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sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Suspensas propagandas enganosas de vitaminas MemoryPlus

Websites alegavam propriedades medicinais não aprovadas a suplementos vitamínicos

A veiculação de propagandas irregulares referentes ao suplemento Memory+, Memoryplus, levou a Anvisa a suspender todas as publicidades que atribuam alegações não aprovadas para o produto em questão.

Os sites que divulgavam o suplemento vitamínico e mineral continham alegações desde “multiplicação de sinapses” a “aumente sua memória, tenha mais foco e concentração, aumento seu nível de energia, concentração e motivação”. Estas e outras alegações não foram permitidas em tal produto e não foram aprovadas pela agência reguladora.

A medida tomada pela Anvisa se aplica a todo website ou portal eletrônico que atribua ao produto “Suplemento Vitamínico e Mineral, 60 cápsulas, Memory+, Memoryplus, 60 cápsulas”, alegações que prometam mudanças no desempenho do cérebro humano.

Leia aqui as medidas na íntegra, publicadas no Diário Oficial da União nesta quinta-feira (17/11).

ANVISA

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Conheça a palhaçoterapia e saiba como ela contribui para melhorar a humanização no SUS

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Palhaçoterapia realiza ações com pacientes em Joinville
Os hospitais podem parecer ao primeiro olhar, um ambiente triste e melancólico, mas com o trabalho de alguns profissionais e estudantes da área da saúde, ele pode se tornar um lugar alegre e repleto de risadas

Em todo o país, existem diversas redes que utilizam a palhaçoterapia e o teatro como metodologia para humanizar cada vez mais o atendimento e tratamento de pacientes que passam a maior parte do tempo internados.

A figura do palhaço dentro do hospital surgiu em 1980, quando o oncologista infantil Patch Adams buscou melhorar o ambiente hospitalar e a relação médico paciente, através do amor, humor e gentileza. Hoje, o exemplo do médico é seguido por milhares de voluntários em todo o mundo. O objetivo dessas pessoas é melhorar a vida de quem está dentro de um hospital, seja paciente, familiar, enfermeiro, médico, ou outros profissionais que trabalham na unidade, como secretários, zeladores, etc. Na Universidade da Região de Joinville (Univille), em Santa Catarina (SC), esse tipo de humanização é ensinado para os alunos desde a sala de aula. Angela Finardi, professora de propedêutica no curso de medicina, também ensina teatro através do grupo de extensão Palhaçoterapia.

A professora conta que por se tratar de um trabalho extensionista da universidade, um dos objetivos é a formação acadêmica, mas que durante o trabalho, os alunos acabam aprendendo muito mais do que ensinando. “Nós escutamos muitos relatos sobre como eles voltam transformados dessas visitas ao hospital. A partir do momento que quem está na área da saúde descobre o poder das ações de generosidade, de olhar para o outro com mais atenção, eles também se transformam”.

Atualmente, as equipes atuam no Hospital Municipal São José e no Hospital Infantil Dr. Jeser Amarante Faria. A professora também reforça que falar de gentileza é essencial, pois é disso que parte todo o restante do trabalho. “Sempre parte do ato de ver o outro como o mais bonito, o mais importante, e que eu, como palhaço, preciso interagir”.

Barbara Uliana estuda medicina na Univille, e participou do projeto durante o primeiro ano do curso. Ela conta que a identificação com a proposta foi quase instantânea. “Vi a oportunidade de fazer a diferença na vida dos pacientes logo no início da faculdade. Era uma oportunidade de crescimento que nenhuma sala de aula iria me proporcionar. A partir dele desenvolvemos empatia, compartilhamos histórias e a gratidão torna-se mútua”.

Para se tornar um palhaço que atua dentro dos hospitais, é necessário um intenso trabalho de preparação, já que a responsabilidade e cuidados devem ser maiores. Cuidados com o paciente, onde pode e onde não pode entrar, o tipo de brincadeiras que podem ser feitas, o respeito ao paciente que não quer receber a visita dos palhaços, entre outras questões, que devem ser levadas a sério.

Ser palhaço tem uma responsabilidade tão grande, que em estados, como no Distrito Federal, são ofertados cursos preparatórios, com seleções rígidas para começar a desenvolver o trabalho. O Grupo Sagrado Riso lançou em outubro um edital de seleção para pessoas que querem trabalhar com palhaçaria em Hospitais. Alessandra Vieira, coordenadora do projeto, trabalha há 18 anos como palhaça e pretende capacitar 40 pessoas para dar continuidade a humanização. “O sonho veio de uma vontade de encarar o Hospital não só como um lugar de muitas necessidades, mas também de muito crescimento”.

As inscrições do edital “O Poder da palhaçaria na humanização Hospitalar” acabaram neste último domingo (13). Para saber mais sobre o projeto, clique aqui. E sobre a Palhaçoterapia, basta acessar a página do facebook do projeto.

Aline Czezacki, para o Blog da Saúde

Amoxicilina de 6 fabricantes tem fabricação suspensa

Ação é preventiva e a amoxicilina que está no mercado pode ser consumida. Fabricação foi suspensa por alteração no modo de síntese da matéria prima sem aprovação pela Anvisa

A Anvisa suspendeu na última sexta-feira (11/11), a fabricação do medicamento amoxicilina, com rota de síntese não aprovada, de seis diferentes laboratórios. O motivo é que o processo de síntese do insumo farmacêutico foi alterado sem a aprovação da Anvisa. O insumo farmacêutico é a matéria prima necessária para fabricar a amoxicilina. Por isso, a sua forma de obtenção, também chamado de rota de síntese, é importante para garantir a qualidade e as características do medicamento final.

A ação da Anvisa é preventiva e atinge somente a fabricação, dos produtos com rota de síntese não aprovada, para garantir que os medicamentos mantenham o mesmo padrão de qualidade de quando foram registrados na Anvisa. Os produtos que estão no mercado podem continuar sendo consumidos.

A suspensão de seis laboratórios ao mesmo tempo aconteceu porque as seis empresas listadas abaixo adquirem o insumo farmacêutico do mesmo fabricante internacional.

Laboratórios com suspensão de fabricação da amoxicilina
  • União Química Farmacêutica Nacional S.A
  • Medley Farmacêutica Ltda
  • Cimed Indústria de Medicamentos
  • Cifarma Científica Farmacêutica Ltda
  • Prati Donaduzzi & Cia Ltda
  • Ache Laboratórios Farmacêuticos S.A.
Confira os detalhes das amoxicilinas com fabricação suspensa


Laboratório
Medicamento (inclui todas as apresentações)
União Química Farmacêutica Nacional S.A
  • Todas as apresentações de amoxicilina
Medley Farmacêutica Ltda
  • Amoxicilina cápsula 500 mg;
  • Amoxicilina pó para suspensão oral;
  • Lanzoprazol cápsula + claritromicina comprimido revestido + amoxicilina trihidratada capsula;
  • Pyloripac;
  • Pyloripac Retrat.
Cimed Indústria de Medicamentos
  • Amoxicilina tri-hidratada
Cifarma Científica Farmacêutica Ltda
H. Bacter (lansoprazol + claritromicina + amoxicilinatri hidratada.
Prati Donaduzzi & Cia Ltda
  • Amoxicilina 50mg/ml pó ara suspensão oral;
  • Amoxicilina 500 mg capsular.
Lanzoprazol 30mg + Claritromicina 500 mg + Amoxicilina tri-hidratada 500 mg.
Ache Laboratórios Farmacêuticos S.A.
  • Novocilin;
  • Amoxicilina.

ANVISA

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Suplementos alimentares: você precisa deles?

Nos últimos anos, o mercado de suplementos alimentares vem crescendo, principalmente entre as pessoas que praticam exercícios físicos e que desejam resultados rápidos na perda de peso ou ganho de massa muscular

Estima-se que o mercado brasileiro desses produtos cresça 25% ao ano, e que desde 2014, o mercado global já tenha movimentado mais de 200 bilhões de dólares. Mas mesmo que se ouça falar muito a respeito desses produtos, nem sempre o uso desses suplementos é necessário, e se consumido sem acompanhamento, pode acabar não tendo efeito nenhum, ou fazendo mal para a saúde.

A principal função dos suplementos já tem referência no nome: suplementar, ou seja, complementar algum nutriente que esteja faltando na nossa dieta. Existem no mercado diversos tipos de suplementos, como aqueles que fornecem carboidratos e proteínas, vitaminas e minerais. Entretanto, estes mesmos nutrientes estão presentes em alimentos naturais, que podem facilmente suprir a necessidade do corpo.

A nutricionista Gabriela Amaral explica que o profissional só irá recomendar o uso de suplementos alimentares quando a alimentação estiver insuficiente para algum nutriente. O paciente pode ser diagnosticado através de um exame e sangue, ou mesmo alguns sinais e sintomas. “Pode ser feito se necessário o complemento de vitaminas e minerais, de acordo com a necessidade do paciente. Também o complemento de proteína, normalmente associada aos treinos, e como complemento da alimentação, nunca substituindo”.

O fisiologista do exercício e educador físico, Gilberto Coelho, explica que uma pessoa com alimentação adequada e recomendada por um nutricionista, dificilmente terá a necessidade de usar este tipo de produto. “A suplementação está sendo utilizada sem orientação, e o pessoal banaliza um pouco. Porque às vezes pode não ter um risco muito grande para a saúde da pessoa, mas vai acabar sobrecarregando o organismo e eliminando na urina alguns suplementos que ela ingere sem necessidade”.

O uso irregular pode acarretar sobrecarga hepática (fígado) e renal (rim), pois os órgãos precisam processar o que foi ingerido. Além disso, a nutricionista também alerta que termogênicos, normalmente a base de cafeína, precisam de uma atenção especial e um cuidado maior, já que podem causar taquicardia, mal estar e até mesmo disfunções na tireoide.

A suplementação é muito utilizada por atletas de alto rendimento e pessoas que praticam exercícios físicos regularmente, com um gasto maior de energia e calorias durante o dia. Além disso, você pode ingerir a proteína ou outro nutriente, achando que irá obter um resultado positivo, mas acaba não tendo efeito algum. “Uma pessoa sedentária começa a praticar algum tipo de atividade física. Às vezes está em uma dieta calórica acima do que ela necessita, e começa a suplementar achando que aquilo vai ajudar a acelerar o alcance do objetivo dela. Só que ela está jogando o dinheiro dela no lixo e colocando a saúde em risco. Muitas vezes a pessoa acaba até engordando, porque está com uma dieta hipercalórica e começa a suplementar sem a orientação correta”, alerta o educador físico, Gilberto Coelho.

Se você é sedentário e vai começar a fazer alguma atividade, recomenda-se procurar um médico para ver se está apto ou não. Depois, comece com um treinamento individual recomendado por um profissional de Educação Física. Paralelamente ao treinamento físico correto, vem o acompanhamento nutricional. No caso da suplementação, apenas as pessoas que estejam sendo acompanhadas por um médico ou nutricionista devem suplementar a alimentação. E com a comunicação entre o professor de educação física e esses profissionais de saúde, os resultados podem ser ainda melhores, mais rápidos e , principalmente, com mais segurança.

Aline Czezacki, para o Blog da Saúde

No Brasil nasce uma criança com fissura labiopalatal a cada 650 nascimentos

labiosleporinosTratamento especializado às pessoas com fissura labiopalatal é ofertado no SUS desde 1994. Centrinho de Bauru (SP) é referência no atendimento no país

Mesmo que haja uma expectativa alta em relação ao nascimento de um bebê, algumas vezes os pais encontraram desafios, antes mesmo de o parto acontecer. Entre os possíveis percalços no meio do caminho, numa ecografia, pode ser diagnosticado no bebê a existência das chamadas fissuras labiopalatal. A cada 700 a 1000 nascimentos no mundo, uma criança pode nascer com o problema. No Brasil é uma para cada 650 nascimentos, segundo informações do Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais (HRAC/Centrinho) da Universidade de São Paulo (USP).

Sabe-se que às fissuras labiopalatais estão entre as anomalias congênitas mais comuns em bebês recém-nascidos e são as mais frequentes das chamadas anomalias craniofaciais.

Entende-se por anomalia craniofacial qualquer defeito ou lesão estrutural anatômica que acomete na face e/ou crânio e que ocorre durante a formação do bebê na gestação. O problema ocorre no início da gravidez, no período embrionário do feto, logo nas primeiras semanas. Podem acometer o lábio ou o lábio até o rebordo alveolar (gengiva) e se forma até a 8ª semana de gestação, enquanto que a fissura de palato (goela de lobo) é formada até a 12ª semana. As fissuras isoladas de lábio são mais comuns em meninos, enquanto que a de palato isolada em meninas. Uma combinação de fatores genéticos, relacionados à hereditariedade familiar, e outros fatores chamados ambientais podem contribuir para a formação das fissuras labiopalatais.


Diagnóstico
No geral, é durante a gestação, por meio de exame de ultrassom no pré-natal por volta de 18-20 semanas de gravidez (4º e -5º mês de gravidez), que a fenda poderá ser visualizada e diagnóstico apresentado à família. Em alguns casos, também poderá ser facilmente diagnosticada no nascimento através do exame clínico do recém-nascido.

É muito importante, logo após o diagnóstico, encaminhar a família, mesmo no pré-natal ou quando o pequeno paciente nascer, a um Centro Especializado. O quadro clínico das fissuras labiopalatais é bem variado, desde uma forma leve como um entalhe no vermelhão do lábio, até tipos de fendas bem complexas como as que acometem o lábio e o palato, com o comprometimento da estética, dentição, audição e fala. Num Centro Especializado a família poderá receber as primeiras orientações sobre os cuidados com o bebê, principalmente relacionados a alimentação e prevenção de infecções de vias respiratórias e orelhas, além de saber sobre as etapas terapêuticas, bem como tirar dúvidas com relação a presença de outras anomalias associadas, risco de morte, idade da cirurgia, falha de dentição, dificuldade de fala, perda auditiva e etc.

cardfissurasTratamento
O tratamento para quem tem as fissuras labiopalatais deve começar o mais cedo possível. A reabilitação completa envolve uma equipe multidisciplinar que idealmente deve trabalhar trocando informações, somando experiências e favorecendo, desta forma, pesquisas e estudos que possam contribuir com a literatura científica e com novas técnicas de tratamento.

Esse processo incluirá a prevenção dos distúrbios da fala em bebês, que é feito com os pais antes da cirurgia para a correção da fenda palatina. São realizadas orientações para evitar o desenvolvimento de alterações na produção dos sons da fala, além de orientações quanto ao desenvolvimento da linguagem e alimentação do bebê. O acompanhamento da audição também é realizado sempre que necessário. Após a cirurgia para a correção da fenda palatina, quando a criança ainda apresenta distúrbios na fala, é encaminhada para o tratamento fonoaudiólogo.

Vale ressaltar que se um casal deseja ter um filho, ambos deverão passar por exames médicos para saber se estão em boas condições de saúde, tanto física, quanto mental e psicológica, isto é, ter um bom relacionamento entre eles e estar ciente da mudança de vida, das obrigações dos pais e a responsabilidade nos cuidados com a criança.

Referência no país
São 28 hospitais no país fazem o atendimento especializado para o tratamento das fissuras labiopalatais. Entre eles está o Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais (HRAC/Centrinho) da Universidade de São Paulo (USP). Pioneiro em suas áreas de atuação, consolidou-se como centro de referência no tratamento das anomalias congênitas craniofaciais, síndromes associadas e deficiências auditivas. O trabalho interdisciplinar de sua equipe, o processo de reabilitação integral e a humanização no atendimento ao paciente são características que desde a origem marcaram a atuação do Hospital e se destacam até os dias atuais. O Centrinho-USP é ainda um importante núcleo gerador de conhecimento, inovações e recursos humanos especializados na área da saúde, por meio de seus programas de ensino e pesquisa.

Gabi Kopko, para o Blog da Saúde