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quarta-feira, 14 de setembro de 2016

CBA lança novo produto voltado para qualidade de instituições hospitalares e ambulatoriais

Se aprovadas, unidades podem receber selo prata ou ouro


Se uma instituição hospitalar e ambulatorial não tem condições nem se sente preparada para se candidatar a programas de acreditação, no entanto, quer dar passos rumo à melhoria da qualidade e segurança, o Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA) – há 18 anos parceiro associado da Joint Commission International (JCI) – está lançado um novo produto: Fundamentos da Qualidade e Segurança no Cuidado ao Paciente, que busca assessorar instituições de saúde na gestão da qualidade e segurança, visando atender a RDC36, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que tornou obrigatória a criação do Núcleo de Segurança do Paciente (NSP).

“O objetivo desse novo produto é oferecer uma ferramenta de apoio aos profissionais que os ajude a direcionar seus esforços para uma implantação efetiva de ações voltadas para a qualidade e segurança do paciente, de maneira sistematizada e mais profissional”, salienta Nancy Yamauchi, coordenadora de Educação do CBA. Segundo ela, a ferramenta é um grande auxílio para gestores, já que “foi construída com base em uma metodologia organizada e consistente, o que traz mais credibilidade e confiança ao processo e consequente motivação da equipe.”

De acordo com a coordenadora de Educação, o ´Fundamentos para o Cuidado’ tem cinco áreas-foco (Processo de liderança e prestação de contas; Força de trabalho competente e capaz; Ambiente seguro para profissionais e pacientes; Cuidado clínico dos pacientes; e, Melhoria da qualidade e segurança), cada uma com dez critérios que representam estratégias de melhoria da qualidade e redução de riscos. A visita inicial do educador do CBA, responsável pelo projeto, orientará profissionais e líderes sobre a metodologia adotada. “Esse educador irá ajudar a instituição no acompanhamento da própria evolução durante a implantação e desenvolvimento do Programa de Qualidade e do Núcleo de Segurança do Paciente, através de um instrumento de autoavaliação digital, que, posteriormente, será validado presencialmente pelo educador do CBA. Após a avaliação da consistência das evidências apresentadas, o educador dará um feedback construtivo para a instituição, alinhando as correções necessárias ou, reforçando aqueles processos que já se encontram maduros e bem implantados na instituição”, esclarece.

A estimativa é que todo esse processo dure cerca de doze meses, para que a instituição conquiste o selo prata ou ouro, conforme o nível alcançado: prata, para a instituição que tenha o processo implantado e um esforço de melhoria consistente e efetivo e, ouro, para a instituição que atingir o nível máximo das citadas áreas-foco e que possuam dados para confirmar o resultado do sucesso das estratégias adotadas para melhoria contínua.

Apesar do selo outorgado pelo CBA, o produto lançado não pode ser comparado a acreditação internacional. “Não se pode vincular o ´Fundamentos para o Cuidado’ com o processo de acreditação da JCI; nem se trata de um pré-requisito, já que são ferramentas distintas”, diz Nancy Yamauchi. Educador do CBA, Antonio Jorge Dias dos Santos, diz que o novo produto pode ser considerado “um patamar para construir a base necessária para posteriormente iniciar um preparo específico para a acreditação, se este for o plano da instituição.” De acordo com ele, o grau de exigência e os custos são bem diferentes entre eles.

“Para se ter uma ideia, no atual Manual da JCI para Acreditação de Hospitais há 280 padrões, já o ´Fundamentos para o Cuidado’ possui 50 padrões somente”, compara Antonio Jorge. Para solicitar uma proposta de projeto do Fundamentos da Qualidade e Segurança no Cuidado ao Paciente, entre em contato com Elisana Soares, do departamento comercial do CBA, através do telefone (21) 3299-8200 ou através do e-mail adm.ris@cbacred.org.br. Informações gerais do produto estão disponíveis no site do CBA, www.cbacred.org.br.

Nathália Vincentis
Jornalismo

Paciente oncológico em terapia intensiva é tema de mesa redonda no XVIII Congresso de Cirurgia do Rio de Janeiro

Logo
De 21 a 23 de setembro, o Colégio Brasileiro de Cirurgiões (CBC) vai reunir especialistas para o XVIII Congresso de Cirurgia do Rio de Janeiro, sob o tema O Cirurgião Geral e o Câncer.A Nova Oncologia.

O evento, que vai acontecer no Centro de Convenções do Congresso de Cirurgia do Rio de Janeiro, é reconhecido como o maior encontro sobre cirurgia no estado. A programação contará com palestras, sessões de temas livres para a troca de experiências e mesas-redondas, incluindo a participação de médicos do Hospital São Lucas Copacabana (HSL).

A mesa-redonda do hospital abordará o tema “O paciente oncológico em terapia intensiva” e será apresentada pelos especialistas Marcos Knibel, coordenador das Unidades de Terapia Intensiva do HSL; Christian Roderjan e Paulo Henrique Xavier, médicos intensivistas do HSL, no dia 22/9, das 14h às 16h. O debate ainda contará com os médicos Rodolfo Espinoza e Márcio Soares. No fim da mesa-redonda, os palestrantes reservarão alguns minutos para debate.

“Poder apresentar um assunto tão atual e importante dentro da área de cirurgia de alta complexidade em um evento desse porte é uma grande oportunidade para debater temas importantes e trocar experiências e conhecimento”, explica Marcos Knibel.

O congresso contará, ainda, com um espaço de convivência do São Lucas, em que os médicos poderão trocar informações, além de conhecer as instalações da unidade, incluindo o novo centro cirúrgico do hospital, recentemente construído, o maior da zona sul do Rio de Janeiro.

O evento, voltado para médicos e acadêmicos, discutirá os novos caminhos da cirurgia oncológica e abordará os assuntos: cirurgia robótica oncológica; câncer no idoso; novas técnicas cirúrgicas em oncologia; e avanços no diagnóstico, entre outros temas importantes da área.

Para saber mais sobre a programação completa e inscrever-se, acesse o site http://cbc.org.br/congressocir urgiario/.

Rachel Lopes
Assessoria de Imprensa
rachel@saudeempauta.com.br

terça-feira, 13 de setembro de 2016

Doação de sangue terá triagem clínica para Zika

Mosquito da Dengue (Aedes Aegypti)Candidatos à doação de sangue passarão por triagem clínica para Zika vírus. Anvisa e Ministério da Saúde publicaram uma Nota Técnica sobre o tema

A triagem clínica de doadores de sangue terá critérios específicos para a prevenção da transmissão do vírus Zika e vírus Chikungunya, por meio de transfusão sanguínea. A medida está baseada nas evidências recentes de tranmissão do Zika e do Chikungunya pelo sangue e da transmissão do Zika pelo contato sexual com portadores do vírus. A Nota Técnica Conjunta 2/2016 da Anvisa e do Ministério da Saúde traz uma série de requisitos que devem ser adotados na triagem de doadores pelos serviços de hemoterapia de todo o país.

A nota indica ainda que o período de inaptidão clínica para o candidato à doação poderá ser mais restritivo, caso os serviços de hemoterapia consideram mais apropriado para a realidade epidemilológica local. Acesse a Nota Técnica com os critérios de triagem de doadores de sangue para vírus Zika e Chikungunya

Confira os principais pontos:

Virus Zika (ZIKV)
Candidatos à doação
  • que foram infectados pelo vírus da Zika estão inaptos para doação por 30 dias após a recuperação completa depois do diagnóstico clínico ou laboratorial.
  • que tiveram relação sexual com pessoas (sexo masculino ou feminino) que apresentaram diagnóstico clínico ou laboratorial, de febre pelo Zika nos últimos 90 dias estão inaptos para doação por 30 dias após o contato sexual.
Virus Chikungunya
Candidatos à doação
  • de regiões onde o Chikungunya não é endêmico e que tenham se deslocado para regiões endêmicas ou com epidemias confirmadas de Chikungunya, devem ser considerados inaptos por 30 dias.
  • que sejam provenientes de regiões endêmicas ou com epidemias confirmadas para Chikungunya, também devem ser considerados inaptos por 30 dias.
  • que foram infectados pelo Chikungunya, deverão ficar inaptos por 30 dias após o diagnóstico clínico ou laboratorial.
ANVISA

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Dois lotes de antidepressivo da Blisfarma são proibidos

O medicamento Cloridrato de Fluoxetina fabricado por Blisfarma Indústria tem dois lotes proibidos

A Anvisa determinou na última sexta-feira (09/09) a proibição da distribuição, comercialização e uso de dois lotes do antidepressivo Cloridrato de Fluoxetina, 20mg cartucho com 70 cápsulas.

Uma amostragem do lote 593815 (validade abril/2017) constatou a presença de corpo estranho em blíster, enquanto o lote 612915 (validade setembro/2017) apresentou blísteres sem rótulo.

A resolução RE 2.432/16 determina, também, que a empresa promova o recolhimento de todo o estoque do produto existente no mercado. A empresa Blisfarma Indústria Farmacêutica Ltda já encaminhou o comunicado do recolhimento voluntário do medicamento em questão.

Confira a proibição dos lotes no Diário Oficial da União

ANVISA

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Polícia detém 37 suspeitos de falsificar atestados médicos em SP

Resultado de imagem para atestado médico falsoGrupo falsificava e vendida documentos falsos na Zona Sul da capital. Operação combate faltas irregulares de funcionários públicos

A Polícia Civil deteve 37 suspeitos para prestar esclarecimentos, nesta quinta-feira (8), por envolvimento na venda de atestados médicos falsos, no Largo Treze de Maio, em Santo Amaro, na Zona Sul de São Paulo. Depois de serem ouvidos, cinco dos detidos foram presos em flagrante.

A Operação Mitômano faz parte de uma colaboração entre o Departamento de Investigações Criminais (Deic) e a Corregedoria Geral da Administração (CGA) para combater faltas irregulares no funcionalismo público de São Paulo. A operação percorreu 22 pontos da capital para deter os estelionatários.

Segundo a CGA, os presos serão indiciados por falsidade ideológica e podem ser condenados a pena de um a cinco anos de prisão. Com eles, foram apreendidos um revólver de calibre 38, uma máquina de carimbo, um facão, placas utilizadas por plaqueiros e um grande número de talões de atestados médicos falsos.

Por conta disso, os atestados apreendidos serão encaminhados à Unidade Central de Recursos Humanos (UCRH) e ao Departamento de Perícias Médicas do Estado (DPME) para verfificar se há semelhança entre eles e documentos usados por servidores estatais para justificar faltas no trabalho.

Iniciadas em maio deste ano, as investigações policiais sobre a ação dos detidos motivaram diligências não só no Largo Treze de Maio, como também na Praça da Sé, no Largo da Batata, na Rua dos Pinheiros e na Rodoviária do Tietê. A partir delas, os policiais traçaram a estratégia usada pelos vendedores de atestados falsos.

Segundo a polícia, a venda costuma ser feita por homens vestidos com colete de compra e venda de ouro. Eles tiram o colete ao encontrare compradores, e vão a um ponto de venda, em bares ou outros estabelecimentos, onde é possível adquirir atestados por valores iniciais de R$ 20 por dia de licença médica. Adesivos de triagem dos hospitais saem por R$ 150.

Durante o ato da compra, os vendedores ainda indicavam as doenças mais comuns para um dia de falta. Diarreia, virose e conjuntivite foram as mais indicadas. Nos atestados falsos, constavam logotipo do hospital e carimbo do médico, com número de registro no Conselho Regional de Medicina. De acordo com a CGA, foi concluído que é comum as quadrilhas utilizarem materiais de profissionais roubados no passado.

Faltas suspeitas
A Corregedoria do Estado de São Paulo desconfiou do elevado número de "atestados médicos utilizados pelos servidores públicos estaduais para conseguir licença para tratamento de saúde e justificativa de falta médica" entre janeiro e novembro de 2015.

As secretarias com maiores índices de faltas são a administração penitenciária, educação e saúde. a educação - que tem maior número de servidores - tem também o número mais elevado de afastamentos em termos absolutos.

Principalmente nos meses letivos, como março, abril e agosto e setembro. Só à Secretaria Estadual da Educação, os custos com as ausências por licença saúde já giram em torno de R$ 935 milhões. Isso, porque o valor não leva em consideração o pagamento de professores substitutos.

Foto: Reprodução

G1