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quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Anvisa suspende 15 lotes do medicamento Destilbenol

Lotes do medicamento suspenso estavam com formulação irregular. A empresa fabricante do medicamento deve recolher o estoque existente do produto no mercado

A Anvisa suspendeu a distribuição, comercialização e uso de 15 lotes do medicamento Destilbenol 1MG (dietilestilbestrol), medicamento indicado para o tratamento de câncer de próstata e câncer de mama.

O medicamento foi fabricado com formulação não aprovada pela Anvisa. A empresa fabricante do medicamento, Apsen Farmacêutica, deve recolher o estoque existente no mercado.

Lotes proibidos: 
Número do lote: 
14080009;  14090012;  14090042;   14100021;  15010077;   
15040024;  15060013;  15070112;   15060178;  15090006;  
15100090;  15100109;  15110142;   15110143;  16010100;  
Confira a Resolução 2.543/16 publicada nesta terça-feira (20) no Diário Oficial da União (DOU).

ANVISA

Anvisa suspende medicamentos antibióticos irregulares

O medicamento antibiótico Amoxicilina + Clavulanato de Potássio, fabricado por três empresas foram suspensos após ser constatada a ausência de estudos de bioequivalência nas formulações dos produtos 

A Anvisa determinou a interdição cautelar de todos os lotes do medicamento Amoxicilina + Clavulanato de Potássio, comprimidos 875 mg + 152 mg, fabricados pelas empresas Germed Farmacêutica LTDA, Legrand Pharma Industria Farmacêutica e pela empresa E.M.S. S/A, e o medicamento Policlavumoxil, fabricado pela Germed Farmacêutica Ltda.

A medida foi motivada pelo fato dos medicamentos serem produzidos com formulações que não possuem estudos de bioequivalência, conforme é exigido pela legislação sanitária.

A resolução RE 2.544/16 já está disponível no Diário Oficial da União (DOU), publicada nesta terça-feira (20).

ANVISA

Exames certos podem detectar e prevenir doenças cardíacas

No Dia Mundial do Coração, manter hábitos saudáveis e conhecer bem o corpo são formas de prevenir as patologias


Comemorado em 29 de setembro, o Dia Mundial do Coração, iniciativa da Federação Mundial do Coração (World Heart Federation), chama a atenção para um dos órgãos mais importantes do corpo humano. Responsável por bombear 5 litros de sangue por minuto, um coração saudável é vital para o bem-estar de qualquer pessoa. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as doenças cardiovasculares afetam cerca de 17,1 milhões de pessoas só no Brasil. E o fator mais alarmante: 80% dos casos de ataque cardíaco e infarto prematuro, as principais causas de morte da patologia, poderiam ter sido evitados com um estilo de vida mais saudável.

“Conhecer bem seu corpo é importante no combate às doenças cardíacas e cardiovasculares. O ideal é que as pessoas saibam sua média de pressão arterial, o nível de glicose no sangue, o tamanho da circunferência abdominal e o índice de massa corpórea (IMC) e façam esse acompanhamento sempre que possível”, explica a Dra. Adriana Junqueira, cardiologista e integrante do corpo clínico do laboratório Bronstein.

Encaixar os exames na rotina pode parecer difícil, mas uma visita ao médico já esclarece muitas dúvidas. Como a genética é um fator importante que pode interferir na saúde, a recomendação da OMS é que quem tem histórico de doenças cardiovasculares na família comece a prestar atenção em seus níveis e índices corporais a partir dos 20 anos, para que haja a redução significativa das chances de sofrer ataque cardíaco e infarto prematuros. Segundo a médica, exames laboratoriais simples, os chamados marcadores cardíacos, ajudam a detectar se há algum problema.

“Com alguns exames de sangue – como perfil lipídico, glicemia de jejum, hemoglobina glicada, homocisteína e ácido úrico – é possível identificar problemas cardíacos e monitorá-los. Outro exame eficaz nessa busca é o de microalbuminúria, feito pela urina”, esclarece Adriana. Exames de imagem, como eletrocardiograma, teste ergométrico, MAPA, ecocardiograma transtorácico e transesofágico e cintilografia do miocárdio, também são eficazes na detecção de problemas no coração.

Com o aumento da idade, a atenção com a saúde do coração deve ser maior e frequente. Para avaliar as artérias coronárias e detectar possíveis obstruções, o cateterismo tem grande precisão diagnóstica e deve ser solicitado pelo seu cardiologista para o rastreamento de doença coronariana. Nesse mesmo contexto, a angiotomografia coronária é um dos exames mais indicados; menos invasivo do que o cateterismo, vem se revelando uma preciosa ferramenta na detecção dessa patologia. Para os pacientes com alto risco cardiovascular, porém, a médica ainda mantém o cateterismo como a melhor opção.

Praticar atividades físicas com regularidade, evitar o tabagismo, controlar os níveis de colesterol, diabetes e hipertensão e adotar uma alimentação saudável são ações simples que qualquer pessoa pode fazer para manter o coração saudável.

Foto: Reprodução

Paula Borges
Assessoria de Imprensa
paula@saudeempauta.com.br

3 formas de conseguir comprometimento profissional em hospitais

comprometimento profissionalHospitais com alta performance tendem a ter funcionários com comprometimento profissional com a empresa. Mas, níveis de empenho estão caindo no setor da saúde e isso pode criar um impacto significante na qualidade de tratamento de uma companhia. Isso significa que é crucial que os hospitais priorizem o comprometimento profissional de seus empregados

Por Camila Alves

Segundo um relatório da Quantum Workplace465076121, uma empresa de consultoria, os trabalhadores da área de saúde possuem menos comprometimento profissional em escala, comparados aos empregados de outras indústrias.

A consultoria entrevistou milhares de funcionários dos Estados Unidos e descobriu que somente 56.7% deles indicavam ter comprometimento profissional.

Pior ainda: 13% dos empregados respondeu que se sentiam desencorajados ou até hostis quando trabalhavam.

Comparando os números deste ano com pesquisas passadas, a Quantum chegou à conclusão que o comprometimento profissional na indústria da saúde tem caído nos últimos cinco anos.

A porcentagem de profissionais que estão somente ‘’contribuindo’’ para suas empregadoras, ao invés de estar ativamente empenhados, foi de 22% em 2011 para 30% no ano passado.

Melhorando o comprometimento profissional
Em uma época que os hospitais estão sendo cobrados pela qualidade de serviço que entregam, ter uma equipe empenhada e que investe em promover a cultura da segurança e transparência é importante.

Para lutar contra a falta de comprometimento profissional a Quantum identificou três elementos chave que fazem com que os funcionários se sintam mais engajados.

Liderança consistente
Os empregados não possuem comprometimento profissional se os seus líderes não apresentam empenho. Segundo a pesquisa, o compromisso de líderes para criar um ambiente de trabalho positivo é o principal fator que faz um impacto no comprometimento profissional.

Algumas mudanças aconteceram na liderança do segmento nos últimos anos, de CEOS até chefes de enfermagem. Isso balança a confiança que os funcionários têm em seus líderes, o que impacta o comprometimento profissional.

Uma forma de evitar o problema é monitorar as demissões em todos os níveis e descobrir exatamente porque as pessoas estão deixando o hospital. Isso ajuda a criar estratégias para melhorar a retenção e manter o comprometimento profissional alto. 

Reconhecimento e valorização
Médicos, enfermeiras e outros profissionais de saúde têm sido cobrados por uma grande responsabilidade nos resultados de pacientes. E isso pode fazer com que eles se sintam no limite, principalmente se seus esforços não forem reconhecidos e valorizados.

Um fator significante que impacta o comprometimento profissional na saúde é o valor que os líderes da organização dão para os funcionários. Casos cada vez mais comuns de tratamento abusivo de colegas têm levado os empregados a se sentirem desencorajados. Os hospitais devem fazer o que puderem para cessar esse desenvolvimento em seus caminhos. Outra forma de melhorar o comprometimento profissional é reconhecer o sucesso dos talentos da empresa e usar suas falhas como oportunidade para melhora, ao invés de punição.

Trabalho significativo para empresas de sucesso
Os empregados possuem um comprometimento profissional maior quando estão trabalhando para uma empresa que está no caminho do sucesso. Para hospitais, isso significa que os líderes devem pensar adiante sobre suas missões e objetivos. Eles também precisam ser transparentes sobre seus esforços com todos os funcionários.

Se os líderes mantêm as métricas que estão usando para medir o sucesso em segredo, a equipe clínica não saberá o que está direcionando as decisões e sentem menos comprometimento profissional.

Saúde Business

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Beribéri: Entenda a doença causada pela falta de vitamina B1

b1
Fontes de Vitamina B1
Beribéri é o nome de uma doença séria que sem cuidados pode levar a morte. Mas com o tratamento adequado, é possível alcançar a cura. Está diretamente ligada a falta de tiamina, também conhecida como Vitamina B1

Quando a vitamina B1 não é consumida regularmente na alimentação, sintomas leves do beribéri podem surgir, como insônia, nervosismo, irritação, fadiga, perda do apetite e da energia. Esses problemas podem se manifestar após dois a três meses de consumo exclusivo de alimentos pobres em tiamina. Os sintomas ainda podem evoluir para mais graves como dormência, formigamento e inchaço de pernas e braços, dificuldade respiratória, problemas no coração, insuficiência cardíaca e até a morte.

No Brasil, a deficiência de tiamina está normalmente associada a populações que se alimentam basicamente de mandioca ou de farinha de mandioca, arroz polido e/ou a farinha de trigo, ou seja, alimentos pobres em vitamina B1. Essa vitamina é normalmente encontrada em cereais, grãos, legumes e carnes (especialmente vísceras, carne de porco e de vaca) entre outros alimentos. A ingestão desse nutriente através da alimentação equilibrada é uma das medidas mais importantes para o controle do Beribéri. Não somente o consumo de fontes da tiamina, mas também a diminuição de bebidas que podem atrapalhar a absorção desta vitamina, como café e bebidas alcoólicas. Ainda entre os fatores de risco para o aparecimento do Beribéri estão atividades físicas intensas e debilitantes.

No Brasil, desde 2006, têm sido identificado casos de Beribéri nos estados do Maranhão, Tocantins e Roraima. A partir desses casos, ações têm sido desenvolvidas em parceria com os estados e municípios na investigação, acompanhamento, prevenção e controle da doença. Entre as ações, um formulário eletrônico é disponibilizado para que profissionais de saúde dos municípios, hospitais e Distritos Sanitários Especiais Indígena (DSEI) realizem a notificação ao órgão de casos suspeitos. É de crucial importância que este formulário seja utilizado para que seja possível não só tratar, mas controlar o Beribéri no país.

Saúde através da Alimentação equilibrada
Não é segredo que uma alimentação saudável e equilibrada pode, além de saciar os paladares, ser aliada a prevenção e ao tratamento de doenças, como é o caso do Beribéri.

Para instruir profissionais de saúde e a população sobre como se alimentar adequadamente existem instrumentos como o Guia Alimentar Para a População Brasileira que são de fácil acesso e compreensão. Entender o que se come, quando e como se come, como escolher alimentos e como prepará-los pode trazer mudanças significativas para você e sua família.

No caso da Vitamina B1, o feijão está entre os alimentos que possuem a maior concentração do nutriente. Outro alimento que é bem brasileiro e está na lista de ricos em tiamina é a castanha de caju. Além desses, as carnes, especialmente vísceras, carne de porco e de vaca, entre outros alimentos como cenoura, berinjela, tomate, repolho e beterraba - que podem ser comidos crus na salada, desde que devidamente lavados.

A alimentação saudável exige sabedoria nas escolhas e para isso é importante ter conhecimento. Nenhum alimento está proibido.

Como sempre lembramos, evite os alimentos processados, como salgadinhos, bolachas recheadas, refrigerantes e fast foods e dê preferência para os alimentos minimamente processados como o arroz que se come em casa e os in natura como as frutas, legumes e folhas. Esses dois últimos grupos (minimamente processados e in natura) deve ser a base da alimentação.

Gabi Kopko, para o Blog da Saúde