Aplicativos, carreira, concursos, downloads, enfermagem, farmácia hospitalar, farmácia pública, história, humor, legislação, logística, medicina, novos medicamentos, novas tecnologias na área da saúde e muito mais!



quinta-feira, 28 de julho de 2016

Consórcio Brasileiro de Acreditação lança nova edição da Revista Acreditação em Saúde

Consórcio Brasileiro de Acreditação lança nova edição da Revista Acreditação em Saúde Publicação revela renovação da parceria com a Joint Commission International e lançamento de novos produtos na área da qualidade em saúde

O Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA) está lançando a 11ª edição da Revista Acreditação em Saúde, publicação que reúne ações de melhorias da qualidade realizadas por instituições brasileiras acreditadas pela Joint Commission International (JCI), organismo ao qual o CBA é associado no Brasil.

O primeiro volume deste ano traz cases de 16 instituições acreditadas JCI, por meio do CBA. E ainda uma entrevista especial com a superintendente do CBA, Maria Manuela Alves dos Santos, falando sobre a renovação da parceria CBA-JCI. “Essa parceria, celebrada em 1998, é vitoriosa. Juntos, JCI e CBA expandiram a cultura de qualidade, segurança e acreditação no Brasil e, desde então, vêm cumprindo a sua missão, que é a de melhorar continuamente a qualidade e a segurança do cuidado aos pacientes e beneficiários dos sistemas e serviços de saúde. A renovação contratual se deu apenas pelo vencimento do convênio firmado entre as duas instituições e não trará mudanças significativas para os nossos clientes”, garante.

Maria Manuela revela ainda que o CBA está lançando novos produtos na área da qualidade, como o programa Safety Coaching, que consiste na formação e capacitação de profissionais em suas competências comportamentais; o curso de especialização em acreditação com a PUC de Portugal; o programa Fundamentos para a qualidade e segurança do cuidado ao paciente, voltado para instituições hospitalares e ambulatoriais que ainda não têm nenhuma certificação, mas querem iniciar um processo de gestão da qualidade e segurança, buscando atender ao Programa Nacional de Segurança do Paciente; e a acreditação para programas de cirurgia segura e a acreditação de programas de saúde populacional. “Outros produtos ainda estão sendo desenvolvidos para 2018. Para isso, contamos com a preciosa ajuda do Dr. Paul vanOstenberg, consultor sênior ad hoc do CBA”, salienta a superintendente do CBA.

A revista mostra também como o Hospital Moinhos de Vento (RS) incentiva a higienização das mãos para controlar os riscos de infecção; a aposta do Hospital Samaritano (SP) em tecnologia e na multiprofissionalidade para garantir o sucesso em terapia intensiva neonatal; o enfoque dado pelo Total Care (SP) na gestão e na educação para gerar mais qualidade de vida para pacientes com doenças crônicas; o investimento em climatização das áreas comuns para dar mais segurança ao paciente na unidade de Onco-Hematologia do Hospital 9 de Julho (SP); a adoção da 6ª Meta Internacional de Segurança do Paciente pelo Amil Resgate (SP), ampliando a qualidade na remoção; a adoção de processos de qualidade e reforça liderança em saúde suplementar da Bradesco Saúde (RJ); investimento em cirurgia robótica aponta para melhor performance no Hospital Santa Joana Recife (PE); em Portugal, Hospital de Cascais aposta na educação continuada para adoção da cultura de segurança; empoderamento da equipe assistencial dissemina cultura da qualidade e dá mais segurança ao paciente no Hospital Alvorada (SP); já o Hospital Paulistano (SP) adota Programa de Cuidados Paliativos e envolve pacientes e familiares nas decisões do tratamento; o Hospital São José (SP) acredita na especialização de profissionais e na implementação de protocolo de cirurgia para dar mais segurança no tratamento de aneurismas cerebrais; na Acreditar Oncologia (DF), trabalho colaborativo melhora performance no cuidado do paciente oncológico; adoção de planos conjuntos de trabalho entre a equipe multiprofissional e o Serviço de Controle de Infecção (SCIH) trouxe impactos positivos na redução das infecções hospitalares em uma Unidade de Terapia Intensiva oncológica do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo; já o Hospital Pró Cardíaco (RJ) adota novos protocolos de segurança em cirurgias de alta complexidade; tratamento de angioplastia reduz tempo de internação e aumenta satisfação do paciente no Hospital TotalCor (SP); e a aposta do Grupo COI para o tratamento integrado do paciente oncológico.

Para ler a revista na íntegra, acesse http://cbacred.org.br/publicacoes/revista-acreditacao-saude/.

Nathália Vincentis
Jornalismo
www.sbcomunicacao.com.br

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Lei 13.021/14: Justiça decide a favor da presença de farmacêuticos na saúde pública

2012 07 11 justicaNa última semana, foi publicada decisão favorável ao CRF em recurso interposto pelo Município de Ourinhos visando reformar decisão que havia declarado lícitas as autuações aplicadas pelo Conselho Regional de Farmácia em virtude de suas Unidades Básicas de Saúde (28 no total) não possuírem responsável técnico farmacêutico

O Desembargador Johonson Di Salvo, Relator do Processo, entendeu que com o advento da Lei nº 13.021/2014 as farmácias e drogarias não são meros estabelecimentos comerciais, mas unidades de prestação de assistência farmacêutica à saúde e, portanto, necessitam de farmacêutico durante todo o período de funcionamento do local. “

A partir da nova Lei nº 13.021/2014, farmácias e drogarias deixam de ser meros estabelecimentos comerciais para se transformar em unidades de prestação de assistência farmacêutica e à saúde, além de orientação sanitária individual e coletiva; o mesmo ocorre com locais públicos e privados de dispensação de medicamentos (manipulados e/ou já industrializados). E a impõe a obrigatoriedade da presença permanente (art. 6º, I) do farmacêutico naquilo que ela mesma trata como farmácias de qualquer natureza”, afirmou.

Outro ponto importante relatada pelo Desembargador, foi em relação a obrigatoriedade da presença de farmacêutico em dispensários públicos.

Segundo ele, “após a edição da nova lei das farmácias, todos os estabelecimentos dessa natureza, inclusive os dispensários públicos e os hospitalares públicos e privados, têm o dever legal da manutenção de farmacêutico nos seus quadros, em tempo integral. A única exceção corria à conta da Medida Provisória nº 653/2014, para aos estabelecimentos privados de micro e pequeno porte; todavia, a referida Medida Provisória perdeu sua eficácia (Ato Declaratório do Presidente da Mesa do Congresso Nacional nº 47, de 2014).”

Leia aqui a decisão na íntegra.

Monica Neri Assessoria de Comunicação CRF-SP

CRF-SP

Uso excessivo de anti-inflamatórios pode prejudicar a saúde

Medicamentos são importantes para controlar doenças crônicas, reduzir os riscos de complicações e recuperar a saúde. Mas quando ingeridos em excesso, podem ser muito mais prejudiciais do que benéficos

Aline Czezacki

Um exemplo de medicamento usado mais do que o necessário pela população e que pode causar danos ao nosso organismo é o anti-inflamatório.

Existem diferentes classificações desse medicamento. Os anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) representam um grupo com ações analgésica (alívio da dor), antipirética (diminui a febre), inibidora da agregação de plaquetas, além, claro, da ação anti-inflamatória. São exemplos: ibuprofeno, diclofenaco, nimesulida, entre outros. Não fazem parte deste grupo os medicamentos com componente esteroide ou costicosteroide, como prednisolona, dexametasona, hidrocortisona, entre outros.

Dados da Pesquisa Nacional sobre Acesso, Utilização e Promoção do Uso Racional de Medicamentos no Brasil (PNAUM), mostram que pelo menos 8,5% da população usaram anti-inflamatórios nos 15 dias anteriores à entrevista. Foram entrevistados mais de 40 mil indivíduos nas cinco grandes regiões do país. Os principais motivos de uso destes fármacos foram dor (49,4%) e febre (9,8%).

Mas quais são os perigos da ingestão excessiva desses remédios? Os AINEs precisam de uma atenção especial, por exemplo, porque diminuem a produção de prostaglandinas, que são substâncias naturais em nosso organismo envolvidas no processo da dor, inflamação, febre, proteção do estômago, trabalho de parto, controle de pressão arterial, menstruação, entre outros.

A diminuição de prostaglandinas interfere na ocorrência de gastrites, úlceras, problemas nos rins, fígado e coração, aumento da pressão arterial e oferece dificuldade no nascimento de uma criança. A insuficiência renal é um dos problemas mais graves acarretado pelo uso excessivo, já que com a redução de prostaglandinas, o processo de filtragem do sangue pelos rins fica comprometido e reduz a eliminação do sódio pelo órgão.

Além disso, os AINEs ainda podem aumentar o risco de sangramentos/hemorragias quando usados por pessoas tratadas com anticoagulantes, ou pacientes com dengue. Também podem diminuir o efeito dos anti-hipertensivos (medicamentos para pressão alta). Em casos de cirurgias e fraturas, ou extrações de dente, podem prejudicar o processo de cicatrização/restauração e aumenta a chance de hemorragias.

O Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde recomenda que os AINEs sejam usados nas doses mais baixas, pelo mínimo tempo possível e necessário para aliviar inflamações , sempre de acordo com prescrição médica.

A inflamação é um processo natural, benéfico e necessário para a defesa e a reparação do organismo, que deve ser interrompido somente quando necessário. Também cabe ao próprio corpo produzir substâncias anti-inflamatórias capazes de agir nessas situações. Sendo assim, o combate à inflamação só é necessário quando sinais e sintomas, como inchaço e dor, são tão intensos a ponto de se tornarem desconfortáveis e incapacitantes (inflamação no joelho ou inflamação de garganta, por exemplo).

E o que fazer para evitar o uso dos anti-inflamatórios? A Cartilha para a promoção do uso racional de medicamentos estabelece que, para algumas doenças, medidas como dietas, repouso e exercícios podem ser mais eficazes do que remédios. Em situações de inflamação localizada, gelo, repouso e imobilização podem ser suficientes. É importante lembrar que apenas um profissional de saúde habilitado pode indicar o tratamento adequado para determinadas doenças ou inflamações

Atendimento
Os efeitos colaterais pelo uso de AINEs são mais comuns depois de alguns dias de tratamento, mas às vezes podem ocorrer logo após a primeira dose. Em geral, os efeitos no estômago (dor, náuseas, vômito) podem ser diminuídos se o medicamento for ingerido com o paciente em pé ou sentado, com um copo de água (cerca de 250 mL), junto ou logo após uma refeição. Na maioria dos casos, os efeitos colaterais cessam com a interrupção do tratamento. Quando há necessidade de uso prolongado, o médico pode prescrever outro medicamento, para ser tomado pelo mesmo período, e, assim, evitar os efeitos colaterais no estômago.

Orientações para prevenir efeitos colaterais podem ser obtidas com o próprio profissional que prescreveu o medicamento e/ou com um farmacêutico. Em caso de efeito colateral leve, pode ser consultado o farmacêutico ou outro profissional da equipe da saúde da família (ESF) ou de uma Unidade Básica de Saúde (UBS). Em situações de efeito mais intenso, como sangue nas fezes, inchaço na perna ou em todo o corpo, recomenda-se procurar uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA).

Blog da Saúde

5 coisas que a cor da sua urina diz sobre a sua saúde

Será que a cor da sua urina está lhe enviando “alertas” sobre o seu estilo de vida ou mesmo sobre uma possível doença?

A urina das pessoas varia amplamente de cor. De manhã, ela tende a ser muito mais escura do que no final do dia. Mas há alguns alertas na cor da sua urina que você não deve ignorar, dizem os especialistas.

A professora Clare Collins, da University of Newcastle, disse que a urina deve ter cor de palha. Se a sua urina é tão incolor quanto a água, é porque você provavelmente tomou mais líquido do que precisava.

Uma urina cor de melaço ou muito escura é um alerta de que você deve se consultar com um médico.

Embora possa ser devido à desidratação extrema, também pode ser um sinal de doenças hepáticas, como hepatite e cirrose, onde há um acúmulo de bilirrubina na urina

Urina “marrom”
Se a sua urina está marrom escura, isso pode ser um sinal de desidratação severa ou um aviso sobre uma possível doença no fígado.

A Cleveland Clinic sugere que você beba muita água e continue verificando a cor da urina para ver se ela muda.

Caso ela continue marrom, entre em contato com um médico.

Urina vermelha
Na maioria dos casos, esta coloração alarmante é apenas o efeito colateral da ingestão de alimentos como beterraba - mas pode ser algo bem pior.

É preciso apenas uma pequena quantidade de sangue para deixar a urina rosada, o que pode acontecer por conta de esportes de alto impacto, que podem causar um efeito sobre a bexiga.

Mas também pode ser um sinal de uma doença mais grave, como pedra nos rins ou até mesmo câncer. Se o problema persistir, consulte um médico.

Urina clara
Na maior parte das vezes, não é necessário se preocupar, mas em casos raros, os fãs de esportes tomam tanta água que seus corpos não conseguem se livrar dela.

Precisamos frisar novamente que isso é muito, muito raro, mas se você estiver preocupado sobre estar tomando água demais, basta passar a tomar apenas quando estiver com sede, em vez de beber água apenas para melhorar o desempenho.

Foto: Reprodução

Yahoo

terça-feira, 26 de julho de 2016

Sangue do Cordão Umbilical pode ser doado em bancos públicos

Você sabia que existem bancos financiados pelo Ministério da Saúde e coordenados pelo Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA), que colhem e armazenam o sangue do cordão umbilical e placentário (SCUP), rico em células tronco?

Aline Czezacki

Ministério-da-Saúde---Doação-Salva-Vidas-Victor

Essa amostra fica disponível em um cadastro nacional para atender pacientes que precisem de um transplante de medula óssea. A doação em banco público não custa nada para quem doa, e nem para quem recebe.

Mas por que o SCUP é importante? Porque esse sangue, encontrado no interior do cordão umbilical, é rico em células-tronco hematopoéticas. Essas células são capazes de produzir os elementos do sangue (hemácias, leucócitos e plaquetas) essenciais para o transplante de medula óssea.

Assim como o princípio de qualquer outra doação, a opção de doar o sangue do cordão também deve ser voluntária. Existem as opções de doação para banco público, onde o material pode ser utilizado por qualquer paciente que necessite de um transplante. Também pode ser feita a modalidade de doação familiar direcionada, onde o sangue pode ser utilizado em benefício de um irmão doente que precise do transplante. Nesse caso, é a mãe do bebê que autoriza.


Doar para um Banco público ajuda a aumentar as chances de compatibilidade de pacientes que não possuem doadores com grau de parentesco. Além disso, as células ficam disponíveis imediatamente após o congelamento e registro na rede BrasilCord, sem haver a necessidade de submeter o doador à retirada da medula óssea. Outra vantagem é que não é necessária a compatibilidade total entre o sangue de cordão e o paciente. Apenas a compatibilidade parcial é suficiente para o transplante.

As mães que tiverem interesse em doar o SCUP do recém-nascido devem procurar o banco da BrasilCord mais próximo para entrevista. Existem critérios específicos que devem ser levados em conta, como: ter entre 18 e 36 anos, ter feito no mínimo duas consultas de pré-natal documentadas, estar com idade gestacional acima de 35 semanas no momento da coleta e não possuir, no histórico médico, doenças neoplásicas (câncer) e/ou hematológicas (anemias hereditárias, por exemplo).

Atualmente existem no Brasil 13 bancos públicos de sangue do cordão umbilical da rede BrasilCord que diversificam o material genético disponível para transplantes e facilitam a localização dos doadores em todo o território nacional. São quatro bancos em São Paulo (dois na cidade de São Paulo, um em Campinas e um em Ribeirão Preto), um na cidade do Rio de Janeiro (no INCA), um no Distrito Federal (Brasília), um em Santa Catarina (Florianópolis), um no Rio Grande do Sul (Porto Alegre), um no Ceará (Fortaleza), um no Pará (Belém), um em Pernambuco (Recife), um no Paraná (Curitiba) e um em Minas Gerais (Lagoa Santa).

Saiba mais sobre a Rede BrasilCord e a doação de sangue do cordão umbilical. Acesse o site do Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (REDOME), clicando aqui.

Blog da Saúde