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quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Pode ter sido infectado pelo HIV? Saiba o que é a PEP, tratamento ofertado no SUS

O HIV ainda é um vírus que desperta muitas dúvidas. Mas com os avanços da ciência e a determinação daqueles que lutam pela causa, os tratamentos e métodos de prevenção evoluíram

tabelaPEP

Ainda que a camisinha seja um método eficaz, e que com os tratamentos antirretrovirais os soropositivos reduzam em até 92% a chance de transmissão, o SUS também oferece a PEP: Profilaxia Pós Exposição.

Este tipo de prevenção tem como objetivo ampliar as formas de intervenção e evitar novas infecções por HIV no mundo todo. No Brasil, a PEP é oferecida gratuitamente através do SUS para qualquer pessoa que tenha sofrido uma possível exposição ao vírus, e é considerada uma emergência médica.

Como a PEP funciona?
Ao contrário da camisinha, que evita que uma pessoa entre em contato com o vírus presente no sêmen durante a relação sexual, este tipo de medida preventiva atua quando a pessoa já foi exposta ao vírus, ou tem suspeita de exposição. É importante lembrar que além da camisinha, outras medidas como não compartilhamento de seringas ou material em contato com sangue, também são importantes para evitar a infecção pelo HIV.

Digamos que mesmo com todos os cuidados necessários para evitar a infecção você teve um possível contato com o vírus. É ai que a PEP entra: são comprimidos antirretrovirais que devem ter a primeira dose tomada entre as duas primeiras horas depois da exposição, até no máximo 72 horas depois. Para garantir a eficácia do procedimento, a medicação deve ser utilizada pelos próximos 28 dias consecutivos, sem interrupções. Já o acompanhamento por uma equipe de saúde acontece durante 90 dias, e as testagens para verificar a sorologia da pessoa exposta devem ser feitas 30 e 90 dias depois da possível infecção.

Quando uma pessoa chega até uma unidade de saúde, dentro do período considerado eficaz para tratamento com PEP, é preciso investigar como e quando ocorreu a exposição, e as condições sorológicas das pessoas envolvidas. Ou seja, se pelo menos uma delas é positiva para HIV ou não. Contato com suor, lágrima, fezes ou urina, vômitos, secreções nasais e saliva não oferecem risco de transmissão se não tiverem presença ou vestígio de sangue, por isso não há a necessidade de procurar o serviço. Não há restrição a respeito de quem pode recorrer ao uso da PEP. Gestantes também podem fazer o uso da medicação. As mulheres que estejam amamentando devem ser esclarecidas sobre os riscos potenciais de transmissão do HIV pelo leite materno. Em tais situações, a orientação é que elas interrompam a amamentação.

Teste Rápido
A PEP só é indicada quando há uma chance relevante para transmissão do HIV, como no caso de uma das pessoas envolvidas ser soropositiva. Por essa razão, realizar testes de detecção de sorologia é essencial. Se o paciente já está infectado ou se a pessoa com a qual ele teve contato não é positivo para HIV, o uso da PEP é descartado.

Nesse caso, o uso de testes rápidos (TR) é muito importante, e deve ser feito o mais breve possível após a exposição. O exame não depende de infraestrutura laboratorial, e o resultado sai em 30 minutos ou menos. O Ministério da Saúde oferece o teste para a população em Unidades Básicas de Saúde e em Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA).


Outras medidas de prevenção
Se você for exposto a uma situação de possível infecção pelo HIV, além de procurar imediatamente uma Unidade Básica de Saúde, existem outros cuidados simples que podem ser feitos: em situações que envolvem agulhas ou objetos cortantes, dermatites ou feridas abertas, o local pode ser lavado exaustivamente com água e sabão, ou soluções antissépticas.

Já em casos se exposição sexual ou respingos nos olhos, nariz e boca, deve ser utilizado apenas água ou água com solução com soro fisiológico. O paciente jamais deve realizar procedimentos que aumentam a área exposta a infecção pelo HIV ou usar soluções que irritem a pele.

Aline Czezacki, para o Blog da Saúde

Rastreabilidade: Audiência Pública será dia 7 de dezembro

Esta nova etapa de debate sobre a regulamentação da RDC 54/2013, que trata da rastreabilidade pelo Sistema Nacional de Controle de Medicamentos (SNCM), ocorrerá no dia 7 de dezembro, no auditório da Agência, em Brasília


A Anvisa quer debater com a sociedade as principais questões da regulamentação da RDC 54/2013, que trata da rastreabilidade no Sistema Nacional de Controle de Medicamentos (SNCM). A Audiência Pública que irá tratar do assunto ocorrerá no dia 7 de dezembro, das 10h às 12h, no auditório da Agência, em Brasília.

A decisão de realizar a audiência foi tomada pela Diretoria Colegiada da Anvisa, durante a Reunião Ordinária Pública (ROP) nº 27/2016, que aconteceu no dia 22 de novembro deste ano.

Atualmente, o processo de regulamentação da RDC está sob vistas do diretor-presidente da Agência, Jarbas Barbosa, que levou a proposta de realização da Audiência Pública como mais uma etapa de discussão do tema que envolve fabricantes, importadores, distribuidores, varejistas e serviços de saúde, tanto do setor público quanto do privado.

Essa etapa de discussão é fundamental na construção de uma regulamentação que dê mais segurança no consumo de medicamentos e que seja viável e condizente com a realidade do país.

ANVISA

Alimentos Irregulares: Nutrigold tem 209 produtos proibidos

Medidas incluem a proibição da comercialização de suplementos alimentares e demais produtos fabricados pela Nutrigold. Ação vem após inspeção de quatro órgãos

Mais de 200 produtos Nutrigold foram proibidos de serem comercializados a partir da publicação das resoluções RE 3.194/16 e 3.195/16. As medidas sanitárias incluem, também, a proibição da fabricação e distribuição de todos os lotes dos produtos listados na publicação no Diário Oficial desta quarta-feira (30/11), fabricados pela Nutrigold do Brasil Suplementos Alimentícios Ltda.

A Anvisa determinou ainda, como medida preventiva, a suspensão de todas as propagandas e publicidades que atribuam propriedades terapêuticas, de saúde ou funcionais não autorizadas aos alimentos fabricados, distribuídos ou comercializados pela Nutrigold.

A empresa foi inspecionada de forma conjunta pelas vigilâncias sanitárias de Jacarei/SP, São José dos Campos/SP, pelo Centro de Vigilância Sanitária de São Paulo e pela Anvisa, que consideraram as condições de funcionamento inadequadas.

As resoluções se encontram na página da Imprensa Nacional bem como os anexos da listagem dos produtos proibidos.

ANVISA

CHN realiza nova edição de curso gratuito para gestantes

Já estão abertas as inscrições para o curso de gestantes e pais, que acontecerá no CHN (Complexo Hospitalar de Niterói), no dia 03 de dezembro, das 8h às 12h

O evento faz parte do projeto Dando à Luz, do hospital, cujo objetivo principal é apoiar, informar e promover a saúde materno-infantil.

O tema abordado nessa edição será “Parto, pré-parto e pós-parto”, que será ministrado pela Dra. Priscila Pyhrro. Também durante o encontro, a enfermeira Francisca Albuquerque falará sobre os cuidados com o recém-nascido e apresentará o Projeto Parto Adequado, do qual o CHN faz parte.

O curso é gratuito e extensivo ao casal, mas as vagas são limitadas. Informações e inscrições no Centro de Estudos do CHN pelo telefone (21) 2729-1154 e também 98678-3677 (Francisca). Haverá visita à maternidade com distribuição de brindes.

Foto: Reprodução

Rachel Lopes
Assessoria de Imprensa
rachel@saudeempauta.com.br

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Alerta: Valproato de Sódio e Substâncias Relacionadas: Risco de Malformações Fetais

Resumo:
A Gerência de Farmacovigilância alerta aos profissionais de saúde e mulheres grávidas sobre o aumento do risco de ocorrência de malformação fetal e problemas de desenvolvimento de bebês com o uso de valproato de sódio e susbtâncias relacionadas durante a gestação


Identificação do produto ou caso:
Valproato de sódio e substâncias relacionadas, como ácido valpróico e divalproato de sódio.

Problema: Estudos recentes* demonstram que as mulheres que utilizaram valproato durante a gravidez têm maior risco de ter bebês apresentado malformações. Os tipos mais comuns de malformações incluem: defeitos do tubo neural, alteração facial, fissura de lábio e palato, problemas cardíacos, defeitos renais e outras anomalias em várias partes do corpo. Além disso, os dados disponíveis também demonstraram maior ocorrência de problemas no desenvolvimento mental e físico da criança exposta ao medicamento durante a gravidez, como problemas no desenvolvimento da fala, do andar, do entendimento, de memória, déficit de atenção, hiperatividade e transtorno do espectro autista.

Ação:
A Anvisa orienta que medicamentos contendo valproato e susbtâncias relacionadas, como ácido valpróico e divalproato de sódio, não devem ser utilizados por mulheres que podem engravidar, a não ser que os tratamentos alternativos disponíveis sejam ineficazes ou não tolerados pelas pacientes. As mulheres em idade fértil devem usar métodos contraceptivos eficazes durante o tratamento com estes medicamentos.

O médico deve garantir que as pacientes recebam as informações necessárias sobre os riscos associados ao uso de valproato durante a gravidez. É necessária a reavaliação periódica do tratamento e na possibilidade da ocorrência de gravidez o médico deve ser consultado imediatamente.

A empresa Sanofi publicou 16 de agosto de 2016 a carta aos profissionais de saúde: Valproato - risco de anomalias congênitas, comunicando o risco de anomalias congênitas relacionadas ao uso de medicamentos contendo valproato de sódio na gravidez. Leia na integra o conteúdo da carta,

Histórico:
A Anvisa publicou em 2011 o alerta: Valproato: risco de malformações congênitas em crianças cujas mães fazem uso do medicamento durante a gravidez. Devido o aumento do risco de malformações e problemas de desenvolvimento em bebês, a Agência reforça o alerta publicado sobre a contraindicação e as advertências para o uso de medicamentos contendo valproato de sódio e substâncias relacionadas, como ácido valpróico e divalproato de sódio, por crianças e adolescentes do sexo feminino, mulheres em idade fértil e gestantes. Leia o alerta na integra.

Recomendações:
A comunicação de suspeitas de eventos adversos pelos pacientes pode ser realizada por meio do Formulário de Notificação de Eventos Adversos para o Cidadão ou ainda pelos canais disponíveis para atendimento ao cidadão: Central de Atendimento ao Público e Ouvidoria. Para o profissional de saúde, a Anvisa disponibiliza o sistema Notivisa para a realização das notificações de eventos adversos.

Anexos:


Informações Complementares:

(*) Os estudos citados são:

Meador K, Reynolds MW, Crean S, et al. Pregnancy outcomes in women with epilepsy: a systematic review and meta-analysis of published pregnancy registries and cohorts. Epilepsy Res 2008;81(1):1-13.

Meador KJ, Penovich P, Baker GA, et al. Antiepileptic drug use in women of childbearing age. Epilepsy Behav 2009;15(3):339-43.

Bromley RL, Mawer G, Clayton-Smith J, et al. Autism spectrum disorders following in utero exposure to antiepileptic drugs. Neurology 2008;71(23):1923-4.

Cummings C, Stewart M, Stevenson M, et al. Neurodevelopment of children exposed in utero to lamotrigine, sodium valproate and carbamazepine. Arch Dis Child 2011 July;96(7):643-7.

Thomas SV, Ajaykumar B, Sindhu K, et al. Motor and mental development of infants exposed to antiepileptic drugs in utero. Epilepsy Behav 2008 Jul;13(1):229-36.

Christensen J, Grønborg TK, Sørensen MJ, et al. Prenatal valproate exposure and risk of autism spectrum disorders and childhood autism. JAMA 2013 Apr 24;309(16):1696-1703.

Cohen MJ, Meador KJ, Browning N, et al. Fetal antiepileptic drug exposure: Adaptive and emotional/behavioral functioning at age 6years. Epilepsy Behav 2013;29(2):308-15.

Cohen MJ, Meador KJ, Browning N, et al. Fetal antiepileptic drug exposure: motor, adaptive, and emotional/behavioral functioning at age 3 years. Epilepsy Behav 2011 Oct;22(2):240-6.

Meador KJ, Baker GA, Browning N, et al. Fetal antiepileptic drug exposure and cognitive outcomes at age 6 years (NEAD study): a prospective observational study. Lancet Neurol 2013;12(3):244-52.

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