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segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Ibogaína e produtos de cinco empresas são apreendidos

Os produtos à base de Ibogaína, do Leite de Andiroba, das Gotas de São João e suplementos alimentares apreendidos não passaram por quaisquer registros sanitários

A Anvisa suspendeu a fabricação de todos os produtos irregulares de cinco empresas nesta última sexta-feira (18/11). Os medicamentos e produtos comercializados pelas empresas alegavam propriedades médicas e terapêuticas que não foram comprovadas por laboratórios tampouco aprovadas pela agência sanitária.

Uma das empresas notificadas, o Centro de Referência em Tratamento Alternativo, alegava que o produto formulado com Ibogaína “estimula a mente a sonhar, mesmo com a pessoa acordada e consciente, sem mudança na percepção do meio ambiente e sem ilusões, aceleração de pensamentos e dificuldade de concentração”.

A Ibogaína, no entanto, não possui e nem possuiu registro, e não foi avaliada pela Anvisa quanto a segurança e eficácia, ou seja, a Ibogaína não poderia ser comercializada no Brasil.

Irregularidades sanitárias
Além dos produtos formulados com Ibogaína a Anvisa determinou, também, a inutilização e apreensão de três medicamentos e demais produtos de outras quatro empresas.

Os produtos comercializados pelas empresas em destaque na tabela abaixo não possuem registro na Agência, o que motivou a proibição da distribuição e do uso de todas as unidades. Confira quais são os produtos e as empresas fabricantes:

Produto
Empresa
Gotas de São João (Hyperacum perforatum)
J.A.S Campos Ltda
Leite de Andiroba (e todos outros produtos comercializados pela empresa)
CDL do Amazonas
Sanctus Offensus, Fito Estimulante Sexual, Própolis TM 100 mL (e demais produtos comercializados pela empresa
Instituto de Integração Terapêutica
Complemento Natu Life
Produto comercializado sem identificação do fabricante
   
As medidas foram publicadas no Diário Oficial da União (DOU) desta última sexta (18/11). Leia as publicações na íntegra.
ANVISA

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Ministério da Saúde alerta sobre os riscos do uso indiscriminado de medicamentos antimicrobianos

Entre os dias 14 e 20 de novembro acontece a Semana Mundial de Conscientização do Uso Prudente de Antimicrobianos

O objetivo é conscientizar a população e profissionais sobre os riscos e cuidados do uso desse tipo de medicamento. Além disso, o Ministério da Saúde , em parceria com outras organizações, vem trabalhando para construir até maio de 2017, um Plano Nacional para enfrentamento da resistência aos antimicrobianos.

Na última segunda-feira (14), representantes da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde (SVS/MS), da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) se reuniram na sede do MS). Segundo o diretor da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde (SVS/MS), Eduardo Hage, o objetivo do encontro foi chamar aa atenção de mais pessoas para a importância do assunto. “Como o evento foi transmitido de maneira virtual, conseguimos ampliar a participação das pessoas para conhecer o problema e ainda o que está sendo em termos de plano nacional”, conta.

Medicamentos antimicrobianos não são apenas os conhecidos antibióticos. Eles também podem ser antivirais e antirretrovirais, por exemplo. O problema é que o uso irregular e sem controle pode acabar gerando um problema grave: a resistência antimicrobiana. Segundo informações da campanha internacional de 2016, atualmente este é um dos maiores problemas para a saúde global, pois pode afetar qualquer pessoa, de qualquer idade, e em qualquer país.

Quando uma bactéria se torna resistente ao medicamento, ela acaba resultando em doenças mais graves, e com maior número de mortos. E na contramão desse tipo de resistência, faltam novos antibióticos para substituir os antigos que não funcionam mais.

Como parte dessa agenda, um Plano Nacional, é o desafio proposto pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para todos os países do mundo. Um Plano capaz de freiar o uso irregular e evitar que novas resistências apareçam. Para Julia Souza Vidal, da ANVISA, por se tratar de um problema muito complexo, e que demanda soluções complexas, é muito importante que haja cooperação entre diversos setores e órgãos. “O importante é integrar todas as competências para propor soluções efetivas para a resistência microbiana. E a gente espera que este plano reflita em soluções que atendam o problema”.

Já para Jorge Caetano, da Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SDA/Mapa), estar envolvido no Plano é uma oportunidade de expor as demandas que também atingem este setor. “Animais também usam antibióticos na fase de produção, então essa discussão precisa contemplar todos os segmentos. Estamos muito felizes de participar junto com o Ministério da Saúde dessa discussão”.

Aline Czezacki, para o Blog da Saúde

Suspensas propagandas enganosas de vitaminas MemoryPlus

Websites alegavam propriedades medicinais não aprovadas a suplementos vitamínicos

A veiculação de propagandas irregulares referentes ao suplemento Memory+, Memoryplus, levou a Anvisa a suspender todas as publicidades que atribuam alegações não aprovadas para o produto em questão.

Os sites que divulgavam o suplemento vitamínico e mineral continham alegações desde “multiplicação de sinapses” a “aumente sua memória, tenha mais foco e concentração, aumento seu nível de energia, concentração e motivação”. Estas e outras alegações não foram permitidas em tal produto e não foram aprovadas pela agência reguladora.

A medida tomada pela Anvisa se aplica a todo website ou portal eletrônico que atribua ao produto “Suplemento Vitamínico e Mineral, 60 cápsulas, Memory+, Memoryplus, 60 cápsulas”, alegações que prometam mudanças no desempenho do cérebro humano.

Leia aqui as medidas na íntegra, publicadas no Diário Oficial da União nesta quinta-feira (17/11).

ANVISA

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Conheça a palhaçoterapia e saiba como ela contribui para melhorar a humanização no SUS

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Palhaçoterapia realiza ações com pacientes em Joinville
Os hospitais podem parecer ao primeiro olhar, um ambiente triste e melancólico, mas com o trabalho de alguns profissionais e estudantes da área da saúde, ele pode se tornar um lugar alegre e repleto de risadas

Em todo o país, existem diversas redes que utilizam a palhaçoterapia e o teatro como metodologia para humanizar cada vez mais o atendimento e tratamento de pacientes que passam a maior parte do tempo internados.

A figura do palhaço dentro do hospital surgiu em 1980, quando o oncologista infantil Patch Adams buscou melhorar o ambiente hospitalar e a relação médico paciente, através do amor, humor e gentileza. Hoje, o exemplo do médico é seguido por milhares de voluntários em todo o mundo. O objetivo dessas pessoas é melhorar a vida de quem está dentro de um hospital, seja paciente, familiar, enfermeiro, médico, ou outros profissionais que trabalham na unidade, como secretários, zeladores, etc. Na Universidade da Região de Joinville (Univille), em Santa Catarina (SC), esse tipo de humanização é ensinado para os alunos desde a sala de aula. Angela Finardi, professora de propedêutica no curso de medicina, também ensina teatro através do grupo de extensão Palhaçoterapia.

A professora conta que por se tratar de um trabalho extensionista da universidade, um dos objetivos é a formação acadêmica, mas que durante o trabalho, os alunos acabam aprendendo muito mais do que ensinando. “Nós escutamos muitos relatos sobre como eles voltam transformados dessas visitas ao hospital. A partir do momento que quem está na área da saúde descobre o poder das ações de generosidade, de olhar para o outro com mais atenção, eles também se transformam”.

Atualmente, as equipes atuam no Hospital Municipal São José e no Hospital Infantil Dr. Jeser Amarante Faria. A professora também reforça que falar de gentileza é essencial, pois é disso que parte todo o restante do trabalho. “Sempre parte do ato de ver o outro como o mais bonito, o mais importante, e que eu, como palhaço, preciso interagir”.

Barbara Uliana estuda medicina na Univille, e participou do projeto durante o primeiro ano do curso. Ela conta que a identificação com a proposta foi quase instantânea. “Vi a oportunidade de fazer a diferença na vida dos pacientes logo no início da faculdade. Era uma oportunidade de crescimento que nenhuma sala de aula iria me proporcionar. A partir dele desenvolvemos empatia, compartilhamos histórias e a gratidão torna-se mútua”.

Para se tornar um palhaço que atua dentro dos hospitais, é necessário um intenso trabalho de preparação, já que a responsabilidade e cuidados devem ser maiores. Cuidados com o paciente, onde pode e onde não pode entrar, o tipo de brincadeiras que podem ser feitas, o respeito ao paciente que não quer receber a visita dos palhaços, entre outras questões, que devem ser levadas a sério.

Ser palhaço tem uma responsabilidade tão grande, que em estados, como no Distrito Federal, são ofertados cursos preparatórios, com seleções rígidas para começar a desenvolver o trabalho. O Grupo Sagrado Riso lançou em outubro um edital de seleção para pessoas que querem trabalhar com palhaçaria em Hospitais. Alessandra Vieira, coordenadora do projeto, trabalha há 18 anos como palhaça e pretende capacitar 40 pessoas para dar continuidade a humanização. “O sonho veio de uma vontade de encarar o Hospital não só como um lugar de muitas necessidades, mas também de muito crescimento”.

As inscrições do edital “O Poder da palhaçaria na humanização Hospitalar” acabaram neste último domingo (13). Para saber mais sobre o projeto, clique aqui. E sobre a Palhaçoterapia, basta acessar a página do facebook do projeto.

Aline Czezacki, para o Blog da Saúde

Amoxicilina de 6 fabricantes tem fabricação suspensa

Ação é preventiva e a amoxicilina que está no mercado pode ser consumida. Fabricação foi suspensa por alteração no modo de síntese da matéria prima sem aprovação pela Anvisa

A Anvisa suspendeu na última sexta-feira (11/11), a fabricação do medicamento amoxicilina, com rota de síntese não aprovada, de seis diferentes laboratórios. O motivo é que o processo de síntese do insumo farmacêutico foi alterado sem a aprovação da Anvisa. O insumo farmacêutico é a matéria prima necessária para fabricar a amoxicilina. Por isso, a sua forma de obtenção, também chamado de rota de síntese, é importante para garantir a qualidade e as características do medicamento final.

A ação da Anvisa é preventiva e atinge somente a fabricação, dos produtos com rota de síntese não aprovada, para garantir que os medicamentos mantenham o mesmo padrão de qualidade de quando foram registrados na Anvisa. Os produtos que estão no mercado podem continuar sendo consumidos.

A suspensão de seis laboratórios ao mesmo tempo aconteceu porque as seis empresas listadas abaixo adquirem o insumo farmacêutico do mesmo fabricante internacional.

Laboratórios com suspensão de fabricação da amoxicilina
  • União Química Farmacêutica Nacional S.A
  • Medley Farmacêutica Ltda
  • Cimed Indústria de Medicamentos
  • Cifarma Científica Farmacêutica Ltda
  • Prati Donaduzzi & Cia Ltda
  • Ache Laboratórios Farmacêuticos S.A.
Confira os detalhes das amoxicilinas com fabricação suspensa


Laboratório
Medicamento (inclui todas as apresentações)
União Química Farmacêutica Nacional S.A
  • Todas as apresentações de amoxicilina
Medley Farmacêutica Ltda
  • Amoxicilina cápsula 500 mg;
  • Amoxicilina pó para suspensão oral;
  • Lanzoprazol cápsula + claritromicina comprimido revestido + amoxicilina trihidratada capsula;
  • Pyloripac;
  • Pyloripac Retrat.
Cimed Indústria de Medicamentos
  • Amoxicilina tri-hidratada
Cifarma Científica Farmacêutica Ltda
H. Bacter (lansoprazol + claritromicina + amoxicilinatri hidratada.
Prati Donaduzzi & Cia Ltda
  • Amoxicilina 50mg/ml pó ara suspensão oral;
  • Amoxicilina 500 mg capsular.
Lanzoprazol 30mg + Claritromicina 500 mg + Amoxicilina tri-hidratada 500 mg.
Ache Laboratórios Farmacêuticos S.A.
  • Novocilin;
  • Amoxicilina.

ANVISA