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terça-feira, 23 de agosto de 2016

Pfizer compra fabricante de remédios contra o câncer Medivation

Farmacêutica Pfizer anuncia a compra fabricante de remédios contra o câncer Medivation  (Foto: Reuters)
Foto: Reuters
Negócio está avaliado em cerca de US$ 14 bilhões. Remédios contra o câncer representam um dos maiores mercados do setor

A companhia farmacêutica americana Pfizar, fabricante do Viagra e do Lipitor, anunciou nesta segunda-feira um acordo para comprar a fabricante de remédios contra o câncer Medivation em uma operação avaliada em cerca de US$ 14 bilhões.

Segundo os termos financeiros do acordo, a Pfizer pagará US$ 81,50 por cada ação da Medivation, o que representa um valor 21% maior em relação ao último fechamento dos títulos da companhia, conforme anunciaram as duas empresas em comunicado conjunto.

"Com a aquisição da Medivation, esperamos acelerar de forma imediata o crescimento de nossas receitas e também fortalecer nossa liderança no campo da oncologia", disse Ian Read, presidente e executivo-chefe da Pfizer, ao anunciar o acordo.

Em sua lista de medicamentos, a Medivation conta com Xtandi, utilizado no tratamento contra o câncer de próstata, que no último ano gerou vendas em nível mundial de US$ 2,2 bilhões e que já foi utilizado por cerca de 64 mil pacientes desde a sua aprovação.

"Acreditamos que nossa parceria com a Pfizer é o passo correto para nossa trajetória de crescimento e para ampliar o mercado do Xtandi", disse, por sua vez, o fundador e atual executivo-chefe da Medivation, David Hung.

A operação, que já foi aprovada pelos conselhos de administração de ambas as companhias, precisa agora do sinal verde das autoridades reguladoras e a Pfizer espera fechá-la no último trimestre deste ano.

Os remédios contra o câncer representam um dos maiores mercados da indústria farmacêutica, com vendas na ordem dos US$ 80 bilhões por ano e um crescimento anual superior a 10%, segundo dados da companhia EvaluatePharma.

A Medivation também chegou a ser cortejada pelo grupo francês Sanofi.

Em 2015, a Pfizer anunciou a compra da fabricante do Botox, Allergan, em transação avaliada em cerca de US$ 160 bilhões.

G1

sábado, 20 de agosto de 2016

Funcionários de hospital são presos por venda de bolsas de sangue no RJ

Dupla foi presa em flagrante após denúncia na sexta (19) em Cabo Frio. Uma pessoa pegou R$ 1,5 mil emprestados para comprar sangue, diz MP

Recibo mostra suposta venda de bolsas de sangue no hospital privado (Foto: MPRJ/Divulgação)
Recibo mostra suposta venda de bolsas de sangue no hospital privado (Foto: MPRJ/Divulgação)

Dois funcionários do Hospital Clinerp, em Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio, foram presos em flagrante nesta sexta-feira (19) por suspeita de terem vendido bolsas de sangue a pacientes. Segundo o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, eles foram detidos após a denúncia de uma pessoa que pegou um empréstimo para comprar as bolsas para um paciente internado na unidade.

Os presos, que não tiveram as idades divulgadas, foram levados para a 126ª DP (Cabo Frio). Segundo o MP, a denúncia foi recebida na manhã desta sexta pela Promotoria de Investigação Penal de Cabo Frio. Uma pessoa disse que precisou pegar R$ 1,5 mil emprestados para comprar duas bolsas de sangue. O recibo da compra foi apreendido pelo Grupo de Apoio aos Promotores (GAP).

De acordo com o MP, a conduta é praxe em hospitais da Região dos Lagos. A promotoria vai abrir um inquérito para investigar outros casos. Os detidos serão denunciados pelo artigo 15 da Lei 9.434/97, que envolve a compra e venda de tecidos, órgãos e partes do corpo humano. A pena varia de 3 a 8 anos de prisão.

G1

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Cientistas descobrem analgésico que poderia substituir a morfina

Novo medicamento, chamado PZM21, não causaria dependência. Droga também não provoca problemas respiratórios associados a opioides

Nova droga, nomeada PZM21, pode vir a substituir a morfina (Foto: CDC/ Amanda Mills)
Nova droga, nomeada PZM21, pode vir a substituir a morfina (Foto: CDC/ Amanda Mills)

Cientistas anunciaram na quarta-feira (17) uma droga sintética que neutraliza a dor de forma tão eficaz quanto a morfina, mas sem os efeitos colaterais que tornam os opioides tão perigosos e viciantes.

Os métodos de big data utilizados pelos pesquisadores também abriram um caminho promissor na inovação de remédios, segundo um estudo publicado na revista científica Nature.

Em experimentos com ratos, o novo composto ativou um caminho molecular conhecido no cérebro que desencadeia a supressão da dor.

Mas ao contrário da morfina e de outras drogas prescritas, como a oxicodona ou o oxycontin, o composto não ativou um segundo caminho que pode desacelerar ou bloquear a respiração normal.

A supressão respiratória causada por opioides resulta em cerca de 30 mil mortes por ano nos Estados Unidos, onde o consumo de opioides assumiu proporções epidêmicas.

A nova droga - nomeada PZM21 - não causou dependência nos ratos de laboratório, que ficam viciados em morfina e medicamentos analgésicos tão facilmente quanto os seres humanos.

A PZM21, segundo os pesquisadores, oferece "analgesia de longa duração acoplada à eliminação aparente da depressão respiratória".

Uma terceira vantagem do novo composto, segundo eles, é que ele não causa constipação. Nos Estados Unidos, remédios que soltam o intestino bloqueado devido ao uso de opioides são anunciados na televisão.

O ópio e seus derivados são utilizados para diminuir a dor (e gerar sentimentos de euforia) há mais de 4 mil anos.

"As pessoas estão procurando um substituto mais seguro para os opioides padrão há décadas" , disse Brian Shoichet, professor da Escola de Farmácia da Universidade da Califórnia, em San Francisco, e um dos três autores sênior do estudo.

A maioria desses esforços tentaram ajustar a estrutura química da droga para eliminar os efeitos colaterais.

Shoichet e colegas da Universidade de Stanford, da Universidade da Carolina do Norte e da Universidade de Erlangen-Nuremberga na Baviera, Alemanha, fizeram uma abordagem radicalmente diferente.

Em direção à 'droga perfeita'
Em vez disso, a equipe ficou no chamado receptor de opioide no cérebro, que desencadeia uma reação química que leva à supressão da dor quando ativado.

Apenas uma molécula que "encaixasse" com sucesso no receptor - como uma chave girando uma fechadura - iria funcionar.

Mas para evitar a dependência e a insuficiência respiratória, essa mesma molécula não deveria, como a morfina, encaixar com um segundo receptor que provoca essas reações indesejadas.

"Com as formas tradicionais de descoberta de drogas, você está trancado em uma pequena caixa química", explicou Shoichet.

"Mas quando você começa com a estrutura do receptor que você deseja alcançar, você pode jogar fora todas essas restrições", acrescentou.

Usando simulações de computador, os pesquisadores testaram três milhões de compostos disponíveis comercialmente - e um milhão de configurações possíveis para cada um - para ver quais se encaixavam melhor com o receptor.

Cerca de 2.500 moléculas passaram no teste. Depois de eliminar as que se assemelhavam muito aos opioides, sobraram 23.

E apenas um deles, mostrou uma análise mais aprofundada, ativou o "bom" caminho molecular sem desencadear o "mau".

"Há pouca dúvida de que a triagem computacional baseada na estrutura vai acelerar o ritmo de descoberta de drogas", comentou Brigitte Kieffer, professora do Departamento de Psiquiatria da Universidade McGill, na revista Nature.

A nova pesquisa, acrescentou, foi "um passo em direção à droga perfeita".

A PZM21 ainda tem muitos obstáculos a superar antes de aparecer nas prateleiras das farmácias.

Primeiro, deve ser provado que a droga é segura para os humanos e eficaz em ensaios clínicos - um processo que normalmente leva até uma década.

Pesquisas futuras também vão ter de determinar se os ratos - ou pessoas - desenvolvem uma tolerância à droga, fazendo-a perder sua potência analgésica ao longo do tempo.

G1

Lotes de detergente do Laboratoires Anois são suspensos

Reprodução
Dois lotes de produtos pré-desinfetantes de instrumentos cirúrgicos, da empresa francesa Laboratoires Anois S/A, foram suspensos pela Anvisa nesta quarta-feira (17/8)

Dois desinfetantes poli-enzimáticos, da empresa Laboratoires Anois Ltda., apresentaram resultados insatisfatórios em testes amilolíticos. Laudos emitidos pelo Instituto Adolfo Lutz tiveram resultados insatisfatórios no ensaio de atividade amilolítica de dois saneantes.

Confira os produtos suspensos:
- Aniosyme DD1, 1L / Lote T105 17 / Fabricado em 30/04/2015 / Validade até 28/04/2017

- Aniosyme 5 Sinergy, 5L / Lote TD6408S / Fabricado em 09/09/2015 / Validade até 06/09/2017

A medida publicada no Diário Oficial da União (DOU) determina a suspenção da distribuição, comercialização e uso dos produtos em todo o território nacional.

A resolução RE – 2.196/16 determina que a distribuidora dos produtos no Brasil, a Comercial 3 Albe Ltda., promova o recolhimento do estoque dos dois lotes em questão.

Suspensão de Água Sanitária
Anvisa divulga, também, a suspensão da fabricação do saneante Água Sanitária Nacional Insumos fabricada pela empresa Nacional Insumos Industrias Ltda.

A resolução RE – 2.195/16, publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira (17/08), determina, como medida de interesse sanitário, a suspensão da fabricação, distribuição, divulgação, comercialização e uso de todos os lotes. De acordo com a Agência, o produto não possui a regularização exigida.

A decisão, que já está em vigor, determina que a empresa promova o recolhimento do estoque existente no mercado, relativo ao saneante em destaque.

ANVISA

Anvisa interdita dois lotes de amoxicilina Hincomox

Reprodução
Medicamento Hincomox apresenta resultados insatisfatórios em testes laboratoriais e falhas em rótulos de dois lotes

A Agência determinou a interdição cautelar, em todo o território nacional, dos seguintes lotes do medicamento Hincomox suspensão oral 250mg/ 5mL, fabricado por Laboratório Teuto Brasileiro S/A:

- Lote 02743010 / Validade 08/2016
- Lote 02743012 / Validade 10/2016

De acordo com laudos de análises fiscais emitidos pela Fundação Oswaldo Cruz, os dois lotes do medicamento Hincomox apresentaram resultados insatisfatórios nos ensaios de aspecto, por apresentar pó internamente, e falhas em obtenção de suspensão homogênea.

Segundo a resolução RE – 2.198/16, publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta quinta-feira (18/08), as rotulagens dos dois lotes do antibiótico apresentaram informações de número de lote e data de validade ilegíveis na embalagem primária.

ANVISA