leitos de Unidades de Tratamento Intensivo (UTI) no Brasil, sendo a principal causa de morte nesse setor

A mortalidade no país chega a 65%, enquanto a média mundial fica entre 30% e 40%, segundo estudo do Instituto Latino-Americano de Sepse (Ilas). A doença é ainda a principal geradora de custos hospitalares devido ao seu controle necessitar de equipamentos sofisticados e medicamentos caros. Estima-se que esse custo seja de US$ 9,6 mil por paciente. O órgão aponta ainda a existência de aproximadamente 600 mil novos casos de sepse a cada ano em nosso país.

Para diminuir o número de pessoas que morrem com sepse, a prevenção e o diagnóstico precoce são de suma importância. Esse assunto será o tema do curso gratuito Emergências Médicas, promovido pelo Hospital São Vicente de Paulo (HSVP), na Tijuca, no próximo dia 19. Voltado para médicos e estudantes de Medicina, a aula será ministrada pelo coordenador do Serviço de Terapia Intensiva do HSVP, Guilherme Aguiar.

“A sepse é uma infecção grave que, quando se perde o controle, transforma-se em infecção generalizada. Quando o caso é diagnosticado rapidamente e o tratamento iniciado de imediato, a taxa de mortalidade passa da casa dos 60% para 20%. Por isso, é muito importante reconhecer precocemente a doença e iniciar o tratamento com antibióticos e hidratação”, adverte o médico, que é titulado em Terapia Intensiva pela Associação de Medicina Intensiva Brasileira (Amib) e professor do curso de Pós-Graduação de Terapia Intensiva da Amib.

As inscrições são gratuitas e devem ser feitas, antecipadamente, pelo telefone (21) 2563-2147 ou pelo e-mail comunicacao@hsvp.org.br. O evento será realizado no Centro de Convenções Irmã Mathilde, na sede do Hospital São Vicente de Paulo, que fica localizado na Rua Dr. Satamini, nº 333, Tijuca, Rio de Janeiro. Vagas limitadas!

Joyce Pimentel
Assessora de Imprensa
www.sbcomunicacao.com.br

terça-feira, 5 de julho de 2016

Teste em ratos pode desvendar efeito placebo para alguns pacientes

Estimular artificialmente prazer do cérebro pode aumentar a imunidade. Estudo foi publicado na revista 'Nature' nesta segunda

Estimular artificialmente o centro de prazer do cérebro aumenta a imunidade em ratos, o que pode ajudar a explicar o poder dos placebos, de acordo com um estudo publicado ontem, segunda-feira (4) na revista "Nature".

"Nossas descobertas indicam que a ativação de áreas do cérebro associadas a expectativas positivas pode afetar a forma como o corpo lida com as doenças", disse a autora sênior Asya Rolls, professora assistente na faculdade de Medicina do Instituto Technion-Israel de Tecnologia.

As conclusões publicadas na revista britânica "podem um dia levar ao desenvolvimento de novas drogas que utilizem o potencial de cura do cérebro", disse Rolls.

Os cientistas já sabiam que o sistema de recompensa do cérebro humano, que controla o prazer, pode ser ativado com um placebo se a pessoa que o tomar acreditar que se trata de um medicamento verdadeiro.

"Mas não estava claro se isto poderia interferir no bem-estar físico", disse Rolls à AFP.

Rolls e colegas incubaram células do sistema imunológico de ratos expostos à bactéria mortal E. coli depois de terem seus centros de recompensa estimulados.

Estas células do sistema imunológico eram pelo menos duas vezes mais eficazes para matar as bactérias do que as células normais, de acordo com os cientistas.

Em um segundo teste, os cientistas vacinaram diferentes camundongos com essas mesmas células do sistema imunológico. Trinta dias depois, o novo grupo de ratos também tinha duas vezes mais capacidade de combater a infecção.

Comida e sexo
A parte do cérebro estimulada foi a chamada área tegmental ventral, onde está o sistema de recompensa. Esta área é ativada, por exemplo, quando um rato, ou um ser humano, sabe que uma refeição saborosa ou um encontro sexual estão próximos.

A partir daí, a mensagem é encaminhada através do sistema nervoso simpático, que é responsável por dar respostas em situações de crise, até desencadear uma resposta imune de combate às bactérias, revela o estudo.

Os pesquisadores observaram, ainda, uma relação entre tal associação e a evolução.

"A alimentação e o sexo expõem um indivíduo a bactérias", disse Rolls. "Isso lhe daria uma vantagem evolutiva se, quando o sistema de recompensa é ativado, a imunidade também aumentar", completou.

O próximo passo será realizar experimentos com ratos para encontrar moléculas - potenciais drogas - que possam reproduzir esta relação de causa e efeito.

Foto: Reprodução

G1

Consumo de isotônicos pode causar obesidade e perda de dentes em crianças e adolescentes

Grande número de jovens estão usando socialmente bebidas desenvolvidas para consumo durante ou depois de atividades esportivas

Bebidas podem conter um valor elevado de acidez, o que resulta no desgaste do dente. (Foto: Reprodução/TV Gazeta)
Isotônicos com alto teor de açúcar não são adequados para crianças (Foto: Reprodução/TV Gazeta)

Uma pesquisa britânica revelou que um grande número de crianças e adolescentes estão correndo risco de ficar com os dentes enfraquecidos ou desenvolver obesidade por consumir bebidas isotônicas com alto teor de açúcar.

A Universidade de Cardiff entrevistou crianças entre 12 e 14 anos e constatou que 68% disseram usar o produto uma vez por semana.

Os pesquisadores afirmaram que a maioria dos pais e crianças não sabe que esse tipo de bebida não é adequada para crianças.

A associação britânica dos refrigerantes afirmou que essas bebidas foram criadas para serem usadas depois da prática de "atividade física vigorosa".

A Faculdade de Odontologia da Universidade de Cardiff, que publicou a pesquisa, entrevistou 160 crianças de quatro escolas no sul do País de Gales. A entidade concluiu que os estudantes são atraídos pelas bebidas isotônicas por causa de seu sabor adocicado, preço baixo e disponibilidade.

Metade das crianças disseram usar a bebida isotônica mais socialmente do que após praticar esportes. Além disso, só 18% disseram usar o produto por perceber efeitos positivos no desempenho esportivo.

Porém, os pesquisadores disserem ter ficado preocupados ao constatar que um quarto das crianças havia adquirido isotônicos em locais de recreação.

'Água ou leite são suficientes'
"O propósito das bebidas isotônicas está sendo mal compreendido e esse estudo mostra evidências claras de que crianças em idade escolar estão sendo atraídas por essas bebidas de alto teor de açúcar e baixo nível de pH (ácido), que levam a um aumento no risco de cáries, desgaste do esmalte dos dentes e obesidade", afirmou Maria Morgan, pesquisadora de saúde pública focada na questão odontológica.

A FSEM (Faculdade de Esporte e Medicina do Exercício) está propondo uma maior regulação na propaganda de isotônicos para proteger as crianças.

"Bebidas isotônicas são destinadas a atletas que estão participando de eventos esportivos intensos e de resistência. Elas também estão ligados à deterioração dos dentes em atletas e devem ser usados sob a orientação de dentistas e equipes médicas que cuidam desses atletas", disse Paul Jackson, presidente da FSEM.

"Água ou leite são suficientes para hidratar crianças ativas. Bebidas isotônicas para esportes com alto teor de açúcar não são necessárias para crianças nem para a maioria dos adultos".

'Novo compromisso'
Russ Ladwa, da Associação Dental Britânica afirmou: "Bebidas para esportes raramente são uma escolha saudável e fazer propaganda delas para a população em geral, em particular para jovens, é uma grande irresponsabilidade".

"Atletas de elite podem ter motivos para usá-las, mas para a maioria das outras pessoas elas representam um risco para a saúde oral e geral".

Gavin Partington, da associação Britânica de Refrigerantes, disse que bebidas para esportes foram criadas para reidratação durante ou depois de atividades físicas vigorosas e devem "ser usadas com moderação".

"Neste ano, as fabricantes de refrigerantes concordaram em não fazer propaganda de nenhuma bebida com altos índices de açúcar para menores de 16 anos nos canais de mídia, inclusive na internet. O novo compromisso também inclui restrições de anúncios perto de escolas".

G1