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sexta-feira, 29 de julho de 2016

DDAHV lança terceira edição do Manual Técnico para o Diagnóstico da Infecção pelo HIV

Publicação orienta e subsidia o trabalho realizado por profissionais de saúde no diagnóstico da infecção pelo HIV

Foi lançada nesta terça-feira (26/07), pelo Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais (DDAHV), uma nova e atualizada edição do Manual Técnico para o Diagnóstico da Infecção pelo HIV. Essa terceira revisão da publicação – publicada pela primeira vez em 2013 – obedece ao que está definido na Portaria nº 29 de 17 de dezembro de 2013, que estabelece a revisão do manual “à luz dos avanços científicos”. A edição atualizada pode ser acessada aqui.

Nessa terceira edição – entre outras alterações –, o manual substitui o termo “Doença Sexualmente Transmissível (DST)” por “Infecção Sexualmente Transmissível (IST)”; incorpora o fluxo a ser seguido por todos os serviços quando for necessária a investigação da infecção pelo HIV-2; atualiza os locais e situações para as quais o DDAHV recomenda a utilização de testes rápidos; inclui um resumo de cada fluxograma, para facilitar a compreensão do usuário; inclui o item 6.1: “Falhas na execução dos testes rápidos (TR)” e o item 10.3: “Recomendações para o diagnóstico da infecção pelo HIV em gestantes”; e aprimora a redação do original.

Assessoria de Comunicação
Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais
Conheça também a página do DDAHV no Facebook:
https://www.facebook.com/DSTAidsHV

Blog da Saúde

Centro do Brasil para combate à fome inspira criação de iniciativa na Índia

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Foto: Reprodução
O Centro de Excelência contra a Fome no Brasil — criado por uma parceria entre o Programa Mundial de Alimentos (PMA) e o governo brasileiro — servirá de modelo para a criação de um organismo semelhante na Índia, onde as autoridades deram início na semana passada a novas negociações com a agência da ONU

O objetivo do novo centro de Excelência para Segurança Alimentar e Nutricional (CENEX) será contribuir para o compartilhamento de conhecimentos sobre práticas de combate à fome dentro e fora da Índia. Na Índia, 194,6 milhões de pessoas estão subnutridas, segundo informações da agência da ONU. O contingente equivale a três vezes a população da França.

Na semana passada, o vice-diretor centro brasileiro, Peter Rodrigues, foi a Nova Déli para explicar o funcionamento das iniciativas no Brasil a integrantes do Ministério indiano do Consumidor, Alimentação e Distribuição Pública, futuro responsável pela gestão do CENEX. A visita contou com a participação do diretor nacional do PMA na Índia, Hameed Nuru.

Em agosto, uma delegação de oficiais indianos deve visitar São Paulo e Brasília para conhecer o trabalho do projeto do Brasil e entender como o centro trabalha com os governos de países em desenvolvimento, criando programas sustentáveis para alcançar a fome zero.

Fonte: Nações Unidas

Lotes de extrato de tomate de 5 marcas são proibidos

Quatro lotes de extrato de tomate e um de molho de tomate foram proibidos ontem, quinta-feira (28/7) pela Anvisa por conterem pelo de roedor em limite acima do tolerado pela legislação
Foto: Reprodução

A proibição envolve a comercialização e distribuição dos produtos dos lotes reprovados. A identificação do pelo de roedor nos extratos de tomate e no molho de tomate foi feita pela Diretoria de Vigilância Sanitária de Santa Catarina. Os fabricantes deverão fazer o recolhimento dos estoques existentes no mercado.

Lista de extratos e molho de tomate proibidos

Nome do Produto Marca LoteValidade no RótuloFabricante Laudo 
Extrato de tomate AmoritaL076 M2P 01/04/2017 Stella D’Oro Ltda 236.CP.0/2016 
Extrato de tomate Aro002 M2P 05/2017 05/2017 197.CP.0/2016 
Extrato de tomate Elefante 032502 18/08/2017 Cargill Agrícola Sa  234.CP.0/2016 
Extrato de tomate Predilecta 213 23IE 03/2017 Predilecta Alimentos Ltda 195.CP.0/2016 
Molho de tomate tradicional Pomarola 03090331/08/2017 Cargill Agrícola Sa 233.CP.0/2016 

Saiba mais sobre recall de alimentos

A publicação da proibição dos extratos e molho está na edição de hoje do Diário Oficial da União, nas Resoluções 1.995, 1.996 e 1.997.

ANVISA

quinta-feira, 28 de julho de 2016

Luta o ano inteiro: Aedes aegypti se prolifera até mesmo no inverno

O período chuvoso cessou em boa parte do país e o clima está mais frio

Aedes Aegypti se prolifera até mesmo no inverno

Apesar de este cenário ajudar a diminuir a proliferação do Aedes aegypti, a população não pode descuidar do quintal de casa, do ambiente de trabalho e de todo e qualquer lugar propício para o desenvolvimento do mosquito. Mesmo durante o inverno, as ações de combate por parte do Ministério da Saúde e dos governos estaduais e municipais continuam. E isso tem gerado resultado: antes mesmo de junho, já houve redução no número de casos de dengue. O que é novidade, se levarmos em consideração o histórico de picos da doença.

Durante o outono e o inverno, o surto de dengue não é comum. Entretanto, a doença é uma ameaça o ano inteiro e uma trégua ao Aedes pode significar uma epidemia quando as temperaturas voltarem a subir. Associar a dengue ao verão é um equívoco. O frio diminui sim a proliferação, mas esse período tem que ser visto como uma oportunidade de estar à frente na guerra contra o mosquito.

Infelizmente, além da dengue, doença mais conhecida pelos brasileiros, o mosquito Aedes Aegypti tem preocupado também por transmitir outras três doenças: Zika, Chikungunya e febre amarela. As quatro doenças virais, a depender da gravidade, podem matar quem é infectado. Por isso, o Ministério da Saúde faz campanhas constantes no sentido de alertar as pessoas de que cada um precisa fazer o seu papel na luta contra o vetor. A nova chamada é para que isso ocorra o ano inteiro, independente do clima.

Como funciona o ciclo do Aedes aegypti
Para entender melhor, é preciso conhecer um pouco sobre o ciclo de vida do mosquito transmissor. As fêmeas do Aedes se reproduzem em água parada. Elas depositam os ovos em diferentes criadouros para garantir a dispersão da espécie. Se a fêmea do mosquito já estiver infectado pelo vírus da dengue, zika, chikungunya ou febre amarela, as larvas podem nascer com o vírus.

“O mosquito se adaptou ao ambiente urbano. Então ao longo de todo o ano, independente da época, nós damos condições para que ele se prolifere. A fêmea deposita os ovos e eles podem ficar até mais de um ano viáveis para depois eclodirem em contato com a água. Eles se tornam larvas e depois insetos”, explica a entomologista do Programa Nacional de Controle da Dengue do Ministério da Saúde, Tatiana Ázara.

Esse alerta é para todo o território brasileiro, mesmo com toda a diversidade climática no país. “Nós temos a permanência do inseto e a transmissão das doenças o ano inteiro e em todo o Brasil. Esse inseto tem como permanecer no ambiente mesmo em condições adversas, como o frio”, destaca Ázara.

ciclodengue

Se todos se conscientizarem dos riscos causados pelo mosquito nos 12 meses do ano e se mobilizarem, eliminar esse inimigo vai ficar bem mais fácil. A palavra é luta, mas a tarefa é mais simples do que se imagina: separar minutos do dia para acabar com qualquer recipiente que possa acumular água parada (limpa ou suja). Os mais comuns são vasos de planta, calhas, garrafas, pneus e brinquedos. E o ponto extra nesse jogo é tentar descobrir locais improváveis usados pelo mosquito para colocar seus ovos, como grades mais espessas dos portões de casa, aquele recipiente que fica atrás da geladeira e até o porta escova de dente. Outra observação é que inseticidas e repelentes continuam sendo aliados. Eles podem e devem ser usados mesmo quando o mosquito não aparece tão facilmente.

Com auxílio da Sala Nacional de Coordenação e Controle (SNCC) do Ministério da Saúde, 1.620 salas municipais e 27 salas estaduais de controle ao Aedes aegypti funcionam o ano todo. Juntas, elas organizam e coordenam estratégias de combate ao mosquito. O exército é grande, mas é preciso conhecer mais o inimigo e aderir à vigilância continuada.

Erika Braz, para o Blog da Saúde

Brasil interrompe circulação endêmica do sarampo

vacina 25.07Após enfrentar um surto de sarampo em 2015 no Ceará, o Brasil completou neste mês um ano sem casos da doença. Com isso, o país interrompe a circulação endêmica dessa enfermidade infecciosa

A constatação foi feita pela presidente do Comitê Internacional de Avaliação e Documentação da Eliminação do Sarampo, Merceline Dalh-Regis. Esse resultado foi alcançado por meio de um esforço conjunto da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS), do Ministério da Saúde e das Secretarias de Saúde do Estado do Ceará e dos municípios de Fortaleza e Caucaia, de Universidades e da Associação Brasileira de Enfermagem.

A OPAS/OMS contribuiu com a ação investindo R$ 1,2 milhão para apoiar nos custos de ações para o controle do surto e no recrutamento de 165 enfermeiros e auxiliares de enfermagem. Esses profissionais participaram do mapeamento das regiões com maior transmissão de sarampo. A iniciativa permitiu que a vacinação fosse feita tanto em Unidades Básicas de Saúde quanto nas casas das pessoas que viviam nas áreas de maior circulação do vírus causador da doença.

A organização internacional também distribuiu para todos os municípios brasileiros 10 mil exemplares de uma ferramenta em forma de disco elaborada para facilitar a investigação de casos suspeitos de sarampo, rubéola e síndrome de rubéola congênita. Foi entregue uma unidade para cada município e para os 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs). Além disso, nas localidades onde foram notificados casos importados de sarampo de 2013 a 2015, foi entregue um para cada unidade de saúde.

Sarampo
O sarampo é normalmente transmitido por meio do ar e de contato direto. O agente infeccioso é um vírus da família paramixovírus que infecta as membranas mucosas e, em seguida, se espalha por todo o corpo, causando uma doença grave e altamente contagiosa.

Atualmente, o sarampo é uma das principais causas de morte entre as crianças no mundo. Aproximadamente 114.900 pessoas morreram em consequência dessa doença em 2014 – principalmente as menores de 5 anos de idade –, o que corresponde a 314 óbitos por dia ou 13 por hora.

De 2000 a 2014, estima-se que 17,1 milhões de óbitos foram evitados pela vacinação contra o sarampo – o que faz dessa iniciativa um dos melhores investimentos em saúde pública do mundo. No mesmo período, a quantidade de mortes globais por essa enfermidade caiu 79%, passando de uma estimativa de 546.800 em 2000 para 114.900 em 2014.

Olimpíadas
A Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) lembra a importância de os turistas e atletas que planejam ir aos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016 se vacinarem contra sarampo e rubéola pelo menos duas semanas antes de viajar. As Olimpíadas acontecerão entre os dias 5 e 21 de agosto no Brasil, seguidas das Paralimpíadas, marcadas para ocorrer entre 7 e 18 de setembro deste ano.

Blog da Saúde