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sexta-feira, 22 de julho de 2016

Testes de fosfoetanolamina em humanos terão início em SP

Pesquisa começa na próxima segunda-feira (25) com 10 pacientes. Nova fase foi aprovada por comissão do Ministério da Saúde

Cápsulas de fosfoetanolamina produzidas desde os anos 90 no Instituto de Química de São Carlos (Foto: Cecília Bastos/USP Imagem)
               Cápsulas de fosfoetanolamina produzidas desde os anos 90 no Instituto de Química de São Carlos                   (Foto: Cecília Bastos/USP Imagem)

Terão início no Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), a partir da próxima segunda-feira (25), os testes em humanos com fosfoetanolamina, o composto que ficou conhecido como "pílula do câncer".

Nesta fase inicial, a substância será avaliada em 10 pacientes para determinar a segurança da dose. Se a droga não apresentar efeitos colaterais, a pesquisa seguirá em mais 200 pacientes - são 10 tipos de câncer diferentes incluídos nos testes, ou seja, 21 indivíduos com cada tipo da doença receberão três comprimidos da fosfoetanolamina. O anúncio foi feito pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB).

Essa fase onde 210 pacientes participarão da pesquisa deverá durar cerca de seis meses. O início dos testes foi aprovado pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa do Ministério da Saúde.

Se pelo menos três pacientes de cada um desses grupos de câncer apresentar uma melhora no quadro de saúde devido à pílula, o governo deverá liberar mais uma fase do estudo com a chamada de mais 80 indivíduos. No total, até 1 mil pessoas poderão participar do processo. Toda a pesquisa deverá ser encerrada em dois anos.

Caso nenhum dos 210 pacientes iniciais apresentar qualquer melhora ou sintoma, o estudo será encerrado no prazo estipulado de até seis meses.

"[Escolhemos] pacientes em tratamento no instituto. Não haverá a inscrição de pacientes de fora [para os testes], pelo menos não neste primeiro momento", disse Paulo Marcelo G. Hoff., vice-presidente do Icesp. "Nós achamos que era mais justo já tratar os pacientes que já são da instituição. Ou seja, não há nenhum favorecimento. A escolha será feita baseada nos critérios de inclusão e exclusão que estão muito bem determinados para cada um dos 10 grupos [de câncer]", completou.

Os pacientes escolhidos buscaram os médicos no Sistema Único de Saúde (SUS) e não estão em estado terminal, segundo Hoff.. Ele diz que os indivíduos escolhidos não têm outra opção de tratamento curativo disponível e estão em condição física pra responder aos testes.

Além disso, os pacientes não deverão receber nenhum tipo de medicamento durante o processo. Por isso, as pessoas selecionadas respeitaram o critério de poder estar dois meses sem o tratamento tradicional sem quaquer impacto na expectativa de sobrevida durante os próximos meses.

A substância foi encaminhada para o Icesp pela Fundação para o Remédio Popular (Furp) - laboratório oficial da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo. Ainda de acordo com o governo do estado, há cápsulas suficientes para a realização da pesquisa.

A sintetização da fosfoetanolamina que será testada em humanos foi feita pelo laboratório PDT Pharma, do município de Cravinhos, no interior de São Paulo. A Furp apenas encapsulou a substância. Ainda de acordo com o governo, o pesquisador da USP de São Carlos, Gilberto Chierice, que desenvolveu uma forma de sintetizar a substância, está acompanhando os testes.

A "pílula do câncer" já havia sido testada em animais de pequeno porte, mas a etapa de animais de grande porte foi pulada já que outras pessoas já consumiram a fosfoetalonamina não apresentaram sintomas graves.

"Nós fizemos uma opção pragmática aceitando o fato de que nós temos mais de 20 mil humanos que receberam o produto. Isso é diferente de um produto que está surgindo novo e que nunca ninguém o tomou. Então, nós achamos que seria possível neste caso nós acelerarmos o processo", disse.

Os tipos de câncer que serão contemplados nos testes serão: cabeça e pescoço, pulmão, mama, colo e reto, fígado, pâncreas, melanoma, gástrico, colo uterino e próstata.

4 perguntas e respostas sobre o caso da FOSFOETANOLAMINA

1) O que é?
Uma substância que passou a ser produzida em laboratório por um pesquisador da USP, hoje aposentado, que acredita que ela seja capaz de tratar câncer.

2) Qual é a polêmica?
Pessoas com câncer têm entrado na Justiça para obter o produto da USP, mas ele não passou pelos testes legalmente exigidos. A USP atendia à demanda somente porque é obrigada judicialmente. 

3)Mas ela funciona contra o câncer?
Cientificamente, não há como afirmar, porque os testes necessários não foram feitos. Ela foi distribuída para diferentes tipos de câncer, mas sem seguir evidências científicas de que isso seja adequado.

4) Que mal pode fazer usar esse produto?
Como seus efeitos são desconhecidos, não há como excluir efeitos colaterais. O próprio pesquisador que descobriu como sintetizá-la admite que não sabe dizer que dosagem seria adequada para o tratamento de câncer.

G1

Aromatizantes de ambiente e velas são proibidos

Foto: Reprodução da Internet
A Anvisa determinou, ontem, quinta-feira, a proibição dos aromatizantes e velas das marcas Voluspa e Michel Design Works

Os aromatizantes de ambientes e velas aromatizantes das marcas Voluspa e Michel Design Works foram proibidos pela Anvisa.

Os produtos, fabricados pela empresa Anova Trade Importação, não possuem registro, notificação ou cadastro na Agência.

A determinação está descrita na Resolução RE nº 1.917/2016, publicada na quinta-feira (21) no Diário Oficial da União.

ANVISA


quinta-feira, 21 de julho de 2016

Hospitais de Campo Grande funcionam sem respiradores

Funcionários bombeiam ar manualmente para manter pacientes vivos. Faltam 81 leitos de UTI nos hospitais para atender a população da cidade

Foto: Reprodução

O Jornal Nacional traz um relato da crise nas UTIs dos maiores hospitais de Campo Grande, capital de Mato Grosso do Sul.

Indignação
“Estava até no Ministério Público para ver se conseguia para pôr ele na UTI, só que não deu tempo, morreu”, afirma Daniela Barbosa Rosa, neta de Atílio de Arruda.

O avô de Daniela, Atílio de Arruda, tinha 63 anos. No domingo (17) deu entrada em uma Unidade de Pronto Atendimento. Foi transferido para o hospital regional, em Campo Grande. Ficou seis horas numa maca sendo ventilado manualmente, como mostram as imagens gravadas pelo filho.

“Ele estava todo monitorado lá na UPA. A médica que pegou do Samu, que pegou meu pai, tinha plena consciência que o médico daqui informou falando que não tinha respirador mecânico aqui”, diz Atílio de Arruda, filho de Atílio.

O aviso está no boletim de atendimento: o Samu encaminhou o paciente à revelia, sabendo que não tinha vaga. Uma situação que se repete nos três maiores hospitais de Campo Grande.

A vida bombeada com as mãos. Nesta quarta-feira (20), na emergência da Santa Casa, o maior hospital de Mato Grosso do Sul, tem 14 pessoas, o dobro da capacidade. Todos esperam vagas em UTIs. Dois estão recebendo ar por ventilação manual. O Ministério Público Estadual fez um levantamento: faltam 81 leitos de UTI nos hospitais para atender a população da cidade.

“Esse sobrecarregamento nos hospitais só acontece porque a rede não funciona da forma que ela deveria. É preciso que a população chegue numa unidade de saúde e seja bem atendida”, afirma a promotora de Justiça Paula Volpe.

A situação é tão grave que, na semana passada, num único dia, nove pessoas receberam o oxigênio manualmente na Santa Casa.

“Isso aqui é desumano, tanto para nós funcionários como para o próprio paciente que necessita de uma saúde adequada”, reclama a auxiliar de enfermagem Zuma Ribeiro.

E a falta de leitos em UTIS é problema crônico no Brasil. São 40 mil leitos de UTI no país - metade nos hospitais públicos que atendem à população brasileira. E 77% municípios não têm esses leitos.

O coordenador de Fiscalização do Conselho Regional de Medicina alerta as consequências da falta de ventiladores mecânicos das UTIs. “A cada minuto que passa ventilado manualmente diminui a chance de sobrevivência desses pacientes, pacientes que têm grande chance de sobreviver”, destaca Alberto Cubel.

A Santa Casa afirmou que não há espaço nem tubulação de oxigênio pra instalar novos respiradores na emergência e que a direção do hospital relata diariamente o problema da lotação ao Ministério Público Estadual e ao gestor do SUS.

A prefeitura de Campo Grande declarou que apresentou um projeto ao Ministério da Saúde pra instalar 65 leitos de semi-intensivo e intensivo - mas não há previsão de liberação do dinheiro. A prefeitura afirma que nem sempre se pode contar com a rede particular, que também está com superlotação.

O governo de Mato Grosso do Sul afirmou que disponibilizou dez leitos de UTI ao hospital regional e que vai disponibilizar mais 40 para três hospitais. A Santa Casa é um deles.

O Ministério da Saúde afirmou que, entre 2010 e 2015, houve um aumento de 25% nos leitos de UTI, e que se esforça para aumentar a oferta do SUS, junto com estados e municípios.

G1

Suspenso lote de solução de cloreto de sódio da Equiplex

Imagem Ilustrativa/Reprodução
A Anvisa suspendeu a distribuição, a comercialização e o uso do lote 1513334 da Solução Fisiológica de Cloreto de Sódio a 0,9%, marca Equiplex, fabricado por Equiplex Indústria Farmacêutica Ltda.

O produto é destinado ao restabelecimento de fluído e eletrólitos no organismo.

Laudo de Análise Fiscal de amostra única emitido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) revelou resultado insatisfatório no ensaio de aspecto para o lote. Segundo o parecer, havia um corpo estranho na amostra.

A determinação está na Resolução RE 1.915/2016, publicada na última terça-feira (19) no Diário Oficial da União.


ANVISA

CHN realiza encontro com especialistas sobre cardiologia

O evento é gratuito e terá palestras e debates sobre algumas das cardiopatias que mais matam no país

Reunir especialistas para debater e se atualizar sobre as principais doenças cardíacas e causadoras de óbitos no país é um dos objetivos do Encontro com Especialistas do CHN (Complexo Hospitalar de Niterói), em parceria com a Sociedade de Cardiologia do Estado do Rio de Janeiro (Socerj). O evento, que é gratuito, será realizado no dia 23 de julho, das 8h30 às 13h, no H Niterói Hotel, em Ingá, Niterói, Rio de Janeiro, com vagas limitadas.

Voltado para profissionais da área de saúde e acadêmicos a partir do quinto ano, o encontro visa promover um debate científico sobre as principais novidades em diagnóstico, condutas terapêuticas e utilização de dispositivos técnicos, no âmbito da cardiologia. Entre os temas apresentados, estarão: Insuficiência Cardíaca (IC): Abordagem na Atualidade; Síndrome da Aorta Aguda e O Diferencial Assistencial do Hospital Sírio-Libanês.

“As cardiopatias estão entre as 10 doenças mais atendidas no CHN, cujo número de casos na emergência chega a cerca de 400 pacientes por mês, sendo elas responsáveis por 50% das internações realizadas no hospital”, afirmou Valdênia Pereira de Souza, coordenadora do CHN Cardiovascular e uma das integrantes da comissão científica do evento ao lado de Ronaldo Vegni, também cardiologista do CHN.

Entre os palestrantes, destacam-se os especialistas convidados: Ricardo Mourilhe, presidente da Socerj, que fará a abertura do evento juntamente com a diretora-geral do hospital, Ilza Fellows; Humberto Villacorta Jr., professor de cardiologia da Universidade Federal Fluminense (UFF) e coordenador do Centro de IC do Hospital Unimed-Rio; Ludhmila Hajjar, coordenadora da UTI Cardiológica e da Unidade Avançada de IC do Hospital Sírio-Libanês; Geraldo Ramalho, professor titular da UFF; Marcelo Melo, coordenador da divisão cardiointensiva do Instituto Nacional de Cardiologia (INC) e médico do Departamento de Doenças da Aorta do INC; Arno von Ristow, professor coordenador da cirurgia vascular da PUC-Rio e membro da Academia Nacional de Medicina; e Mário Amar, cirurgião cardíaco do Hospital Universitário Pedro Ernesto e do CHN.

Segundo a coordenadora, promover esse encontro em Niterói, em que reúne grandes especialistas da cardiologia no país, é um grande avanço científico para a cidade. “Nossa expectativa é possibilitar uma troca de experiências com especialistas de renome para promover o desenvolvimento acadêmico da região, tanto para profissionais da saúde como para estudantes. E o CHN se orgulha de fazer parte dessa evolução”, finalizou Valdênia Pereira de Souza.

Serviço
Encontro com Especialistas – Cardiologia.
Data: 23 de junho, sábado.
Horário: das 8h30 às 12h50.
Local: H Niterói Hotel - Rua Dr. Paulo Alves, 14, Ingá, Niterói, Rio de Janeiro.
Inscrições: devem ser feitas pelo telefone (21) 2729-1154 ou e-mail cest@chniteroi.com.br ou ainda no local do evento.

Foto: Reprodução

Rachel Lopes
Assessoria de Imprensa
rachel@saudeempauta.com.br