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quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Anvisa suspende e proíbe vários produtos: confira

Anvisa publica oito resoluções com medidas sanitárias. Suspensões e proibições incluem produtos e medicamentos de cinco empresas


Uma série de resoluções publicadas no Diário Oficial da União (DOU) da última segunda-feira (22/08) determinou diferentes medidas que vão desde a suspensão da importação de produtos à suspensão da distribuição, comercialização e uso de medicamentos e equipamentos hospitalares.

Confira abaixo as informações das medidas:



Produto
Lote
Empresa
Motivo
Medida
1.
Romeran (brometo de rocurônio) 10mg/mL solução injetável
-
Gland Pharma Ltd/Hyderabad-Índia, impotado por Instituto Biochímico Indústria Farmacêutica Ltda.
Condição de insatisfatoriedade da empresa Gland Pharm Ltd. com relação às Boas Práticas de Fabricação
2.
Cutenox (enoxaparina sódica) solução injetável em seringas (20mg/0.2mL, 40mg/0.4mL, 60mg/0.6mL e 80mg/0.8mL)
-
Gland Pharma Ltd/Hyderabad-Índia, impotado por Instituto Biochímico Indústria Farmacêutica Ltda.
Condição de insatisfatoriedade da empresa Gland Pharm Ltd. com relação às Boas Práticas de Fabricação
3.
Verônio (brometo de vecurônio) pó liofilizado injetável (4mg e 10mg)
-
Gland Pharma Ltd/Hyderabad-Índia, impotado por Instituto Biochímico Indústria Farmacêutica Ltda.
Condição de insatisfatoriedade da empresa Gland Pharm Ltd. com relação às Boas Práticas de Fabricação
4.
Polixil B pó liofilizado a granel
-
Gland Pharma Ltd/Hyderabad-Índia, impotado por Química Haller Ltda.
Condição de insatisfatoriedade da empresa Gland Pharm Ltd. com relação às Boas Práticas de Fabricação
5.
Azitromicina 500 mg pó liofilizado
-
Gland Pharma Ltd/Hyderabad-Índia, impotado por Antibióticos do Brasil Ltda.
Condição de insatisfatoriedade da empresa Gland Pharm Ltd. com relação às Boas Práticas de Fabricação
6.
Ácido zoledrônico 4mg pó liofilizado injetável
-
Gland Pharma Ltd/Hyderabad-Índia, impotado por Antibióticos do Brasil Ltda.
Condição de insatisfatoriedade da empresa Gland Pharm Ltd. com relação às Boas Práticas de Fabricação
7.
Cloridrato de Metoclopramida 10mg/2mL solução injetável
8369009
Laboratório Teuto Brasileiro S/A
Resultado insatisfatório no ensaio de descrição da amostra (ampolas com número de lote e/ou prazo de validade ilegíveis
8.
Tomógrafo CT Prospeed (e todos outros equipamentos médicos de uso hospitalar)
-
Heraclito Santos Amorim -ME
Empresa sem Autorização de Funcionamento, sem Registro e sem autorização do detentor do Registro 
9.
Alprazolam 1mg 2BL x 15 comprimidos em cartuchos 2mg
812594
E.M.S. S/A
Comunicado de recolhimento voluntário encaminhado pela própria empresa EMS S/A
10.
Rivotril (Clonazepam) 0,5mg comprimidos
RJ0792 (Validade 02/2017)
RJ0899 (Validade 01/2019)
Produtos Roche Químicos e Farmacêuticos S.A.
Teste de dissolução fora de especificação
11.
Lexotan (Bromazepam) 6mg comprimido
RJ0613 (Validade 01/2018)
Produtos Roche Químicos e Farmacêuticos S.A.
Teste de dissolução fora de especificação


ANVISA

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Anvisa proíbe venda de geleia de morango com larvas e pelo de roedor

Medida foi publicada por meio de resolução no 'Diário Oficial da União'. Geleia Piá é produzida por cooperativa do Rio Grande do Sul

Em um dos lotes da geleia Piá de morango, foram encontrados pelo de roeder e duas larcas mortas. (Foto: Reprodução/Pia.com.br)
Em um dos lotes da geleia Piá de morango, foram encontrados pelo de roeder e duas larcas mortas. (Foto: Reprodução/Pia.com.br)

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu proibir a distribuição e venda de um lote da geleia de morango Piá porque foram encontrados fungo, duas larvas mortas e um pelo de roedor inteiro. A medida foi publicada por meio de resolução no "Diário Oficial da União" de ontem, segunda-feira (22). 

O laudo definitivo, emitido pelo Laboratório de Saúde Pública de Santa Catarina, também detectou "matérias estranhas indicativas de falhas das boas práticas" do alimento, que é produzido pela Cooperativa Agropecuária Petrópolis, localizada em Nova Petrópolis (RS).

Segundo a Anvisa, a empresa terá de recolher todo o estoque do produto que existir no mercado relativo ao lote 02, com validade em 19 de novembro de 2016.

Confira abaixo a íntegra da nota da cooperativa
"Tendo em vista a proibição da venda de um lote de geleia de morango, a diretoria da Cooperativa Agropecuária Petrópolis – detentora da marca Piá, vem a público informar que o problema já havia sido detectado antes mesmo da decisão da Anvisa, e que o mesmo foi totalmente recolhido do mercado no dia 25 de maio de 2016.

Cabe salientar ainda que a origem do problema do Lote número 02, fabricado em 19 de novembro de 2015 e com validade até 19 de novembro de 2016, é a própria matéria prima, no caso o morango utilizado na produção da geleia. Os animais entram em contato com o fruto nas lavouras, no momento da colheita, antes de sua transformação na indústria. Durante o processamento na indústria, que atinge temperaturas altas, são eliminados os microrganismos, mas as matérias estranhas que estão na matéria-prima podem permanecer.

A Cooperativa Agropecuária Petrópolis vai intensificar o treinamento e o monitoramento de boas práticas dos produtores de morangos para as próximas safras."

G1

Menino de três anos tem pernas e dedos amputados por erro de diagnóstico

 Reuben, antes e depois de pernas prostéticas  (Foto: BBC)
Reuben, antes e depois das pernas protéticas (BBC)
Médicos na Inglaterra achavam que criança tinha amigdalite, mas ela tinha infecção após sofrer queimadura

Um menino de três anos teve as duas pernas e sete dedos amputados após um erro de diagnóstico na Inglaterra.

O caso teve início quando, em julho de 2015, Lou Harvey-Smith levou seu filho Reuben a um hospital público na cidade de Ipswich uma queimadura acidental com um ferro de passar.

Dois dias depois ela retornou ao local porque o menino estava com febre alta e dor de garganta.

Os médicos disseram que ele estava com amigdalite (inflamação na amigdala) e receitaram antibióticos.

No dia seguinte, porém, o estado do menino piorou muito.

A mãe ligou para uma unidade especializada em queimaduras no Chelsea and Westminster Hospital para ouvir uma segunda opinião.

Os médicos dali suspeitaram de choque tóxico, uma infecção que pode ser fatal. O problema seria causado por bactérias que teriam entrado pela ferida e estariam liberando toxinas venenosas no sangue de Reuben.

‘Pés novos’
O menino foi levado às pressas para o hospital de Ipswich e, de lá, transferido para uma unidade em Londres.

A essa altura, porém, a infecção já era tão grave que ele corria risco de morrer e seus membros precisaram ser amputados.

"[Reuben] olhou para as pernas amputadas e disse 'os pés ruins já foram, agora traz os novos'", contou a mãe, que tem 41 anos.

Ela disse que o menino "aceita (a realidade) e segue sua vida", mas processou o hospital de Ipswich. A instituição admitiu que o choque tóxico era uma “possibilidade significativa” com base nos sintomas da criança e que a amputação poderia ter sido evitada se o diagnóstico e tratamento tivessem sido feitos antes.

“É extremamente preocupante que eles soubessem da ligação entre queimaduras e choque tóxico e mesmo assim não tenham considerado essa possibilidade no caso de Reuben”, disse advogado de Harvey-Smith, Tim Deeling.

Os responsáveis pelo hospital fizeram um pagamento de 50 mil libras (cerca de R$ 210 mil) à família para cobrir gastos temporariamente.

“No processo em andamento, admitimos total responsabilidade por falhas no atendimento de emergência dado a Reuben em julho de 2015 e pedimos desculpas sinceras”, disse um porta-voz.

Segundo ele, a equipe médica recebeu treinamento para reconhecer possíveis sintomas de choque.

O hospital, acrescentou, “está comprometido em garantir que Reuben seja compensado de forma apropriada para que tenha os cuidados, as próteses e equipamentos que precisa pela vida”.

G1

Pfizer compra fabricante de remédios contra o câncer Medivation

Farmacêutica Pfizer anuncia a compra fabricante de remédios contra o câncer Medivation  (Foto: Reuters)
Foto: Reuters
Negócio está avaliado em cerca de US$ 14 bilhões. Remédios contra o câncer representam um dos maiores mercados do setor

A companhia farmacêutica americana Pfizar, fabricante do Viagra e do Lipitor, anunciou nesta segunda-feira um acordo para comprar a fabricante de remédios contra o câncer Medivation em uma operação avaliada em cerca de US$ 14 bilhões.

Segundo os termos financeiros do acordo, a Pfizer pagará US$ 81,50 por cada ação da Medivation, o que representa um valor 21% maior em relação ao último fechamento dos títulos da companhia, conforme anunciaram as duas empresas em comunicado conjunto.

"Com a aquisição da Medivation, esperamos acelerar de forma imediata o crescimento de nossas receitas e também fortalecer nossa liderança no campo da oncologia", disse Ian Read, presidente e executivo-chefe da Pfizer, ao anunciar o acordo.

Em sua lista de medicamentos, a Medivation conta com Xtandi, utilizado no tratamento contra o câncer de próstata, que no último ano gerou vendas em nível mundial de US$ 2,2 bilhões e que já foi utilizado por cerca de 64 mil pacientes desde a sua aprovação.

"Acreditamos que nossa parceria com a Pfizer é o passo correto para nossa trajetória de crescimento e para ampliar o mercado do Xtandi", disse, por sua vez, o fundador e atual executivo-chefe da Medivation, David Hung.

A operação, que já foi aprovada pelos conselhos de administração de ambas as companhias, precisa agora do sinal verde das autoridades reguladoras e a Pfizer espera fechá-la no último trimestre deste ano.

Os remédios contra o câncer representam um dos maiores mercados da indústria farmacêutica, com vendas na ordem dos US$ 80 bilhões por ano e um crescimento anual superior a 10%, segundo dados da companhia EvaluatePharma.

A Medivation também chegou a ser cortejada pelo grupo francês Sanofi.

Em 2015, a Pfizer anunciou a compra da fabricante do Botox, Allergan, em transação avaliada em cerca de US$ 160 bilhões.

G1

sábado, 20 de agosto de 2016

Funcionários de hospital são presos por venda de bolsas de sangue no RJ

Dupla foi presa em flagrante após denúncia na sexta (19) em Cabo Frio. Uma pessoa pegou R$ 1,5 mil emprestados para comprar sangue, diz MP

Recibo mostra suposta venda de bolsas de sangue no hospital privado (Foto: MPRJ/Divulgação)
Recibo mostra suposta venda de bolsas de sangue no hospital privado (Foto: MPRJ/Divulgação)

Dois funcionários do Hospital Clinerp, em Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio, foram presos em flagrante nesta sexta-feira (19) por suspeita de terem vendido bolsas de sangue a pacientes. Segundo o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, eles foram detidos após a denúncia de uma pessoa que pegou um empréstimo para comprar as bolsas para um paciente internado na unidade.

Os presos, que não tiveram as idades divulgadas, foram levados para a 126ª DP (Cabo Frio). Segundo o MP, a denúncia foi recebida na manhã desta sexta pela Promotoria de Investigação Penal de Cabo Frio. Uma pessoa disse que precisou pegar R$ 1,5 mil emprestados para comprar duas bolsas de sangue. O recibo da compra foi apreendido pelo Grupo de Apoio aos Promotores (GAP).

De acordo com o MP, a conduta é praxe em hospitais da Região dos Lagos. A promotoria vai abrir um inquérito para investigar outros casos. Os detidos serão denunciados pelo artigo 15 da Lei 9.434/97, que envolve a compra e venda de tecidos, órgãos e partes do corpo humano. A pena varia de 3 a 8 anos de prisão.

G1