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segunda-feira, 31 de outubro de 2016

MS disponibiliza consulta pública sobre tratamento do câncer de colo de útero

pesquisa AxsimenO Ministério da Saúde, por meio da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), disponibiliza uma consulta pública relativa a tratamento para câncer de colo de útero

Os interessados têm até o próximo dia 14 de novembro para enviar críticas e/ou sugestões. 

Bevacizumabe para o tratamento do câncer de colo de útero metastático, persistente ou recorrente – Consulta pública nº 34

Confira aqui o relatório técnico

Confira aqui o relatório para a sociedade

Para dar sua contribuição clique aqui

Texto: Comunicação Interna/ASCOM/GM/MS com informações da CONITEC

Mitos e Verdades sobre a psoríase

Ainda não é conhecida a causa que leva as pessoas a desenvolverem a psoríase, doença que se manifesta por lesões cutâneas, geralmente como placas avermelhadas, espessas, bem delimitadas, com descamação

Pode surgir em qualquer local do corpo, principalmente no couro cabeludo, cotovelos e joelhos. Existem várias formas dessa complicação, sendo a mais frequente a psoríase em placa, que ocorre em 80% a 90% dos pacientes.

Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia, cerca de 3% da população mundial têm a doença, ou seja, mais de 125 milhões de pessoas no mundo. No Brasil, são mais de 5 milhões de homens e mulheres que vivem com o problema, podendo surgir em qualquer fase da vida, mas, geralmente, aparece antes dos 30 anos ou após os 50 anos.

Muitas dúvidas aparecem quando o assunto é a psoriase. Por isso, o Blog da Saúde entrevistou o presidente da sociedade brasileira de dermatologia, Gabriel Gontijo, para esclarecer mitos e verdades sobre o assunto.

Confira!

Blog da Saúde: A psoríase pode ser facilmente tratada com medicamentos caseiros?

Sociedade Brasileira de Dermatologia: Mito. A psoríase é uma doença inflamatória, crônica, com várias fases de manifestação dos seus sintomas e o tratamento pode ir desde medicamentos na pele até outros de uso oral, dependendo do grau de severidade da doença. Logo, não é recomendado medicamentos e preparações caseiros ou até a automedicação. A escolha do tratamento depende de vários fatores, além da gravidade da doença, idade e sexo do paciente, localização das lesões, entre outros, sendo necessário a análise de cada caso para essa decisão. Se há alguma desconfiança do problema, o ideal é que o tratamento venha orientado por um profissional de saúde.

Blog da Saúde: O sol faz bem para todos os tipos de psoríase?
Sociedade Brasileira de Dermatologia: Verdade. Faz bem para todos os tipos já que o contato com o sol ajuda a diminuir a inflamação que é causada pelo sistema imunológico. Só que é muito importante frisar que esse não é o único meio de tratamento da psoríase. O sol faz bem, diminui o número de placas e o tamanho delas, mas é coadjuvante no tratamento. Se já está em tratamento, a pessoa pode tomar banhos de sol de shorts, maiô ou biquíni, nas placas até às 10h da manhã ou depois das 16h. De 15 a 20 minutos por dia.

Outro fator que pode ajudar na diminuição das placas na pele e que é uma novidade é que quanto mais hidratada ela estiver, melhor são as chances da pessoa controlar a doença e de não ter uma recaída. Um segundo fator interessante é o entender o funcionamento do microbioma, que são aquelas bactérias que a gente chama do bem e que já estão no nosso organismo. A gente tem na nossa pele bactérias e fungos que formam uma parede de proteção sobre a pele. Quando há um desequilíbrio nessa proteção natural, com excesso de banho ou pele seca, banho quente, falta de hidratação, a parede vai diminuir a proteção que exerce. Se há esse desequilíbrio, há uma chance maior de você desenvolver a psoríase.

Blog da Saúde: Existem medicamentos que podem desencadear as placas causadas pela psoríase?
Sociedade Brasileira de Dermatologia: Verdade, mas é algo muito raro de acontecer. O mais comum, entre os fatores de risco para o aparecimento das placas é o consumo de álcool ou fumo. Pessoas com esses hábitos têm maior predisposição ao desenvolvimento da doença, sendo que a suspensão desses melhora muito o seu controle. Pessoas com obesidade, diabetes, hipertensão e que vivem em situação de estresse são mais vulneráveis a terem o desencadeamento das manchas por causa desses fatores. Manter hábitos de vida saudáveis é fundamental para o equilíbrio do corpo

Blog da Saúde: A psoríase sempre vem associada a dores e coceira?
Sociedade Brasileira de Dermatologia: Mito. Tem gente que psoríase no corpo todo e não tem dor. Quando há dor, pode ser nas articulações e aí a pessoa tem artrite. Em torno de 30% dos pacientes podem apresentar acometimento articular, sendo fundamental o reconhecimento precoce dessa manifestação para o início do tratamento adequado. Confira os tipos de psoríase existentes aqui.

Mas a dor na lesão não é um sinal importante para dizer se o paciente tem ou não a psoríase. O diagnóstico da doença é feito a partir de características clínicas, mas em alguns casos, pode ser necessária uma biopsia.

Blog da Saúde: A psoríase, apesar de não ser infecciosa, pode ser transmitida de pai pra filho?
Sociedade Brasileira de Dermatologia: Verdade. É importante esclarecer que não é transmissão infecciosa. O pai não vai passar psoríase se encostar no filho, ou vai abraçar a criança e ela vai pegar a psoríase. A doença é geneticamente transmissível. Aproximadamente, um terço dos pacientes apresentam parentes com psoríase, e filhos de pais com psoríase possuem maior chance de desenvolver a doença. Logo, existe uma predisposição genética para o seu desenvolvimento

Tratamento disponível no Sistema Único de Saúde (SUS)
Está disponível no SUS o atendimento integral e gratuito às pessoas que têm psoríase. A abordagem médica para ajudar pacientes a alcançarem períodos prolongados de remissão da doença, foi publicada em 2013 (Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas) e oferece, desde então, tratamentos com fototerapia e fototerapia com fotossensibilização, além de medicamentos. No entanto, a melhor forma de tratamento e administração de remédios deve ser feita com base em avaliação clínica, caso a caso, entre o médico e o paciente.

Gabi Kopko, para o Blog da Saúde

Dia Mundial do Diabetes lembra importância de prevenir a doença silenciosa

O Dia Mundial do Diabetes, 14 de novembro, trata da conscientização sobre essa doença que, frequentemente, no princípio, é silenciosa


Para marcar essa data, o CHN (Complexo Hospitalar de Niterói) chama a atenção para a importância da informação no processo de prevenção e diagnóstico precoce do diabetes.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), havia 14,3 milhões de pessoas vivendo com a doença no Brasil em 2015, o que representava 9,4% da população, e metade dos pacientes ainda não havia recebido o diagnóstico da patologia. Por isso, é possível que conhecidos próximos ou até mesmo você tenha diabetes.

Para entender o diabetes
De acordo com o Dr. Walmick Menezes, clínico do CHN e mestre em clínica médica pela UFRJ, apesar de haver muita informação sobre o assunto, ainda há pouca conscientização da população geral sobre essa disfunção grave e suas formas de prevenção, já que a maior parte dos casos está diretamente ligada a fatores comportamentais associados com predisposição genética.

O diabetes é uma doença crônica que se caracteriza por hiperglicemia (glicose elevada no sangue), causada pela resistência à ação da insulina e o comprometimento de sua produção. Esse hormônio produzido pelo pâncreas controla os níveis de glicose no sangue. Podem ocorrer lesões nos vasos sanguíneos, nervos e diversos órgãos.

A doença pode ser dividida em dois principais tipos: o diabetes tipo 1 é aquele no qual o sistema imunológico ataca, de forma equivocada, as células betapancreáticas e há deficiência completa da produção de insulina. O resultado é que a glicose permanece no sangue, enquanto deveria ser captada pelas células. Esse tipo surge geralmente antes dos 20 anos, mas também pode ser diagnosticado posteriormente. O diabetes tipo 2 é o que acomete cerca de 90% das pessoas com a doença. Ocorre quando o organismo não consegue usar, de maneira adequada, a insulina que produz e quando há o comprometimento da secreção de insulina para controlar a glicemia. Em sua maior parte, o diabetes tipo 2 se manifesta em adultos e, dependendo da gravidade, pode ser controlado com atividade física, dieta e uso de medicamentos. A prevalência do diabetes tem aumentado dramaticamente em todo o mundo em razão da obesidade, do sedentarismo e do envelhecimento global.

A prevenção
Por se tratar de uma doença silenciosa, o que quer dizer que, sem que sejam feitos exames, a pessoa pode não descobrir que tem a doença, a atenção ao modo de vida pode ajudar na prevenção. Estes são os fatores de risco: sobrepeso e obesidade; sedentarismo; idade acima de 45 anos; histórico familiar de diabetes; intolerância à glicose; hipertensão arterial; dislipidemia e síndrome do ovário policístico. É importante fazer exames de sangue (glicose e hemoglobina glicada) a cada três anos se você tem mais de 45 anos ou antes, se houver algum dos fatores de risco citados anteriormente.

Alimentação equilibrada, controle do peso e prática de exercícios físicos regulares podem auxiliar muito na prevenção do diabetes. Há também medicações que podem ser utilizadas preventivamente, sob orientação médica.

Foto: Reprodução

Livia Zampirole
Assessoria de Imprensa
livia@saudeempauta.com.br

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Inscrições abertas para o VIII Fórum Nacional sobre Medicamentos no Brasil

Estão abertas até o próximo dia 7 de novembro as inscrições gratuitas para o VIII Fórum Nacional sobre Medicamentos no Brasil. O evento será no auditório Antônio Carlos Magalhães do Interlegis - Senado Federal, no próximo dia 8 de novembro, das 9h às 14h


A oitava edição do Fórum Nacional sobre Medicamentos no Brasil terá como tema central “Estratégias para acesso a medicamentos essenciais”, entendendo a necessidade de propiciar um espaço para o conhecimento, a reflexão e o debate sobre o tema, objetivando o aprimoramento de políticas econômicas e sociais que auxiliem no alcance das Metas estabelecidas na Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável e garantam a consolidação das conquistas dos últimos anos e o avanço da assistência farmacêutica necessária e efetiva.

Serviço
Inscrição: 7/11/2016 por meio de formulário eletrônico

Público-alvo: Governos (Poder Legislativo, Executivo e Judiciário); Setor Privado (Indústrias e Comércio); Profissionais do Setor; Redes Virtuais;

Mídias Impressas; Instituições Nacionais e Internacionais; Centros de Pesquisa; Universidades e Terceiro Setor e demais interessados no tema Data: 8/11/2016

Local: auditório Antônio Carlos Magalhães do Interlegis - Senado Federal, em Brasília

Realização: Instituto Brasileiro de Ação Responsável

Coordenação: Agência de Integração à Saúde, Meio Ambiente e Desenvolvimento Social do Brasil - ÍntegraBrasil

Parceiros: Congresso Nacional; Ministério da Saúde; Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD; Agência Íntegra Brasil e Interlegis

Dúvidas: (61) 3368-6044 / 3468-5696

Fonte:Comunicação Interna do Ministério da Saúde, com informações do Instituto Brasileiro de Ação Responsável

Fumo passivo está ligado a maior risco de AVC, segundo estudo

Quem vive com um fumante também é prejudicado por cigarro. Um a cada quatro não-fumantes nos EUA é exposto ao fumo passivo

O aumento do risco de acidente vascular cerebral (AVC) provocado pelo cigarro pode se estender também aos não-fumantes que vivem na mesma casa que fumantes e apenas respiram a fumaça do cigarro alheio, diz um estudo americano.

Pesquisadores descobriram que pessoas que nunca fumaram e tiveram AVC tinham quase 50% mais probabilidade de ter se exposto à fumaça de cigarro em casa do que pessoas que nunca tiveram AVC.

Durante o estudo, sobreviventes de AVC expostos ao fumo passivo também tiveram mais risco de morrer por qualquer causa em comparação àqueles que não eram fumantes passivos.

"O fumo passivo é um risco para todas as pessoas, mas aqueles com um histórico de AVC devem tomar cuidado adicional para evitá-lo", disse a principal autora do estudo, Michelle Lin, da Faculdade de Medicina Johns Hopkins, em Baltimore.


Um em cada quatro não-fumantes nos Estados Unidos são expostos ao fumo passivo, de acordo com os Centros de Prevenção e Controle de Doenças dos EUA (CDC). "Enquanto o risco de o fumo provocar AVC é conhecido há muito tempo, pouco se sabe sobre a relação entre o fumo passivo e o AVC", disse Lin.

Para explorar essa questão, a equipe do estudo avaliou informações de quase 28 mil pessoas que nunca fumaram e que participaram das Pesquisas Anuais Nacionais de Saúde e Nutrição. 

Os participantes foram recrutados entre 1988 e 1994 e depois entre 1999 e 2012. O estudo foi publicado na revista médica "Stroke".

De acordo com a pesquisadora Angela Malek, que estuda os riscos do fumo passivo na Universidade Médica da Carolina do Sul, nenhum nível de exposição à fumaça de cigarro é seguro. Além do AVC, adultos expostos ao fumo passivo também têm maior risco de doenças cardiovasculres e câncer de pulmão, enquanto as crianças podem ter asma e infecções.

"Limitar ou evitar áreas onde pessoas estão fumando é recomendado tanto para crianças quanto para adultos", disse Malek.

G1