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sábado, 17 de setembro de 2016

9 Drones que vão revolucionar a saúde

A era dos drones chegou e agora pilotos autônomos estão se tornando cada vez mais reais

Por: Camila Alves


Empresas, desde startups até grandes negócios como Google e Amazon, estão brigando por um pedacinho de céu, buscando as melhores formas de incorporar drones no nosso estilo de vida.

Com a chegada dessa nova tecnologia, a saúde também ganha bastante. Veja uma lista dos drones mais promissores, que possuem um maior potencial de revolucionar a saúde em um futuro próximo

1. VillageReach
A organização sem fins lucrativos de Seattle entrou em parceria com a Matter Net, uma empresa de drones do Vale do Silício e que foca em transporte autônomo. O projeto atual que as duas estão desenvolvendo é o transporte de amostras de sangue de hospitais de comunidades remotas para grandes hospitais na capital.

2. Flirtey
Deliverys de medicamentos de emergência e kits de primeiros-socorros estão cada vez mais próximos, já que a startup Flirtey já está fazendo entregas autônomas de comida, água de kits de primeiros-socorros.

3. EHang
A EHang possui um contrato assinado com a Lung Biotechnology PBC, nos Estados Unidos, para desenvolver mil unidades de seus drones 184, o primeiro do mundo capaz de carregar um humano. O objetivo é automatizar o transporte de órgãos doados para pessoas em situações de emergência.

4.ZipLine
A empresa com sede em São Francisco, ZipLine, assinou um contrato no começo do ano com o governo de Ruanda para transportar sangue para transfusão pelo país.

5. TU Delft
Os drones ambulância da TU Delft foram desenhados com um desfibrilador cardíaco integrado e um mecanismo de comunicação por rádio e vídeo. No caso de parada cardíaca, os serviços de emergência enviarão os drones para os pacientes. Assim, acompanhantes podem ser instruídos a fazer os primeiros-socorros e começar a usar o desfibrilador enquanto a ambulância não chega.

6. Google Drones
O Google também patenteou drones que podem levar suprimentos médicos para pessoas com necessidades. Assim como o exemplo anterior, os drones entrariam em cena antes da ambulância. A patente também inclui um dispositivo (ou talvez um aplicativo no futuro) que permite selecionar a natureza da emergência.

7. Project Wing
A empresa dos fundadores do Google, Alphabet, também está trabalhando no Projeto Wing, que deve ser usado para aliviar desastres e entregar comida, água limpa e suprimentos médicos. O projeto foi testado com sucesso em parte dos Estados Unidos e na Austrália. No último mês, recebeu aprovação da FAA (Federal Aviation Administration) para fazer experimentos em grande escala.

8. Healthcare Integrated Rescue Operations (HiRO)
Subbarao, uma companhia do Mississippi, está trabalhando para entregar drones de telemedicina após desastres naturais em solo americano. Depois dos últimos tornados que deixaram os residentes ilhados e sem acesso a ambulâncias, ela prevê que os drones guiados por GPS serão capazes de entregar equipamentos relevantes para situações de emergência.

9. Vayu Drones
Operando em Madagascar, a Vayu Drones está sendo usada com sucesso para entregar amostras de sangue e fezes para o laboratório central do país. Mesmo que esses drones pareçam aviões, é a habilidade de decolar verticalmente que não exige nenhuma pista. Depois disso, ele voa de forma autônoma a seu destino.

Esses são somente alguns exemplos do que os drones podem fazer pela indústria da saúde. Se você quer saber mais sobre as novas tecnologias e como elas podem ser empregadas no segmento, não deixe de ver o Saúde Business Conference, no HIS – Hospital Innovation Show.

Serviço:
Hospital Innovation Show

Datas: 27 e 28 de setembro

Local: São Paulo Expo

Rodovia dos Imigrantes, s/n – Vila Água Funda

Este artigo foi adaptado do site Doctorpreneurs

Foto: Reprodução

Saúde Business

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Tempo chuvoso e falta de sol podem agravar dores crônicas, diz estudo

Projeto está cruzando dados de clima com registros de dores de voluntários. Entender relação pode levar a novas estratégias terapêuticas

Mulher caminha sob chuva em Manhattan, em Nova York; estudo confirmou relação entre clima chuvoso e aumneto de dores  (Foto: Reuters/Eduardo Munoz)
Mulher caminha sob chuva em Manhattan, em Nova York; estudo confirmou relação entre clima chuvoso e aumneto de dores (Foto: Reuters/Eduardo Munoz)

Há quem diga que pode prever se vai chover quando começa a sentir dores nas articulações. Para tentar entender qual é exatamente a relação entre o clima e as dores crônicas, um grupo de cientistas do Reino Unido tem coletado informações de milhares de voluntários que mantêm um registro diário de suas dores por meio de um aplicativo.

O aplicativo, por sua vez, cruza esses dados com as informações das condições climáticas da região onde está o participante. Resultados preliminares a partir de informações de mais de 9 mil voluntários britânicos registradas ao longo de 18 meses sugerem que o clima chuvoso e a ausência de sol propiciam mais horas de dor severa.

Esses resultados preliminares, apresentados por pesquisadores da Universidade de Manchester na semana passada, levaram em conta participantes das cidades de Leeds, Norwich e Londres.

Nas três cidades, enquanto o número de dias ensolarados aumentou de fevereiro a abril, a quantidade de tempo de dor severa relatada pelos participantes diminuiu. O tempo de dor aumentou novamente em junho, quando o clima tornou-se mais úmido e com menos horas de sol.

"Uma vez que a ligação for provada, as pessoas vão ter mais confiança em planejar suas atividades de acordo com o clima. Além disso, entender como o clima influencia a dor vai permitir que pesquisadores da área médica explorem novas intervenções e tratamentos contra a dor", disse Will Dixon, professor da Universidade de Manchester e líder do projeto de pesquisa, chamado "Cloudy with a chance of pain", ou "Nublado com uma chanche de dor", que é financiado pela organização "Arthritis Research UK".

G1

ONU diz que pesquisas privilegiam doenças com maior retorno financeiro

Segundo relatório do Painel de Alto Nível sobre o Acesso a Medicamentos, antibióticos e doenças raras ofereceriam pouco lucro por anos de pesquisa

Segundo relatório da ONU, vírus, bactérias, parasitas e fungos podem causar 10 milhões de mortes ao ano pelo mundo
Pixabay - Segundo relatório da ONU, vírus, bactérias, parasitas e fungos podem causar 10 milhões de mortes ao ano pelo mundo

A Organização das Nações Unidas divulgou na última quarta-feira (14) um relatório em que afirma que as pesquisas da área da saúde não atendem as necessidades do setor porque privilegiam as doenças que dão maior retorno financeiro e negligenciam aquelas que rendem menos.

Entre os exemplos citados no documento do Painel de Alto Nível sobre o Acesso a Medicamentos da ONU, estão os antibióticos, que ofereceriam pouco lucro diante de anos de pesquisa. Segundo especialistas, vírus, bactérias, parasitas e fungos resistentes a drogas podem causar 10 milhões de mortes por ano em todo o mundo até 2050. A zika está entre as doenças com escassos recursos de prevenção e tratamento.

“Nunca antes nosso conhecimento científico foi tão profundo e as possibilidades de se tratar as doenças tão grandiosas. Novas gerações de medicamentos estão tratando pacientes cujos diagnósticos seriam fatais há alguns anos. Ainda assim, muitas pessoas e comunidades que precisam de métodos de proteção efetivos não os recebem. Em alguns casos, as pessoas vivem em um ambiente tão insalubre que convivem diariamente com o risco de ficar ou permanecer doente", diz o relatório.

Segundo o levantamento, tantos os países pobres quanto os ricos são afetados pela falta de investimentos em doenças de impacto. Para a organização, os governos precisam investir mais dinheiro e desenvolver legislações que favoreçam as pesquisas para doenças negligenciadas, além de trabalhar em conjunto com a indústria farmacêutica para reduzir o preço de medicamentos essenciais, desatrelando o custo de pesquisa e desenvolvimento do valor final dos produtos.

“Doenças raras, que afetam comparativamente pequenas proporções da população, também não têm tradicionalmente atraído investimentos”, afirma o documento.

Médicos sem Fronteiras
A organização Médicos sem Fronteira (MSF) divulgou uma nota apoiando as recomendações do Painel, criado pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon. “MSF faz um forte apelo ao secretário-geral, aos governos e à indústria para que ajam de acordo com essas recomendações, com a urgência que as questões de saúde pública exigem.”

Diretor de políticas e análises da Campanha de Acesso de MSF, Rohit Malpani pediu, assim como a ONU, mais transparência das empresas farmacêuticas no que diz respeito aos custos de pesquisa e aos preços dos medicamentos. “É preciso romper a ligação entre o financiamento da pesquisa e o preço cobrado pelas empresas por tecnologias essenciais de saúde, e reduzir as barreiras existentes.” 

*Com informações da Agência Brasil

iG

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Células-tronco do fluxo menstrual podem inibir câncer, diz estudo

Câncer de próstata é um dos que reage melhor à nova técnica. Elas poderiam ser complementarem às terapias atuais

As células-tronco contidas no fluxo menstrual apresentam propriedades antitumorais que poderiam ser utilizadas para melhorar as terapias atuais contra o câncer, afirma um estudo científico divulgado nesta quarta-feira (14) em Santiago.

Uma equipe de pesquisadores da Universidade dos Andes concluiu que os exossomas - pequenas vesículas secretadas por vários tipos de células que são encarregados da comunicação intercelular - inseridos no fluxo menstrual inibem a propagação dos tumores cancerígenos.

O exossomas do fluxo menstrual "são capazes de inibir a formação de vasos sanguíneos", comentou Francisca Alcayaga, uma das cientistas que participou da pesquisa realizada pelo projeto Cells for Cells da universidade chilena.

Desta forma, se corta a rota do tumor, "que gera vasos sanguíneos para poder se nutrir e se oxigenar, com o objetivo de continuar crescendo", de acordo com o estudo.

As células-tronco do fluxo menstrual são recuperadas da parede do útero antes da menstruação, em um momento em que ainda apresentam "propriedades antiangiogênicas, sendo capazes de inibir a vasculatura tumoral", afirmou Alcayaga.

Segundo os estudos preliminares, se constatou que o câncer de próstata é uma das patologias que reagem mais facilmente à presença dos exossomas.

Com a presença dos exossomas do fluxo menstrual, "o crescimento do tumor é mais lento, por isso vamos continuar a pesquisa e ver a atividade complementar destes exossomas com as terapias convencionais que existem hoje", disse a cientista.

O próximo passo é combinar a quimioterapia com um tratamento que contenha esta descoberta, para comprovar sua efetividade, e conseguir um sistema em que os exossomas possam ser distribuídos em casos de metástase, já que nos testes eles foram injetados diretamente em cada tumor.

Mulheres em idade fértil e livres de anticoncepcionais foram as doadoras de células para a realização do estudo.

No Chile, entre 20% e 25% das mortes estão vinculadas a algum tipo de câncer, sendo este a segunda causa de morte, atrás das doenças cardiovasculares, segundo dados oficiais.

O estudo foi publicado na revista científica americana "Oncotarget".

G1

Anvisa libera comercialização de sibutramina da Aché

Sibutramina do laboratório Aché havia sido suspenso no início de agosto por causa da alteração do fornecedor de insumo ativo (princípio ativo) sem a autorização da Anvisa

A Anvisa liberou nesta quarta-feira (14/9), a fabricação, distribuição e comercialização dos medicamentos Biomag e seu genérico Cloridrato de Sibutramina, produzidos pela Aché Laboratórios Farmacêuticos. Os produtos haviam sido suspensos no início de agosto por causa da alteração do fornecedor de matéria prima sem autorização da Anvisa.

Com isso, os estoques existentes dos produtos podem voltar a ser comercializado no mercado brasileiro. A medida foi adotada após a regularização, por parte da empresa, do local de fabricação do princípio ativo do medicamento. A Anvisa autorizou a fabricação do insumo na empresa BDR Lifescience Private Limited, situada na Índia.

O insumo ativo do medicamento é a substância que dá as características farmacológicas aos medicamentos. O controle da origem do insumo ativo, matéria prima do medicamento, é uma etapa decisiva para a garantia da qualidade e segurança dos medicamentos comercializados no Brasil. Por isso, as alterações de fornecedores de matéria prima devem ser aprovadas previamente pela Anvisa para garantir que o medicamento que chega às mãos do consumidor não terá alterações.

Para saber mais:


ANVISA