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sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Ministro pede pressa na implantação de prontuário eletrônico no SUS

Municípios que não aderirem à medida em todas unidades básicas de saúde terão recursos do Ministério da Saúde bloqueados a partir de 10 dezembro

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, pediu nesta quinta-feira (20) a colaboração de gestores municipais para a implantação do prontuário eletrônico em unidades básicas de saúde. Durante o 7º Fórum Nacional de Gestão da Atenção Básica, Barros voltou a afirmar que as prefeituras que não implementarem o chamado E-SUS ou que não justificarem a não implantação vão sofrer bloqueio de recursos. O prazo vence no dia 10 de dezembro.

“Não queremos interferir na autonomia dos municípios, mas precisamos saber o que está sendo feito com esse dinheiro”, disse, ao se referir aos repasses feitos pelo ministério às secretarias de Saúde. “Vamos poder ter uma visão global de tudo o que é feito na saúde dos brasileiros. Precisamos de vocês. Sem vocês, não alcançaremos essas informações”, completou Barros em discurso no encerramento do encontro.

De acordo com o ministro, é preciso aumentar o que ele chamou de “resolutividade” na atenção básica, sobretudo por meio da humanização do atendimento aos pacientes. “Isso significa conseguir fazer com que as pessoas sejam atendidas e se sintam bem atendidas”, disse. “É importante que procuremos avançar cada vez mais na humanização do atendimento, que é o que dá satisfação às pessoas”, acrescentou.

Nova plataforma
Uma nova versão do prontuário eletrônico foi lançada no início do mês pelo governo federal. O modelo permite que todos os serviços de saúde do município possam acompanhar o histórico, os dados e o resultado de exames dos pacientes. Também é possível verificar em tempo real a disponibilidade de medicamentos em farmácias e registrar visitas de agentes de saúde.

A expectativa do Ministério da Saúde é que a transmissão digital dos dados da rede municipal à base nacional possibilite também a verificação online dos gastos feitos via Sistema Único de Saúde. A plataforma digital será oferecida gratuitamente, mas o envio de dados também poderá ser feito por meio de sistema próprio. A expectativa do governo é economizar R$ 84 milhões por ano com tecnologias da informação.

Bloqueio de recursos
A partir de 10 de dezembro, o pagamento do Piso da Atenção Básica variável para as prefeituras – equivalente a R$ 10 bilhões ao ano – ficará condicionado à implantação do prontuário eletrônico. O recurso é aplicado no custeio de atendimentos de pediatria e de programas como Saúde da Família e Brasil Sorridente.

Os municípios que não se adequarem à proposta terão os repasses bloqueados. O ministério informou, entretanto, que vai apoiar cidades que apresentem dificuldades para implantar a nova versão da plataforma, conforme necessidades encaminhadas pelos gestores e que serão analisadas caso a caso.

iG

Cientistas da UFSCar desenvolvem biovidro que cura feridas de pele

Grupo da UFSCar desenvolveu malha de biovidro que ajuda em cicatrizações (Foto: Paulo Chiari/EPTV)
Grupo da UFSCar criou malha de biovidro que
ajuda em cicatrizações (Foto: Paulo Chiari/EPTV)
Novo material regenera a área lesionada e é reabsorvido pelo corpo. Produto foi testado em animais e ensaios em humanos começam em 2017

Pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) desenvolveram um tipo de biovidro flexível capaz de regenerar tecidos e acelerar o processo de cura de feridas.

O material apresentou bons resultados em testes com animais e o próximo passo será a realização de ensaios em humanos, previstos para 2017. Os pesquisadores têm um convênio com o Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto e o projeto está em fase de análise.

"Curam feridas da pele, depois elas são reabsorvidas pelo corpo e são bactericidas, elas minimizam infecções e acabam com as bactérias", contou o professor Edgar Zanotto.

"É um material absolutamente inovador", continuou. "É o vidro que cura, é um biovidro, o vidro bioativo".

Desenvolvimento
O biovidro tem sido usado como opção para diversos tipos de enxerto, mas depois de seis anos de estudo os cientistas do Laboratório de Materiais Vítreos conseguiram desenvolver um material diferente, bem mais flexível, uma manta semelhante à gaze usada em curativos.

"Esses vidros bioativos são parecidos com o vidro de janela, feitos de sílica, cálcio e sódio, mas em concentrações diferentes, então é isso que muda o jeitinho que esse vidro reage dentro do corpo", explicou a pesquisadora Marina Trevelin Souza.

"A ideia é aplicar diretamente sobre a pele em cima das feridas porque esse material reabsorve em contato com o sangue e vai regenerando aquela ferida ou aquela queimadura", completou.

Ossos
Outra novidade do grupo é uma peça que pode ser usada como enxerto ósseo. "Nós podemos fazer enxertos com geometrias muito complexas e que encaixam perfeitamente no paciente", comentou o pesquisador Murilo Crovace.

Nova peça de vidro pode ser usada em enxertos ósseos (Foto: Paulo Chiari/EPTV)
Nova peça de vidro pode ser usada em enxertos ósseos (Foto: Paulo Chiari/EPTV)

Além do formato, o produto também se diferencia de outros tipos de enxerto, como os de cerâmica, pelo tempo que o corpo leva para a absorção. No caso dos biovidros, esse processo ocorre de forma muito mais rápida.

"São poucos meses, enquanto as cerâmicas levariam anos para serem completamente absorvidas", comparou Crovace.

G1

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Humor: O que você tá fazendo?

Curso Atenção Integral à Saúde da Pessoa Idosa abre matrículas para o 2º módulo

idosoA Secretaria Executiva da Universidade Aberta do SUS (SE/UNA-SUS), e a Coordenação de Saúde da Pessoa Idosa do Ministério da Saúde (Cosapi/Dapes/SAS/MS) lançaramm, ontem, terça-feira (18/10), o segundo módulo do curso Atenção Integral à Saúde da Pessoa Idosa

Profissionais de saúde de nível fundamental, médio e técnico interessados na capacitação podem se matricular até o dia 21 de maio de 2017, pelo link. O curso possui carga horária de 30 horas, é online, gratuito e tem início imediato.

O objetivo do curso é atualizar Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e técnicos de enfermagem nas recomendações nacionais para a atenção à saúde da pessoa idosa, no âmbito da Atenção Primária à Saúde. Para isso, são abordados diversos temas relacionados à atuação desses profissionais na atenção à saúde da população idosa, como por exemplo, o mapeamento dessa população, o trabalho em equipe, o acolhimento, o planejamento de cuidados e a promoção da saúde.

A qualificação tem ainda foco especial no uso da caderneta de saúde da pessoa idosa, instrumento de registro dos dados pessoais e sócio familiares, das condições de saúde e hábitos de vida da pessoa idosa. As informações permitem o acompanhamento longitudinal desse público, além de auxiliar na identificação de situações de fragilidade ou vulnerabilidade.

De acordo com a coordenadora de Saúde da Pessoa Idosa da Cosapi, Cristina Hoffmann, o módulo integra um conjunto de ações articuladas que têm por objetivo a ampliação, disseminação e difusão das peculiaridades que as pessoas idosas apresentam na instalação e desfecho dos problemas de saúde, que se traduzem pela maior vulnerabilidade a eventos adversos. “Essas especificidades apontam para a necessidade de intervenções articuladas entre todos os profissionais da equipe, com iniciativas de outras políticas setoriais e também com iniciativas da comunidade, propiciando a integralidade da atenção”, explica.

Em relação ao módulo I, o grande diferencial é o público-alvo e a metodologia utilizada. “Propõe-se a discussão de temas que fazem parte do dia a dia trabalho das equipes da atenção básica, apontando algumas situações que são vivenciadas no território, situações cotidianas que permitem a discussão de temas importantes quando se trabalha com a população idosa”, afirma Hoffmann.

Para a coordenadora, essas informações contribuirão para a identificação das pessoas idosas em situação de vulnerabilidade e para a discussão do papel dos diferentes membros da equipe nas intervenções necessárias.

“O grande desafio foi traduzir um conteúdo complexo para uma linguagem acessível, sem perder a reflexão sistemática sobre as práticas em saúde”, explica a enfermeira e roteirista do curso, Olga Rodrigues. Ela conta que foram utilizadas estratégias diferenciadas de aprendizagem, com enfoque prático, que incluiu recursos lúdicos, como história em quadrinhos e jogos, além de videoaulas de entrevistas com profissionais com grande experiência em boas práticas no atendimento à população idosa na Atenção Básica. Todos os vídeos contam com closed caption.

“A própria estrutura do curso propõe uma linguagem lúdica, pois é dividido em fases, como num jogo de tabuleiro. Ao acessar cada fase, o estudante acompanha uma história em quadrinhos, com situação-problema, encontra possíveis soluções na videoaula e testa os conhecimentos por meio das avaliações formativas”, conta Olga. Para concluir as atividades do curso, é necessário passar por todas as nove fases.

Serviço
2º Módulo do Curso Atenção Integral à Saúde da Pessoa Idosa (EAD)

Matrículas: de 18 de outubro de 2016 a 21 de maio de 2017, pelo link.

Acesse a página do módulo I e II do curso.

Blog da Saúde

Alerta 2003 (Tecnovigilância) – Fresenius – Bolsa para coleta de sangue – Complicações suspeitas de estarem associadas ao procedimento de transfusão

Área: GGMON

Número: 2003

Ano: 2016

Resumo: Alerta 2003 (Tecnovigilância) – Fresenius – Bolsa para coleta de sangue – Complicações suspeitas de estarem associadas ao procedimento de transfusão

Identificação do produto ou caso: Nome comercial: BOLSA PARA COLETA DE SANGUE CPDA-1 /// Nome técnico: BOLSA DE SANGUE /// Número de registro ANVISA: 10154450085 /// Classe de risco: III - Alto Risco /// Modelo: Bolsa Tripla com Plastificantes DEHP e TOTM - Composampler /// Números de série afetados: 71KA18AA00.

Problema: A empresa recebeu um relato de um Banco de Sangue sobre algumas complicações médicas relacionadas ao procedimento de transfusão com um paciente.

Ação: Ação de Campo Código RA 03-2016 desencadeada sob responsabilidade da empresa FRESENIUS HEMOCARE BRASIL LTDA. Empresa está realizando recolhimento do produto.

Histórico: Notificação feita pela empresa em atendimento à RDC 23/2012 (que dispõe sobre a obrigatoriedade de execução e notificação de ação de campo por parte do detentor do registro do produto para a saúde) Empresa detentora do registro: FRESENIUS HEMOCARE BRASIL LTDA. – CNPJ 49.601.107/0001-84 - RUA ROQUE GONZALES 128 – ITAPECERICA DA SERRA /SP – Telefone: 11 25041481 – E-mail: cintia.garcia@fresenius-kabi.com Fabricante: FRESENIUS HEMOCARE BRASIL LTDA. – CNPJ 49.601.107/0001-84 - RUA ROQUE GONZALES 128 – ITAPECERICA DA SERRA /SP – Telefone: 11 25041481 – E-mail: cintia.garcia@fresenius-kabi.com

Recomendações: O produto deve ser segregado e devolvido à FRESENIUS HEMOCARE BRASIL LTDA

Caso queira notificar queixas técnicas e eventos adversos utilize os canais abaixo:
Notivisa: Notificações de eventos adversos (EA) e queixas técnicas (QT) para produtos sujeitos à Vigilância Sanitária devem ser feitos por meio do Sistema NOTIVISA. Para acessar o Sistema, é preciso se cadastrar e selecionar a opção Profissional de Saúde, se for um profissional liberal ou a opção Instituição/Entidade, se for um profissional de uma instituição/entidade.

Sistema de Tecnovigilância: Paciente ou cidadão pode notificar por meio do Sistema de Tecnovigilância/SISTEC acesso por meio do link

Anexos


Informações Complementares: Embora não haja nenhuma indicação neste momento, que o produto está de alguma forma associada com o relato acima, a Fresenius HemoCare, decidiu, como medida preventiva, recolher este lote de produto.

ANVISA