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quarta-feira, 21 de setembro de 2016

3 formas de conseguir comprometimento profissional em hospitais

comprometimento profissionalHospitais com alta performance tendem a ter funcionários com comprometimento profissional com a empresa. Mas, níveis de empenho estão caindo no setor da saúde e isso pode criar um impacto significante na qualidade de tratamento de uma companhia. Isso significa que é crucial que os hospitais priorizem o comprometimento profissional de seus empregados

Por Camila Alves

Segundo um relatório da Quantum Workplace465076121, uma empresa de consultoria, os trabalhadores da área de saúde possuem menos comprometimento profissional em escala, comparados aos empregados de outras indústrias.

A consultoria entrevistou milhares de funcionários dos Estados Unidos e descobriu que somente 56.7% deles indicavam ter comprometimento profissional.

Pior ainda: 13% dos empregados respondeu que se sentiam desencorajados ou até hostis quando trabalhavam.

Comparando os números deste ano com pesquisas passadas, a Quantum chegou à conclusão que o comprometimento profissional na indústria da saúde tem caído nos últimos cinco anos.

A porcentagem de profissionais que estão somente ‘’contribuindo’’ para suas empregadoras, ao invés de estar ativamente empenhados, foi de 22% em 2011 para 30% no ano passado.

Melhorando o comprometimento profissional
Em uma época que os hospitais estão sendo cobrados pela qualidade de serviço que entregam, ter uma equipe empenhada e que investe em promover a cultura da segurança e transparência é importante.

Para lutar contra a falta de comprometimento profissional a Quantum identificou três elementos chave que fazem com que os funcionários se sintam mais engajados.

Liderança consistente
Os empregados não possuem comprometimento profissional se os seus líderes não apresentam empenho. Segundo a pesquisa, o compromisso de líderes para criar um ambiente de trabalho positivo é o principal fator que faz um impacto no comprometimento profissional.

Algumas mudanças aconteceram na liderança do segmento nos últimos anos, de CEOS até chefes de enfermagem. Isso balança a confiança que os funcionários têm em seus líderes, o que impacta o comprometimento profissional.

Uma forma de evitar o problema é monitorar as demissões em todos os níveis e descobrir exatamente porque as pessoas estão deixando o hospital. Isso ajuda a criar estratégias para melhorar a retenção e manter o comprometimento profissional alto. 

Reconhecimento e valorização
Médicos, enfermeiras e outros profissionais de saúde têm sido cobrados por uma grande responsabilidade nos resultados de pacientes. E isso pode fazer com que eles se sintam no limite, principalmente se seus esforços não forem reconhecidos e valorizados.

Um fator significante que impacta o comprometimento profissional na saúde é o valor que os líderes da organização dão para os funcionários. Casos cada vez mais comuns de tratamento abusivo de colegas têm levado os empregados a se sentirem desencorajados. Os hospitais devem fazer o que puderem para cessar esse desenvolvimento em seus caminhos. Outra forma de melhorar o comprometimento profissional é reconhecer o sucesso dos talentos da empresa e usar suas falhas como oportunidade para melhora, ao invés de punição.

Trabalho significativo para empresas de sucesso
Os empregados possuem um comprometimento profissional maior quando estão trabalhando para uma empresa que está no caminho do sucesso. Para hospitais, isso significa que os líderes devem pensar adiante sobre suas missões e objetivos. Eles também precisam ser transparentes sobre seus esforços com todos os funcionários.

Se os líderes mantêm as métricas que estão usando para medir o sucesso em segredo, a equipe clínica não saberá o que está direcionando as decisões e sentem menos comprometimento profissional.

Saúde Business

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Beribéri: Entenda a doença causada pela falta de vitamina B1

b1
Fontes de Vitamina B1
Beribéri é o nome de uma doença séria que sem cuidados pode levar a morte. Mas com o tratamento adequado, é possível alcançar a cura. Está diretamente ligada a falta de tiamina, também conhecida como Vitamina B1

Quando a vitamina B1 não é consumida regularmente na alimentação, sintomas leves do beribéri podem surgir, como insônia, nervosismo, irritação, fadiga, perda do apetite e da energia. Esses problemas podem se manifestar após dois a três meses de consumo exclusivo de alimentos pobres em tiamina. Os sintomas ainda podem evoluir para mais graves como dormência, formigamento e inchaço de pernas e braços, dificuldade respiratória, problemas no coração, insuficiência cardíaca e até a morte.

No Brasil, a deficiência de tiamina está normalmente associada a populações que se alimentam basicamente de mandioca ou de farinha de mandioca, arroz polido e/ou a farinha de trigo, ou seja, alimentos pobres em vitamina B1. Essa vitamina é normalmente encontrada em cereais, grãos, legumes e carnes (especialmente vísceras, carne de porco e de vaca) entre outros alimentos. A ingestão desse nutriente através da alimentação equilibrada é uma das medidas mais importantes para o controle do Beribéri. Não somente o consumo de fontes da tiamina, mas também a diminuição de bebidas que podem atrapalhar a absorção desta vitamina, como café e bebidas alcoólicas. Ainda entre os fatores de risco para o aparecimento do Beribéri estão atividades físicas intensas e debilitantes.

No Brasil, desde 2006, têm sido identificado casos de Beribéri nos estados do Maranhão, Tocantins e Roraima. A partir desses casos, ações têm sido desenvolvidas em parceria com os estados e municípios na investigação, acompanhamento, prevenção e controle da doença. Entre as ações, um formulário eletrônico é disponibilizado para que profissionais de saúde dos municípios, hospitais e Distritos Sanitários Especiais Indígena (DSEI) realizem a notificação ao órgão de casos suspeitos. É de crucial importância que este formulário seja utilizado para que seja possível não só tratar, mas controlar o Beribéri no país.

Saúde através da Alimentação equilibrada
Não é segredo que uma alimentação saudável e equilibrada pode, além de saciar os paladares, ser aliada a prevenção e ao tratamento de doenças, como é o caso do Beribéri.

Para instruir profissionais de saúde e a população sobre como se alimentar adequadamente existem instrumentos como o Guia Alimentar Para a População Brasileira que são de fácil acesso e compreensão. Entender o que se come, quando e como se come, como escolher alimentos e como prepará-los pode trazer mudanças significativas para você e sua família.

No caso da Vitamina B1, o feijão está entre os alimentos que possuem a maior concentração do nutriente. Outro alimento que é bem brasileiro e está na lista de ricos em tiamina é a castanha de caju. Além desses, as carnes, especialmente vísceras, carne de porco e de vaca, entre outros alimentos como cenoura, berinjela, tomate, repolho e beterraba - que podem ser comidos crus na salada, desde que devidamente lavados.

A alimentação saudável exige sabedoria nas escolhas e para isso é importante ter conhecimento. Nenhum alimento está proibido.

Como sempre lembramos, evite os alimentos processados, como salgadinhos, bolachas recheadas, refrigerantes e fast foods e dê preferência para os alimentos minimamente processados como o arroz que se come em casa e os in natura como as frutas, legumes e folhas. Esses dois últimos grupos (minimamente processados e in natura) deve ser a base da alimentação.

Gabi Kopko, para o Blog da Saúde

Dor de cabeça: Saiba mais sobre os sintomas e aprenda como prevenir e tratar o incômodo

dor de cabeçaÉ difícil encontrar alguém que não tenha sofrido pelo menos uma vez na vida por conta de uma dor de cabeça. Entretanto, mesmo sendo muito comum na população, isso não significa que a dor pode ser considerada normal. Ela deve ser diagnosticada corretamente e tratada, podendo muitas vezes ser prevenida e, em alguns casos, investigada

As cefaleias (termo médico usado para dor de cabeça) podem ser classificadas em dois grandes grupos: as primárias e as secundárias. As mais comuns fazem parte do primeiro grupo, e são chamadas assim, porque são o problema em si e não um sintoma de uma outra condição ou doença. Já as cefaleias secundárias precisam de atenção, pois são decorrentes de outros problemas de saúde sendo alguns deles graves.

O clínico geral do Serviço de Consultoria Clínica do Instituto Nacional de Cardiologia (INC), Juan Carlos Verdeal, explica que identificar inicialmente o padrão e a gravidade da dor de cabeça pode ser feita sem a necessidade de atendimento especializado ou exames elaborados, bastando o relato do paciente. “Um ponto fundamental é o histórico da dor: características como idade do primeiro aparecimento da cefaleia, intensidade e localização na cabeça ou face, frequência com que se apresenta, que fatores a desencadeiam e como alivia, se é acompanhada de outros sintomas como vômitos ou alterações visuais, enfim, como ela se comporta. Na grande maioria das vezes, isso basta para diagnosticar o tipo de cefaleia. Além disso, essas mesmas informações vão dizer se há necessidade de encaminhar o paciente para investigação”.

As dores de cabeça primárias mais comuns são as enxaquecas e as cefaleias do tipo tensional. Para diagnostica-las, a coleta da historia e o exame físico realizados pelo médico generalista são, na maioria das vezes, suficientes. As principais características da enxaqueca são: dores recorrentes de caráter pulsátil em um dos lados da face ou em cima de um dos olhos; náuseas e vômitos, fotofobia (sensibilidade à luz) e incômodo com barulho. Fatores desencadeantes são claramente identificados em algumas pessoas como estresse, período menstrual, alterações bruscas de temperatura, vinhos tintos, aspartame, entre outros. Este tipo de dor aparece geralmente na adolescência ou no início da fase adulta e frequentemente há histórico familiar de enxaqueca. A cefaleia do tipo tensional caracteriza-se por ataques de intensidade leve a moderada em toda a cabeça ("como um capacete apertado"), acompanhadas por dores musculares no crânio, pescoço e ombros. Diferentemente das crises de enxaqueca não há náusea ou fotofobia.

Já as dores de cabeça secundárias precisam ser investigadas, pois são causadas por outros tipos de problemas mais graves. O Chefe do Serviço de Neurologia do Hospital Federal dos Servidores (HFSE), Rogério Monteiro Naylor alerta que, muitas vezes, as pessoas não dão a devida importância e confundem uma dor de cabeça simples, com dores de cabeça decorrentes de outras doenças mais complexas. “A preocupação maior é quando muda o padrão antigo de uma dor de cabeça, tornando-a mais frequente, ou quando se somam a outros sintomas, como abalos musculares em alguma parte do corpo ou restrição de movimentação em partes específicas”.

Dores de cabeça chamadas de “cefaleias explosivas”, que aparecem subitamente com forte intensidade, dores que antes melhoravam com analgésicos e que passam a não melhorar, cefaleias que acordam a pessoa durante o sono devido a forte intensidade, também são exemplos de sinais de alerta para problemas mais graves. “Por trás desse tipo de dor podem estar acontecendo fenômenos neurológicos graves, como a ruptura ou expansão de um aneurisma, AVC, hemorragia, enfim, a cefaleia explosiva é algo que deve chamar a atenção”, explica o médico do INC, Juan Carlos

Tratamento e cuidados
Mesmo as dores de cabeça consideradas comuns podem interferir na qualidade de vida das pessoas. Por isso é necessário tratamento e alguns cuidados para não prejudicar as atividades diárias. “Toda pessoa que experimenta uma crise de enxaqueca sabe o quanto é ruim. Não podemos negligenciar essas dores só porque elas não precisam ser investigadas. Elas são importantes porque comprometem a qualidade de vida, e merecem atenção, não só no momento da crise, mas muitas vezes com tratamentos crônicos. Existem dois tipos de tratamento para dores de cabeça primárias. Uma é o tratamento da crise, ou seja, no momento em que ela se apresenta agudamente e a pessoa precisa ser medicada para aliviar o desconforto. No entanto, se esse tipo de dor de cabeça tem recorrência frequente, está indicado um tratamento preventivo. As medicações variam de caso para caso mas alguns cuidados caseiros nas crises agudas como compressas frias sobre as têmporas ou sobre os olhos ajudam a melhorar os sintomas de enxaqueca.

Em casos secundários, os tratamentos para as dores vão variar de acordo com a doença que estiver desencadeando o sintoma, e são prescritos depois de uma investigação mais rigorosa.

Aline Czezacki, para o Blog da Saúde

Lotes de enzima lactase da marca Lacday estão liberados

Lotes adequados que estavam proibidos de acordo com a Resolução RE 1.908 de 15 de julho de 2016 estão liberados

A Anvisa liberou a fabricação, distribuição e comercialização dos lotes adequados do produto enzima Lactase da marca Lacday, fabricado pela empresa EMS S/A referentes ao art. 1º da Resolução RE 1.908 de 15 de julho de 2016.

A Agência avaliou as readequações feitas pela empresa na forma de preparo e nas instruções de uso presentes na bula e rotulagem do produto, determinando a liberação dos lotes proibidos.

A Resolução RE n. 2.535 está disponível na edição desta segunda-feira (19) do Diário Oficial da União (DOU).

ANVISA

Amendoim e paçoca com toxina são interditados

Foto: Reprodução
Alta presença de aflatoxina nos alimentos motivou a interdição cautelar. Toxina é produzida por fungo e tem efeito cumulativo para o organismo

A Anvisa determinou a interdição cautelar do lote 113 do amendoim descascado 500g da marca Manzi, fabricado pela empresa Comercial Manzi LTDA e do lote 0416 da paçoca enriquecida com aveia e soja sem adição de açúcar da marca Sweet, fabricada pela empresa Fibrasmil Ind.de Prod. Alim. LTDA.

A medida foi motivada pela presença de altos teores de aflatoxinas nos alimentos.A interdição tem prazo de 90 dias.

A interdição está na Resolução RE 2.536 publicada nesta segunda-feira (19) do Diário Oficial da União (DOU).

ANVISA