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segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Romã é antioxidante, anti-inflamatória e tem ação neuroprotetora

5Junto com panetone, frutas cristalizadas e castanhas, a romã faz parte das tradições de fim de ano. Além de saborosa e versátil para ser usada em saladas e sucos, a fruta, que pode ser aproveitada da casca às sementes, também é um poço de benefícios para a saúde

A romã é rica em vitaminas A, C e nos minerais magnésio, manganês, zinco, cálcio e ferro. “São esses, principalmente, os compostos que ajudam no controle de imunidade e anemia”, explica a nutricionista funcional Karin Honorato. Esses micronutrientes também atuam na saúde da visão, da pele, dos ossos e no transporte de oxigênio para as células, entre outras coisas.

A fruta também é rica em ácido elágico, que ajuda a prevenir alguns tipos de câncer – principalmente os de pele –, auxilia no processo anti-inflamatório e tem ação de proteção celular. “Nas questões do envelhecimento precoce, de quebra e desgaste de colágeno, o ácido elágico é muito bom para desinflamar e proteger”, aponta Karin.

Outro ponto positivo da romã é a propriedade antioxidante. “Quando a pessoa come muito, ou está estressada, ou tem muita toxina no organismo, formam-se muitos radicais livres. Se você não inibir esses radicais livres, tem maiores chances de envelhecimento, mais perda de células, maior probabilidade de doenças inflamatórias e câncer e de diversas outras doenças adquiridas (não transmissíveis)”, explica a nutricionista. Os ácidos gráxos da romã – flavonoides, ácido clorogênico, caféico e málico – são potentes antioxidantes que auxiliam na neutralização dos efeitos dos radicais livres.

Neuroproteção
Além da extensa lista de benefícios, a romã ainda tem potencial para mais. Uma nova pesquisa realizada na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, (ESALQ), da Universidade de São Paulo (USP), revelou que a casca da fruta tem efeito neuroprotetor em ratos.

A pesquisadora Maressa Caldeira Morzelle observou que o extrato da casca é capaz de inibir a enzima acetilcolinesterase. “Essa enzima prejudica o sistema colinérgico por meio da degradação de um neurotransmissor”, explica. A inibição da enzima é a principal ação dos medicamentos usados para tratar a doença de Alzheimer. Ainda na pesquisa, os camundongos que receberam o extrato de romã também apresentaram uma maior manutenção da memória, ao contrário das cobaias que não receberam a romã.

Pêssego e lichia são bons para a pele
Fim de ano também é época de frutas como o pêssego e a lichia, além de ser tempo de comer alimentos como lentilha e nozes. Todos eles têm uma lista de benefícios para a saúde.

A lichia é rica em vitaminas A e C, além de ser uma fruta de baixo valor calórico. Da casca, é possível fazer um chá que é bom no combate a diarreias.

O pêssego é uma das frutas com maior quantidade de boro. “Esse mineral é muito importante para a pele, para a produção de colágeno”, explica a nutricionista Karin Honorato. Ele também é muito rico em vitaminas A e C, além de ter muitas fibras.

“O pêssego, então, é muito bom para o intestino, é antioxidante, protege as vistas e é bom para a imunidade”, diz Karin. Tudo isso, com uma baixa quantidade de açúcar e poucas calorias.

Já as nozes, ricas em gorduras insaturadas, são anti-inflamatórias, aumentam o metabolismo e ajudam no controle do colesterol ruim.

Da família das leguminosas, as lentilhas são ricas em proteínas e possuem poucos carboidratos. Possuem uma grande quantidade de magnésio, cálcio, ferro e vitaminas do complexo B. (RS)


Origem
A romã é típica do Oriente Médio e da Ásia. Ela chegou ao Brasil junto com os portugueses. Para os gregos, estava ligada à fecundidade e, nos rituais de início de ano, simboliza prosperidade.

O Tempo

RDC reúne regras para venda dos anorexígenos

Resolução traz as Doses Diárias Recomendadas e quantidade máxima de sibutramina por receita

A Anvisa publicou hoje a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 133/2016 que trata da venda (dispensação) dos medicamentos à base de anfepramona, femproporex, mazindol e sibutramina.

A RDC 133/2016 reúne regras que estavam dispersas em outras normas da Anvisa que tratam de anorexígenos do tipo anfetamínico (anfepramona, mazindol, femproporex e fentermina) e sibutramina, como a RDC 50/2014 e a RDC 58/2014.

Dose diária
No caso da sibutramina, a RDC 133/2016 consolida a determinação da Anvisa em relação à quantidade de medicamento que poderá constar em cada notificação de receita apresentada pelo paciente. A quantidade de medicamento máxima por receituário deve ser igual a 60 (sessenta) dias de tratamento.

Pela redação da RDC 133/2016 ficam consolidadas as Doses Diárias Recomendadas (DDR) para as quatro substâncias que são:
  • Femproporex, 50,0 mg/dia;
  • Fentermina, 60,0 mg/ dia;
  • Anfepramona, 120,0 mg/dia;
  • Mazindol, 3,0 mg/dia,
  • e Sibutramina, 15 mg/dia
Controle especial
Outro ponto importante da RDC 133/2016 é que o monitoramento de todo e qualquer evento adverso relacionado ao uso de medicamento que contenha as substâncias tratadas nesta RDC será realizado por meio do Sistema Nacional de Notificações para a Vigilância Sanitária (Notivisa) disponível no sítio eletrônico da Anvisa.

Histórico
No dia 26 de setembro de 2014 foi publicado no Diário Oficial da União a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 50/2014. A norma traz o novo regulamento técnico referente a anorexígenos no País e normatiza o assunto após a publicação do Decreto Legislativo 273/2014, aprovado pelo Congresso Nacional em setembro daquele mesmo ano. O Decreto invalida a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 52/2011, publicada pela Agência em outubro de 2011.

Saiba Mais: RDC 133/2016

ANVISA

Discriminação impede que pessoas LGBT tenham acesso à saúde, alerta OPAS

Czfc ZcXgAAH3WCPessoas lésbicas, gays, bissexuais e trans (LGBT) enfrentam estigma e discriminação não apenas na sociedade em geral, mas particularmente na área da saúde

O preconceito impede o acesso dessa população a serviços de qualidade e coloca indivíduos em risco de serem tratados de forma desrespeitosa e abusiva em ambientes que deveriam preservar seu bem-estar.

O cenário preocupa a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), que participou na segunda-feira (12) de um encontro entre especialistas, defensores dos direitos humanos e representantes dos Estados-membros.

“Por saúde universal, queremos dizer que todos — independentemente de sua origem socioeconômica, etnia, gênero ou raça — estão cobertos por um sistema de saúde bem financiado e organizado, oferecendo serviços de saúde abrangentes e de qualidade”, afirmou a diretora do organismo regional, Carissa F. Etienne.

Pesquisas mostram que o preconceito contra homossexuais e a falta de informações sobre questões de gênero estão por trás do atendimento de má qualidade à população LGBT — e podem levar até mesmo à recusa absoluta da prestação de cuidados. Nos centros de saúde, esse público também está sujeito a abusos.

Segundo a OPAS, profissionais clínicos nem sempre têm um entendimento adequado das necessidades específicas de saúde desse público. Para o organismo regional, redes de atendimento precisam ser aprimoradas para lidar com questões como os traumas associados a episódios de preconceito.

Durante o evento realizado na última segunda-feira (12), palestrantes do Brasil e do Canadá descreveram ações adotadas para lidar com o estigma e a discriminação LGBT e proteger a saúde e os direitos humanos.

Representando o Canadá no evento, Randy Boissonnault, conselheiro especial sobre questões LGBTQ do primeiro-ministro do país, Justin Trudeau, falou sobre a nova legislação que o governo propôs para reconhecer e reduzir a vulnerabilidade de pessoas trans e de gêneros diversos. Objetivo é protegê-las do estigma, dos discursos e crimes de ódio, além de reafirmar sua igualdade na sociedade canadense.
Nenhum texto alternativo automático disponível.
Além de instituir novas leis, o Canadá também está implementando projetos de prevenção da violência homofóbica e transfóbica nos sistemas educacionais. A Agência nacional de Saúde Pública apoia ainda programas comunitários que amparam vítimas de violência familiar, incluindo indivíduos trans.

Toni Reis, presidente do Grupo Dignidade, observou que o Brasil tem um passado doloroso quando se trata de discriminação LGBT. Segundo ele, mais de 5 mil pessoas foram mortas no Brasil entre 1980 e 2015 e a discriminação prevalece até os dias de hoje.

Apesar dos desafios, estados e municípios têm desenvolvido planos de ação abrangentes na área de saúde e iniciativas têm recebido a participação de membros da comunidade LGBT.

Caleb Orozco, diretor-executivo do United Belize Advocacy Movement, parabenizou evoluções como a resolução dos Estados-Membros da OPAS sobre saúde LGBT em 2013, que indicam o crescente compromisso internacional para proteger e promover a saúde das pessoas LGBT e seus direitos humanos. Apesar dos avanços, “há uma urgência em se afastar da discussão para a ação”, alertou.

A presidente da Translatina Coalition, com sede na Califórnia, Bamby Salcedo, ressaltou que “é responsabilidade dos governos implementar as resoluções que foram acordadas”. Os países precisam investir recursos na comunidade trans”, disse.

Foto: Nações Unidas

Abertas as inscrições para mestrado profissional em desenvolvimento e políticas públicas

Curso tem parceria com a Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP), unidade técnico-científica da Fundação Oswaldo Cruz

A Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa do Ministério da Saúde (SGEP/MS), em parceria com a Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (ENSP), unidade técnico-científica da Fundação Oswaldo Cruz, torna público o cronograma e as normas para a seleção de candidatos ao curso de Mestrado Profissional em Desenvolvimento e Políticas Públicas. As inscrições estão abertas até o dia 20 de janeiro de 2017.

Poderão participar do curso servidores públicos da esfera federal, portadores de diploma de graduação reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC), lotados no Ministério da Saúde. Os profissionais devem desenvolver atividades relacionadas à formulação, implementação, execução, monitoramento, avaliação, auditoria e controle das políticas de saúde.

O objetivo do curso é de fortalecer, a capacidade de gestão pública nos vários setores do Ministério da Saúde envolvidos na área de políticas públicas e desenvolvimento de programas.

De acordo com o edital, o curso oferece no máximo 30 vagas. As vagas só serão preenchidas por candidatos aprovados em todas as etapas do processo seletivo.

O curso terá carga horária de 1.440 horas, em regime presencial de dedicação parcial, com duração de 24 meses, incluindo a elaboração da dissertação. As aulas serão ministradas semanalmente em Brasília, nas quartas e quintas-feiras à noite, e sextas-feiras pela manhã e à tarde.

Fonte: NUCOM/ Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa do Ministério da Saúde (SGEP/MS)

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

OPAS/OMS lança guia para prevenção e controle do câncer do colo do útero

Já está disponível em português a publicação “Controle integral do câncer do colo do útero: Guia de práticas essenciais”, da Organização Mundial da Saúde (OMS)

A tradução foi feita pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e contou com a colaboração do Instituto Nacional de Câncer (INCA) e do Ministério da Saúde do Brasil. O guia tem o objetivo de ajudar os países a prevenir e controlar um dos tipos de câncer de maior prevalência e mortalidade no Brasil e no mundo, que pode, no entanto, ser facilmente prevenível e tratável.

No documento, há informações atualizadas sobre estratégias complementares para o manejo do câncer do colo do útero, além do destaque sobre a necessidade de colaboração entre os programas, organizações e associações.

Os principais elementos do guia, lançado originalmente em dezembro de 2014, são:

Vacinar meninas com idade entre 9 a 13 anos com duas doses da vacina contra o HPV para prevenir a infecção pelo papilomavírus humano (HPV), responsável pela maioria dos casos de câncer do colo do útero. O esquema reduzido de duas doses mostrou ser tão eficaz quanto o atual, com três doses. A mudança facilitará a administração da vacina. Além disso, reduzirá os custos, o que é particularmente importante para países de baixa e média renda, onde os orçamentos nacionais de saúde são limitados, mas a necessidade da vacina é maior. Hoje, meninas em mais de 55 países estão protegidas pela administração de rotina da vacina contra o HPV. De forma encorajadora, um número crescente de países de baixa e média renda estão introduzindo a vacina contra o HPV em sua rotin

Uso de testes de HPV para o rastreamento de mulheres com o objetivo de prevenir o câncer cervical. Com o teste de HPV, a frequência de rastreio diminuirá. Uma vez que uma mulher é avaliada como negativa para o vírus, não deve ser rastreada por pelo menos cinco anos, mas deve passar por novo rastreamento dentro de 10 anos. Isso representa uma grande economia de custos para os sistemas de saúde em comparação com outros tipos de testes.

Comunicar mais amplamente.Em vez de se concentrar principalmente no encorajamento do rastreamento de mulheres com mais de 29 anos, o guia recomenda a comunicação com um público mais amplo: adolescentes, pais, educadores, líderes e pessoas que trabalham em todos os níveis do sistema de saúde. Estima-se que pelo menos um milhão de mulheres em todo o mundo vivem atualmente com câncer do colo do útero. Muitas delas não têm acesso aos serviços de saúde para a prevenção, tratamentos curativos ou cuidados paliativos.

Enfrentando as desigualdades
As taxas de câncer do colo do útero caíram no mundo desenvolvido durante os últimos 30 anos, em grande parte devido ao rastreamento e aos programas de tratamento. Ao mesmo tempo, no entanto, as taxas na maioria dos países em desenvolvimento aumentaram ou permanecem inalteradas, muitas vezes devido ao acesso limitado aos serviços de saúde, falta de conhecimento e ausência de programas de rastreio e tratamento. Mulheres rurais e mais pobres que vivem em países desenvolvidos estão em maior risco de desenvolver de câncer invasivo do colo do útero. A publicação destaca a importância de abordar a discriminação de gênero e outras desigualdades relacionadas a uma série de fatores sociais (como riqueza, classe, educação, religião e etnia) na concepção de políticas e programas de saúde.

Sobre o guia
O guia da OMS fornece uma abordagem abrangente de prevenção e controle do câncer do colo do útero para governos e prestadores de cuidados de saúde. Também conhecido como "Pink Book", o documento destaca os recentes desenvolvimentos em tecnologia e estratégia para melhorar o acesso das mulheres aos serviços de saúde para prevenir e controlar a doença.

A orientação identifica as principais oportunidades e idades durante toda a vida da mulher, quando o controle e prevenção podem ser postos em ação, especialmente para:
  • Prevenção primária: a vacinação contra o papilomavírus humano (HPV) visa meninas de 9 a 13 anos, com o objetivo de imunizá-las antes de se tornarem sexualmente ativas.
  • Prevenção secundária: acesso à tecnologia para mulheres com mais de 30 anos, como a inspeção visual do colo do útero com ácido acético, ou HPV para triagem, seguido de tratamento de lesões pré-cancerosas detectadas, que podem se desenvolver em um câncer do colo do útero.
  • Prevenção terciária: acesso ao tratamento e gerenciamento do câncer para mulheres de qualquer idade, incluindo cirurgia, quimioterapia e radioterapia.
  • Quando o tratamento curativo já não é uma opção, o acesso aos cuidados paliativos é crucial.
Vários serviços e programas de saúde são necessários para implementar os diferentes elementos dessas recomendações. A orientação sublinha a importância da colaboração entre os setores, entre os programas de saúde e entre os profissionais que trabalham em todos os níveis do serviço de saúde para o sucesso da prevenção do câncer do colo do útero. As diretrizes também mostram como a prevenção e o controle do câncer do colo do útero podem ser integradas em sistemas de prestação de cuidados de saúde existentes, incluindo planejamento familiar, cuidados no pós-parto e HIV/aids. A distribuição de vacinas aos adolescentes, por exemplo, abre a porta para alcançá-los com informações adicionais de saúde, educação sexual e conselhos sobre estilos de vida saudáveis.

Uma oportunidade global para melhorar a saúde das mulheres: a implementação de programas de prevenção e controle do câncer do colo do útero apoia a Estratégia Global para a Saúde da Mulher e da Criança (2010) do Secretário-Geral das Nações Unidas. O câncer do colo do útero foi identificado na Declaração Política de 2011 da Reunião de Alto Nível da Assembleia Geral da ONU sobre Prevenção e Controle das Doenças Não-Transmissíveis (DNT).

A Assembleia Mundial da Saúde de 2013 identificou o câncer do colo do útero como uma das intervenções prioritárias no plano de ação para a prevenção e controle das DNT no período 2013-2020, acordada pelos Estados-Membros, que se comprometeram a incluir o câncer do colo do útero e outras intervenções das DNT nos planos nacionais de saúde.

Fonte: OPAS/OMS