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domingo, 24 de julho de 2016

Agência suspende lotes da Bala Verde Marita e Café Marita

Foto: Reprodução
Anvisa determina suspensão de bala fabricada pela empresa Florestal Alimentos S/A e café da empresa World Blend Master Alimentos. Também foi proibida a publicidade

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária determinou a proibição da fabricação, distribuição, comercialização e publicidade de todos os lotes do produto Bala Verde Marita Green, fabricado pela empresa Florestal Alimentos S/A e dos produtos Café Marita Burn + Control 100g e Café Marita Memory 100 g, fabricados pela empresa World Blend Master Alimentos Ltda.

A medida foi motivada pela presença, na Bala Verde Marita Green, de substâncias que não possuíam registro e que não passaram pelos testes de segurança e eficácia prévios exigidos pela Agência, comprometendo as propriedades funcionais e de saúde alegadas pelo fabricante.

Já no Café Marita, foi constatada a presença de ingredientes fitoterápico nos produto, comprometendo seu enquadramento e uso como alimento

Proibição da publicidade
A Agência determinou também que a empresa que distribui esses produtos, Rede Brasil Fácil Ltda, não divulgue propagandas e publicidades que atribuam alegações de propriedades funcionais, de saúde ou terapêuticas aos seus produtos comercializados.

Com a decisão, as empresas devem recolher todo o estoque existente dos produtos no mercado. A medida está na Resolução publicada no Diário Oficial da União (DOU).

ANVISA

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Cientistas dizem ter encontrado caminho para reverter menopausa

Equipe em Atenas diz ter coletado óvulos de pacientes após terapia
BBC: Equipe em Atenas diz ter coletado óvulos de pacientes após terapia
Técnica poderá ser usada para aumentar a fertilidade em mulheres mais velhas e ajudar pacientes com menopausa precoce a ficarem grávidas

Uma equipe de médicos da Grécia afirma ter conseguido fazer com que os ovários de mulheres que já tinham parado de menstruar voltassem a produzir óvulos, levando à reversão da menopausa.

Segundo os médicos da clínica Genesis, em Atenas, entre as pacientes tratadas está uma que já não menstruava havia cinco anos.

O ginecologista Konstantinos Sfakianoudis e sua equipe se concentraram em mulheres que tiveram menopausa precoce no tratamento, que envolve uma técnica geralmente usada para acelerar a cura de lesões.

O médico deu mais detalhes sobre a pesquisa em entrevista à revista especializada New Scientist.

'Esperança'
Se os resultados da pesquisa grega forem confirmados, a técnica poderá ser usada para aumentar a fertilidade em mulheres mais velhas, ajudar pacientes com menopausa precoce a ficarem grávidas e atuar o combate aos efeitos da menopausa.

"Isso oferece uma janela de esperança para mulheres na menopausa, que serão capazes de engravidar usando seu próprio material genético", afirmou Sfakianoudis à New Scientist.

A equipe grega usou a terapia PRP (Plasma Rico em Plaquetas), que consiste na retirada e centrifugação de sangue da paciente, em um processo que leva ao isolamento das moléculas que desencadeiam o crescimento de tecidos e vasos sanguíneos.

Essa terapia já é muito usada para acelerar a cura de ossos fraturados e músculos lesionados, apesar de ainda não se saber totalmente qual é sua eficácia.

Segundo a equipe de Sfakianoudis, a técnica PRP também parece ajudar a rejuvenescer ovários. Uma das pacientes tinha entrado na menopausa precocemente, aos 40 anos.

Cinco anos depois, a equipe injetou PRP nos ovários dela, o que teria levado à volta da menstruação após um período de seis meses.

A clínica então coletou três óvulos, e dois deles foram fertilizados com sucesso, usando espermatozoides do marido da paciente.

Os embriões produzidos foram armazenados enquanto a equipe espera para coletar e fertilizar um terceiro – são necessários pelo menos três para viabilizar o implante no útero da paciente.

Os resultados foram apresentados na reunião anual da Sociedade Europeia de Reprodução Humana e Embriologia, em Helsinque, na Finlândia.

Dúvidas
Os médicos ainda não têm certeza sobre como a técnica funciona ou como esse plasma desencadeou a menstruação. Sfakianoudis afirma que aplicou a técnica em cerca de 30 mulheres com idades entre 46 e 49 anos e que queriam ter filhos.

"Parece funcionar em cerca de dois terços dos casos. Observamos mudanças em padrões bioquímicos, uma restauração da menstruação."

A equipe ainda não implantou os embriões nas mulheres, mas espera fazer isso nos próximos meses.

Segundo o médico, a terapia PRP já havia ajudado pacientes que sofrem de problemas que impedem a fixação dos embriões, dificultando a gravidez.

Mas, após receberem doses de PRP diretamente no útero, três de seis pacientes da clínica que tinham sofrido uma série de abortos e feito tentativas sem sucesso de fertilização in vitro conseguiram ficaram grávidas, relatou ele à New Scientist.

Questionamentos
A equipe ainda não publicou sua pesquisa em nenhuma revista científica.

"Precisamos de estudos maiores antes de sabermos com certeza qual a eficácia do tratamento", afirmou o médico. Mas alguns especialistas já questionam os métodos usados pela Genesis - para eles, o grupo deveria ter testado a técnica primeiro em animais.

"Essa experiência não teria sido permitida na aqui Grã-Bretanha.

Os pesquisadores precisam trabalhar mais para ter certeza de que os óvulos resultantes (da terapia) são bons", afirmou à New Scientist Roger Sturmey, da Faculdade de Medicina Hull York. Sturmey afirmou, entretanto, que a pesquisa da equipe de Sfakianoudis é "potencialmente muito animadora".

"Mas também abre questões éticas a respeito qual deve ser o limite máximo de idade para ser mãe", acrescentou.

"Fiquei acordado pensando nisso. Onde o limite deve ser estabelecido?"

Ele citou questões como os riscos de desenvolver diabetes e hipertensão durante a gravidez e de abortos, casos que são mais comuns entre mulheres mais velhas. Virginia Bolton, embriologista no Hospital Guy's and St Thomas', em Londres, afirmou também à New Scientist ter dúvidas sobre a eficácia do tratamento.

"É perigoso ficarmos animados com algo antes de termos provas suficientes de que funciona."

Testes de fosfoetanolamina em humanos terão início em SP

Pesquisa começa na próxima segunda-feira (25) com 10 pacientes. Nova fase foi aprovada por comissão do Ministério da Saúde

Cápsulas de fosfoetanolamina produzidas desde os anos 90 no Instituto de Química de São Carlos (Foto: Cecília Bastos/USP Imagem)
               Cápsulas de fosfoetanolamina produzidas desde os anos 90 no Instituto de Química de São Carlos                   (Foto: Cecília Bastos/USP Imagem)

Terão início no Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), a partir da próxima segunda-feira (25), os testes em humanos com fosfoetanolamina, o composto que ficou conhecido como "pílula do câncer".

Nesta fase inicial, a substância será avaliada em 10 pacientes para determinar a segurança da dose. Se a droga não apresentar efeitos colaterais, a pesquisa seguirá em mais 200 pacientes - são 10 tipos de câncer diferentes incluídos nos testes, ou seja, 21 indivíduos com cada tipo da doença receberão três comprimidos da fosfoetanolamina. O anúncio foi feito pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB).

Essa fase onde 210 pacientes participarão da pesquisa deverá durar cerca de seis meses. O início dos testes foi aprovado pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa do Ministério da Saúde.

Se pelo menos três pacientes de cada um desses grupos de câncer apresentar uma melhora no quadro de saúde devido à pílula, o governo deverá liberar mais uma fase do estudo com a chamada de mais 80 indivíduos. No total, até 1 mil pessoas poderão participar do processo. Toda a pesquisa deverá ser encerrada em dois anos.

Caso nenhum dos 210 pacientes iniciais apresentar qualquer melhora ou sintoma, o estudo será encerrado no prazo estipulado de até seis meses.

"[Escolhemos] pacientes em tratamento no instituto. Não haverá a inscrição de pacientes de fora [para os testes], pelo menos não neste primeiro momento", disse Paulo Marcelo G. Hoff., vice-presidente do Icesp. "Nós achamos que era mais justo já tratar os pacientes que já são da instituição. Ou seja, não há nenhum favorecimento. A escolha será feita baseada nos critérios de inclusão e exclusão que estão muito bem determinados para cada um dos 10 grupos [de câncer]", completou.

Os pacientes escolhidos buscaram os médicos no Sistema Único de Saúde (SUS) e não estão em estado terminal, segundo Hoff.. Ele diz que os indivíduos escolhidos não têm outra opção de tratamento curativo disponível e estão em condição física pra responder aos testes.

Além disso, os pacientes não deverão receber nenhum tipo de medicamento durante o processo. Por isso, as pessoas selecionadas respeitaram o critério de poder estar dois meses sem o tratamento tradicional sem quaquer impacto na expectativa de sobrevida durante os próximos meses.

A substância foi encaminhada para o Icesp pela Fundação para o Remédio Popular (Furp) - laboratório oficial da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo. Ainda de acordo com o governo do estado, há cápsulas suficientes para a realização da pesquisa.

A sintetização da fosfoetanolamina que será testada em humanos foi feita pelo laboratório PDT Pharma, do município de Cravinhos, no interior de São Paulo. A Furp apenas encapsulou a substância. Ainda de acordo com o governo, o pesquisador da USP de São Carlos, Gilberto Chierice, que desenvolveu uma forma de sintetizar a substância, está acompanhando os testes.

A "pílula do câncer" já havia sido testada em animais de pequeno porte, mas a etapa de animais de grande porte foi pulada já que outras pessoas já consumiram a fosfoetalonamina não apresentaram sintomas graves.

"Nós fizemos uma opção pragmática aceitando o fato de que nós temos mais de 20 mil humanos que receberam o produto. Isso é diferente de um produto que está surgindo novo e que nunca ninguém o tomou. Então, nós achamos que seria possível neste caso nós acelerarmos o processo", disse.

Os tipos de câncer que serão contemplados nos testes serão: cabeça e pescoço, pulmão, mama, colo e reto, fígado, pâncreas, melanoma, gástrico, colo uterino e próstata.

4 perguntas e respostas sobre o caso da FOSFOETANOLAMINA

1) O que é?
Uma substância que passou a ser produzida em laboratório por um pesquisador da USP, hoje aposentado, que acredita que ela seja capaz de tratar câncer.

2) Qual é a polêmica?
Pessoas com câncer têm entrado na Justiça para obter o produto da USP, mas ele não passou pelos testes legalmente exigidos. A USP atendia à demanda somente porque é obrigada judicialmente. 

3)Mas ela funciona contra o câncer?
Cientificamente, não há como afirmar, porque os testes necessários não foram feitos. Ela foi distribuída para diferentes tipos de câncer, mas sem seguir evidências científicas de que isso seja adequado.

4) Que mal pode fazer usar esse produto?
Como seus efeitos são desconhecidos, não há como excluir efeitos colaterais. O próprio pesquisador que descobriu como sintetizá-la admite que não sabe dizer que dosagem seria adequada para o tratamento de câncer.

G1

Aromatizantes de ambiente e velas são proibidos

Foto: Reprodução da Internet
A Anvisa determinou, ontem, quinta-feira, a proibição dos aromatizantes e velas das marcas Voluspa e Michel Design Works

Os aromatizantes de ambientes e velas aromatizantes das marcas Voluspa e Michel Design Works foram proibidos pela Anvisa.

Os produtos, fabricados pela empresa Anova Trade Importação, não possuem registro, notificação ou cadastro na Agência.

A determinação está descrita na Resolução RE nº 1.917/2016, publicada na quinta-feira (21) no Diário Oficial da União.

ANVISA


quinta-feira, 21 de julho de 2016

Hospitais de Campo Grande funcionam sem respiradores

Funcionários bombeiam ar manualmente para manter pacientes vivos. Faltam 81 leitos de UTI nos hospitais para atender a população da cidade

Foto: Reprodução

O Jornal Nacional traz um relato da crise nas UTIs dos maiores hospitais de Campo Grande, capital de Mato Grosso do Sul.

Indignação
“Estava até no Ministério Público para ver se conseguia para pôr ele na UTI, só que não deu tempo, morreu”, afirma Daniela Barbosa Rosa, neta de Atílio de Arruda.

O avô de Daniela, Atílio de Arruda, tinha 63 anos. No domingo (17) deu entrada em uma Unidade de Pronto Atendimento. Foi transferido para o hospital regional, em Campo Grande. Ficou seis horas numa maca sendo ventilado manualmente, como mostram as imagens gravadas pelo filho.

“Ele estava todo monitorado lá na UPA. A médica que pegou do Samu, que pegou meu pai, tinha plena consciência que o médico daqui informou falando que não tinha respirador mecânico aqui”, diz Atílio de Arruda, filho de Atílio.

O aviso está no boletim de atendimento: o Samu encaminhou o paciente à revelia, sabendo que não tinha vaga. Uma situação que se repete nos três maiores hospitais de Campo Grande.

A vida bombeada com as mãos. Nesta quarta-feira (20), na emergência da Santa Casa, o maior hospital de Mato Grosso do Sul, tem 14 pessoas, o dobro da capacidade. Todos esperam vagas em UTIs. Dois estão recebendo ar por ventilação manual. O Ministério Público Estadual fez um levantamento: faltam 81 leitos de UTI nos hospitais para atender a população da cidade.

“Esse sobrecarregamento nos hospitais só acontece porque a rede não funciona da forma que ela deveria. É preciso que a população chegue numa unidade de saúde e seja bem atendida”, afirma a promotora de Justiça Paula Volpe.

A situação é tão grave que, na semana passada, num único dia, nove pessoas receberam o oxigênio manualmente na Santa Casa.

“Isso aqui é desumano, tanto para nós funcionários como para o próprio paciente que necessita de uma saúde adequada”, reclama a auxiliar de enfermagem Zuma Ribeiro.

E a falta de leitos em UTIS é problema crônico no Brasil. São 40 mil leitos de UTI no país - metade nos hospitais públicos que atendem à população brasileira. E 77% municípios não têm esses leitos.

O coordenador de Fiscalização do Conselho Regional de Medicina alerta as consequências da falta de ventiladores mecânicos das UTIs. “A cada minuto que passa ventilado manualmente diminui a chance de sobrevivência desses pacientes, pacientes que têm grande chance de sobreviver”, destaca Alberto Cubel.

A Santa Casa afirmou que não há espaço nem tubulação de oxigênio pra instalar novos respiradores na emergência e que a direção do hospital relata diariamente o problema da lotação ao Ministério Público Estadual e ao gestor do SUS.

A prefeitura de Campo Grande declarou que apresentou um projeto ao Ministério da Saúde pra instalar 65 leitos de semi-intensivo e intensivo - mas não há previsão de liberação do dinheiro. A prefeitura afirma que nem sempre se pode contar com a rede particular, que também está com superlotação.

O governo de Mato Grosso do Sul afirmou que disponibilizou dez leitos de UTI ao hospital regional e que vai disponibilizar mais 40 para três hospitais. A Santa Casa é um deles.

O Ministério da Saúde afirmou que, entre 2010 e 2015, houve um aumento de 25% nos leitos de UTI, e que se esforça para aumentar a oferta do SUS, junto com estados e municípios.

G1